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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

O LIVRO DOS MORTOS DO ANTIGO EGITO






(Em sextilhas de cordel)


I

Na terra do Sol ardente,

Das pirâmides erguidas,

Surge o Livro dos Mortos,

Com palavras tão sentidas.

Guia o morto em sua trilha,

Pelas sendas da partida.


II

Chamado "Surgir do Dia",

Nome em língua faraônica,

Feito em papiro sagrado,

Na escrita hieroglífica.

Era o mapa do além,

Da jornada tão simbólica.


III

Não foi livro de um só,

Mas de séculos inteiros,

Textos velhos das pirâmides,

E do caixão derradeiro.

Feitiços mil reunidos,

Nos caminhos verdadeiros.


IV

No caixão era guardado,

Ou na tumba colocado,

Para que a alma seguisse

Seu destino iluminado.

Contra o caos e a morte,

O espírito protegido e amado.


V

Na barca solar do dia,

O falecido embarcava,

E nas trevas do Duat,

Seu destino enfrentava.

Com a ajuda dos feitiços,

A vitória conquistava.


VI

Primeiro vinha a descida,

Onde o corpo revivia,

A fala e o movimento,

Novamente possuía.

Do silêncio da caverna,

Nova vida então nascia.


VII

Depois surgiam os deuses,

Com seus nomes e lugares,

Revelando as origens,

Dos segredos milenares.

O morto, como o sol,

Renascia em novos ares.


VIII

Seguia a barca dourada,

Com o sol resplandecente,

Viajando entre as estrelas,

Num cortejo reluzente.

À noite, diante de Osíris,

Seu destino era presente.


IX

E no juízo supremo,

Diante da Balança erguida,

Seu coração era pesado,

Com a pena da medida.

Se fosse puro e justo,

Ganhava a eterna vida.


X

Por fim, justificado,

Com amuletos sagrados,

Entre os deuses assumia

Os poderes conquistados.

O morto era divino,

Nos mistérios revelados.


XI

Assim é o Livro dos Mortos,

Um tesouro ancestral,

Que guiava os egípcios

No caminho imortal.

Entre a noite e a aurora,

Rumo à vida celestial.


👉 Fiz em tom narrativo e ritual, como se fosse um cordel de ensinamento, mantendo a essência mágica do Totenbuch.




Autor: Nhenety Kariri-Xocó 




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