FALSA FOLHA DE ROSTO
COSMOGONIA, CONSTELAÇÕES GRECO-ROMANAS E AMERÍNDIAS XLIV
COLETÂNEA DE ARTIGOS DO ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO NHENETY KARIRI-XOCÓ
VOLUME 44
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
FOLHA DE ROSTO
NHENETY KARIRI-XOCÓ
COSMOGONIA, CONSTELAÇÕES GRECO-ROMANAS E AMERÍNDIAS XLIV
COLETÂNEA DE ARTIGOS DO ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO NHENETY KARIRI-XOCÓ
VOLUME 44
Obra dedicada ao estudo das cosmologias indígenas, das constelações ameríndias e das relações simbólicas entre o universo celeste greco-romano e os sistemas cosmológicos Tupi-Guarani.
Porto Real do Colégio – Alagoas
2026
VERSO DA FOLHA DE ROSTO
© 2026 – Nhenety Kariri-Xocó
Todos os direitos reservados.
Esta obra poderá ser utilizada para fins acadêmicos, culturais e educativos, desde que citada a fonte autoral.
Revisão textual e organização acadêmica: ChatGPT/OpenAI.
Blog do autor:
Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó�
FICHA CATALOGRÁFICA
Kariri-Xocó, Nhenety.
Cosmogonia, Constelações Greco-Romanas e Ameríndias XLIV: coletânea de artigos do acervo virtual bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó – Volume 44 / Nhenety Kariri-Xocó. – Porto Real do Colégio, AL: Edição do Autor, 2026.
92 p.
Inclui referências bibliográficas.
ISBN: 978-65-0000-044-4
Cosmologia indígena brasileira.
Povos Tupi-Guarani.
Astronomia cultural indígena.
Constelações ameríndias.
Mitologia greco-romana.
Calendário lunar indígena.
I. Título.
CDD: 299.8
ISBN (SIMBÓLICO)
ISBN: 978-65-0000-044-4
PREFÁCIO OFICIAL DA COLEÇÃO
Esta obra integra o Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, iniciativa dedicada à preservação, produção e difusão do conhecimento construído a partir das vivências culturais do povo Kariri-Xocó.
Fundamentado na memória, na ancestralidade e na experiência histórica, o Acervo orienta-se pela compreensão de que o saber se constrói por meio de encontros, trocas e transformações culturais ao longo do tempo.
Os elementos culturais, científicos e literários oriundos de diferentes povos e autores são respeitados em suas origens, sendo compreendidos como influências legítimas no processo de formação do conhecimento, sem reivindicação de autoria sobre tais contribuições.
Ao mesmo tempo, reconhece-se a existência de uma produção autoral própria, resultante da interpretação singular da realidade vivida.
Dessa forma, a presente obra se insere em uma continuidade cultural dinâmica, na qual tradição e criação se articulam, preservando identidades e projetando novos horizontes.
DEDICATÓRIA
Dedico esta obra aos ancestrais dos povos originários das Américas, guardiões da memória celeste, das florestas e dos caminhos espirituais traçados pelas estrelas.
Dedico também ao povo Kariri-Xocó, cuja resistência cultural mantém viva a herança dos antigos conhecimentos transmitidos pela oralidade sagrada.
AGRADECIMENTOS
Agradeço aos anciãos, estudiosos, pesquisadores e povos indígenas que preservaram os conhecimentos cosmológicos e espirituais transmitidos através das gerações.
Agradeço igualmente aos leitores, pesquisadores e estudantes que valorizam a memória ancestral e reconhecem a importância dos saberes indígenas para a compreensão da humanidade e do universo.
Minha gratidão também aos espaços virtuais de pesquisa e escrita que possibilitam a preservação do conhecimento bibliográfico contemporâneo.
EPÍGRAFE
“Os antigos olhavam para o céu não apenas para contar estrelas, mas para compreender os caminhos da vida.”
— Nhenety Kariri-Xocó
PREFÁCIO DO VOLUME
A presente obra constitui uma contribuição relevante para os estudos sobre cosmologia indígena, astronomia cultural e espiritualidade ameríndia. Ao reunir reflexões sobre as constelações Tupi-Guarani e suas relações simbólicas com o zodíaco greco-romano, o autor demonstra como diferentes civilizações desenvolveram sistemas próprios de interpretação do cosmos.
Mais do que simples observações astronômicas, os sistemas celestes indígenas representavam formas completas de organização da vida, do calendário agrícola, das cerimônias espirituais e da memória coletiva.
O Volume 44 amplia o debate sobre a valorização dos saberes originários e evidencia a importância da tradição oral como patrimônio histórico e cultural da humanidade.
RESUMO
Esta obra reúne estudos sobre a cosmogonia Tupi, Tupi-Guarani e Guarani, analisando constelações indígenas, espiritualidade ancestral e calendários lunares. O trabalho também estabelece relações comparativas entre o zodíaco greco-romano e os sistemas celestes ameríndios, evidenciando aproximações simbólicas entre diferentes tradições cosmológicas. A pesquisa demonstra que os povos indígenas desenvolveram complexas interpretações astronômicas associadas à agricultura, à caça, à pesca, à espiritualidade e à organização social. A obra contribui para a valorização da astronomia cultural indígena e da memória ancestral dos povos originários.
Palavras-chave: Cosmologia indígena; Tupi-Guarani; constelações ameríndias; calendário lunar; espiritualidade indígena.
ABSTRACT
This work gathers studies about Tupi, Tupi-Guarani and Guarani cosmogony, analyzing indigenous constellations, ancestral spirituality and lunar calendars. The research also establishes comparative relations between the Greco-Roman zodiac and Amerindian celestial systems, highlighting symbolic similarities between different cosmological traditions. The study demonstrates that indigenous peoples developed complex astronomical interpretations associated with agriculture, hunting, fishing, spirituality and social organization. This work contributes to the appreciation of indigenous cultural astronomy and ancestral memory.
Keywords: Indigenous cosmology; Tupi-Guarani; Amerindian constellations; lunar calendar; indigenous spirituality.
APRESENTAÇÃO
A presente obra reúne estudos voltados à interpretação simbólica do céu nas tradições indígenas sul-americanas e na tradição clássica ocidental. Ao longo da história humana, o firmamento constituiu um grande mapa espiritual, agrícola e ritualístico, orientando calendários, deslocamentos, cerimônias e narrativas míticas.
Entre os povos Tupi, Tupi-Guarani e Guarani, as estrelas não eram vistas apenas como corpos celestes, mas como manifestações espirituais ligadas aos ancestrais, aos animais sagrados e aos ciclos da natureza. As constelações revelavam tempos de caça, pesca, plantio, colheita e renovação espiritual.
No mundo greco-romano, o zodíaco consolidou-se como um sistema astronômico e astrológico estruturado em doze constelações solares, influenciando profundamente a cultura europeia, o calendário e as interpretações simbólicas do universo.
Os capítulos desta coletânea buscam estabelecer pontes entre essas tradições, demonstrando que diferentes civilizações desenvolveram formas próprias de interpretar o cosmos e organizar a existência humana em harmonia com os ciclos celestes.
NOTA DO AUTOR
Os textos presentes nesta obra foram originalmente produzidos e publicados no acervo virtual bibliográfico do autor, sendo posteriormente organizados em formato acadêmico para preservação cultural e ampliação do acesso ao conhecimento.
A proposta deste volume é contribuir para o reconhecimento dos saberes indígenas como patrimônios intelectuais legítimos da humanidade, especialmente no campo da astronomia cultural e da espiritualidade ancestral.
MEMÓRIA DO AUTOR
Nhenety Kariri-Xocó pertence ao povo indígena Kariri-Xocó, originário de Porto Real do Colégio. Atua como pesquisador independente, contador de histórias orais e escritas, preservando conhecimentos históricos, culturais e espirituais relacionados aos povos originários do Brasil.
Por meio de seu acervo virtual bibliográfico, desenvolve estudos voltados à cosmologia indígena, memória ancestral, literatura de cordel, história das civilizações e manifestações culturais tradicionais.
Sua produção busca valorizar a tradição oral indígena e promover reflexões sobre a relação entre humanidade, natureza e espiritualidade.
SUMÁRIO
Falsa Folha de Rosto
Folha de Rosto
Verso da Folha de Rosto
Ficha Catalográfica
ISBN ( Simbólico)
Prefácio Oficial da Coleção
Dedicatória
Agradecimentos
Epígrafe
Prefácio
Resumo
Abstract
Apresentação
Nota do Autor
Memória do Autor
Introdução Geral
Capítulo 1 - Cosmogonia Tupi, Tupi-Guarani e Guarani: Constelações, Espiritualidade e Calendário Lunar
Capítulo 2 - Constelações Zodiacais e Ameríndias: Um Estudo Comparativo Entre o Céu Greco-Romano e o Cosmo Tupi-Guarani
Considerações Finais
Referências Gerais
Sobre o Autor
INTRODUÇÃO GERAL
As sociedades humanas sempre elaboraram sistemas simbólicos para interpretar o universo. O céu noturno, observado desde os tempos mais antigos, tornou-se fonte de narrativas míticas, referências agrícolas e caminhos espirituais.
No Ocidente, a tradição greco-romana consolidou o zodíaco como sistema astronômico associado ao movimento aparente do Sol. Entre os povos indígenas das Américas, especialmente os Tupi-Guarani, desenvolveram-se cosmologias próprias, nas quais constelações representavam animais sagrados, espíritos e forças naturais.
As constelações ameríndias possuíam funções práticas e espirituais: indicavam épocas de plantio, períodos de caça, mudanças climáticas e momentos cerimoniais. O calendário lunar regulava a vida coletiva, integrando natureza e espiritualidade em um mesmo sistema simbólico.
Este volume busca apresentar e comparar essas tradições cosmológicas, demonstrando como diferentes culturas construíram formas complexas de compreender o cosmos e a existência humana.
DESENVOLVIMENTO DOS CAPÍTULOS
CAPÍTULO 1
COSMOGONIA TUPI, TUPI-GUARANI E GUARANI: CONSTELAÇÕES, ESPIRITUALIDADE E CALENDÁRIO LUNAR
Introdução
A cosmogonia dos povos Tupi, Tupi-Guarani e Guarani apresenta-se como uma construção simbólica que conecta céu, terra e sociedade. As constelações, vistas como representações de animais, plantas e forças espirituais, orientavam a vida agrícola, ritual e social. O calendário lunar, estruturado em doze luas, dava ritmo ao ano, integrando espiritualidade, subsistência e memória ancestral.
O firmamento era percebido como uma extensão do mundo espiritual. As estrelas serviam como referência para os deslocamentos, para o reconhecimento dos períodos climáticos e para a realização de cerimônias coletivas. Dessa maneira, o conhecimento astronômico indígena constituía um elemento essencial da organização cultural e religiosa.
As 12 Constelações Principais
Entre os povos Tupi-Guarani, o céu era entendido como um grande território espiritual. Cada constelação possuía função ritual, agrícola e simbólica.
Nhandu (Ema)
Correspondente aproximada da constelação de Escorpião. Simbolizava fertilidade, resistência e renovação da vida. Sua observação guiava rituais agrícolas relacionados ao plantio e à colheita.
Tapir (Anta)
Associada à região de Órion. Indicava períodos favoráveis para caça e deslocamentos coletivos. A anta representava força, persistência e abundância.
Pirá (Peixe)
Relacionada à Via Láctea, concebida como um grande rio celeste. Ligava-se à pesca e à fartura dos rios, possuindo forte dimensão espiritual.
Jaguareté (Onça)
Situada próxima à região de Sagitário. Representava proteção espiritual, coragem guerreira e poder ancestral.
Tatu (Tatu-canastra)
Associada ao Cruzeiro do Sul. Era utilizada para orientação espacial durante deslocamentos noturnos e cerimônias rituais.
Yvyrá (Árvore Cósmica)
Relacionada ao eixo da Via Láctea. Simbolizava a ligação entre céu, terra e mundo espiritual, funcionando como eixo sagrado do universo.
Yvytú (Vento ou Sopros)
Associada à região de Aquário. Representava os ventos espirituais e as transformações ligadas às mudanças das estações.
Guará (Lobo-guará ou Raposa)
Relacionada às Plêiades. Indicava períodos de chuva, plantio e organização agrícola.
Araruna (Arara Azul)
Correspondente aproximada da constelação de Cisne. Ligava-se ao canto ritual, à comunicação espiritual e à transmissão oral do conhecimento.
Mbopi (Morcego)
Relacionada à região de Corvus. Simbolizava a noite, os mistérios e os períodos de recolhimento espiritual.
Anhangá
Associado à região de Centauro. Espírito protetor das caças e guardião das matas, invocado em cerimônias espirituais.
Kuruxu (Cruz)
Outra interpretação do Cruzeiro do Sul. Funcionava como símbolo de orientação espiritual e caminho dos ancestrais.
As 12 Luas do Ano
O calendário lunar indígena organizava os ciclos do tempo segundo as fases da Lua. Entre os Guarani, a Lua era denominada Jasy, enquanto no Tupi Antigo utilizava-se Jacy.
Jasy Rendy (Lua Brilhante) – Janeiro
Lua do Plantio e da fertilidade da terra. Período de preparação agrícola.
Jasy Ñemongarai (Lua da Bênção) – Fevereiro
Lua da Germinação. Realizavam-se cerimônias de proteção espiritual das primeiras brotações.
Jasy Ka’aguy (Lua da Floresta) – Março
Lua da Caça. Tempo de maior atividade dos animais e de rituais ligados à fartura.
Jasy Avaxi (Lua do Milho) – Abril
Lua da Colheita inicial do milho, acompanhada por celebrações comunitárias.
Jasy Y (Lua das Águas) – Maio
Período das chuvas e fortalecimento da pesca.
Jasy Pirá (Lua do Peixe) – Junho
Lua da abundância aquática e dos rituais de agradecimento pelos rios.
Jasy Jaguareté (Lua da Onça) – Julho
Lua guerreira relacionada à proteção da aldeia.
Jasy Karai (Lua da Fartura) – Agosto
Período de abundância agrícola e partilha coletiva.
Jasy Tujá (Lua Ancestral) – Setembro
Tempo dedicado à memória dos ancestrais e às cerimônias espirituais.
Jasy Pyahu (Lua da Renovação) – Outubro
Lua da renovação espiritual e preparação do novo ciclo.
Jasy Porã (Lua Bela) – Novembro
Período associado à juventude, iniciações e festividades sociais.
Jasy Guasu (Lua Grande) – Dezembro
Lua do encerramento do ciclo anual e renovação das forças espirituais.
Conclusão
A cosmogonia Tupi, Tupi-Guarani e Guarani revela uma concepção de universo baseada na integração entre natureza, espiritualidade e sociedade. As constelações e as luas organizavam os ciclos da existência coletiva, orientando práticas agrícolas, rituais religiosos e relações sociais.
Diferentemente da linearidade temporal ocidental, os povos indígenas concebiam o tempo como um movimento cíclico, no qual cada fase lunar e cada manifestação celeste representavam renovação contínua da vida e da memória ancestral.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
CAPÍTULO 2
CONSTELAÇÕES ZODIACAIS E AMERÍNDIAS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O CÉU GRECO-ROMANO E O COSMO TUPI-GUARANI
Introdução
O estudo das constelações demonstra a profunda relação entre humanidade e cosmos ao longo da história. A tradição greco-romana estruturou o zodíaco em doze constelações solares, enquanto os povos Tupi-Guarani desenvolveram interpretações próprias do céu baseadas em animais, espíritos e forças naturais.
Embora originados em contextos culturais distintos, ambos os sistemas desempenhavam funções semelhantes: orientar atividades agrícolas, ciclos religiosos, caça, pesca e organização social.
Este estudo propõe uma análise comparativa entre o calendário zodiacal ocidental e as constelações ameríndias associadas ao calendário lunar indígena.
Desenvolvimento Cronológico
Janeiro – Jasy Rendy
Zodíaco: Capricórnio
Constelação Ameríndia: Yvyrá (Árvore Cósmica)
Representa fertilidade, renovação agrícola e reorganização espiritual do ciclo anual.
Fevereiro – Jasy Ñemongarai
Zodíaco: Aquário
Constelação Ameríndia: Yvytú (Vento)
Simboliza proteção espiritual, circulação da vida e renovação das águas.
Março – Jasy Ka’aguy
Zodíaco: Peixes
Constelação Ameríndia: Mbopi (Morcego)
Relaciona-se ao mistério da floresta, à caça e às forças espirituais da noite.
Abril – Jasy Avaxi
Zodíaco: Áries
Constelação Ameríndia: Tapir (Anta)
Representa força vital, colheita inicial e energia de expansão.
Maio – Jasy Y
Zodíaco: Touro
Constelação Ameríndia: Pirá (Peixe)
Conecta fertilidade, abundância hídrica e subsistência alimentar.
Junho – Jasy Pirá
Zodíaco: Gêmeos
Constelação Ameríndia: Araruna
Ligada à comunicação coletiva, à oralidade e aos rituais comunitários.
Julho – Jasy Jaguareté
Zodíaco: Câncer
Constelação Ameríndia: Jaguareté (Onça)
Representa proteção da aldeia, força espiritual e defesa comunitária.
Agosto – Jasy Karai
Zodíaco: Leão
Constelação Ameríndia: Nhandu (Ema)
Relaciona-se à fartura, vitalidade e liderança simbólica.
Setembro – Jasy Tujá
Zodíaco: Virgem
Constelação Ameríndia: Tatu
Conecta memória ancestral, terra e continuidade dos ciclos.
Outubro – Jasy Pyahu
Zodíaco: Libra
Constelação Ameríndia: Guará
Representa equilíbrio, renovação e harmonia social.
Novembro – Jasy Porã
Zodíaco: Escorpião
Constelação Ameríndia: Anhangá
Relaciona-se às iniciações espirituais, ao invisível e à transformação.
Dezembro – Jasy Guasu
Zodíaco: Sagitário
Constelação Ameríndia: Kuruxu
Simboliza orientação espiritual, transcendência e encerramento do ciclo anual.
Conclusão
A comparação entre o zodíaco greco-romano e o sistema celeste Tupi-Guarani demonstra que diferentes povos elaboraram formas próprias de interpretar o universo e orientar a vida coletiva.
As constelações ameríndias, ligadas aos animais, às florestas e aos espíritos ancestrais, revelam uma cosmologia profundamente integrada à natureza. O zodíaco ocidental, por sua vez, consolidou um modelo astronômico associado aos movimentos solares e às interpretações simbólicas do destino humano.
Ambos os sistemas revelam que o céu sempre ocupou papel central na organização da existência humana, funcionando como mapa espiritual, agrícola e cultural.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente volume evidencia que os conhecimentos astronômicos indígenas constituem patrimônios culturais de enorme relevância histórica e espiritual. As constelações ameríndias demonstram que os povos originários desenvolveram sofisticados sistemas de observação do céu muito antes da consolidação da ciência moderna ocidental.
Ao comparar cosmologias indígenas e greco-romanas, percebe-se que diferentes civilizações procuraram compreender os ciclos da existência através do universo celeste, transformando o céu em espaço de memória, orientação e espiritualidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GERAIS UNIFICADAS
AZEVEDO, Marta. O calendário agrícola e ritual Guarani. Revista de Antropologia, São Paulo, v. 44, n. 1, p. 35-67, 2001.
AZEVEDO, Marta. Calendários indígenas: modos de ver e viver o tempo. São Paulo: USP, 2019.
CLASTRES, Hélène. A Terra sem Mal: o profetismo tupi-guarani. São Paulo: Brasiliense, 1978.
CUNHA, Manuela Carneiro da. História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
MELIÀ, Bartomeu. O Guarani: uma cosmovisão. São Paulo: Loyola, 1989.
MELLO E SOUZA, Laura de. O diabo e a terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.
MONTEIRO, John Manuel. Tupi, Tapuia e história indígena no Brasil. Campinas: Unicamp, 2001.
MONTOYA, Antonio Ruiz de. Tesoro de la lengua guaraní. Madrid: Ediciones Cultura Hispánica, 1639 [reimpressão].
SILVA, Aracy Lopes da; MACEDO, Ana Vera Lopes da. Enciclopédia da Floresta: o Alto Juruá: práticas e conhecimentos das populações. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. A inconstância da alma selvagem. São Paulo: Cosac Naify, 2002.
REFERÊNCIAS DOS ARTIGOS DO ACERVO
KARIRI-XOCÓ, Cosmogonia Tupi, Tupi-Guarani e Guarani: Constelações, Espiritualidade e Calendário Lunar. Disponível em:
https://kxnhenety.blogspot.com/2025/09/cosmogonia-tupi-tupi-guarani-e-guarani.html?m=0 . Acesso em: 7 mai. 2026.
KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Constelações Zodiacais e Ameríndias: Um Estudo Comparativo Entre o Céu Greco-Romano e o Cosmo Tupi-Guarani. Disponível em:
https://kxnhenety.blogspot.com/2025/09/constelacoes-zodiacais-e-amerindias-um.html?m=0 . Acesso em: 7 mai. 2026.
SOBRE O AUTOR
Nhenety Kariri-Xocó é pesquisador independente, escritor e contador de histórias orais e escritas. Pertencente ao povo Kariri-Xocó, dedica-se à preservação da memória ancestral indígena, da cosmologia ameríndia, das tradições culturais brasileiras e da produção bibliográfica acadêmica independente.
Seu trabalho reúne estudos sobre espiritualidade, história indígena, arqueologia cultural, literatura de cordel, filosofia e relações entre humanidade e natureza.
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Autor: Nhenety Kariri-Xocó
















