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terça-feira, 28 de julho de 2026

O IMPERADOR E O OPARÁ: D. PEDRO II ENTRE OS KARIRI DE PORTO REAL DO COLÉGIO

 





FALSA FOLHA DE ROSTO

O IMPERADOR E O OPARÁ: D. PEDRO II ENTRE OS KARIRI DE PORTO REAL DO COLÉGIO

Nhenety Kariri-Xocó




FOLHA DE ROSTO

O IMPERADOR E O OPARÁ: D. PEDRO II ENTRE OS KARIRI DE PORTO REAL DO COLÉGIO

Memória, História e Tradição Oral às Margens do Velho Chico

Nhenety Kariri-Xocó

Porto Real do Colégio – Alagoas
Brasil
2026




VERSO DA FOLHA DE ROSTO

Copyright © 2026 – Nhenety Kariri-Xocó

Todos os direitos reservados.

Esta obra reúne narrativas construídas a partir da tradição oral do povo Kariri-Xocó, da memória coletiva preservada pelos anciãos, de registros históricos do século XIX e de pesquisas sobre a viagem de Sua Majestade Imperial D. Pedro II ao Rio São Francisco, em 1859.

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida sem autorização do autor, exceto para fins acadêmicos e de pesquisa, mediante a devida citação.




FICHA CATALOGRÁFICA

K18i

KARIRI-XOCÓ, Nhenety.

O Imperador e o Opará: D. Pedro II entre os Kariri de Porto Real do Colégio / Nhenety Kariri-Xocó. – Porto Real do Colégio, AL: Edição do Autor, 2026.

120 p. : il. color.

ISBN (Simbólico): 978-65-1859-1859-2

Povos Indígenas – Brasil.

Kariri-Xocó – História.

D. Pedro II.

Rio São Francisco.

Porto Real do Colégio.

Memória e Tradição Oral.

História de Alagoas.

CDD: 981.35




ISBN (SIMBÓLICO)

ISBN: 978-65-1859-1859-2




PREFÁCIO OFICIAL DA COLEÇÃO

Esta obra integra o Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, iniciativa dedicada à preservação, produção e difusão do conhecimento construído a partir das vivências culturais do povo Kariri-Xocó.

Fundamentado na memória, na ancestralidade e na experiência histórica, o Acervo orienta-se pela compreensão de que o saber se constrói por meio de encontros, trocas e transformações culturais ao longo do tempo.

Os elementos culturais, científicos e literários oriundos de diferentes povos e autores são respeitados em suas origens, sendo compreendidos como influências legítimas no processo de formação do conhecimento, sem reivindicação de autoria sobre tais contribuições.

Ao mesmo tempo, reconhece-se a existência de uma produção autoral própria, resultante da interpretação singular da realidade vivida.

Dessa forma, a presente obra se insere em uma continuidade cultural dinâmica, na qual tradição e criação se articulam, preservando identidades e projetando novos horizontes.



ESCLARECIMENTO DO AUTOR

A presente obra constitui, neste momento, um pré-projeto editorial em fase de estruturação acadêmica e organização bibliográfica.

Sua versão definitiva será futuramente submetida aos processos de revisão, diagramação, normalização segundo os padrões da ABNT, catalogação bibliográfica, classificação CDD e obtenção de ISBN oficial.

Enquanto perdurar esta etapa preparatória, parte das informações editoriais apresentadas possui caráter provisório e simbólico, destinando-se exclusivamente à identificação preliminar da obra.

O autor reafirma o compromisso com a preservação cultural, histórica e intelectual do acervo desenvolvido ao longo de suas pesquisas e produções literárias.

Nhenety Kariri-Xocó 



DEDICATÓRIA

Dedico este livro aos Tokenhé Antoá, os Antepassados Sagrados, que guardaram esta história ao longo de muitas gerações.

Dedico-o ao povo Kariri-Xocó, cujos passos continuam a ecoar no compasso do Toré, e às crianças da aldeia, para que jamais esqueçam que seus ancestrais receberam um Imperador às margens do Opará.

Que este livro seja uma canoa de palavras navegando pelo tempo.





AGRADECIMENTOS

Agradeço aos anciãos Kariri-Xocó, que fizeram da memória uma casa habitada pelo passado.

À minha família, pelo incentivo constante.

À comunidade de Porto Real do Colégio, guardiã de tantas lembranças.

Aos pesquisadores, historiadores e amigos que dedicam suas vidas à preservação da história indígena.

Ao Opará, que continua ensinando que as águas jamais esquecem os caminhos que percorrem.




EPÍGRAFE

"Enquanto houver alguém para contar esta história, o Opará continuará levando ao mar a lembrança do dia em que um Imperador encontrou um povo mais antigo que o próprio Império."

— Nhenety Kariri-Xocó




PREFÁCIO DO VOLUME

Há encontros que pertencem ao tempo e há encontros que pertencem à eternidade.

A visita de D. Pedro II a Porto Real do Colégio, em 16 de outubro de 1859, é um desses acontecimentos que ultrapassam a condição de registro histórico para alcançar o território da memória.

Este livro não pretende apenas narrar a passagem do Imperador pelas margens do Rio São Francisco. Seu propósito é devolver voz aos que testemunharam aquele momento: os Kariri, os homens e mulheres da aldeia, os maracás, o Toré e o próprio Opará.

Ao unir documentos históricos e tradição oral, Nhenety Kariri-Xocó oferece ao leitor uma obra que pertence simultaneamente à História e à memória coletiva.




RESUMO

Esta obra apresenta uma narrativa histórico-literária sobre a visita de D. Pedro II ao município de Porto Real do Colégio, Alagoas, em 16 de outubro de 1859. A partir de fontes históricas, memória coletiva e tradição oral do povo Kariri-Xocó, o livro reconstrói o encontro entre a comitiva imperial e os indígenas Kariri às margens do Rio São Francisco, conhecido ancestralmente como Opará.

São abordados episódios como a chegada do vapor Humaitá, a recepção promovida pelas autoridades locais, a celebração religiosa na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a apresentação do Toré e a demonstração da habilidade do Chefe Manoel Baltazar com o arco e a flecha.

A obra destaca a importância da memória oral como instrumento de preservação da identidade indígena e reafirma o papel do Opará como testemunha viva da história.

Palavras-chave: Kariri-Xocó; D. Pedro II; Opará; Memória; Tradição Oral.




ABSTRACT

This book presents a historical-literary narrative about the visit of Emperor Dom Pedro II to Porto Real do Colégio, Alagoas, on October 16, 1859. Based on historical records, collective memory, and the oral tradition of the Kariri-Xocó people, the work reconstructs the meeting between the imperial entourage and the Kariri Indigenous people on the banks of the São Francisco River, ancestrally known as Opará.

The narrative highlights the arrival of the steamship Humaitá, the reception organized by local authorities, the religious ceremony at Nossa Senhora da Conceição Church, the Toré ritual, and Chief Manoel Baltazar's remarkable demonstration of archery.

Keywords: Kariri-Xocó; Dom Pedro II; Opará; Oral Tradition; Memory.





APRESENTAÇÃO

Este livro é um convite.

Convido o leitor a caminhar pelas ruas da antiga Porto Real do Colégio, a ouvir os sinos da matriz, a sentir o vento que sopra do Velho Chico e a acompanhar o som dos maracás.

Mais do que uma obra histórica, este é um encontro entre tempos distintos: o Brasil Imperial, os povos originários e a permanência da memória.





NOTA DO AUTOR

Escrevo estas páginas como filho do Opará.

Ao longo dos anos, ouvi esta história ser contada por pessoas que já não caminham entre nós. Cada nome, cada detalhe e cada lembrança foram reunidos com o cuidado de quem recolhe sementes para o futuro.

Este livro é, antes de tudo, um ato de gratidão.





MEMÓRIA DO AUTOR

Nasci ouvindo o Rio São Francisco.

Aprendi cedo que as águas carregam histórias. Cresci entre as narrativas dos mais velhos, escutando sobre os antigos, sobre o Toré e sobre um dia em que um Imperador visitou nossa terra.

Como Worobü Woroyá Toklikli — Contador de Histórias Oral — compreendi que minha missão é impedir que o silêncio alcance aquilo que os antepassados decidiram preservar.





SEGUNDA APRESENTAÇÃO

Leitor, ao abrir este livro, lembre-se: nem toda história cabe nos documentos.

Algumas permanecem escondidas nas margens dos rios, nos cantos dos pássaros e nas palavras dos anciãos.

Escute atentamente. O Opará ainda está falando.





INTRODUÇÃO

Em 1859, D. Pedro II realizou uma das mais importantes viagens de sua trajetória como monarca brasileiro, percorrendo parte do Rio São Francisco.

Ao chegar a Porto Real do Colégio, encontrou um povo cuja história antecedia o Império: os Kariri.

Este livro reconstrói esse encontro a partir de uma perspectiva indígena, demonstrando que a história oficial e a memória oral não são adversárias, mas companheiras de jornada.




SUMÁRIO

Falsa Folha de Rosto
Folha de Rosto
Verso da Folha de Rosto
Ficha Catalográfica
ISBN (Simbólico)
Prefácio Oficial da Coleção
Esclarecimento do Autor
Dedicatória
Agradecimentos
Epígrafe
Prefácio
Resumo
Abstract
Apresentação
Nota do Autor
Memória do Autor
Introdução
Os Caminhos da Lembrança
A Voz das Águas do Opará
O Dia em que Porto Real Esperou o Imperador
O Vapor Humaitá sobre as Águas Sagradas
Os Ilustres Viajantes do Império
Os Guardiões da Recepção
Sob a Proteção de Nossa Senhora da Conceição
O Toré entre a Igreja e o Colégio dos Jesuítas
Os Nomes que o Tempo Não Levou
A Flecha do Chefe Manoel Baltazar
Viva os Indígenas de Porto Real do Colégio
A História que Continua a Ser Contada
Quando o Rio Continua a Contar
Considerações Finais
Glossário
Referências Bibliográficas
Sobre o Autor





OS CAMINHOS DA LEMBRANÇA




Antes que as palavras tomem o caminho da lembrança, aproximem-se do fogo da memória e escutem com atenção. Há histórias que pertencem aos livros, outras que repousam nos arquivos do tempo, mas existem aquelas que vivem no coração dos povos e atravessam os séculos carregadas pelas águas dos rios. Esta é uma dessas histórias. Ela nos leva ao ano de 1859, quando o destino fez convergir, às margens do sagrado Opará, os caminhos do Imperador do Brasil e do povo Kariri, guardião ancestral das terras de Porto Real do Colégio.




A VOZ DAS ÁGUAS DO OPARÁ




Era um tempo antigo, quando as águas do Opará, o grande Rio São Francisco, carregavam não apenas canoas e embarcações, mas também notícias que viajavam de margem em margem. Os mais velhos contam que, no ano de 1859, correu pela aldeia e pelas povoações a notícia de que o Imperador D. Pedro II descia o Velho Chico, visitando cidades, vilas e terras indígenas. E cada pessoa que ouvia a novidade a repetia ao cair da tarde, como quem anuncia a chegada de um vento diferente.





O DIA EM QUE PORTO REAL ESPEROU O IMPERADOR




Naqueles dias, Porto Real do Colégio preparou-se para receber tão ilustre visitante. Era o dia 16 de outubro de 1859, e o povo reunia-se nas ruas, enquanto os sinos da Igreja Matriz anunciavam um acontecimento que seria lembrado por muitas gerações. Dizem que as crianças corriam curiosas, os anciãos observavam em silêncio, e os indígenas Kariri guardavam em seus corações a memória daquele encontro.





O VAPOR HUMAITÁ SOBRE AS ÁGUAS SAGRADAS




Os antigos também contam que o Imperador não viajava sozinho pelas águas do Velho Chico. Sua comitiva seguia a bordo do vapor Humaitá, embarcação que deslizava majestosamente pelo Opará, anunciando sua chegada muito antes de alcançar os portos. Dizem que, ao longe, as pessoas reconheciam o vapor pela fumaça que se erguia aos céus e pelo movimento das águas, reunindo-se nas margens para testemunhar a passagem do monarca e de seus acompanhantes.





OS ILUSTRES VIAJANTES DO IMPÉRIO




Acompanhavam o Imperador sua esposa, a Imperatriz Dona Teresa Cristina, mulher de presença serena e olhar atento. Vinham também Sebastião do Rêgo Barros, Ministro da Guerra, Manuel Pinto de Souza Dantas, Presidente da Província de Alagoas, e Manuel da Cunha Galvão, Presidente da Província de Sergipe. Era uma grande comitiva, e suas embarcações pareciam pequenas ilhas deslizando sobre as águas do Opará.





OS GUARDIÕES DA RECEPÇÃO




Na recepção, encontravam-se homens que zelavam pela terra e pelo povo. Ali estava o Diretor Parcial do Aldeamento de Colégio, o Tenente-Coronel João Fernandes da Silva Tavares; o vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, Padre Manoel Pires de Carvalho; e, entre eles, os indígenas: o Capitão Pedro Lolaço, o Sargento Firmino José dos Santos, o Cabo-de-esquadra Manoel Altanazio e o Chefe Indígena Manoel Baltazar, cuja liderança era reconhecida pelos habitantes das aldeias e das margens do rio.




SOB A PROTEÇÃO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO




Conta a tradição que o Imperador dirigiu-se primeiro à Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Houve missa, orações e agradecimentos. As paredes do antigo templo ouviram palavras em português e, no silêncio dos corações indígenas, também as preces dos antigos, dirigidas aos antepassados que caminhavam invisíveis entre os vivos.





O TORÉ ENTRE A IGREJA E O COLÉGIO DOS JESUÍTAS




Terminada a cerimônia, todos seguiram para a praça situada entre a igreja e o antigo colégio dos jesuítas. Foi então que os Kariri iniciaram o Toré. O som dos maracás elevou-se ao céu, misturando-se ao canto dos pássaros e ao sopro do vento que vinha do rio. O Imperador observava atento aquele círculo sagrado, talvez sem imaginar que estava diante de uma tradição mais antiga do que muitas coroas.





OS NOMES QUE O TEMPO NÃO LEVOU




Os mais velhos ainda preservam os nomes daqueles que cantaram e dançaram naquele dia memorável: Manoel Paulo, João Xavier Botó, Vicente Ferreira Botó, Manoel Roberto Poité, Rosa Ferreira Botó, Luzia de Oliveira, Maria Pirigipe, Maria Tomazia e a pequena Martinha, que contava apenas onze anos de idade e João Pereira Pirigipe com doze anos de idade. Cada nome é uma chama acesa na memória do povo, lembrando que ninguém atravessa o tempo sozinho.






A FLECHA DO CHEFE MANOEL BALTAZAR




Depois do Toré, D. Pedro II aproximou-se do Chefe Manoel Baltazar e fez-lhe um pedido incomum. Ordenou que demonstrasse sua habilidade com o arco e a flecha. Escolheu-se um mourão colocado a pouca distância, e todos prenderam a respiração. Manoel Baltazar ergueu o arco, firmou os pés sobre a terra e, como haviam ensinado os antigos, lançou a flecha.





VIVA OS ÍNDIOS DE PORTO REAL DO COLÉGIO




A flecha cortou o ar e encontrou o alvo com precisão. Por um instante, houve silêncio. Em seguida, o Imperador ergueu a voz, admirado com a destreza do chefe indígena, e exclamou diante de todos: "Viva! Viva os Índios de Porto Real do Colégio!" O povo respondeu em coro, e até as águas do Opará pareceram levar aquele brado para longe.





A HISTÓRIA QUE CONTINUA A SER CONTADA




E assim, meus filhos, dizem os anciãos que aquela visita não ficou presa aos livros nem às páginas dos documentos. Ela permaneceu viva na palavra dos contadores de histórias, no compasso do Toré e na lembrança dos descendentes. Porque enquanto houver alguém para contar esta história às novas gerações, o encontro entre o Imperador e os Kariri de Porto Real do Colégio continuará acontecendo, eternamente, às margens do velho e sagrado Opará.





OS CAMINHOS QUE UNEM AS DUAS MARGENS




Mas os anciãos também ensinam que as águas do Opará não conhecem fronteiras. Depois de despedir-se de Porto Real do Colégio, D. Pedro II continuou sua jornada pelo Velho Chico, visitando outras povoações ribeirinhas que floresciam em suas margens. Entre elas, contam os guardiões da memória, encontrava-se a Aldeia Xocó da Ilha de São Pedro, em Porto da Folha, na então Província de Sergipe. Naquele tempo todos os Xocó ainda habitavam sua ilha ancestral, conservaram em suas narrativas a lembrança da passagem do Imperador, tal como os Kariri preservaram a memória do encontro em Porto Real. Assim, o Opará tornou-se testemunha de uma mesma história contada em duas margens: de um lado, os Kariri; do outro, os Xocó; ambos unidos pelas águas, pela tradição e pelo respeito aos antepassados.






QUANDO O RIO CONTINUA A CONTAR




E assim, quando a noite desce sobre o Opará e os maracás parecem ecoar ao longe, os antigos ainda sorriem ao recordar aquele dia. O tempo levou o vapor Humaitá, silenciou muitas vozes e transformou em ancestrais aqueles que testemunharam o encontro, mas não conseguiu apagar a memória. Pois a história de um povo não se mede pelos anos que passaram, e sim pelas lembranças que permanecem vivas. Enquanto o Toré continuar sendo dançado, enquanto os nomes dos antepassados forem pronunciados com respeito e enquanto as águas do Velho Chico seguirem seu curso para o mar, o encontro entre D. Pedro II e os Kariri de Porto Real do Colégio permanecerá eterno, como um canto antigo guardado pelo coração do Opará.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao concluir estas páginas, compreendemos que o verdadeiro protagonista desta história talvez não seja o Imperador, nem mesmo aqueles que o receberam.

O verdadeiro protagonista é a memória.

Foi ela que atravessou cento e sessenta e sete anos para chegar até nós.

D. Pedro II retornou ao pó dos séculos. O vapor Humaitá desapareceu das águas. Muitos dos nomes aqui citados tornaram-se ancestrais.

Mas o Opará permanece.

E enquanto o rio seguir seu caminho para o mar, continuará repetindo às novas gerações:

"Viva os Índios de Porto Real do Colégio!"





GLOSSÁRIO

Opará: Nome ancestral do Rio São Francisco.

Toré: Ritual sagrado dos povos indígenas do Nordeste.

Kariri-Xocó: Povo indígena de Porto Real do Colégio.

Maracá: Instrumento ritual utilizado no Toré.

Velho Chico: Denominação popular do Rio São Francisco.

Tokenhé Antoá: Antepassados Sagrados.

Worobü Woroyá Toklikli: Contador de Histórias Oral.

Aldeamento: Organização colonial destinada às populações indígenas.

Humaitá: Vapor que conduziu a comitiva imperial.





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS



DANTAS, Beatriz Góis & DALLARI, Dalmo de Abreu. 1980. Terra dos índios Xocó —
Estudos e documentos. São Paulo: Comissão Pró-Índio.


DANTAS , B. G. 1980a A Antiga Missão de São Pedro do Porto da Folha e a Recente 
Questão dos Xocó de Sergipe (Sinopse).In Terra dos Índios Xocó, 13-20. São Paulo: 
Comissão Pró-Índio. 


DANTAS, B. G. 1980b A Antiga Missão de São Pedro do Porto da Folha e a Recente 
Questão dos Xocó de Sergipe. In Terra dos Índios Xocó, 143-83. São Paulo: Comissão PróÍndio. 


LIMA, Ronaldo Pereira de. Às margens do rio rei. Editora e Gráfica J. Andrade, Aracaju, 2007.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Visita do Imperador D. Pedro II a Aldeia Kariri de Colégio. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/05/visita-do-imperador-d-pedro-ii-aldeia.html?m=0 . Acesso em: 24 jul. 2026.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Conexões Étnico-Históricas dos Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/conexoes-etnico-historicas-dos-kariri.html?m=0 . Acesso em: 24 jul. 2026.


MATA, Vera Lucia Calheiros. A semente da terra: identidade e conquista territorial por 
um grupo indígena integrado – Maceió : EDUFAL, 2014. 389.: Il.


PEDRO II, Imperador do Brasil . Diário da viagem ao Norte do Brasil . Salvador : 
UFBA,1959.





SOBRE O AUTOR

Nhenety Kariri-Xocó é escritor, pesquisador, contador de histórias orais e guardião da memória indígena. Integrante do povo Kariri-Xocó, dedica-se à preservação da história, da cultura e das tradições de sua comunidade.

Autor de diversas obras sobre os povos originários do Baixo São Francisco, utiliza a literatura como instrumento de resistência, educação e fortalecimento da identidade indígena.

Sua escrita nasce das margens do Opará, onde aprendeu que cada rio é uma biblioteca em movimento e que toda história contada com respeito jamais será esquecida.





Autor: Nhenety Kariri-Xocó



 



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