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terça-feira, 1 de abril de 2025

REINOS BÁRBAROS DA PENÍNSULA IBÉRICA






Resumo



O presente trabalho aborda a formação e o desenvolvimento dos reinos bárbaros na Península Ibérica, destacando o período compreendido entre o declínio do Império Romano e a invasão muçulmana em 711. A pesquisa evidencia os principais povos bárbaros que ocuparam a região — Vândalos, Alanos, Suevos e Visigodos — analisando sua origem, trajetória e legado histórico. O estudo demonstra que a transição do domínio romano para os reinos bárbaros foi marcada por conflitos, alianças e transformações políticas, que contribuíram para a construção do cenário medieval ibérico.


Palavras-chave:


Reinos Bárbaros. Península Ibérica. Império Romano. Povos Germânicos. História Medieval.


Introdução


A queda do Império Romano do Ocidente provocou profundas mudanças políticas e territoriais na Europa, especialmente na Península Ibérica. Durante esse período, diversos povos bárbaros migraram e estabeleceram-se na região, formando reinos que sucederam a administração romana. O presente trabalho tem como objetivo analisar os principais reinos bárbaros que ocuparam a Península Ibérica entre os séculos V e VIII, observando suas características, disputas territoriais e processos de consolidação. Dentre os povos destacados, estão os Vândalos, Alanos, Suevos e Visigodos, que desempenharam papéis fundamentais na transição histórica do período antigo para a Idade Média.


A Península Ibérica passou por várias fases de dominação e reinos bárbaros entre o declínio do Império Romano e a invasão muçulmana de 711. O processo começou com os feudos romanos atribuídos a povos federados (foederati), que posteriormente se tornaram reinos independentes.





1. Os Reinos Bárbaros da Península Ibérica


Os principais povos bárbaros que formaram reinos na Península Ibérica foram:


1.1. Reino dos Vândalos (409–429)


Divididos entre Hasdingos (norte) e Silingos (sul).


Inicialmente receberam terras como foederati de Roma, mas foram expulsos pelos visigodos e depois migraram para o norte da África.


1.2. Reino dos Alanos (409–426)


Um povo iraniano que se estabeleceu na Lusitânia e Cartaginense.


Foram derrotados pelos visigodos a mando dos romanos, e os sobreviventes se uniram aos vândalos.


1.3. Reino dos Suevos (409–585)


Fundado na Galécia (noroeste da Península, atual Portugal e Galícia).


Inicialmente federados de Roma, depois um reino independente.


Foram absorvidos pelo Reino Visigodo em 585.


1.4. Reino Visigodo (507–711)


Inicialmente aliados de Roma, foram usados para derrotar outros bárbaros.


Expandiram-se na Península após perderem o sul da Gália na batalha de Vouillé (507) contra os francos.


Tornaram-se o principal reino ibérico até a conquista muçulmana.


2. Relação dos Visigodos com Romanos e Judeus


Os visigodos, apesar de dominarem a Península, eram inicialmente uma minoria guerreira, convivendo com uma população majoritariamente hispano-romana.


2.1. Com os Hispano-Romanos


No início, havia distinção legal entre visigodos e romanos.


Apenas visigodos podiam portar armas e exercer cargos militares.


Em 654, com o Código de Recesvinto, houve uma unificação das leis, dando direitos mais iguais.


2.2. Com os Judeus


Durante o domínio romano, os judeus tinham certa liberdade.


Com a conversão dos visigodos ao catolicismo niceno (586), começou a perseguição contra os judeus.


Foram obrigados a se converter ao cristianismo ou enfrentar o exílio.


No final do Reino Visigodo, muitos judeus apoiaram a invasão muçulmana como libertação.



Conclusão



A Península Ibérica teve quatro grandes reinos bárbaros antes da chegada dos muçulmanos. Os visigodos consolidaram seu poder e tentaram unificar a sociedade, mas perseguições religiosas e instabilidades internas enfraqueceram o reino, facilitando a invasão islâmica em 711.



Considerações Finais


A ocupação da Península Ibérica pelos reinos bárbaros representou um momento decisivo na formação histórica e cultural da região. Cada povo, com suas especificidades, contribuiu para as transformações políticas, sociais e culturais que marcaram a transição do mundo romano para a sociedade medieval. Os conflitos e alianças entre esses povos não apenas redefiniram os limites territoriais, mas também influenciaram a identidade histórica da Península Ibérica. Com a posterior invasão muçulmana em 711, encerra-se o domínio visigodo e inicia-se um novo capítulo da história ibérica.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 



Livros



HEATHER, Peter. A Queda do Império Romano: Uma Nova História da Roma Antiga. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.


THOMPSON, Edward Arthur. The Goths in Spain. Oxford: Clarendon Press, 1969.


WICKHAM, Chris. O Legado de Roma: Uma Nova História da Europa Medieval. São Paulo: Estação Liberdade, 2019.



Artigos e Capítulos de Livros



BARCELÓ, Pedro. Los visigodos y su integración en Hispania. In: GARCÍA MORENO, Luis A. (Org.). Sociedad y economía en la Hispania visigoda. Madrid: Cátedra, 1976, p. 35-58.


GARCÍA MORENO, Luis A. Las Invasiones y la Época Visigoda. In: PÉREZ, Juan B. (Org.). Historia de España Antigua. Madrid: Ediciones Cátedra, 2012, p. 249-290.



Artigos em Periódicos Acadêmicos



FERNÁNDEZ, Luis A. La comunidad judía en la Hispania visigoda: represión y resistencia. Hispania Sacra, v. 51, n. 104, p. 387-414, 1999.


MARTÍNEZ, Ángel. El reino visigodo y la romanización tardía en la Península Ibérica. Revista de Historia Antigua, v. 28, p. 77-95, 2015.



Autor: Nhenety KX



Utilizando a ferramenta Gemini ( Google ), inteligência artificial para análise da temática e Consultado por meio da ferramenta ChatGPT (OpenAI), inteligência artificial como apoio para elaboração do trabalho, em 1 de abril de 2025 e as imagens dia 28 de abril de 2025.








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