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sábado, 25 de outubro de 2025

AS RAÍZES DOS COLONIZADORES DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO EM CORDEL

 





🌾 DEDICATÓRIA POÉTICA


À terra mãe dos colonos,

que o Atlântico viu partir,

trazendo nas mãos sementes

de um velho povo a florir.

Aos que cruzaram o tempo,

para em Pernambuco existir.


Aos povos que ergueram templos,

aldeias, roças e trilhas,

que misturaram memórias

com o sangue das famílias.

Aos ventos de Portugal,

que soaram nas capitanias.


Aos ancestrais esquecidos,

de fala celta e visigoda,

que em mares de fé profunda

bordaram a antiga roda.

E aos filhos do Nordeste,

que guardam essa história toda.


📜 ÍNDICE POÉTICO


Abertura – O Canto das Origens


Prólogo Poético – O Caminho do Atlântico


Capítulo I – Os Primeiros Povos da Península Ibérica


Capítulo II – A Romanização


Capítulo III – O Domínio Visigodo


Capítulo IV – As Invasões Muçulmanas


Capítulo V – A Formação de Portugal


Capítulo VI – A Colonização da Capitania de Pernambuco


Encerramento – Heranças e Identidades


Epílogo Poético – O Legado das Raízes


Nota de Fontes Rimada


Ficha Técnica


Sobre o Autor


Sobre a Obra


Epílogo Final


Quarta Capa Poética


🌅 ABERTURA — O CANTO DAS ORIGENS


Nas terras do velho mundo,

ecoou som de batalha,

povos antigos lutando

em cada monte e muralha.

E o tempo, velho ferreiro,

batia o aço na fornalha.


Da Ibéria ao Douro antigo,

pelos vales e colinas,

os rios cantavam fundo

como vozes peregrinas.

E o norte forjava o homem

das raízes mais divinas.


Entre névoas e lendas,

nas terras de Galaécia,

a fé se misturava

com o mito e a sapiência.

Ali nasceu Portugal,

da luta e da resistência.


🌊 PRÓLOGO POÉTICO — O CAMINHO DO ATLÂNTICO


De montes, serras e vales,

vieram filhos do vento,

com a coragem dos mares

e o dom do descobrimento.

Cruzaram o azul sem fim,

guiados por pressentimento.


Do Minho, Beira e Trás-os-Montes,

partiram homens de fé,

que o mundo ainda guardava

em pergaminhos de pé.

Teceram com suor e cruz

a história que aqui se vê.


Em cada barca partida,

ecoava o nome antigo:

“Portugal, és meu destino,

meu fado, meu grande abrigo.”

E o mar, com voz de saudade,

fazia o tempo de amigo.


⚜️ CAPÍTULO I — OS PRIMEIROS POVOS DA PENÍNSULA IBÉRICA


Nas terras do norte antigo,

onde o sol toca o rochêdo,

viveram os povos celtas,

de alma livre e sem medo.

Chamavam-se os Callaeci,

filhos da névoa e do segredo.


Faziam seus castros altos,

com muros de pedra e lenda,

cultuavam rios e árvores,

numa fé que o tempo prenda.

Eram donos do silêncio

que o coração compreenda.


Tinham harpas e guerreiros,

danças, símbolos e runas,

e nas festas do equinócio,

acendiam as suas luas.

O céu era o livro aberto

de suas crenças e tunas.


Ali nasceu o mistério,

a raiz da voz lusitana,

que o tempo depois chamaria

de alma galego-portana.

Na força do campo e do povo,

surgia a semente humana.


E o norte guardou consigo

essa herança de bravura,

que moldou os navegantes

com fé, espada e ternura.

Na pedra e na lenda antiga,

cresceu a alma futura.


🏛️ CAPÍTULO II — A ROMANIZAÇÃO


Do sul chegaram soldados,

com estandartes e glória,

trazendo o poder de Roma

e um novo rumo à história.

Nas terras dos velhos celtas,

fundaram a trajetória.


O latim virou corrente,

a palavra, disciplina,

surgiram portos e estradas

na península divina.

E o povo de “Portus Cale”

tornou-se voz peregrina.


Construíram pontes e templos,

banhos, arcos e cidades,

deram leis aos povos livres

e trouxeram novas verdades.

O império deixou nas pedras

seus sonhos e majestades.


A cultura se fundiu,

e a fala virou canção,

onde antes era montanha,

agora havia nação.

A língua romana em flor

brotou do chão à razão.


E o nome — “Portus Cale” —

cresceu, ganhou direção,

de um porto celta antigo

à semente de uma nação.

Assim nasceu Portugal,

do ferro, fé e coração.



⚔️ CAPÍTULO III — O DOMÍNIO VISIGODO


Quando Roma se desfez,

em cinzas de decadência,

chegaram povos do norte

com poder e inteligência.

E os visigodos ergueram

um reino de resistência.


Trouxeram leis e espadas,

fé e organização,

misturaram-se aos antigos

filhos da mesma região.

Entre cruz e coroa firme,

fundaram nova nação.


Mantiveram os códigos velhos

do império já vencido,

mas puseram sobre os tronos

um espírito destemido.

O rei visigodo reinava

com olhar endurecido.


A fé era ainda incerta,

ora ariana, ora pura,

até que em Toledo o sol

de Roma voltou à altura.

Converteram-se ao cristão

com sincera formosura.


E assim, sob essa bandeira,

forjaram a identidade

de um povo forte e fiel,

cheio de espiritualidade.

A alma lusa nascia

entre sangue e lealdade.


Nos vales, montes e serras,

a semente se espalhou,

misturando o sangue godo

ao que Roma ali deixou.

Na pedra e na cruz dourada,

o futuro se moldou.


🌙 CAPÍTULO IV — AS INVASÕES MUÇULMANAS


Mas eis que o tempo mudava,

e do sul o vento ardente

trouxe os mouros e seus cantos,

seu saber resplandecente.

Com a lua em meio ao estandarte,

chegava um novo Oriente.


Os árabes cruzaram mares,

montanhas e fortaleza,

trazendo a ciência e a arte

com rara delicadeza.

Entre guerra e convivência,

floresceu nova beleza.


Construíram jardins e fontes,

cidades de mil segredos,

onde o saber era estrela

que brilhava sobre os medos.

O norte, em brava resistência,

não se rendeu aos enredos.


Ali, nas terras do Minho,

da Beira e Trás-os-Montes,

a cruz fincou sua força

em cada rio e nos montes.

E o povo, em fé e espada,

defendia seus horizontes.


Por séculos resistiram

ao poder da meia-lua,

com coragem e devoção

que o destino ainda atua.

Do sangue dessa batalha,

nasceu a pátria lusa e sua.


A mescla ficou no solo,

na fala, no pão, na lida,

na música e na palavra

da história repartida.

O mouro deixou seu eco

na alma dessa vida.



🏰 CAPÍTULO V — A FORMAÇÃO DE PORTUGAL


Do aço da resistência

surgiu o sonho real,

a cruz ergueu-se no norte

com o destino ancestral.

Nascia, entre fé e guerra,

o reino de Portugal.


De condado em condado,

ergueu-se o chão lusitano,

onde Dom Afonso Henriques

traçou o poder humano.

Com espada, oração e lei,

fez-se o povo soberano.


O sol brilhou em Guimarães,

nas pedras e nos altares,

e o sangue de gerações

correu por verdes lugares.

A Reconquista era chama

a purgar antigos mares.


Do Minho às ondas do Douro,

cresceu a identidade,

um povo firme e piedoso

cantando liberdade.

E o reino ganhou raízes

na fé e na lealdade.


Vieram tempos de expansão,

com naus e sonhos no mar,

Portugal tornou-se ponte

para o mundo navegar.

E em busca de novos rumos,

partiu sem se limitar.


O Norte guardava a alma,

a coragem e a ternura,

a fé que venceu montanhas,

a mão que moldou a cultura.

Essa força ancestral

fez-se voz e arquitetura.


E quando o Atlântico abriu-se,

chamando o destino novo,

a alma do velho reino

foi levada em seu povo.

No peito de um marinheiro,

viajou o sangue do povo.


🌎 CAPÍTULO VI — A COLONIZAÇÃO DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO


No século das grandes naus,

de fé, ouro e descobertas,

chegaram filhos do norte

a terras mornas, desertas.

Trouxeram do chão lusitano

as memórias mais incertas.


Vieram do Minho e Beira,

de Trás-os-Montes venturoso,

trazendo saber da terra,

do campo e do vinho saboroso.

No engenho e na plantação,

o luso fez-se laborioso.


O solo de Pernambuco

acolheu essa mistura,

de fé, suor e esperança,

de trabalho e de cultura.

E o velho sangue europeu

gerou nova arquitetura.


Nasciam as vilas brancas,

os engenhos e os altares,

os sinos tocavam longe

por sobre os canaviais.

E a alma do português

se unia aos rios e mares.


Trouxeram cruz e rosário,

tradição, festa e canção,

e junto do povo nativo

fizeram nova união.

Na fé e na labuta diária,

criou-se a civilização.


O açúcar virou fortuna,

o gado andou pelo sertão,

e o eco das vozes velhas

fundou nova nação.

De Portugal a Pernambuco,

corria a mesma canção.


E assim, da Ibéria ao trópico,

das montanhas ao mangueiral,

as raízes dos colonos

geraram o bem e o mal.

Mas deixaram na história viva

o espírito imortal.


Hoje o sangue misturado

fala em cada coração,

na cultura e na memória

de um Brasil em formação.

Pernambuco é espelho antigo

da primeira geração.



🌄 ENCERRAMENTO — HERANÇAS E IDENTIDADES


Do norte de Portugal

às praias de Olinda e mar,

ecoaram vozes antigas

que vieram se renovar.

Do aço e da cruz nasceu

um novo povo a brotar.


As terras da Capitania

guardaram fé e suor,

nas casas brancas de engenho,

no batuque e no tambor.

E a raiz do colonizador

misturou-se ao nosso ardor.


Do celta ao luso, ao índio,

à herança africana,

teceu-se o pano sagrado

da alma pernambucana.

Que traz o mundo nas veias

e a bravura lusitana.


Assim se ergueu a história,

com dores e com canção,

com a luta dos primeiros

que aqui lançaram a mão.

E o tempo, sábio guardião,

fez-se espelho e tradição.


🌅 EPÍLOGO POÉTICO — O LEGADO DAS RAÍZES


Raízes não são apenas

o que prende ao chão profundo,

são laços que dão sentido

ao caminhar deste mundo.

E quem conhece sua origem

tem um destino fecundo.


De Portugal veio o sangue,

a coragem e o saber,

mas o Brasil deu à história

novo rosto, novo ser.

Na mistura está o mistério

do que é nascer e renascer.


Que este cordel seja ponte

entre passado e presente,

eco de memória viva

no coração de quem sente.

Pois quem honra a própria história

caminha eternamente.


📚 NOTA DE FONTES RIMADA


Baseei-me em velhos livros

de saber e tradição,

em registros de memória,

pesquisas e narração.

Para unir o verso e o tempo

na trilha da formação.


Da Hispânia romana veio

a história e o seu enredo,

com Isabel Fernandes clara,

mostrando o velho segredo.

E José Mattoso narrou

o reino em fé e degredo.


Teresa Novo lembrou

a herança judaica e bela,

e Ana Rodrigues mostrou

a Lusitânia singela.

Ricardo Silva explicou

a colônia e a centelha.


Essas fontes são faróis,

guardiãs da tradição,

e nelas busquei a essência

da nossa transformação.

Entre o livro e o verso, ergo

meu tributo e gratidão.


🪶 FICHA TÉCNICA


Título: As Raízes dos Colonizadores da Capitania de Pernambuco

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Gênero: Cordel histórico-literário

Formato: Livro-Cordel em verso rimado (A5, edição artística digital)

Idioma: Português

Ano: 2025

Edição: Edição especial digital – Blog KXNHENETY.BLOGSPOT.COM – Caminhos da Tradição

Produção literária e poética: Nhenety Kariri-Xocó

Assistência editorial e poética digital: ChatGPT – Irmão Virtual

Ilustração da Capa Principal 3D: Representação realista simbólica — luz dourado-azulada sobre mapa antigo e brasão de Portugal irradiando até Pernambuco.

Ilustração da Quarta Capa 3D: Representação simbólica das raízes e dos mares — caravelas douradas cruzando o Atlântico sobre raízes entrelaçadas, sob um céu azul de memória e ancestralidade.


🌿 SOBRE O AUTOR


Nhenety Kariri-Xocó, contador de histórias oral e escrita, é filho do povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL).

Poeta, pesquisador e guardião das tradições, dedica-se a registrar em forma de cordel e narrativa simbólica as memórias, lutas e heranças que moldaram o Brasil.

Com sensibilidade espiritual e rigor histórico, Nhenety une o sagrado e o humano, o mito e o tempo, para que as vozes dos antigos jamais se calem.


🕊️ SOBRE A OBRA


As Raízes dos Colonizadores da Capitania de Pernambuco é um cordel de reconstrução histórica e poética.

Baseado em fontes acadêmicas e tradição oral, revela a longa trajetória dos povos do norte de Portugal — dos celtas à formação do Reino — e suas influências sobre o processo de colonização de Pernambuco.

Mais do que narrativa, é um cântico de origem e reflexão, onde a história se transforma em poesia e o mar se faz ponte entre civilizações.

Esta obra foi inspirada e fundamentada no artigo publicado no blog “KXNHENETY.BLOGSPOT.COM", disponível em:  

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/as-raizes-dos-colonizadores-da.html?m=0  , seguindo uma estrutura acadêmica nos moldes da ABNT e respaldada em referenciais históricos e culturais que unem a tradição oral ao conhecimento erudito. 



🔆 EPÍLOGO FINAL


Da velha Ibéria nasceu

o fado e a devoção,

do Brasil, o novo canto

de amor e libertação.

Entre um e outro oceano,

pulsa o mesmo coração.


Que esta obra seja espelho

da memória e da raiz,

que une povos distantes

no mesmo sonho feliz.

E que a história, em cordel,

seja eterna e aprendiz.


🌍 QUARTA CAPA POÉTICA





Entre mares e montanhas,

ecoou o som do passado,

Portugal e Pernambuco,

por laços eternos ligados.

Raízes cruzaram o tempo,

em sangue e sonho sagrado.


Que o leitor, ao abrir o livro,

ouça a voz da travessia,

do velho povo celta ao luso,

da fé à sabedoria.

E sinta, em cada estrofe,

a força da antiga harmonia.


No brilho dourado das ondas,

a alma ibérica fulgura,

e o Brasil, feito de mistos,

ergue a própria estrutura.

Assim fala este cordel —

de origem, fé e cultura.




Autor: Nhenety Kariri-Xocó 






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