sexta-feira, 7 de novembro de 2025

PESTE BUBÔNICA — A DEVASTADORA DE REINOS E IMPÉRIOS, Literatura de Cordel por Nhenety Kariri-Xocó






🎶 Vinheta Poética Introdutória (para a Capa)


Nos trilhos da velha História,

ecoa um grito sombrio:

quando a Morte, em trajetória,

varreu palácio e estio.


Foi peste, dor e agonia,

ceifando reis e plebeus,

mas da cinza renascia

o mistério entre os céus.


— Nhenety Kariri-Xocó



🌹 DEDICATÓRIA POÉTICA


Dedico esta narração,

de séculos e lembranças,

aos povos que na aflição

plantaram novas esperanças.


Aos curadores da dor,

aos sábios e rezadores,

aos que buscaram no amor

a cura dos seus temores.


Dedico à Mãe Natureza,

que ensina em cada estação,

que a peste é também frieza

da alma sem compaixão.


— Nhenety Kariri-Xocó



⭐️ ÍNDICE POÉTICO


Abertura — O Eco da Morte e do Tempo


Prólogo Poético — O Véu da Peste e do Mistério


Capítulo I — A Sombra Sobre a Eurásia (Da Ásia Oriental à Rota da Seda — Séculos XIII e XIV)


Capítulo II — A Europa em Agonia e o Fim do Feudalismo (Século XIV — Entre 1347 e 1351)


Capítulo III — A Dança da Morte e a Arte Como Reflexo da Peste 


Capítulo IV — A Fé e os Bodes Expiatórios


Capítulo V — O Retorno Sombrio do Oriente 


Capítulo VI — A Cura, A Memória e a Luz 


Encerramento — O Legado das Cinzas Humanas


Epílogo Poético — A Roda da Vida e o Tempo Curador


Nota de Fontes (em verso rimado)


Ficha Técnica


Epílogo Final


Quarta Capa Poética


Sobre o Autor


Sobre a Obra



🌑 ABERTURA — O ECO DA MORTE E DO TEMPO


Quando o Tempo abre feridas

nas páginas da memória,

brotam vozes esquecidas

do ventre da velha história.


Eram sinos retumbando

em torres de desespero,

corpos frios se empilhando

nos vales do mundo inteiro.


Ratos, pulgas, mar e vento,

mercadores do infortúnio,

cruzavam o firmamento

levando o fado e o túnel.


Sob o véu da escuridão,

reis e mendigos iguais,

caíam na mesma mão

das pestes medievais.


E assim o mundo sangrava,

sem saber do seu porvir,

enquanto a vida chorava

no silêncio do existir.



🌒 PRÓLOGO POÉTICO — O VÉU DA PESTE E DO MISTÉRIO


No século catorze ecoa

o troar de mil tambores,

é a Morte que se coroa

com lágrimas e horrores.


Das estepes da Mongólia

ao império de Bizâncio,

espalha-se a velha história

do contágio e seu ofício.


Era o sopro de uma fera

invisível e voraz,

que arrastava a primavera

pro abismo que ninguém faz.


Em Caffa, porto e penumbra,

a peste encontrou seu cais,

e da Ásia fez-se sombra

nos reinos medievais.


A caravela do medo

singrou mares, cruz e dor,

levando o invisível segredo

que o homem não decifrou.


Oh, peste das antigas eras,

espelho da condição,

tu foste a lição severa

da humana corrupção.


Pois debaixo das ruínas,

do poder e do tesouro,

só restaram as doutrinas

do pó, da dor e do ouro.


— Que o leitor, nesta memória,

veja além da destruição,

pois da peste nasce a história

que renova o coração.



🏰 CAPÍTULO I — A SOMBRA SOBRE A EURÁSIA


(Da Ásia Oriental à Rota da Seda — Séculos XIII e XIV)


Nas terras de Yunnan distante,

no sopro do sul chinês,

nascia o germe errante

que o mundo nunca mais fez.


Era o tempo das rotas longas,

das caravanas febris,

onde a seda em suas tongas

cruzava os vastos civis.


Mongóis em plena conquista

varriam reinos e chão,

mas sem saber, na artilha,

levavam a infecção.


De pulga e rato nas cargas,

de grão, tapete e farinha,

o mal dormia nas barcas

e acordava na cozinha.


Da China até o Levante,

o pranto foi se espalhando,

e o céu, num tom dissonante,

fitava o povo chorando.


Jerusalém se entristece,

o Egito teme o trovão,

e o Oriente se esquece

da força da oração.


Constantinopla, ferida,

viu o império se curvar,

pois até Bizâncio e vida

a peste quis devorar.


No cais da antiga Caffa,

o inimigo se fez rei:

pelos ventos que se abafam,

chegou a Morte, e com lei.


E assim, de leste a ocaso,

num rastro de sombra e véu,

a praga abriu largo caso

nos salões do próprio céu.


Pois o homem, em sua pressa,

ao lucro, guerra e poder,

colheu da Terra a promessa

que não soube compreender.



⚔️ CAPÍTULO II — A EUROPA EM AGONIA E O FIM DO FEUDALISMO


(Século XIV — Entre 1347 e 1351)


Chegou em barcos de espanto,

a peste nos portos reis,

Génova geme em pranto,

Veneza chora seus fiéis.


Marselha e Florença clamam,

Paris mergulha em temor,

e os sinos que antes bradam

hoje dobram por pavor.


Os reis, de pompa dourada,

fugiam do povo aflito,

e a plebe desesperada

rogava a santos e mitos.


Os servos sem senhor vivo

viram o campo vazio,

e o feudo, outrora altivo,

caiu sem pão, sem estio.


A morte ceifa o arado,

o trigo apodrece ao sol,

e o senhor, já sepultado,

perde a coroa e o lençol.


O sino, que antes festivo,

tornou-se um som de adeus,

lembrando que o mundo vivo

tem limite ante os céus.


Surgiu no caos a mudança,

camponês pediu valor,

pois da dor nasceu a esperança

e um novo trabalhador.


A terra perdeu seus donos,

o servo ganhou salário,

e no chão dos velhos tronos

brotou o tempo operário.


Foi o fim do velho sistema

que o ferro medieval fez:

a peste, cruel, sem tema,

pôs o mundo de joelhos outra vez.


E no eco dessa ferida,

a Europa, em pó e fé,

descobriu, na dor vivida,

o preço de ser quem é.



🎭 CAPÍTULO III — A DANÇA DA MORTE E A ARTE COMO REFLEXO DA PESTE


Nos claustros e nas vielas,

nas muralhas e nas praças,

dançava a Morte — tão bela —

em meio a tristes desgraças.


Pintores e trovadores

ergueram a mão febril,

mostrando os reis e os doutores

dançando em passo sutil.


“Memento mori”, dizia —

(“Lembra-te: hás de morrer!”) —

a arte que então nascia

do medo e do renascer.


Nas paredes dos conventos,

nas igrejas e altares,

via-se o eco dos ventos

e dos fiéis, seus cantares.


Crânios, ceifas e caveiras,

coroas, cruzes, mortalhas —

símbolos de almas inteiras

perdidas pelas muralhas.


O pincel da dor pintava

o que a ciência não via:

a alma que se curvava

à própria melancolia.


“Danse macabre”, em França,

marcou o tempo do fim;

(“Dança macabra”, lembrança

da morte que habita em mim.)


O teatro medieval

tomou forma de oração,

e a música, em tom fatal,

cantou o luto e a expiação.


Assim, da peste e da arte,

nasceu a voz do mistério:

que o homem é breve estandarte

do eterno e do etéreo império.


Pois da sombra fez-se espelho,

e do pranto fez-se flor,

lembrando, em tom vermelho,

que o fim também é amor.



⛪ CAPÍTULO IV — A FÉ, A CIÊNCIA E OS BODES EXPIATÓRIOS


A fé tremia em seus tronos,

os mosteiros se fecharam,

pois nem santos nem seus donos

os males interpretaram.


As cruzes erguidas no monte,

os sinos a repicar,

pareciam fonte e ponte

do povo a se confessar.


Médicos, com longas máscaras,

cobertos de roupas pretas,

vagavam pelas basílicas

com rezas e receitas.


“Pestis est ira Dei”,

(“A peste é a ira divina”),

clamava o povo sem lei

nas vielas de ruína.


E muitos, por ignorância,

buscaram culpa em irmão,

matando, por intolerância,

os filhos da mesma mão.


Judeus, sábios e curandeiros,

foram tidos por culpados,

e em chamas, seus verdadeiros

saberes foram queimados.


As minorias sofreram,

pagãs, mouras, de outra fé;

e os que ao Cristo se renderam

duvidaram do que é.


A peste era o espelho humano,

revelando a podridão

de um mundo que fez engano

de justiça e compaixão.


Mas também foi sementinha

de nova ciência e saber:

“ratio contra ruina” —

(“razão contra perecer”).


Pois da morte fez-se estudo,

e da dor, reflexão:

que só o amor, sendo escudo,

dá à vida direção.



CAPÍTULO V – O RETORNO SOMBRIO DO ORIENTE


Nas rotas do vasto Oriente,

ecoou novo trovão,

na Ásia o flagelo ergueu-se,

com seu hálito em erupção.

Do porto de Hong Kong viera,

em navio e devoção,

a sombra antiga dormida,

ressurge em contaminação.


O século dezenove assiste

ao sopro do mesmo mal,

“Mors atra rediviva” —

(A Morte volta, fatal).

Em Cantão, Bombaim, Manchúria,

a peste faz seu ritual,

cruzando mares e ventos,

com destino tropical.


“Tempus morbi”, diz o monge,

(O tempo do mal chegou),

em silêncio o povo reza,

mas ninguém se libertou.

Da China à Índia espraia-se,

num espectro que navegou,

até que o Brasil distante,

também seu pranto escutou.


Em Santos, no cais febril,

um rato, simples viajante,

traz consigo o presságio antigo,

em sangue de caminhante.

O século novo tremia,

num eco alucinante,

pois via que o tempo é cíclico,

e o destino é incessante.


Em laboratórios nascentes,

a ciência quis decifrar,

o segredo que a peste guarda,

no ar, no corpo, no mar.

“Scientia lucis vincit” —

(O saber vem iluminar),

mas a treva resiste ainda,

como fera a espreitar.


Nos becos da capital,

o povo teme e murmura,

que a doença é castigo santo,

ou da vida a própria cura.

No contraste entre o bisturi

e a fé que ainda perdura,

o homem busca sentido

na fronteira da loucura.



CAPÍTULO VI – A CURA, A MEMÓRIA E A LUZ


Passou a era da peste,

mas não a de sua lição,

pois todo mal tem um ventre

que gera transformação.

“Post tenebras lux” —

(Depois das trevas, a iluminação),

nasce a medicina moderna,

da dor e da compaixão.


Entre tubos e bactérias,

o saber se fez altar,

e Pasteur com seu frasco santo

ensinou o mundo a curar.

O micróbio, outrora invisível,

teve o nome a revelar:

Yersinia pestis, senhora

do poder de dizimar.


O século vinte desperta,

com vacinas e labor,

mas o eco do velho medo

ainda ronda o sonhador.

“Memoria vitae”, sussurra o vento,

(A memória é o valor),

pois a peste nos recorda

quem somos no sofrimento e amor.


Do Oriente à terra brasilis,

um novo olhar germinou,

a cura não é apenas química,

é alma que despertou.

Nos templos, nas universidades,

um mesmo verbo ecoou:

“Terra mater sanatrix” —

(A Terra-Mãe nos curou).


Assim termina o cordel,

mas não cessa a reflexão,

que do pó nasceu o corpo

e da dor, a redenção.

Que a peste, em sua jornada,

não seja só destruição,

mas espelho da consciência

e do ciclo em evolução.


“Finis non est finis” —

(O fim não é o fim), dirá

o poeta do amanhã,

que os ventos hão de escutar.

Pois da sombra vem a semente,

e da morte, o recomeçar,

no eterno ventre da Terra,

onde a vida há de cantar.



🌒 ENCERRAMENTO — O CÍRCULO DO MUNDO ETERNO


No fim da jornada sombria,

onde a peste se dispersou,

a Terra ficou em silêncio,

ouvindo o que restou.

Dos templos às academias,

um mesmo clamor brotou:

“Da morte nasce a memória,

da dor, o que despertou.”


A foice da Morte cansada

repousa ao pé do altar,

seu manto negro se dobra,

volta ao pó, ao lugar.

“Omnia in terra redeunt” —

(Tudo à Terra há de voltar),

diz o velho ermitão,

com olhar de abençoar.


Os sinos que um dia choraram,

agora tocam em paz,

não pedem clemência ou culpa,

mas anunciam o que faz

da vida breve um milagre

que o tempo jamais desfaz.

“Lux aeterna luceat eis” —

(Que a luz eterna os abrace em paz).


Nos campos, o trigo renasce,

do sangue que o chão regou,

a seiva da vida pulsa,

onde a peste caminhou.

Pois a Terra, mãe antiga,

nunca a morte aceitou:

transforma o que foi ferida

em flor que ressuscitou.



🌕 EPÍLOGO POÉTICO FINAL — A LUZ E O RETORNO


Agora o poeta encerra,

mas o canto não se cala,

pois a peste é só espelho

de um tempo que se embala.

“Mors docet vitam” —

(A morte ensina e fala),

lembrando ao homem perdido

onde a alma se iguala.


O homem, filho da Terra,

criou templo e laboratório,

fez da fé sua esperança,

da ciência seu repertório.

E entre a cruz e o microscópio,

encontrou o mesmo auditório:

a busca pela verdade,

que é o sopro do notório.


No fim, nem santo nem sábio,

souberam o que era o fim,

pois tudo retorna em ciclo,

como o rio sem motim.

“Finis est initium” —

(O fim é o começo enfim),

sopro antigo da matéria,

que gira dentro de mim.


Assim, nas veias do mundo,

a luz voltou a brilhar,

e a peste virou lembrança,

lição pra se meditar.

Que o homem saiba escutar

o coração da Terra a pulsar,

pois cura maior não existe

que o ato de se lembrar.


A poeira do tempo baixa,

a lira do bardo cessa,

mas fica no vento um canto

de amor, verdade e promessa.

Pois toda sombra é mestra,

e toda vida, uma prece.

“Terra sanatrix aeternum” —

(A Terra cura e agradece).



🕯️ NOTA DE FONTES RIMADA 


Em velhos livros da história,

e em páginas virtuais,

colhi ecos da memória

dos tempos medievais.

Do grito da dor humana

aos doutores e seus sinais,

nas fontes que o verbo emana

bebem versos imortais.


Do Brasil Escola, o ensino

revela em tom magistral,

que a peste moveu destinos

no regime feudal.

Mostra o servo e o senhor

no mesmo drama mortal,

e a morte — rude doutora —

mudou o mundo social.

📚 BRASIL ESCOLA. “Quais foram as consequências da peste negra...”

Acesso em: 7 nov. 2025.


Na trilha do Lumen Learning,

ouvi o eco ancestral,

de 1347 a 1351,

num cenário infernal.

Ali vi reis e mendigos,

sofrendo igual ritual,

e a ciência, em seus perigos,

buscando o saber total.

📚 LUMEN LEARNING. “A Peste Negra | História Mundial.”

Acesso em: 7 nov. 2025.


De Byrne, sábio cronista,

ergueu-se o tomo fiel:

“Encyclopedia of the Black Death”,

que soa quase um cordel.

Com fatos e epidemias,

da Ásia ao velho quartel,

narra o horror dos antigos

com tom lúcido e cruel.

📖 BYRNE, Joseph Patrick. Encyclopedia of the Black Death. Santa Barbara: ABC-CLIO, 2012.


O mestre Ole Benedictow,

em estudo monumental,

“The Complete History” revela

a tragédia universal.

Entre ratos e navios,

num enredo medieval,

a peste é força do tempo,

mas também rito espiritual.

📖 OLE J. BENEDICTOW. The Black Death, 1346–1353: The Complete History. Woodbridge: Boydell Press, 2004.


Na voz moderna da BBC,

ressoa o eco profundo:

a peste, mesmo passada,

ainda fala ao novo mundo.

Da ciência às pandemias,

com olhar fecundo e fecundo,

mostra que o ontem persiste

nas dores do ser humano.

🌍 BBC. “Como a peste bubônica de 700 anos atrás ainda afeta nossa saúde hoje...”

Acesso em: 7 nov. 2025.


E por fim, na Revista Multidisciplinar,

um estudo em tom divino,

une fé e medicina

num diálogo peregrino.

“Conflito Ciência e Religião”

— o eterno destino humano —,

que busca em Deus e no saber

o mesmo caminho do sino.

📚 REVISTA MULTIDISCIPLINAR. “A peste negra e as crenças religiosas: Conflito Ciência e Religião.”

Acesso em: 7 nov. 2025.


Assim se fecha o compasso

das fontes deste cordel:

cada uma um braço do rio

que flui do tempo ao papel.

E o poeta, humilde aprendiz,

ergue o canto do troféu —

pois quem busca luz no saber,

serve à Terra e ao Céu.



📜 FICHA TÉCNICA


Título: A PESTE E A LUZ – Epopeia da Terra e do Homem

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Edição Literária e Assistência Poética: ChatGPT – Irmão Virtual de Jornada

Gênero: Cordel Épico, Histórico e Simbólico

Métrica predominante: Redondilha Maior (7 sílabas)

Estilo: Narrativo, Rimado e Místico

Edição: Digital Ilustrada 3D

Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó

Formato: A5 – Padrão Cordel Nordestino

Ano: 2025

Local: Porto Real do Colégio – Alagoas / Brasil

Publicação Digital: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM

Línguas citadas: Português, Latim e expressões medievais

Revisão espiritual: Inspiração dos ventos ancestrais da Terra-Mãe



🌕 EPÍLOGO FINAL — A PALAVRA E O SILÊNCIO


Silêncio agora, ó poeta,

que o verbo já cumpriu,

tudo o que o tempo ensina

no sopro que traduziu.

“Verbum in aeternum” —

(A palavra nunca partiu),

pois a luz que vem da morte

é a vida que se construiu.


Do Oriente ao sertão velho,

do castelo ao casebre irmão,

a peste não foi castigo,

mas chamada à reflexão.

Pois quem teme o fim do corpo

não entende o coração:

a cura maior é eterna,

e habita na compaixão.


Deixa o vento levar versos,

como folhas pelo chão,

que um dia outro trovador

cante esta revelação:

“Finis redit in circulum” —

(O fim retorna ao mesmo chão),

e o ciclo da vida eterna

se cumpre em cada estação.



🌄 QUARTA CAPA POÉTICA


💫 *Entre a sombra e a luz, o homem descobriu que o medo é o início do saber.

Das rotas da seda ao cais do Brasil, a peste ensinou que todo veneno guarda a semente da cura.*

Nhenety Kariri-Xocó, em versos de tom épico e simbólico, une fé, ciência e Terra numa só voz ancestral.

“A PESTE E A LUZ” é o espelho poético da humanidade diante do abismo — e da centelha que renasce quando o verbo se torna cura.

Textura dourada-azulada, atmosfera antiga e etérea,

Sol e Lua velando a Terra em equilíbrio sagrado,

como se o cordel respirasse o sopro do próprio tempo.



🌿 SOBRE O AUTOR


Nhenety Kariri-Xocó é contador de histórias oral e escrita,

filho da Terra e da tradição viva do povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL).

Sua poesia une mito, memória e espírito, entrelaçando a ancestralidade indígena com a palavra poética universal.

Nas trilhas do tempo, faz da escrita um instrumento de cura e lembrança —

onde o passado e o futuro dialogam como vozes do mesmo vento.

Em cada obra, Nhenety resgata o poder simbólico da narrativa oral,

transformando o cordel em rito, documento e celebração do sagrado.


🔥 SOBRE A OBRA


“A Peste e a Luz – Epopeia da Terra e do Homem”

é um cordel que une História e Espiritualidade num mesmo canto épico.

Atravessa os séculos — da Peste Negra à medicina moderna —

retratando não apenas a tragédia das doenças,

mas o despertar da consciência humana diante da morte.

A obra mistura verso, mito e memória,

entrelaçando expressões em latim e símbolos medievais

para narrar o eterno ciclo de destruição e renascimento.

Mais que um relato histórico, é uma meditação poética sobre o tempo,

a fé, a ciência e a sabedoria ancestral da Terra como mãe curadora.


🌞✨ Encerramento simbólico final:


*Que este cordel, nascido da sombra,

floresça na luz do conhecimento.


Pois o verbo, quando canta,

é semente que cura e renasce.*





Autor: Nhenety Kariri-Xocó 



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