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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

INFLUÊNCIA DOS CASTROS: Aldeias Fortificadas do Norte de Portugal






Introdução



No tempo que antecedeu

O domínio dos romanos,

Havia povos guerreiros,

De costumes bem humanos.

E os castros revelavam

Seus legados milenários.


Eram povos que erguiam

Fortes aldeias no chão,

Em colinas defendidas,

Pedra firme, proteção.

Nelas morava a cultura,

Nelas pulsava a nação.


Os celtas e os galaicos

Deixaram grande sinal,

Na memória portuguesa

Na raiz cultural.

Os castros foram pilares

Da história de Portugal.


Os Castros e a Cultura Castreja


Na Idade do Ferro antigo,

Em colinas a brilhar,

Os castros se levantavam

Para o povo abrigar.

Tribo unida e guerreira,

Com muralhas a guardar.


Casas de planta redonda,

Feitas com pedra do chão,

Com sistemas defensivos

De notável construção.

Testemunho da ciência

De um povo em organização.


Era a cultura castreja,

Que no Norte prosperou,

De galaicos e outros povos

O legado se firmou.

Sua memória é semente

Que jamais se apagou.


O Castro de Santa Trega


Entre os montes da Galícia,

Santa Trega se ergueu,

Do alto vê o oceano,

Vê o Minho que correu.

Próximo ao solo luso,

Sua história floresceu.


A poucos passos da terra

De Viana do Castelo,

Mostra vínculos profundos,

De parentesco tão belo.

Partilha cultura antiga,

Caminho do mesmo elo.


Ruínas contam a saga

De um povo resistente,

Que enfrentava tempestades

E o inimigo presente.

No castro vive a memória,

De uma herança persistente.


A origem do nome “Portugal”


No Douro, nas suas margens,

Cale deixou sua marca,

Foi castro que se tornou

Cidade firme e tão larga.

De Portus Cale nasceu

O nome que hoje se destaca.


Portus, nome romano,

Se uniu ao Cale antigo,

De Portucale evoluiu,

Portugal fez-se consigo.

Entre debates da história

O saber é grande amigo.


O castro que foi chamado

Cale, berço do lugar,

Tornou-se ponto de origem

De um povo a se firmar.

Na toponímia da pátria

Sua força há de ficar.


Celtas, Lusitanos e Galaicos


Do norte vieram os celtas

Por volta do nono século,

Misturaram-se aos iberos

Num destino tão célebre.

Criaram novos caminhos,

Legaram traço perene.


No noroeste surgiram

Os galaicos valorosos,

Com sua cultura viva

E costumes vigorosos.

Deixaram marca castreja,

Herança de povos briosos.


Já os lusitanos firmaram

No centro sua presença,

Entre serras e vales

Defendiam sua crença.

São pais da gente lusa,

Que do passado não se isença.


Considerações Finais


Os castros são testemunhas

De cultura e tradição,

De fortaleza e de povo,

De memória e coração.

No norte ecoa sua força,

No presente e na nação.


Portugal nasceu de pedras,

De muralhas a brilhar,

De aldeias fortificadas

Que souberam se firmar.

Da raiz castreja antiga

Sua pátria há de lembrar.


Quem conhece essa herança

Compreende o Portugal,

Do Douro ao Monte Santa Trega,

O legado é imortal.

Na história dos castros vibra

A alma nacional.


Assim termino o cordel,

Com história e devoção,

Falando dos velhos castros

Que fundaram a nação.

Saúdo o leitor amigo,

Que guarda no coração.



Autor: Nhenety Kariri-Xocó 🌿





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