🎶 Vinheta Poética Introdutória (para a Capa)
Nos trilhos da velha História,
ecoa um grito sombrio:
quando a Morte, em trajetória,
varreu palácio e estio.
Foi peste, dor e agonia,
ceifando reis e plebeus,
mas da cinza renascia
o mistério entre os céus.
— Nhenety Kariri-Xocó
🌹 DEDICATÓRIA POÉTICA
Dedico esta narração,
de séculos e lembranças,
aos povos que na aflição
plantaram novas esperanças.
Aos curadores da dor,
aos sábios e rezadores,
aos que buscaram no amor
a cura dos seus temores.
Dedico à Mãe Natureza,
que ensina em cada estação,
que a peste é também frieza
da alma sem compaixão.
— Nhenety Kariri-Xocó
⭐️ ÍNDICE POÉTICO
Abertura — O Eco da Morte e do Tempo
Prólogo Poético — O Véu da Peste e do Mistério
Capítulo I — A Sombra Sobre a Eurásia (Da Ásia Oriental à Rota da Seda — Séculos XIII e XIV)
Capítulo II — A Europa em Agonia e o Fim do Feudalismo (Século XIV — Entre 1347 e 1351)
Capítulo III — A Dança da Morte e a Arte Como Reflexo da Peste
Capítulo IV — A Fé e os Bodes Expiatórios
Capítulo V — O Retorno Sombrio do Oriente
Capítulo VI — A Cura, A Memória e a Luz
Encerramento — O Legado das Cinzas Humanas
Epílogo Poético — A Roda da Vida e o Tempo Curador
Nota de Fontes (em verso rimado)
Ficha Técnica
Epílogo Final
Quarta Capa Poética
Sobre o Autor
Sobre a Obra
🌑 ABERTURA — O ECO DA MORTE E DO TEMPO
Quando o Tempo abre feridas
nas páginas da memória,
brotam vozes esquecidas
do ventre da velha história.
Eram sinos retumbando
em torres de desespero,
corpos frios se empilhando
nos vales do mundo inteiro.
Ratos, pulgas, mar e vento,
mercadores do infortúnio,
cruzavam o firmamento
levando o fado e o túnel.
Sob o véu da escuridão,
reis e mendigos iguais,
caíam na mesma mão
das pestes medievais.
E assim o mundo sangrava,
sem saber do seu porvir,
enquanto a vida chorava
no silêncio do existir.
🌒 PRÓLOGO POÉTICO — O VÉU DA PESTE E DO MISTÉRIO
No século catorze ecoa
o troar de mil tambores,
é a Morte que se coroa
com lágrimas e horrores.
Das estepes da Mongólia
ao império de Bizâncio,
espalha-se a velha história
do contágio e seu ofício.
Era o sopro de uma fera
invisível e voraz,
que arrastava a primavera
pro abismo que ninguém faz.
Em Caffa, porto e penumbra,
a peste encontrou seu cais,
e da Ásia fez-se sombra
nos reinos medievais.
A caravela do medo
singrou mares, cruz e dor,
levando o invisível segredo
que o homem não decifrou.
Oh, peste das antigas eras,
espelho da condição,
tu foste a lição severa
da humana corrupção.
Pois debaixo das ruínas,
do poder e do tesouro,
só restaram as doutrinas
do pó, da dor e do ouro.
— Que o leitor, nesta memória,
veja além da destruição,
pois da peste nasce a história
que renova o coração.
🏰 CAPÍTULO I — A SOMBRA SOBRE A EURÁSIA
(Da Ásia Oriental à Rota da Seda — Séculos XIII e XIV)
Nas terras de Yunnan distante,
no sopro do sul chinês,
nascia o germe errante
que o mundo nunca mais fez.
Era o tempo das rotas longas,
das caravanas febris,
onde a seda em suas tongas
cruzava os vastos civis.
Mongóis em plena conquista
varriam reinos e chão,
mas sem saber, na artilha,
levavam a infecção.
De pulga e rato nas cargas,
de grão, tapete e farinha,
o mal dormia nas barcas
e acordava na cozinha.
Da China até o Levante,
o pranto foi se espalhando,
e o céu, num tom dissonante,
fitava o povo chorando.
Jerusalém se entristece,
o Egito teme o trovão,
e o Oriente se esquece
da força da oração.
Constantinopla, ferida,
viu o império se curvar,
pois até Bizâncio e vida
a peste quis devorar.
No cais da antiga Caffa,
o inimigo se fez rei:
pelos ventos que se abafam,
chegou a Morte, e com lei.
E assim, de leste a ocaso,
num rastro de sombra e véu,
a praga abriu largo caso
nos salões do próprio céu.
Pois o homem, em sua pressa,
ao lucro, guerra e poder,
colheu da Terra a promessa
que não soube compreender.
⚔️ CAPÍTULO II — A EUROPA EM AGONIA E O FIM DO FEUDALISMO
(Século XIV — Entre 1347 e 1351)
Chegou em barcos de espanto,
a peste nos portos reis,
Génova geme em pranto,
Veneza chora seus fiéis.
Marselha e Florença clamam,
Paris mergulha em temor,
e os sinos que antes bradam
hoje dobram por pavor.
Os reis, de pompa dourada,
fugiam do povo aflito,
e a plebe desesperada
rogava a santos e mitos.
Os servos sem senhor vivo
viram o campo vazio,
e o feudo, outrora altivo,
caiu sem pão, sem estio.
A morte ceifa o arado,
o trigo apodrece ao sol,
e o senhor, já sepultado,
perde a coroa e o lençol.
O sino, que antes festivo,
tornou-se um som de adeus,
lembrando que o mundo vivo
tem limite ante os céus.
Surgiu no caos a mudança,
camponês pediu valor,
pois da dor nasceu a esperança
e um novo trabalhador.
A terra perdeu seus donos,
o servo ganhou salário,
e no chão dos velhos tronos
brotou o tempo operário.
Foi o fim do velho sistema
que o ferro medieval fez:
a peste, cruel, sem tema,
pôs o mundo de joelhos outra vez.
E no eco dessa ferida,
a Europa, em pó e fé,
descobriu, na dor vivida,
o preço de ser quem é.
🎭 CAPÍTULO III — A DANÇA DA MORTE E A ARTE COMO REFLEXO DA PESTE
Nos claustros e nas vielas,
nas muralhas e nas praças,
dançava a Morte — tão bela —
em meio a tristes desgraças.
Pintores e trovadores
ergueram a mão febril,
mostrando os reis e os doutores
dançando em passo sutil.
“Memento mori”, dizia —
(“Lembra-te: hás de morrer!”) —
a arte que então nascia
do medo e do renascer.
Nas paredes dos conventos,
nas igrejas e altares,
via-se o eco dos ventos
e dos fiéis, seus cantares.
Crânios, ceifas e caveiras,
coroas, cruzes, mortalhas —
símbolos de almas inteiras
perdidas pelas muralhas.
O pincel da dor pintava
o que a ciência não via:
a alma que se curvava
à própria melancolia.
“Danse macabre”, em França,
marcou o tempo do fim;
(“Dança macabra”, lembrança
da morte que habita em mim.)
O teatro medieval
tomou forma de oração,
e a música, em tom fatal,
cantou o luto e a expiação.
Assim, da peste e da arte,
nasceu a voz do mistério:
que o homem é breve estandarte
do eterno e do etéreo império.
Pois da sombra fez-se espelho,
e do pranto fez-se flor,
lembrando, em tom vermelho,
que o fim também é amor.
⛪ CAPÍTULO IV — A FÉ, A CIÊNCIA E OS BODES EXPIATÓRIOS
A fé tremia em seus tronos,
os mosteiros se fecharam,
pois nem santos nem seus donos
os males interpretaram.
As cruzes erguidas no monte,
os sinos a repicar,
pareciam fonte e ponte
do povo a se confessar.
Médicos, com longas máscaras,
cobertos de roupas pretas,
vagavam pelas basílicas
com rezas e receitas.
“Pestis est ira Dei”,
(“A peste é a ira divina”),
clamava o povo sem lei
nas vielas de ruína.
E muitos, por ignorância,
buscaram culpa em irmão,
matando, por intolerância,
os filhos da mesma mão.
Judeus, sábios e curandeiros,
foram tidos por culpados,
e em chamas, seus verdadeiros
saberes foram queimados.
As minorias sofreram,
pagãs, mouras, de outra fé;
e os que ao Cristo se renderam
duvidaram do que é.
A peste era o espelho humano,
revelando a podridão
de um mundo que fez engano
de justiça e compaixão.
Mas também foi sementinha
de nova ciência e saber:
“ratio contra ruina” —
(“razão contra perecer”).
Pois da morte fez-se estudo,
e da dor, reflexão:
que só o amor, sendo escudo,
dá à vida direção.
CAPÍTULO V – O RETORNO SOMBRIO DO ORIENTE
Nas rotas do vasto Oriente,
ecoou novo trovão,
na Ásia o flagelo ergueu-se,
com seu hálito em erupção.
Do porto de Hong Kong viera,
em navio e devoção,
a sombra antiga dormida,
ressurge em contaminação.
O século dezenove assiste
ao sopro do mesmo mal,
“Mors atra rediviva” —
(A Morte volta, fatal).
Em Cantão, Bombaim, Manchúria,
a peste faz seu ritual,
cruzando mares e ventos,
com destino tropical.
“Tempus morbi”, diz o monge,
(O tempo do mal chegou),
em silêncio o povo reza,
mas ninguém se libertou.
Da China à Índia espraia-se,
num espectro que navegou,
até que o Brasil distante,
também seu pranto escutou.
Em Santos, no cais febril,
um rato, simples viajante,
traz consigo o presságio antigo,
em sangue de caminhante.
O século novo tremia,
num eco alucinante,
pois via que o tempo é cíclico,
e o destino é incessante.
Em laboratórios nascentes,
a ciência quis decifrar,
o segredo que a peste guarda,
no ar, no corpo, no mar.
“Scientia lucis vincit” —
(O saber vem iluminar),
mas a treva resiste ainda,
como fera a espreitar.
Nos becos da capital,
o povo teme e murmura,
que a doença é castigo santo,
ou da vida a própria cura.
No contraste entre o bisturi
e a fé que ainda perdura,
o homem busca sentido
na fronteira da loucura.
CAPÍTULO VI – A CURA, A MEMÓRIA E A LUZ
Passou a era da peste,
mas não a de sua lição,
pois todo mal tem um ventre
que gera transformação.
“Post tenebras lux” —
(Depois das trevas, a iluminação),
nasce a medicina moderna,
da dor e da compaixão.
Entre tubos e bactérias,
o saber se fez altar,
e Pasteur com seu frasco santo
ensinou o mundo a curar.
O micróbio, outrora invisível,
teve o nome a revelar:
Yersinia pestis, senhora
do poder de dizimar.
O século vinte desperta,
com vacinas e labor,
mas o eco do velho medo
ainda ronda o sonhador.
“Memoria vitae”, sussurra o vento,
(A memória é o valor),
pois a peste nos recorda
quem somos no sofrimento e amor.
Do Oriente à terra brasilis,
um novo olhar germinou,
a cura não é apenas química,
é alma que despertou.
Nos templos, nas universidades,
um mesmo verbo ecoou:
“Terra mater sanatrix” —
(A Terra-Mãe nos curou).
Assim termina o cordel,
mas não cessa a reflexão,
que do pó nasceu o corpo
e da dor, a redenção.
Que a peste, em sua jornada,
não seja só destruição,
mas espelho da consciência
e do ciclo em evolução.
“Finis non est finis” —
(O fim não é o fim), dirá
o poeta do amanhã,
que os ventos hão de escutar.
Pois da sombra vem a semente,
e da morte, o recomeçar,
no eterno ventre da Terra,
onde a vida há de cantar.
🌒 ENCERRAMENTO — O CÍRCULO DO MUNDO ETERNO
No fim da jornada sombria,
onde a peste se dispersou,
a Terra ficou em silêncio,
ouvindo o que restou.
Dos templos às academias,
um mesmo clamor brotou:
“Da morte nasce a memória,
da dor, o que despertou.”
A foice da Morte cansada
repousa ao pé do altar,
seu manto negro se dobra,
volta ao pó, ao lugar.
“Omnia in terra redeunt” —
(Tudo à Terra há de voltar),
diz o velho ermitão,
com olhar de abençoar.
Os sinos que um dia choraram,
agora tocam em paz,
não pedem clemência ou culpa,
mas anunciam o que faz
da vida breve um milagre
que o tempo jamais desfaz.
“Lux aeterna luceat eis” —
(Que a luz eterna os abrace em paz).
Nos campos, o trigo renasce,
do sangue que o chão regou,
a seiva da vida pulsa,
onde a peste caminhou.
Pois a Terra, mãe antiga,
nunca a morte aceitou:
transforma o que foi ferida
em flor que ressuscitou.
🌕 EPÍLOGO POÉTICO FINAL — A LUZ E O RETORNO
Agora o poeta encerra,
mas o canto não se cala,
pois a peste é só espelho
de um tempo que se embala.
“Mors docet vitam” —
(A morte ensina e fala),
lembrando ao homem perdido
onde a alma se iguala.
O homem, filho da Terra,
criou templo e laboratório,
fez da fé sua esperança,
da ciência seu repertório.
E entre a cruz e o microscópio,
encontrou o mesmo auditório:
a busca pela verdade,
que é o sopro do notório.
No fim, nem santo nem sábio,
souberam o que era o fim,
pois tudo retorna em ciclo,
como o rio sem motim.
“Finis est initium” —
(O fim é o começo enfim),
sopro antigo da matéria,
que gira dentro de mim.
Assim, nas veias do mundo,
a luz voltou a brilhar,
e a peste virou lembrança,
lição pra se meditar.
Que o homem saiba escutar
o coração da Terra a pulsar,
pois cura maior não existe
que o ato de se lembrar.
A poeira do tempo baixa,
a lira do bardo cessa,
mas fica no vento um canto
de amor, verdade e promessa.
Pois toda sombra é mestra,
e toda vida, uma prece.
“Terra sanatrix aeternum” —
(A Terra cura e agradece).
🕯️ NOTA DE FONTES RIMADA
Em velhos livros da história,
e em páginas virtuais,
colhi ecos da memória
dos tempos medievais.
Do grito da dor humana
aos doutores e seus sinais,
nas fontes que o verbo emana
bebem versos imortais.
Do Brasil Escola, o ensino
revela em tom magistral,
que a peste moveu destinos
no regime feudal.
Mostra o servo e o senhor
no mesmo drama mortal,
e a morte — rude doutora —
mudou o mundo social.
📚 BRASIL ESCOLA. “Quais foram as consequências da peste negra...”
Acesso em: 7 nov. 2025.
Na trilha do Lumen Learning,
ouvi o eco ancestral,
de 1347 a 1351,
num cenário infernal.
Ali vi reis e mendigos,
sofrendo igual ritual,
e a ciência, em seus perigos,
buscando o saber total.
📚 LUMEN LEARNING. “A Peste Negra | História Mundial.”
Acesso em: 7 nov. 2025.
De Byrne, sábio cronista,
ergueu-se o tomo fiel:
“Encyclopedia of the Black Death”,
que soa quase um cordel.
Com fatos e epidemias,
da Ásia ao velho quartel,
narra o horror dos antigos
com tom lúcido e cruel.
📖 BYRNE, Joseph Patrick. Encyclopedia of the Black Death. Santa Barbara: ABC-CLIO, 2012.
O mestre Ole Benedictow,
em estudo monumental,
“The Complete History” revela
a tragédia universal.
Entre ratos e navios,
num enredo medieval,
a peste é força do tempo,
mas também rito espiritual.
📖 OLE J. BENEDICTOW. The Black Death, 1346–1353: The Complete History. Woodbridge: Boydell Press, 2004.
Na voz moderna da BBC,
ressoa o eco profundo:
a peste, mesmo passada,
ainda fala ao novo mundo.
Da ciência às pandemias,
com olhar fecundo e fecundo,
mostra que o ontem persiste
nas dores do ser humano.
🌍 BBC. “Como a peste bubônica de 700 anos atrás ainda afeta nossa saúde hoje...”
Acesso em: 7 nov. 2025.
E por fim, na Revista Multidisciplinar,
um estudo em tom divino,
une fé e medicina
num diálogo peregrino.
“Conflito Ciência e Religião”
— o eterno destino humano —,
que busca em Deus e no saber
o mesmo caminho do sino.
📚 REVISTA MULTIDISCIPLINAR. “A peste negra e as crenças religiosas: Conflito Ciência e Religião.”
Acesso em: 7 nov. 2025.
Assim se fecha o compasso
das fontes deste cordel:
cada uma um braço do rio
que flui do tempo ao papel.
E o poeta, humilde aprendiz,
ergue o canto do troféu —
pois quem busca luz no saber,
serve à Terra e ao Céu.
📜 FICHA TÉCNICA
Título: A PESTE E A LUZ – Epopeia da Terra e do Homem
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Edição Literária e Assistência Poética: ChatGPT – Irmão Virtual de Jornada
Gênero: Cordel Épico, Histórico e Simbólico
Métrica predominante: Redondilha Maior (7 sílabas)
Estilo: Narrativo, Rimado e Místico
Edição: Digital Ilustrada 3D
Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó
Formato: A5 – Padrão Cordel Nordestino
Ano: 2025
Local: Porto Real do Colégio – Alagoas / Brasil
Publicação Digital: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM
Línguas citadas: Português, Latim e expressões medievais
Revisão espiritual: Inspiração dos ventos ancestrais da Terra-Mãe
🌕 EPÍLOGO FINAL — A PALAVRA E O SILÊNCIO
Silêncio agora, ó poeta,
que o verbo já cumpriu,
tudo o que o tempo ensina
no sopro que traduziu.
“Verbum in aeternum” —
(A palavra nunca partiu),
pois a luz que vem da morte
é a vida que se construiu.
Do Oriente ao sertão velho,
do castelo ao casebre irmão,
a peste não foi castigo,
mas chamada à reflexão.
Pois quem teme o fim do corpo
não entende o coração:
a cura maior é eterna,
e habita na compaixão.
Deixa o vento levar versos,
como folhas pelo chão,
que um dia outro trovador
cante esta revelação:
“Finis redit in circulum” —
(O fim retorna ao mesmo chão),
e o ciclo da vida eterna
se cumpre em cada estação.
🌄 QUARTA CAPA POÉTICA
💫 *Entre a sombra e a luz, o homem descobriu que o medo é o início do saber.
Das rotas da seda ao cais do Brasil, a peste ensinou que todo veneno guarda a semente da cura.*
Nhenety Kariri-Xocó, em versos de tom épico e simbólico, une fé, ciência e Terra numa só voz ancestral.
“A PESTE E A LUZ” é o espelho poético da humanidade diante do abismo — e da centelha que renasce quando o verbo se torna cura.
Textura dourada-azulada, atmosfera antiga e etérea,
Sol e Lua velando a Terra em equilíbrio sagrado,
como se o cordel respirasse o sopro do próprio tempo.
🌿 SOBRE O AUTOR
Nhenety Kariri-Xocó é contador de histórias oral e escrita,
filho da Terra e da tradição viva do povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL).
Sua poesia une mito, memória e espírito, entrelaçando a ancestralidade indígena com a palavra poética universal.
Nas trilhas do tempo, faz da escrita um instrumento de cura e lembrança —
onde o passado e o futuro dialogam como vozes do mesmo vento.
Em cada obra, Nhenety resgata o poder simbólico da narrativa oral,
transformando o cordel em rito, documento e celebração do sagrado.
🔥 SOBRE A OBRA
“A Peste e a Luz – Epopeia da Terra e do Homem”
é um cordel que une História e Espiritualidade num mesmo canto épico.
Atravessa os séculos — da Peste Negra à medicina moderna —
retratando não apenas a tragédia das doenças,
mas o despertar da consciência humana diante da morte.
A obra mistura verso, mito e memória,
entrelaçando expressões em latim e símbolos medievais
para narrar o eterno ciclo de destruição e renascimento.
Mais que um relato histórico, é uma meditação poética sobre o tempo,
a fé, a ciência e a sabedoria ancestral da Terra como mãe curadora.
🌞✨ Encerramento simbólico final:
*Que este cordel, nascido da sombra,
floresça na luz do conhecimento.
Pois o verbo, quando canta,
é semente que cura e renasce.*
Autor: Nhenety Kariri-Xocó


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