domingo, 9 de agosto de 2026

ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO NHENETY KARIRI-XOCÓ, SABERES ANCESTRAIS E MEMÓRIA VIVA VERSÃO 2





Sistema vivo de memória, conhecimento e produção literária do povo Kariri-Xocó, organizado em estantes temáticas e em constante expansão.





1. FALSA FOLHA DE ROSTO

ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO

NHENETY KARIRI-XOCÓ

Saberes Ancestrais e Memória Viva

Versão 2






2. FOLHA DE ROSTO

ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO NHENETY KARIRI-XOCÓ

SABERES ANCESTRAIS E MEMÓRIA VIVA

VERSÃO 2

Sistema vivo de memória, conhecimento e produção literária do povo Kariri-Xocó, organizado em estantes temáticas e em constante expansão.

Organização, autoria e curadoria:

Nhenety Kariri-Xocó

Porto Real do Colégio — Alagoas — Brasil

2026






3. VERSO DA FOLHA DE ROSTO

© Nhenety Kariri-Xocó — 2026

Todos os direitos relativos às obras de autoria de Nhenety Kariri-Xocó são reservados, observadas as condições específicas de publicação, reprodução e distribuição de cada obra.

O presente volume constitui uma organização bibliográfica e cultural do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó.

O acervo reúne produções autorais, registros culturais, livros, cordéis, contos, fábulas, artigos e outras formas de produção intelectual.

As obras de terceiros eventualmente referenciadas, citadas ou relacionadas ao Acervo permanecem pertencentes aos seus respectivos autores, instituições e contextos de origem.

O uso de conteúdos externos deverá respeitar a legislação vigente e as condições de direitos autorais aplicáveis a cada publicação.

Este volume possui finalidade cultural, educativa, documental e bibliográfica.






4. FICHA CATALOGRÁFICA

K18a

KARIRI-XOCÓ, Nhenety.

Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó: saberes ancestrais e memória viva — Versão 2 / Nhenety Kariri-Xocó. – Porto Real do Colégio, AL, 2026.

Acervo digital em expansão.

Inclui referências bibliográficas e índice navegável.

Literatura indígena brasileira.

Cultura indígena — Kariri-Xocó.

Tradição oral.

Memória cultural.

Produção intelectual indígena.

Literatura de cordel.

Bibliografia digital.

Saberes ancestrais.

CDD: 398.2081





5. ISBN SIMBÓLICO


O ISBN apresentado nesta edição possui caráter exclusivamente simbólico e organizacional, destinado à identificação interna do projeto, à organização do acervo digital e à apresentação editorial da obra.

Não representa um ISBN oficial emitido pela Câmara Brasileira do Livro ou por outra agência competente.

Para eventual publicação comercial ou registro editorial oficial, deverá ser realizado o procedimento correspondente junto às instituições responsáveis.






6. PREFÁCIO OFICIAL DA COLEÇÃO


Esta obra integra o Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, iniciativa dedicada à preservação, produção e difusão do conhecimento construído a partir das vivências culturais do povo Kariri-Xocó.

Fundamentado na memória, na ancestralidade e na experiência histórica, o Acervo orienta-se pela compreensão de que o saber se constrói por meio de encontros, trocas e transformações culturais ao longo do tempo.

Os elementos culturais, científicos e literários oriundos de diferentes povos e autores são respeitados em suas origens, sendo compreendidos como influências legítimas no processo de formação do conhecimento, sem reivindicação de autoria sobre tais contribuições.

Ao mesmo tempo, reconhece-se a existência de uma produção autoral própria, resultante da interpretação singular da realidade vivida.

Dessa forma, a presente obra se insere em uma continuidade cultural dinâmica, na qual tradição e criação se articulam, preservando identidades e projetando novos horizontes.




7. ESCLARECIMENTO DO AUTOR

A presente obra constitui, neste momento, um pré-projeto editorial em fase de estruturação acadêmica e organização bibliográfica.

Sua versão definitiva será futuramente submetida aos processos de revisão, diagramação, normalização segundo os padrões da ABNT, catalogação bibliográfica, classificação CDD e obtenção de ISBN oficial.

Enquanto perdurar esta etapa preparatória, parte das informações editoriais apresentadas possui caráter provisório e simbólico, destinando-se exclusivamente à identificação preliminar da obra.

O autor reafirma o compromisso com a preservação cultural, histórica e intelectual do acervo desenvolvido ao longo de suas pesquisas e produções literárias.

Nhenety Kariri-Xocó 




8. DEDICATÓRIA

Aos ancestrais do povo Kariri-Xocó,

que guardaram a palavra quando ainda não havia papel,

que conservaram a memória quando os caminhos eram difíceis,

e que transmitiram aos seus descendentes os ensinamentos que atravessaram gerações.

Aos anciãos e às anciãs,

guardiões da memória viva.

À comunidade Kariri-Xocó,

que mantém acesa a chama da identidade,

da cultura,

da ancestralidade

e da esperança.

E às futuras gerações,

para que encontrem nestas páginas

não apenas livros,

mas caminhos de memória.




9. AGRADECIMENTOS

Agradeço aos ancestrais do povo Kariri-Xocó, cuja presença permanece viva nas histórias, nos ensinamentos, nas palavras e nas experiências transmitidas de geração em geração.

Agradeço aos anciãos e às anciãs, guardiões de conhecimentos que não pertencem apenas ao passado, mas continuam orientando o presente.

Agradeço à comunidade Kariri-Xocó, espaço de convivência, aprendizagem, memória e construção coletiva.

Agradeço também a todas as pessoas, instituições, pesquisadores, educadores, artistas e parceiros que, em diferentes momentos, contribuíram para o registro, a valorização e a divulgação dos saberes indígenas.

A todos que respeitam a autoria, a cultura e a dignidade dos povos originários, minha gratidão.

Que este Acervo possa servir como ponte entre gerações e como instrumento de continuidade da memória.





10. EPÍGRAFE

“A palavra é semente: quando escrita, continua a germinar.”




11. PREFÁCIO DO VOLUME

A segunda versão do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó — Saberes Ancestrais e Memória Viva representa uma nova etapa de organização de uma produção que permanece em movimento.

A primeira versão apresentou uma estrutura inicial para reunir e organizar diferentes obras produzidas ao longo da trajetória de Nhenety Kariri-Xocó. A presente versão amplia essa proposta e passa a compreender o Acervo não apenas como uma coleção de publicações, mas como um sistema vivo de memória e conhecimento.

O crescimento do número de obras tornou necessária uma nova organização. Os livros, cordéis, contos, fábulas e artigos passaram a ser compreendidos como partes de um conjunto maior, distribuído em estantes temáticas.

Nesta Versão 2, o Acervo registra 242 volumes, sendo 102 cordéis e 140 livros, distribuídos em sete estantes consolidadas, enquanto uma oitava estante permanece em formação.

Essa estrutura revela que a produção literária não está encerrada. Ao contrário, novas obras continuam surgindo, novas memórias são registradas e novos caminhos de conhecimento são incorporados.

O presente volume documenta, portanto, não somente aquilo que já foi produzido, mas também a própria transformação do Acervo.

Ele é simultaneamente catálogo, memória, organização bibliográfica e testemunho de uma produção cultural em expansão.

Que este volume seja recebido como mais um capítulo da caminhada da palavra Kariri-Xocó através do tempo.




12. RESUMO

O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó — Saberes Ancestrais e Memória Viva — Versão 2 constitui um sistema digital de organização, preservação e difusão de uma produção literária e intelectual vinculada à memória, à cultura e aos saberes do povo Kariri-Xocó.

A segunda versão amplia a estrutura apresentada anteriormente e organiza o Acervo em sete estantes temáticas consolidadas, com uma oitava estante em processo de formação. O conjunto reúne atualmente 242 volumes, sendo 102 cordéis e 140 livros.

As obras abrangem diferentes campos, incluindo contos, fábulas, literatura de cordel, artigos, história, cultura, memória, espiritualidade, mitologia, filosofia, identidade, ancestralidade e saberes tradicionais.

O Acervo é compreendido como um sistema vivo porque permanece aberto à incorporação de novas produções. A escrita atua como extensão da tradição oral, possibilitando registrar experiências, narrativas e conhecimentos para as gerações presentes e futuras.

A Versão 2 representa, assim, uma etapa de ampliação e reorganização do projeto, consolidando-o como território digital de memória, conhecimento e produção literária em permanente expansão.

Palavras-chave: Kariri-Xocó; memória indígena; tradição oral; literatura indígena; literatura de cordel; saberes ancestrais; produção intelectual; acervo digital.





13. ABSTRACT

The Nhenety Kariri-Xocó Virtual Bibliographic Collection — Ancestral Knowledge and Living Memory — Version 2 is a digital system for organizing, preserving and disseminating literary and intellectual production related to the memory, culture and knowledge of the Kariri-Xocó people.

This second version expands the structure previously established and organizes the Collection into seven consolidated thematic sections, with an eighth section currently under development. The collection currently comprises 242 volumes, including 102 cordels and 140 books.

The works cover different fields, including short stories, fables, cordel literature, articles, history, culture, memory, spirituality, mythology, philosophy, identity, ancestry and traditional knowledge.

The Collection is understood as a living system because it remains open to the incorporation of new productions. Writing functions as an extension of oral tradition, making it possible to record experiences, narratives and knowledge for present and future generations.

Version 2 therefore represents a stage of expansion and reorganization of the project, consolidating it as a digital territory of memory, knowledge and literary production in continuous development.

Keywords: Kariri-Xocó; indigenous memory; oral tradition; indigenous literature; cordel literature; ancestral knowledge; intellectual production; digital collection.




14. APRESENTAÇÃO DO ACERVO

O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó nasceu da necessidade de organizar e preservar uma produção literária e cultural construída ao longo de diferentes momentos da trajetória de seu autor.

Sua proposta é reunir obras que, isoladamente, poderiam parecer diferentes entre si, mas que, quando observadas em conjunto, revelam uma trajetória de produção, pesquisa, memória e criação.

O Acervo transforma essa diversidade em um sistema organizado.

Cada estante possui uma identidade temática própria, mas todas fazem parte de uma mesma construção maior.

O resultado é um território bibliográfico digital no qual diferentes experiências de escrita podem coexistir.

A Versão 2 nasce justamente dessa expansão.

Ela registra um Acervo que cresceu, ganhou novas estantes, recebeu novas obras e passou a exigir uma estrutura capaz de acompanhar seu próprio desenvolvimento.




15. NOTA DO AUTOR

Este volume representa uma etapa importante da caminhada do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó.

Quando a primeira versão foi organizada, a principal preocupação era reunir, identificar e estruturar as obras existentes.

Com o crescimento da produção, tornou-se necessário pensar o Acervo de outra maneira.

Não apenas como uma coleção de livros, mas como um sistema vivo.

Cada nova obra acrescentada modifica o conjunto e amplia sua memória.

Por isso, a Versão 2 não pretende substituir a primeira versão como se ela deixasse de existir.

Ao contrário, esta nova edição nasce da anterior e registra sua continuidade.

A Versão 1 permanece como parte da história do Acervo.

A Versão 2 representa seu crescimento.

E outras versões poderão surgir no futuro.

Este é um projeto aberto.

Enquanto houver histórias, memórias, pesquisas, narrativas e conhecimentos para registrar, haverá novos caminhos para o Acervo.

Nhenety Kariri-Xocó





16. MEMÓRIA DO AUTOR

A construção deste Acervo está diretamente relacionada à trajetória de Nhenety Kariri-Xocó como contador de histórias, pesquisador, escritor e produtor cultural.

Sua produção parte da experiência vivida, da memória comunitária, da tradição oral e do interesse permanente pelo registro da história e da cultura.

A oralidade ocupa lugar central nesse percurso.

Antes de ser registrada em livros, muitas histórias vivem na palavra falada, na memória dos mais velhos, nas experiências comunitárias e nos ensinamentos transmitidos entre gerações.

A escrita surge como outra forma de continuidade.

Ela não substitui a oralidade.

Ela a acompanha.

Por meio dos livros, cordéis, contos, fábulas e artigos, experiências que pertencem a diferentes momentos da trajetória do autor passam a integrar um conjunto organizado.

O Acervo representa, dessa maneira, uma memória da própria caminhada intelectual e cultural do autor.

É também uma tentativa de deixar caminhos registrados para aqueles que virão depois.





17. APRESENTAÇÃO

A Versão 2 foi organizada a partir da expansão quantitativa e temática do Acervo.

A existência de 242 volumes tornou necessária uma estrutura mais dinâmica, capaz de apresentar não apenas as obras, mas também a lógica de organização do conjunto.

As sete estantes consolidadas passaram a representar diferentes campos de produção.

A oitava estante, ainda em formação, simboliza o espaço destinado ao futuro.

Essa organização estabelece uma característica fundamental do projeto: o Acervo possui história, presente e futuro.

A Versão 2 é, portanto, simultaneamente uma atualização bibliográfica e um registro histórico do crescimento do projeto.





18. INTRODUÇÃO

Preservar a memória é uma forma de estabelecer diálogo entre gerações.

No contexto indígena, esse processo possui uma dimensão ainda mais profunda, pois a memória não está limitada aos documentos escritos. Ela vive nas histórias, nos nomes, nos lugares, nos conhecimentos, nas práticas culturais, nos ensinamentos e nas experiências transmitidas.

O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó procura estabelecer uma ponte entre essas formas de conhecimento.

A oralidade encontra a escrita.

A memória encontra a tecnologia.

A tradição encontra o ambiente digital.

Nesse encontro, o conhecimento pode alcançar novos espaços sem perder sua relação com a experiência cultural que lhe deu origem.

A organização em estantes permite visualizar a amplitude da produção reunida.

Os 242 volumes atualmente catalogados demonstram que o projeto ultrapassou a dimensão de uma coleção pequena e passou a constituir um verdadeiro sistema bibliográfico digital.

A existência de uma oitava estante em formação confirma que essa história ainda está sendo escrita.

O Acervo, portanto, não representa apenas aquilo que já foi produzido.

Representa também aquilo que ainda poderá ser criado.




19. SUMÁRIO

1. Falsa Folha de Rosto
2. Folha de Rosto
3. Verso da Folha de Rosto
4. Ficha Catalográfica
4. ISBN Simbólico
6. Prefácio Oficial da Coleção
7. Esclarecimento do Autor
8. Dedicatória
9. Agradecimentos
10. Epígrafe
11. Prefácio do Volume
12. Resumo
13. Abstract
14. Apresentação do Acervo
15. Nota do Autor
16. Memória do Autor
17. Apresentação
18. Introdução
19. Sumário
20. Natureza do Acervo
21. O Acervo Como Sistema Vivo
22. Estrutura do Acervo
23. As Setes Estantes Consolidadas
23.1 — 1ª Estante, Coletânea de Contos e Fábulas — Memória e Identidade Cultural
23.2 — 2ª Estante, Cordéis — Origens, Espiritualidade, Esporte, Arte e Tecnologia
23.3 — 3ª Estante, Cordéis — Temas Bíblicos, Reinos Cristãos, Cultura e Identidade
23.4 — 4ª Estante, Cordéis — Mitologia, Povos Antigos e Filosofia
23.5 — 5ª Estante, Livros e Artigos — Estudos, Cultura e Memória
23.6 — 6ª Estante, Coletânea de Artigos do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó
23.7 — 7ª Estante, Memória, Saberes e Conexões Kariri-Xocó
24. A 8ª Estante — Em Formação
25. Sentido Cultural e Importância
26. Oralidade, Escrita e Memória
27. Memória Viva e Continuidade
28. Índice Navegável do Acervo
29. Atualização Permanente
30. CONSIDERAÇÕES FINAIS
31. Glossário
32. Referências Bibliográficas
33. Sobre o Autor





20. NATUREZA DO ACERVO

O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó constitui um projeto de organização, preservação e difusão de uma produção literária, cultural e intelectual construída ao longo da trajetória de seu autor.

Seu conteúdo reúne diferentes formas de produção, incluindo livros, literatura de cordel, contos, fábulas, artigos, estudos culturais, registros históricos, narrativas de tradição oral e produções relacionadas à memória, à identidade e aos saberes indígenas.

O Acervo possui natureza dinâmica. Sua organização não pretende encerrar a produção existente em uma estrutura definitiva, mas oferecer um sistema capaz de acompanhar seu crescimento.

Cada nova obra incorporada passa a fazer parte de uma memória bibliográfica maior.

Dessa maneira, o Acervo é simultaneamente coleção, registro, catálogo e espaço de continuidade da produção literária.



21. O ACERVO COMO SISTEMA VIVO

O conceito de sistema vivo constitui um dos fundamentos desta segunda versão.

Um acervo tradicional pode ser compreendido como um conjunto de obras reunidas em determinado momento. O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, entretanto, permanece aberto à criação e à incorporação de novas produções.

A cada novo livro, cordel, conto, fábula ou artigo, sua estrutura pode crescer e se reorganizar.

A tradição oral encontra a escrita.

A memória encontra a tecnologia.

A ancestralidade encontra o presente.

E a produção literária encontra novos caminhos de circulação.

Nesse processo, a escrita funciona como extensão da oralidade, permitindo que histórias e conhecimentos sejam registrados sem que deixem de estar relacionados às experiências culturais que lhes deram origem.

O Acervo não representa somente aquilo que foi produzido.

Ele representa também a possibilidade permanente de produzir.




22. ESTRUTURA DO ACERVO

O Acervo está organizado em estantes temáticas.

Cada estante reúne obras segundo características literárias, temáticas, culturais e históricas.

Essa organização permite que o leitor percorra diferentes caminhos de conhecimento dentro de uma mesma biblioteca digital.

Na presente versão, encontram-se sete estantes consolidadas, enquanto uma oitava estante está em processo de formação.

A estrutura atual registra:

242 VOLUMES

102 cordéis

140 livros

A distribuição das obras entre as estantes é a seguinte:

Estante Quantidade1ª Estante 39 volumes;  2ª Estante 35 volumes; 3ª Estante 37 volumes; 4ª Estante 37 volumes; 5ª Estante 23 volumes; 6ª Estante 44 volumes; 7ª Estante 27 volumes; Total 242 volumes. 

A 8ª Estante permanece aberta para a incorporação de novas obras e produções futuras.



23. AS SETE ESTANTES CONSOLIDADAS

23.1 — 1ª ESTANTE, COLETÂNEA DE CONTOS E FÁBULAS — MEMÓRIA E IDENTIDADE CULTURAL




A primeira estante reúne contos e fábulas que dialogam com a memória, a cultura, a natureza, a espiritualidade, a vida comunitária e diferentes experiências humanas.

As narrativas utilizam a literatura como espaço de criação e transmissão de ensinamentos.

As histórias podem apresentar personagens, acontecimentos e elementos simbólicos que permitem refletir sobre comportamento, natureza, relações sociais, ancestralidade e vida cotidiana.

39 volumes.




ENDEREÇO DIGITAL DA ESTANTE 1:






23.2 — 2ª ESTANTE, CORDÉIS — ORIGENS, ESPIRITUALIDADE, ESPORTE, ARTE E TECNOLOGIA




A segunda estante reúne produções em literatura de cordel.

Os cordéis percorrem temas variados, incluindo espiritualidade, natureza, filosofia, esporte, arte, ciência, tecnologia, sociedade e experiências culturais.

A literatura de cordel torna-se, nesse conjunto, instrumento de narrativa, reflexão, informação e criação.

35 volumes.



ENDEREÇO DIGITAL DA ESTANTE 2:





23.3 — 3ª ESTANTE, CORDÉIS — TEMAS BÍBLICOS, REINOS CRISTÃOS, CULTURA E IDENTIDADE




A terceira estante reúne cordéis relacionados a temas bíblicos, Cristianismo, reinos, civilizações, cultura popular, formação histórica e identidade.

As obras estabelecem diálogos entre diferentes períodos históricos, tradições religiosas e interpretações culturais.

O conjunto demonstra a amplitude temática da produção em cordel e sua capacidade de abordar diferentes campos do conhecimento.

37 volumes.





ENDEREÇO DIGITAL DA ESTANTE 3:


https://kxnhenety.blogspot.com/2026/03/estante-3-cordeis-temas-biblicos-reinos.html?m=0






23.4 — 4ª ESTANTE, CORDÉIS — MITOLOGIA, POVOS ANTIGOS E FILOSOFIA




A quarta estante reúne produções relacionadas à mitologia, aos povos antigos, às narrativas de criação, às cosmologias e à filosofia.

Os textos percorrem diferentes tradições e imaginários, buscando compreender as formas pelas quais diferentes sociedades interpretaram o universo, a existência humana, a natureza e o mundo espiritual.

37 volumes.





ENDEREÇO DIGITAL DA ESTANTE 4:






23.5 — 5ª ESTANTE, LIVROS E ARTIGOS — ESTUDOS, CULTURA E MEMÓRIA




A quinta estante reúne livros e artigos relacionados à pesquisa, à cultura, à memória, à história, à educação e a diferentes campos de produção intelectual.

Representa uma dimensão mais ampla do trabalho bibliográfico, reunindo produções que ultrapassam a literatura de cordel e incorporam estudos, registros e reflexões.

23 volumes.





ENDEREÇO DIGITAL DA ESTANTE 5:






23.6 — 6ª ESTANTE, COLETÂNEA DE ARTIGOS DO ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO NHENETY KARIRI-XOCÓ




A sexta estante reúne uma ampla coletânea de artigos e estudos.

Seus conteúdos dialogam com história, antropologia, cosmologia, espiritualidade, filosofia, literatura, identidade, tradição oral, cultura e conhecimento.

Essa estante amplia a dimensão interdisciplinar do Acervo e demonstra que a produção reunida não está limitada a um único gênero literário.

44 volumes.



ENDEREÇO DIGITAL DA ESTANTE 6:






23.7 — 7ª ESTANTE, MEMÓRIA, SABERES E CONEXÕES KARIRI-XOCÓ




A sétima estante constitui uma das partes mais diretamente relacionadas à memória cultural Kariri-Xocó.

Reúne produções sobre língua, nomes, saberes, calendário, tempo, território, conexões históricas, ancestralidade, famílias, espiritualidade, artes, corpo, conhecimentos manuais, mitos, cosmologia e narrativas.

É uma estante voltada especialmente à valorização das conexões que ajudam a compreender a identidade e a memória do povo Kariri-Xocó.

27 volumes.



ENDEREÇO DIGITAL DA ESTANTE 7:


https://kxnhenety.blogspot.com/2026/08/estante-7-memoria-saberes-e-conexoes.html?m=0




24. A 8ª ESTANTE — EM FORMAÇÃO

A oitava estante representa o futuro do Acervo.

Sua formação permanece aberta para receber novas obras produzidas e incorporadas ao sistema.

Não possui, portanto, um conteúdo definitivamente fechado.

Sua função é acompanhar o crescimento contínuo da produção literária e intelectual.

Novos livros, cordéis, artigos, contos, fábulas e outras produções poderão ser incorporados à medida que forem criados e organizados.

A oitava estante simboliza a continuidade.

Enquanto as sete primeiras estantes representam uma produção já organizada, a oitava representa aquilo que ainda está sendo construído.

Ela é, portanto, a estante do futuro.







25. SENTIDO CULTURAL E IMPORTÂNCIA

O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó constitui um instrumento de valorização da cultura indígena, fortalecimento da identidade e preservação da memória ancestral.

Sua importância não está somente na quantidade de obras reunidas.

Está também na possibilidade de estabelecer conexões entre diferentes formas de conhecimento.

História e memória.

Oralidade e escrita.

Ancestralidade e contemporaneidade.

Cultura e tecnologia.

Experiência e registro.

Essas relações permitem compreender o Acervo como espaço de produção cultural e não apenas como depósito de documentos.

Cada obra representa uma experiência de criação.

Cada volume acrescenta uma camada à memória.

Cada estante organiza uma parte dessa trajetória.





26. ORALIDADE, ESCRITA E MEMÓRIA

A tradição oral constitui uma das bases fundamentais da transmissão de conhecimentos entre gerações.

Histórias, ensinamentos, nomes, experiências e memórias podem permanecer vivos por meio da palavra falada.

A escrita acrescenta outra possibilidade: o registro.

Ao registrar determinadas experiências, a escrita permite que elas possam ser consultadas, estudadas, compartilhadas e revisitadas.

O objetivo não é estabelecer uma oposição entre oralidade e escrita.

É reconhecer que ambas podem caminhar juntas.

A palavra falada transmite.

A palavra escrita registra.

E a memória cultural permanece em movimento por meio das duas.

Nesse sentido, o Acervo procura construir uma ponte entre diferentes formas de transmissão do conhecimento.






27. MEMÓRIA VIVA E CONTINUIDADE

A memória não é compreendida neste Acervo como algo imóvel.

Ela se transforma conforme novas gerações interpretam, registram e recriam suas experiências.

Por isso, preservar a memória também significa permitir que ela continue produzindo novos significados.

O Acervo representa esse movimento.

As obras já existentes registram diferentes momentos da trajetória autoral.

As novas produções acrescentam novas experiências.

E as futuras obras poderão ampliar ainda mais esse conjunto.

Assim, a memória permanece viva porque continua sendo produzida.







28. ÍNDICE NAVEGÁVEL DO ACERVO



PÁGINA PRINCIPAL




ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO NHENETY KARIRI-XOCÓ, VERSÃO 2








ESTANTES TEMÁTICAS


1ª Estante, Coletânea de Contos e Fábulas — Memória e Identidade Cultural

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/03/estante-1-coletaneas-de-contos-e.html?m=0

2ª Estante, Cordéis — Origens, Espiritualidade, Esporte, Arte e Tecnologia

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/03/estante-2-cordeis-suas-origens_15.html?m=0

3ª Estante, Cordéis — Temas Bíblicos, Reinos Cristãos, Cultura e Identidade

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/03/estante-3-cordeis-temas-biblicos-reinos.html?m=0


4ª Estante, Cordéis — Mitologia, Povos Antigos e Filosofia

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/03/estante-4-cordeis-sobre-mitologia.html?m=0

5ª Estante, Livros e Artigos — Estudos, Cultura e Memória

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/03/estante-5-acervo-virtual-bibliografico.html?m=0

6ª Estante, Coletânea de Artigos do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/estante-6-coletanea-de-artigos-do.html?m=0

7ª Estante, Memória, Saberes e Conexões Kariri-Xocó

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/08/estante-7-memoria-saberes-e-conexoes.html?m=0


8ª Estante, Em formação — Novas obras e produções futuras





29. ATUALIZAÇÃO PERMANENTE

O Acervo encontra-se em permanente atualização.

Os números apresentados nesta Versão 2 correspondem ao levantamento realizado para esta edição.

Novas obras poderão ser incorporadas posteriormente, modificando o quantitativo geral e, eventualmente, a composição das estantes.

Por essa razão, cada nova edição do Acervo poderá apresentar números diferentes, acompanhando o crescimento da produção.

A atualização não representa uma ruptura com as versões anteriores.

Ao contrário, cada versão preserva a memória do estágio anterior e registra uma nova etapa da trajetória do projeto.

Assim, a própria história do Acervo passa a possuir uma sequência de versões.

Versão 1 — estrutura inicial publicada.

Versão 2 — expansão e reorganização do sistema bibliográfico.

As futuras versões poderão continuar registrando essa caminhada.





30. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó consolida-se, nesta segunda versão, como um sistema vivo de memória, conhecimento e produção literária.

Os 242 volumes atualmente reunidos demonstram a dimensão alcançada pelo projeto.

São 102 cordéis e 140 livros, distribuídos em sete estantes consolidadas, enquanto uma oitava estante permanece em formação.

A organização temática permite visualizar a diversidade da produção.

Há narrativas, fábulas, cordéis, artigos, estudos, registros históricos, reflexões culturais, temas espirituais, mitológicos, filosóficos e produções diretamente relacionadas à memória e às conexões Kariri-Xocó.

Essa diversidade não representa dispersão.

Representa amplitude.

O Acervo demonstra que a produção de conhecimento pode nascer de diferentes experiências e assumir diferentes formas.

A oralidade encontra a escrita.

A memória encontra o registro.

A ancestralidade encontra a contemporaneidade.

E a cultura encontra novas ferramentas para continuar sua caminhada.

A oitava estante permanece aberta porque o Acervo também permanece aberto.

Novas histórias poderão surgir.

Novos livros poderão ser escritos.

Novos cordéis poderão nascer.

Novos conhecimentos poderão ser registrados.

E novas gerações poderão encontrar nesse território digital parte da memória construída antes delas.

O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó é, portanto, mais do que uma reunião de obras.

É um território de memória viva.

É uma biblioteca em movimento.

É uma ponte entre passado, presente e futuro.

Enquanto houver palavra, memória e criação, o Acervo continuará crescendo.





31. GLOSSÁRIO

Acervo — Conjunto organizado de obras, documentos, registros e produções reunidos para preservação e consulta.

Ancestralidade — Relação de continuidade entre gerações, envolvendo memória, ensinamentos, experiências e referências dos antepassados.

Kariri-Xocó — Povo indígena cuja história, cultura, identidade e produção constituem referências fundamentais deste Acervo.

Memória viva — Memória que permanece em circulação por meio da oralidade, da escrita, das práticas culturais e da transmissão entre gerações.

Opará — Nome indígena utilizado para o Rio São Francisco, importante referência territorial, histórica e cultural para povos indígenas da região.

Oralidade — Forma de transmissão de conhecimentos, histórias, experiências e ensinamentos por meio da palavra falada.

Saberes ancestrais — Conhecimentos transmitidos entre gerações e relacionados às experiências culturais, históricas, territoriais e espirituais.

Tradição — Conjunto de conhecimentos, práticas, narrativas e experiências transmitidos e continuamente recriados pelas gerações.

Cordel — Forma de literatura popular em versos, utilizada neste Acervo como instrumento de criação, reflexão, narrativa e registro cultural.

Estante temática — Categoria organizadora utilizada para reunir obras de acordo com seus temas e características.

Acervo digital — Conjunto de conteúdos organizados e disponibilizados por meio de ambientes digitais.

Sistema vivo — Conceito utilizado para caracterizar um acervo que permanece em transformação, recebendo novas obras e reorganizando-se continuamente.

Nhenety — Nome pelo qual é identificado o autor e contador de histórias responsável pela organização e curadoria deste Acervo.






32. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó: Saberes Ancestrais e Memória Viva — Versão 1. Porto Real do Colégio, AL, 2026.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Estante 1 — Coletânea de Contos e Fábulas. Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó. 2026.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Estante 2 — Cordéis: suas origens, espiritualidade, esporte, arte e tecnologia. Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó. 2026.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Estante 3 — Cordéis: temas bíblicos, reinos cristãos, cultura e identidade. Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó. 2026.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Estante 4 — Cordéis sobre mitologia, povos antigos e filosofia. Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó. 2026.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Estante 5 — Livros e Artigos. Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó. 2026.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Estante 6 — Coletânea de Artigos do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó. 2026.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Estante 7 — Memória, Saberes e Conexões Kariri-Xocó. Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó. 2026.


Blog do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó. Produções, livros, cordéis, artigos, contos, fábulas e registros culturais. 2026.






33. SOBRE O AUTOR

Nhenety Kariri-Xocó é indígena do povo Kariri-Xocó, originário do estado de Alagoas, Brasil.

Contador de histórias, pesquisador e produtor cultural, dedica-se à preservação e valorização da memória, da tradição oral e dos saberes ancestrais de seu povo.

Sua produção reúne literatura de cordel, contos, fábulas, estudos culturais, registros históricos, narrativas tradicionais e outras formas de produção intelectual.

Ao longo de sua trajetória, desenvolve uma relação permanente entre oralidade e escrita, compreendendo ambas como formas complementares de transmissão e preservação do conhecimento.

Seu trabalho também busca registrar experiências históricas, culturais e linguísticas, contribuindo para que conhecimentos construídos a partir da vivência indígena possam permanecer acessíveis às novas gerações.

O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó constitui uma das expressões dessa trajetória.

Mais do que reunir livros, o Acervo procura construir uma ponte entre ancestralidade e contemporaneidade, entre memória e criação, entre a palavra oral e a palavra escrita.

Por meio desse trabalho, Nhenety Kariri-Xocó mantém em movimento uma biblioteca de memória viva, aberta ao presente e projetada para o futuro.

Autor, organizador e curador:
Nhenety Kariri-Xocó

Porto Real do Colégio — Alagoas — Brasil

2026





Autor: Nhenety Kariri-Xocó


 







sábado, 8 de agosto de 2026

DZEANIEÁ, A MEMÓRIA DOS NOMES ANCESTRAIS





1. FALSA FOLHA DE ROSTO

DZEANIEÁ

A MEMÓRIA DOS NOMES ANCESTRAIS

Um conto de memória, ancestralidade, identidade e continuidade cultural dos povos indígenas.

Nhenety Kariri-Xocó




2. FOLHA DE ROSTO

DZEANIEÁ, A MEMÓRIA DOS NOMES ANCESTRAIS

Nhenety Kariri-Xocó

Conto ancestral inspirado na tradição oral e na memória cultural do povo Kariri-Xocó.

Porto Real do Colégio – Alagoas
Brasil

2026




3. VERSO DA FOLHA DE ROSTO

© 2026 — Nhenety Kariri-Xocó
Todos os direitos reservados.

Esta obra integra o conjunto de narrativas dedicadas à memória, à história, aos saberes e à ancestralidade dos povos indígenas.

Título: Dzeanieá, A Memória dos Nomes Ancestrais
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Gênero: Conto de memória ancestral / literatura indígena
Local: Porto Real do Colégio – Alagoas, Brasil
Ano: 2026




4. FICHA CATALOGRÁFICA

KARIRI-XOCÓ, Nhenety.

Dzeanieá, a memória dos nomes ancestrais / Nhenety Kariri-Xocó. — Porto Real do Colégio, AL: Edição do Autor, 2026.

Obra de literatura indígena baseada em memória ancestral, tradição oral, nomes indígenas, relação com a natureza, identidade cultural e continuidade das gerações.

Literatura indígena.

Povos indígenas.

Memória ancestral.

Nomes indígenas.

Cultura Kariri-Xocó.

Tradição oral.

Opará.

Identidade cultural.

CDD — Literatura indígena / Cultura indígena

Ficha catalográfica simbólica para composição editorial da obra.




5. ISBN — SIMBÓLICO

ISBN SÍMBOLO DA MEMÓRIA

978-65-00000-00-0

ISBN simbólico destinado exclusivamente à composição artística e editorial desta edição. Não corresponde a um ISBN oficial registrado.




6. PREFÁCIO OFICIAL DA COLEÇÃO


Esta obra integra o Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, iniciativa dedicada à preservação, produção e difusão do conhecimento construído a partir das vivências culturais do povo Kariri-Xocó.

Fundamentado na memória, na ancestralidade e na experiência histórica, o Acervo orienta-se pela compreensão de que o saber se constrói por meio de encontros, trocas e transformações culturais ao longo do tempo.

Os elementos culturais, científicos e literários oriundos de diferentes povos e autores são respeitados em suas origens, sendo compreendidos como influências legítimas no processo de formação do conhecimento, sem reivindicação de autoria sobre tais contribuições.

Ao mesmo tempo, reconhece-se a existência de uma produção autoral própria, resultante da interpretação singular da realidade vivida.

Dessa forma, a presente obra se insere em uma continuidade cultural dinâmica, na qual tradição e criação se articulam, preservando identidades e projetando novos horizontes.





7. ESCLARECIMENTO DO AUTOR


A presente obra constitui, neste momento, um pré-projeto editorial em fase de estruturação acadêmica e organização bibliográfica.

Sua versão definitiva será futuramente submetida aos processos de revisão, diagramação, normalização segundo os padrões da ABNT, catalogação bibliográfica, classificação CDD e obtenção de ISBN oficial.

Enquanto perdurar esta etapa preparatória, parte das informações editoriais apresentadas possui caráter provisório e simbólico, destinando-se exclusivamente à identificação preliminar da obra.

O autor reafirma o compromisso com a preservação cultural, histórica e intelectual do acervo desenvolvido ao longo de suas pesquisas e produções literárias.


Nhenety Kariri-Xocó 





8. DEDICATÓRIA

Dedico esta obra aos meus ancestrais, aqueles que caminharam antes de nós e deixaram seus nomes como sementes plantadas na memória do povo.

Dedico às mulheres guardiãs da ancestralidade, às mães, avós e bisavós que, através da palavra, ensinaram às novas gerações os caminhos da vida, da natureza, da família e da identidade.

Dedico especialmente a Piracy, Neêperé, Potycy e Indaiá, figuras que representam, nesta narrativa, a corrente viva da memória que atravessa as gerações.

Dedico também ao Opará, nosso grande rio, testemunha silenciosa de tantas histórias, encontros, partidas, retornos e permanências.

E dedico às crianças e aos jovens indígenas, para que saibam que seus nomes possuem histórias, que suas raízes possuem valor e que nenhuma geração começa do zero.

Que cada nome ancestral pronunciado seja uma forma de fazer viver novamente aqueles que vieram antes de nós.

Aos que guardaram a memória, aos que a receberam e aos que ainda irão carregá-la: esta obra é dedicada.




9. AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente aos meus ancestrais, fonte primeira de inspiração desta caminhada de memória e conhecimento.

Agradeço às pessoas mais velhas que conservaram histórias, nomes, lembranças e ensinamentos, permitindo que a palavra ancestral atravessasse o tempo e chegasse às novas gerações.

Agradeço à minha família, que representa um dos lugares mais importantes onde a memória permanece viva. É dentro da família que muitos nomes deixam de ser apenas nomes e passam a revelar rostos, histórias, parentescos, lugares e sentimentos.

Agradeço ao povo Kariri-Xocó, guardião de uma história construída através da resistência, da espiritualidade, da relação com o território, da tradição oral e da continuidade cultural.

Agradeço ao Opará, presença permanente nesta narrativa e símbolo da corrente da vida. Suas águas me lembram que o tempo passa, mas aquilo que é verdadeiramente guardado pela memória pode continuar viajando de geração em geração.

Agradeço também a todos aqueles que contribuem para que a literatura indígena encontre espaço, reconhecimento e continuidade.

E agradeço às futuras gerações, ainda que não as conheça, porque é pensando nelas que esta memória é registrada.

Que este livro possa servir como uma pequena semente.

Se alguém, amanhã, encontrar estas páginas e lembrar o nome de um ancestral, então a palavra terá cumprido sua missão.

Iewóá. Inatekié.

Gratidão e continuidade.





10. EPÍGRAFE


“Quando um nome é pronunciado com amor, ele nunca morre.”

Memória ancestral





11. PREFÁCIO DO VOLUME

Dzeanieá nasce como uma narrativa sobre os nomes, mas seu significado vai muito além deles.

Nesta obra, o nome ancestral aparece como uma porta de entrada para a memória. Um nome pode guardar uma pessoa, uma família, uma paisagem, uma árvore, um animal, um rio, uma experiência ou um ensinamento. Por isso, quando um nome desaparece, não desaparece somente uma palavra: pode desaparecer parte da história que ele carregava.

O conto acompanha a transmissão da memória através das gerações. Piracy ensina Neêperé; Neêperé transmite seus conhecimentos a Indaiá; e Indaiá representa a continuidade dessa corrente ancestral que não termina em uma geração.

O Opará acompanha toda essa trajetória como testemunha viva. Suas águas simbolizam o movimento do tempo: passam, transformam-se, mas continuam carregando a memória de suas margens.

Assim, este livro é também uma reflexão sobre resistência cultural. Mesmo quando nomes indígenas foram substituídos, as raízes permaneceram. A memória encontrou outros caminhos para sobreviver.

Dzeanieá é, portanto, um convite para pronunciar os nomes ancestrais com respeito, afeto e consciência.





12. RESUMO

Dzeanieá, A Memória dos Nomes Ancestrais é um conto de tradição e memória cultural que acompanha quatro gerações de mulheres — Piracy, Neêperé, Potycy e Indaiá — tendo como cenário simbólico o Opará, o rio São Francisco.

A narrativa apresenta os nomes indígenas como elementos de identidade, pertencimento, proteção, memória e ligação com a natureza. Por meio das histórias transmitidas entre avó, filha e neta, a obra aborda os impactos da colonização, da imposição cultural e da substituição de nomes indígenas, ao mesmo tempo em que apresenta a resistência da memória ancestral.

A terra, o rio, as árvores e os nomes tornam-se elementos fundamentais de uma mesma rede de conhecimento. O conto afirma que a cultura sobrevive quando suas histórias continuam sendo contadas e quando as novas gerações assumem a responsabilidade de transmiti-las.

Palavras-chave: memória ancestral; nomes indígenas; Kariri-Xocó; Opará; tradição oral; identidade cultural; natureza; ancestralidade.




13. ABSTRACT

Dzeanieá, The Memory of Ancestral Names is a traditional and cultural memory tale that follows four generations of women — Piracy, Neêperé, Potycy and Indaiá — with the Opará, the São Francisco River, as its symbolic setting.

The narrative presents Indigenous names as elements of identity, belonging, protection, memory and connection with nature. Through stories transmitted from grandmother to daughter and granddaughter, the work addresses the impacts of colonization, cultural imposition and the replacement of Indigenous names, while emphasizing the resistance of ancestral memory.

Land, river, trees and names become interconnected elements of knowledge. The tale conveys the idea that culture remains alive when its stories continue to be told and when new generations assume the responsibility of transmitting them.

Keywords: ancestral memory; Indigenous names; Kariri-Xocó; Opará; oral tradition; cultural identity; nature; ancestry.





14. APRESENTAÇÃO

Dzeanieá é uma história sobre aquilo que permanece.

É uma história sobre nomes que atravessaram tempos difíceis. Sobre palavras que sobreviveram mesmo quando foram proibidas ou substituídas. Sobre famílias que continuaram guardando dentro de si lembranças de seus antepassados.

O conto parte de uma cena simples: uma mãe e sua filha à margem do Opará. Mas daquela conversa nasce uma grande caminhada pela memória.

Piracy ensina Neêperé que os nomes possuem força. Neêperé aprende que seu próprio nome representa uma missão. Mais tarde, ela transmite esse conhecimento a Indaiá.

A história transforma a genealogia em narrativa e a narrativa em memória.

O livro procura mostrar que a ancestralidade não está somente nos documentos escritos. Ela também está nas palavras pronunciadas pelos mais velhos, nos lugares conhecidos pelo povo, nos nomes das pessoas, nas plantas, nos rios e nas histórias contadas ao redor da família.





15. NOTA DO AUTOR

Dzeanieá, A Memória dos Nomes Ancestrais nasceu da necessidade de olhar para os nomes não apenas como palavras, mas como lugares de memória.

Ao longo de minha trajetória como contador de histórias oral, aprendi que muitas histórias importantes não estão escritas em livros. Elas vivem na fala dos mais velhos, nas lembranças das famílias, nos nomes das pessoas, nos lugares, nas plantas, nos animais, nas águas e nas experiências que passam de uma geração para outra.

Esta obra procura transformar essa experiência de oralidade em narrativa escrita.

O conto apresenta Piracy, Neêperé, Potycy e Indaiá como uma corrente simbólica de transmissão ancestral. Cada uma representa uma etapa dessa caminhada: receber, guardar, transmitir e continuar.

O Opará aparece como testemunha dessa passagem do tempo. O rio não interrompe seu caminho. Ele segue. Assim também deve seguir a memória.

A obra não pretende substituir a palavra dos mais velhos nem transformar a tradição oral em algo encerrado nas páginas de um livro. Pelo contrário: o livro procura ser uma ponte. Uma ponte entre a palavra falada e a palavra escrita; entre os antepassados e as futuras gerações; entre a memória familiar e a memória coletiva.

Os nomes apresentados na narrativa carregam sentidos construídos dentro do universo cultural da obra. Por isso, devem ser compreendidos dentro de seu contexto ancestral e literário.

Escrever sobre os nomes indígenas é também enfrentar a história do esquecimento. Durante muito tempo, nomes, línguas, costumes e conhecimentos indígenas foram pressionados pela imposição de outras formas de identificação e de pensamento.

Mas a memória possui caminhos próprios.

Quando uma palavra é lembrada, ela pode voltar a caminhar.

Quando um nome é pronunciado, alguém do passado pode voltar a ser chamado para junto de nós.

É nesse sentido que Dzeanieá foi escrito: como uma narrativa de memória, resistência e continuidade.

Que estas páginas possam despertar no leitor o desejo de perguntar pelos nomes de seus próprios ancestrais, conhecer suas histórias e compreender que nenhuma cultura permanece viva por acaso.

Ela permanece porque alguém se lembra.

Ela permanece porque alguém conta.

Ela permanece porque alguém decide transmitir.

Nhenety Kariri-Xocó




16. MEMÓRIA DO AUTOR

A memória do autor se entrelaça com a própria proposta desta obra: contar histórias para que elas não desapareçam.

Como contador de histórias oral, Nhenety Kariri-Xocó desenvolve sua produção literária a partir das experiências, memórias, saberes e referências culturais de seu povo.

Sua escrita procura estabelecer uma ponte entre a oralidade ancestral e o livro, registrando narrativas que tradicionalmente circulam pela palavra falada.

Nesse sentido, Dzeanieá integra uma produção voltada à preservação da memória indígena, transformando histórias familiares e ancestrais em literatura de resistência, identidade e continuidade.



17. APRESENTAÇÃO DA NARRATIVA

Antes de entrar na história, o leitor é convidado a imaginar o Opará.

Imagine a margem do grande rio.

Uma gameleira oferecendo sombra.

O canto dos pássaros.

O movimento das folhas.

E duas figuras conversando: Piracy e Neêperé.

É nesse cenário que começa a viagem pelos nomes ancestrais.

A narrativa será conduzida como uma corrente de águas: uma história levando à outra, uma geração conduzindo à seguinte.





18. INTRODUÇÃO

Os nomes são uma das primeiras formas pelas quais uma pessoa é apresentada ao mundo.

Entretanto, em muitas culturas indígenas, o nome pode carregar significados muito mais profundos. Pode revelar uma relação com a natureza, uma característica da pessoa, uma história familiar, uma lembrança ancestral ou uma dimensão espiritual.

Por isso, recuperar os nomes é também recuperar histórias.

A narrativa de Dzeanieá apresenta essa compreensão por meio da transmissão de conhecimentos entre gerações. A história começa com Piracy e Neêperé e posteriormente alcança Potycy e Indaiá.

Ao longo desse caminho, aparecem temas como colonização, imposição cultural, resistência, natureza, território, língua e memória.

O livro propõe uma pergunta simples e profunda:

O que acontece com uma história quando seu nome é esquecido?

E oferece uma resposta através da própria narrativa:

Enquanto houver alguém disposto a lembrar e contar, a história continuará viva.





19. SUMÁRIO

1. Falsa Folha de Rosto
2. Folha de Rosto
3. Verso da Folha de Rosto
4. Ficha Catalográfica
5. ISBN — Simbólico
6. Prefácio Oficial da Coleção
7. Esclarecimento do Autor
8. Dedicatória
9. Agradecimentos
10. Epígrafe
11. Prefácio do Volume
12. Resumo
13. Abstract
14. Apresentação
15. Nota do Autor
16. Memória do Autor
17. Apresentação da Narrativa
18. Introdução
19. Sumário
20. Corpo da Obra — As 12 Etapas ( I — XII )
I - O encontro à margem do Opará
II - A força e o significado dos nomes
III - A chegada dos estrangeiros e o esquecimento
IV - A resistência diante da imposição cultural
V - A terra como memória ancestral
VI - Neêperé, guardiã da memória
VII - Muirá Ubi e o respeito pela natureza
VIII - A promessa junto ao Opará
IX - O nascimento de Indaiá e a continuidade da linhagem
X - A avó transmite a história à neta
XI - Indaiá descobre a força de seu próprio nome
XII - O ciclo eterno da memória
21. Considerações Finais
22. Glossário
23. Referências Bibliográficas
24. Sobre o Autor
25. Estrutura Simbólico da Obra

 



20. CORPO DA OBRA — AS 12 ETAPAS ( I — XII )

As doze etapas apresentadas constituem o núcleo narrativo principal do livro.

Elas formam uma sequência simbólica:

Piracy → Neêperé → Potycy → Indaiá → futuras gerações

Essa sequência transforma o livro em uma verdadeira árvore genealógica da memória, em que cada geração recebe uma semente e tem a responsabilidade de entregá-la à próxima.

O movimento do Opará funciona como metáfora dessa continuidade:

ancestralidade → memória → transmissão → resistência → futuro.




I - O ENCONTRO À MARGEM DO OPARÁ




À beira do Opará, sob a sombra da gameleira sagrada, Piracy, a “mãe dos peixes”, chama sua filha Neêperé para ouvir antigas histórias. O rio, as árvores e os pássaros parecem participar daquele momento de ensinamento, enquanto mãe e filha se aproximam para conversar sobre a memória de seus ancestrais.





II - A FORÇA E O SIGNIFICADO DOS NOMES




Piracy recorda nomes antigos como Piragibe, Jaciara, Canindé, Pindaíba e Pacatuba, explicando que cada nome possuía um significado, uma história e uma força espiritual. Para os ancestrais, o nome não era apenas uma forma de chamar alguém: era identidade, proteção, destino e ligação com a natureza.




III - A CHEGADA DOS ESTRANGEIROS E O ESQUECIMENTO




Neêperé pergunta por que muitos indígenas passaram a se chamar Maria, José, Manoel, Antônio e outros nomes. Piracy explica que isso aconteceu durante tempos difíceis, quando os colonizadores chegaram trazendo suas crenças, leis e costumes, tentando substituir as referências culturais dos povos originários e fazê-los esquecer seus próprios nomes e histórias.





IV - A RESISTÊNCIA DIANTE DA IMPOSIÇÃO CULTURAL




Piracy conta que os povos indígenas enfrentaram diferentes formas de imposição e que, em determinados períodos, precisaram aprender outras línguas para sobreviver e resistir. Mais tarde, políticas coloniais proibiram línguas, cantos, rezas e costumes indígenas. Mesmo diante dessas dificuldades, Piracy ensina que uma raiz verdadeira pode ser ferida, mas continua buscando força para romper as pedras.





V - A TERRA COMO MEMÓRIA ANCESTRAL




Para ensinar à filha que os antepassados nunca desapareceram, Piracy coloca um punhado de terra em sua mão. Explica que a força ancestral permanece na terra, no Opará, nas árvores, no corpo e no próprio nome de cada pessoa. A terra torna-se, assim, símbolo vivo da memória e da continuidade do povo.






VI - NEÊPERÉ, GUARDIÃ DA MEMÓRIA




Piracy revela que, mesmo quando nomes indígenas foram substituídos por nomes estrangeiros, o espírito dos nomes ancestrais permaneceu vivo. Ela explica que Neêperé significa “voz ancestral de poder” e que seu papel é lembrar e fazer lembrar. A menina compreende que recebeu não apenas um nome, mas também uma missão de continuidade cultural.





VII - MUIRÁ UBI E O RESPEITO PELA NATUREZA




Entre as histórias transmitidas por Piracy está a de Muirá Ubi, aquele que possuía o dom de ouvir as árvores. Antes de cortar um galho ou colher um fruto, ele pedia licença e agradecia. Seu ensinamento mostrava aos ancestrais que a mata não deveria ser dominada, mas respeitada como parte viva da existência.





VIII - A PROMESSA JUNTO AO OPARÁ




Ao cair da tarde, Piracy conduz Neêperé até o lugar onde sua própria avó lhe contava aquelas histórias. Diante do rio, Neêperé promete que jamais permitirá que os nomes indígenas se percam. O Opará, seguindo seu curso eterno, torna-se testemunha dessa promessa e símbolo da memória que passa de uma geração para outra.






IX - O NASCIMENTO DE INDAIÁ




Os anos passam como as águas do Opará, e Neêperé cresce, forma sua família, dela nasceu sua filha Potycy 'Mãe Pureza' e continua seguindo os ensinamentos de sua mãe. Potycy de sua linhagem nasce Indaiá, a neta de Neêperé, cujo nome representa uma flor e uma árvore da natureza. A menina cresce livre pela aldeia, cercada pelos sons dos pássaros, das plantas e da vida comunitária.





X - A AVÓ TRANSMITE A HISTÓRIA À NETA




Quando Indaiá cresce, Neêperé a chama para junto de si e começa a contar as histórias que havia recebido de Piracy. Explica que os nomes carregam histórias, memórias e vínculos com a terra, os rios e o céu. Assim, aquilo que começou sob a gameleira com Piracy continua sendo transmitido para uma nova geração.





XI - INDAIÁ DESCOBRE A FORÇA DE SEU NOME




Indaiá pergunta se os colonizadores conseguiram apagar os antigos nomes. Neêperé responde que conseguiram mudar muitos deles, mas nunca conseguiram destruir completamente sua força. Apontando para o coração da neta, mostra que a memória ancestral permanece viva dentro de cada pessoa. Indaiá compreende então que seu nome é parte da grande rede que une Piracy, Neêperé e as futuras gerações.






XII - O CICLO ETERNO DA MEMÓRIA




Sob o céu estrelado, Neêperé pede que Indaiá continue contando a história aos seus filhos e netos, para que os nomes jamais desapareçam. A menina promete guardar essa memória, enquanto o Opará continua seu caminho milenar. Assim, o conto de Dzeanieá revela que um povo permanece vivo quando preserva seus nomes, sua língua, sua relação com a terra e a memória de seus antepassados.

“Quando um nome é pronunciado com amor, ele nunca morre.”

Contado por: Nhenety Kariri-Xocó





21. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Chegamos ao final de Dzeanieá, mas a história dos nomes ancestrais não termina aqui.

Ao longo da narrativa, acompanhamos uma corrente de memória que passa por diferentes gerações: Piracy, Neêperé, Potycy e Indaiá. Cada uma representa uma continuidade. Cada uma recebe algo que veio de antes e entrega algo para quem virá depois.

Essa é a grande mensagem desta obra: a ancestralidade não é somente aquilo que ficou no passado. Ela é aquilo que continua vivendo no presente e preparando o futuro.

Os nomes são parte dessa continuidade.

Um nome pode carregar uma pessoa, uma família, uma paisagem, uma relação com a natureza ou uma lembrança que atravessou muitos anos. Quando um nome ancestral é pronunciado com respeito, abre-se uma porta para uma história.

Por isso, esquecer um nome pode significar perder uma parte da memória. Recuperá-lo, conhecê-lo e transmiti-lo pode significar recuperar também uma parte da identidade.

O Opará, presente como grande testemunha da narrativa, representa essa continuidade. Suas águas seguem seu caminho, assim como a memória segue através das gerações.

O rio encontra novas margens, recebe novos afluentes e continua sendo rio.

Assim também acontece com a cultura.

Ela recebe novos tempos, enfrenta mudanças, encontra dificuldades e atravessa transformações, mas pode continuar reconhecendo suas raízes.

A história de Dzeanieá também nos ensina que a resistência cultural não acontece somente nos grandes acontecimentos. Ela acontece no cotidiano: quando uma avó conta uma história, quando uma mãe ensina o nome de uma planta, quando uma criança pergunta sobre seu antepassado, quando uma família conserva uma lembrança e quando alguém decide registrar tudo isso para que não desapareça.

A memória é uma responsabilidade coletiva.

Por isso, este livro não termina verdadeiramente na última página. Ele continua cada vez que alguém pronuncia um nome ancestral. Continua quando uma história é contada novamente. Continua quando uma criança aprende de onde veio. Continua quando uma nova geração decide não deixar desaparecer aquilo que recebeu.

Piracy transmitiu.
Neêperé guardou.
Potycy continuou.
Indaiá recebeu.
E as futuras gerações deverão transmitir.

Assim corre a memória.

Assim corre o Opará.

Assim continua a ancestralidade.

E enquanto houver alguém disposto a lembrar, contar e transmitir, os nomes ancestrais continuarão vivos.

Dzeanieá não é apenas a memória dos nomes.
É a memória de um povo que continua caminhando.





22. GLOSSÁRIO


Termo Significado / sentido na obra

Dzeanieá Título associado à memória dos nomes indígenas e à narrativa ancestral.

Opará Nome indígena do Rio São Francisco, presente como elemento central da memória e do território.

Piracy Personagem ancestral apresentada como “mãe dos peixes” e guardiã de conhecimentos.

Neêperé Nome associado à ideia de “voz ancestral de poder”, representando a guardiã da memória.

Potycy Nome apresentado na linhagem ancestral como “Mãe Pureza”.

Indaiá Nome associado à natureza, à palmeira e à continuidade da linhagem.

Muirá Ubi Personagem associado ao conhecimento e ao respeito pelas árvores. AncestralidadeRelação viva entre as gerações presentes e seus antepassados.

Memória Conhecimento preservado e transmitido através das gerações.Tradição oralForma de transmissão de histórias, ensinamentos e conhecimentos pela palavra.

Nomes ancestrais Nomes carregados de significados culturais, históricos e identitários.

Opará Rio concebido na narrativa como testemunha da continuidade da memória.





23. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Dzeanieá, O Conto dos Nomes Indígenas. 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/06/dzeaniea-o-conto-dos-nomes-indigenas.html?m=0 . Disponível em: . Acesso em: 7 ago. 2026.

KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Woroy História, Kariri-Xocó, O Tempo dos Brancos – Contos – Volume 4 – Coletânea. Nhenety Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/11/woroy-historia-kariri-xoco-o-tempo-dos.html?m=0 . Acesso em: 7 ago. 2026.





24. SOBRE O AUTOR

Nhenety Kariri-Xocó é contador de histórias oral, escritor e guardião de memórias do povo Kariri-Xocó.

Sua trajetória literária nasce da oralidade, da convivência com os mais velhos, das experiências de seu povo e da necessidade de registrar histórias, conhecimentos, nomes, costumes e acontecimentos que fazem parte da memória indígena.

Como contador de histórias, Nhenety compreende a palavra como instrumento de transmissão cultural. Para ele, contar uma história não significa apenas narrar acontecimentos: significa estabelecer uma ligação entre aqueles que viveram antes, aqueles que vivem hoje e aqueles que ainda nascerão.

Sua produção reúne contos, narrativas, poesias, cordéis, memórias culturais e obras dedicadas à história e aos saberes indígenas. Seus trabalhos procuram aproximar a tradição oral da literatura escrita, criando registros que possam permanecer como referências para as futuras gerações.

Em suas obras, aparecem com frequência elementos fundamentais do universo cultural Kariri-Xocó: o Opará, a aldeia, a natureza, a família, os antepassados, o Toré, os nomes indígenas, a língua, os saberes tradicionais e a relação entre território e identidade.

Em Dzeanieá, A Memória dos Nomes Ancestrais, o autor volta seu olhar para uma das formas mais profundas de preservação da identidade: o nome.

Através de Piracy, Neêperé, Potycy e Indaiá, Nhenety constrói uma narrativa sobre a transmissão da memória entre gerações, mostrando que os nomes podem funcionar como sementes de ancestralidade.

Sua escrita procura deixar registrada uma certeza:

um povo que conserva suas histórias conserva também parte de sua existência.

E uma história que é transmitida de geração em geração não pertence somente a quem a contou.

Ela passa a pertencer também àqueles que a recebem e assumem a responsabilidade de continuar contando.

Nhenety Kariri-Xocó

Contador de Histórias Oral

Escritor da memória e da cultura indígena

Povo Kariri-Xocó

Opará — Brasil




25. ESTRUTURA SIMBÓLICA DA OBRA


A força deste livro está, na sua estrutura genealógica:

PIRACY

transmite a memória

NEÊPERÉ

guarda e transmite

POTYCY

continua a linhagem

INDAIÁ

recebe a memória

FUTURAS GERAÇÕES

E ao lado de toda essa linhagem corre o OPARÁ, como um grande fio condutor da narrativa.

Assim, Dzeanieá deixa de ser somente um conto sobre nomes. Ele se transforma em um livro sobre a transmissão da memória ancestral através das mulheres, das gerações, da natureza e do território.

Essa estrutura também combina muito bem com a continuidade do projeto de livros sobre Tokenhé Antoá — os Antepassados Sagrados, porque estabelece uma ponte entre ancestralidade, genealogia, nomes e memória cultural.




Autor: Nhenety Kariri-Xocó



 



quarta-feira, 5 de agosto de 2026

ESTANTE 7 - MEMÓRIA, SABERES E CONEXÕES KARIRI-XOCÓ





Coleção de Estudos, Registros, Histórias, Tradições e Memórias 



A Estante 7 apresenta uma proposta editorial ampla e coerente, reunindo obras dedicadas à preservação, organização e difusão da memória, dos saberes e das conexões históricas do povo Kariri-Xocó. Seu conjunto bibliográfico articula registros linguísticos, documentação histórica, territorialidade, ancestralidade, espiritualidade, artes tradicionais e narrativas cosmológicas, formando um acervo que dialoga simultaneamente com a pesquisa, a educação, a cultura e a valorização da memória indígena. Estruturada em seis blocos temáticos, a coleção demonstra um percurso que parte da palavra e do conhecimento, percorre o tempo histórico, fortalece os vínculos com o território e com as famílias guardiãs da tradição, registra os saberes materiais e culmina nas narrativas que expressam a visão de mundo Kariri-Xocó.

Ao longo de seus 27 livros, a Estante 7 constitui um espaço de documentação e salvaguarda do patrimônio cultural, registrando vocabulários, calendários históricos, conexões étnico-históricas, memórias comunitárias, tradições familiares, práticas espirituais, manifestações artísticas e narrativas ancestrais. Cada obra contribui para ampliar o conhecimento sobre a trajetória do povo Kariri-Xocó, preservando referências que fortalecem a identidade coletiva e promovem o diálogo entre tradição, história e produção bibliográfica contemporânea.

Mais do que uma coleção de livros, esta estante representa um arquivo vivo da memória indígena, onde passado, presente e futuro permanecem conectados pelo compromisso com a preservação dos conhecimentos ancestrais e pela valorização das histórias que continuam sendo transmitidas entre gerações. Assim, a Estante 7 — Memória, Saberes e Conexões Kariri-Xocó consolida-se como uma referência dedicada à documentação, à pesquisa e à difusão do patrimônio histórico, cultural e espiritual do povo Kariri-Xocó.



BLOCO 1  - LÍNGUA, NOMES E SABERES DO POVO 


As as obras que registram palavras, conceitos, nomes e conhecimentos, não limita a estante somente à cultura tradicional. Ele comporta também os calendários, as conexões históricas, Porto Real do Colégio, personagens, mitologia, memória pessoal e os trabalhos de documentação.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Vocabulário dos Nomes Próprios Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/03/vocabularios-dos-nomes-proprios-kariri.html?m=0 .  


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, Saberes Ancestrais e Memória Viva. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/04/acervo-virtual-bibliografico-nhenety.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Herança Cultural dos Antigos Kariri: Língua, Memória e Saberes dos Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/heranca-cultural-dos-antigos-kariri.html?m=0 . 



BLOCO II — CALENDÁRIOS, TEMPO E CONEXÕES HISTÓRICAS 


O bloco de produção na coleção de calendários históricos e de memória, com a preocupação em registrar o tempo e estabelecer conexões entre acontecimentos, pessoas, culturas e memórias.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Calendário Histórico Kariri-Xocó — Coleção, Vol. 1. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-historico-kariri-xoco.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Calendário Histórico Municipal, Coleção, Volume 2. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-historico-municipal-colecao.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Calendário Histórico do Audiovisual e Entretenimento, Vol. 3. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-historico-do-audio-visual-e.html?m=0 . 



KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Calendário Histórico Pessoal — Vol. 4. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-historico-pessoal-volume-4.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Calendário Bíblico, Histórico e Religioso — Vol. 5. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-biblico-historico-e.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Calendário das Origens e Conexões Históricas — Vol. 6. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-das-origens-e-conexoes.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ. Nhenety. Calendário Memória do Tempo, Origens e Tradições — Vol. 7. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-memoria-do-tempo-origens-e.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ. Nhenety. Calendário Histórico e Mitológico — Vol. 8. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-historico-e-mitologico.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ. Nhenety. Calendário Histórico dos Personagens da Ficção — Vol. 9. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/05/calendario-historico-dos-personagens-da.html?m=0 . 




BLOCO III — CONEXÕES ÉTNICO-HISTÓRICAS E TERRITÓRIO 


Os livros que relacionam o povo Kariri-Xocó com sua história territorial, regional e suas conexões históricas. Esse bloco documental apresenta território, cidade, rio, deslocamentos, acontecimentos históricos e memória comunitária. 



KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Conexões Étnico-Históricas dos Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/conexoes-etnico-historicas-dos-kariri.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Porto Real do Colégio: História, Cultura, Religiosidade e Memória Popular. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/porto-real-do-colegio-historia-cultura.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Da Sementeira à Aldeia Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/da-sementeira-aldeia-kariri-xoco.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Da Rua dos Índios à Fazenda Modelo: Memórias do Povo Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/da-rua-dos-indios-fazenda-modelo.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. O Imperador e o Opará: D. Pedro II Entre os Kariri de Porto Real do Colégio. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/07/o-imperador-e-o-opara-d-pedro-ii-entre.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Duas Margens, Um Só Povo: Memórias Kariri-Xocó do Opará. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/08/duas-margens-um-so-povo-memorias-kariri.html?m=0 . 



BLOCO IV — ANCESTRALIDADE, FAMÍLIAS E ESPIRITUALIDADE 


As obras relacionadas aos antepassados, às famílias guardiãs e à dimensão espiritual da tradição. Com a sequência: família → Toré → espiritualidade → antepassados. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Troncos Ancestrais Kariri-Xocó: Histórias dos Sobrenomes Indígenas e das Famílias Guardiãs da Memória. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/troncos-ancestrais-kariri-xoco.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Grupos de Toré do Povo Kariri-Xocó: Histórias, Significados e Missões Culturais. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/grupos-de-tore-do-povo-kariri-xoco.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Toré Kariri-Xocó: Memória, Cultura e Espiritualidade. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/tore-kariri-xoco-memoria-cultura-e.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Tokenhé Antoá Bihéuché: Os Antepassados Sagrados dos Primeiros Tempos Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/06/tokenhe-antoa-biheuche-os-antepassados.html?m=0 . 



BLOCO V — ARTES, CORPO E SABERES MANUAIS 


Este bloco reuniu as expressões materiais e visuais da cultura. Aqui temos uma pequena trilogia: Artesanato → Pintura Corporal → Cerâmica. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Buruhúá Samy Widóba: Artesanatos na Cultura da Sobrevivência. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/07/buruhua-samy-widoba-artesanatos-na.html?m=0 .  


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Kuatçó Hibuyêwohoá: Pintura Corporal — Memória, Grafismos e Saberes da Tradição Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/07/kuatco-hibuyewohoa-pintura-corporal.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Ruñohú Crodí Tseho: Cerâmica — Resistência do Povo Kariri-Xocó. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/07/runohu-crodi-tseho-ceramica-resistencia.html?m=0 .  




BLOCO VI — MITOS, COSMOLOGIA E NARRATIVAS 


O pequeno bloco especial para as narrativas de caráter cosmológico e simbólico. Esses dois livros formam uma espécie de núcleo de narrativas cosmológicas, especialmente por trabalharem imagens e relações fundamentais do mundo.


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Uitane Biraná Radda: Dois Irmãos no Mundo. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/07/uitane-birana-radda-dois-irmaos-no-mundo.html?m=0 . 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Ukiedza Bae Kayadé: Pai Sol e Mãe Lua. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2026/07/ukidza-bae-kayade-pai-sol-e-mae-lua.html?m=0 . 



ESTANTE 7 — MEMÓRIA, SABERES E CONEXÕES KARIRI-XOCÓ



Bloco I — Língua, Nomes e Saberes do Povo

Bloco II — Calendários, Tempo e Conexões Históricas

Bloco III — Conexões Étnico-Históricas e Território

Bloco IV — Ancestralidade, Famílias e Espiritualidade

Bloco V — Artes, Corpo e Saberes Manuais

Bloco VI — Mitos, Cosmologia e Narrativas

Total: 27 livros




Autor: Nhenety Kariri-Xocó