FALSA FOLHA DE ROSTO
COLETÂNEA DO ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO
NHENETY KARIRI-XOCÓ
VOLUME 5
FOLHA DE ROSTO
NHENETY KARIRI-XOCÓ
DA CRIAÇÃO AO DILÚVIO: ORIGEM DO MUNDO BÍBLICO V
Coletânea de Artigos do Acervo Nhenety Kariri-Xocó – Volume 5
Porto Real do Colégio – AL
2026
VERSO DA FOLHA DE ROSTO
© Nhenety Kariri-Xocó, 2026
Todos os direitos reservados.
Este volume integra o Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, disponível em:
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Kariri-Xocó, Nhenety.
Da criação ao dilúvio: origem do mundo bíblico V / Nhenety Kariri-Xocó. – Porto Real do Colégio, AL: Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, 2026.
Volume 5 (Coletânea do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó).
Inclui referências bibliográficas.
1. Criação do mundo.
2. Dilúvio universal.
3. Cronologia bíblica.
4. Patriarcas bíblicos.
5. Teologia simbólica.
I. Título.
II. Série.
CDD: 220.95
CDU: 27-23
ISBN SIMBÓLICO + REGISTRO EDITORIAL DO ACERVO
(Importante: este ISBN é simbólico, ideal para blog e acervo próprio — não substitui registro oficial internacional)
Identificação da Obra
Título: Da Criação ao Dilúvio: Origem do Mundo Bíblico V
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Coleção: Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó
Volume: 5
Ano: 2026
Local: Porto Real do Colégio – AL
ISBN SIMBÓLICO
ISBN: 978-65-00-00005-5
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65 → Brasil
00 → Editora independente/autoral
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“Obra pertencente à Biblioteca Digital Nhenety Kariri-Xocó
Acervo Virtual de Preservação da Memória, Cultura e Conhecimento.”
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Biblioteca Digital Nhenety Kariri-Xocó
Acervo Virtual Bibliográfico
Esta obra integra o acervo digital do autor, dedicado à preservação da memória ancestral, tradição oral, produção acadêmica e expressão cultural do povo Kariri-Xocó e da humanidade.
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“Biblioteca Digital Nhenety Kariri-Xocó – Volume 5”
DEDICATÓRIA
À memória dos anciãos, guardiões da tradição oral,
e às futuras gerações que transformarão memória em conhecimento.
AGRADECIMENTOS
Ao Grande Espírito Criador, fonte de toda sabedoria.
À tradição oral do povo Kariri-Xocó.
À tecnologia contemporânea que permite registrar e preservar o conhecimento ancestral.
EPÍGRAFE
“Pois mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou.”
(Salmos 90:4)
RESUMO GERAL DO VOLUME
Este volume reúne estudos sobre a origem do mundo segundo a tradição bíblica, abordando a Criação, o período antediluviano e as genealogias patriarcais. A obra apresenta uma análise comparativa entre diferentes tradições cronológicas, como o Texto Massorético, a Septuaginta, o Seder Olam Rabá e os cálculos de James Ussher. Também propõe uma leitura simbólica do tempo sagrado, fundamentada na relação entre os “dias da criação” e milênios históricos. O trabalho contribui para o diálogo entre teologia, história e tradição cultural.
Palavras-chave: Criação do mundo; Dilúvio; Cronologia bíblica; Patriarcas; Tempo sagrado.
SUMÁRIO
Introdução Geral
Capítulo 1 – Da Criação do Mundo até o Dilúvio Universal
Capítulo 2 – Os Patriarcas Bíblicos de Noé até Abraão
Capítulo 3 – Cronologia Simbólica da Criação do Mundo
Considerações Finais do Volume
Referências Gerais
INTRODUÇÃO GERAL DO VOLUME
A compreensão das origens do mundo ocupa lugar central nas tradições religiosas e culturais da humanidade. No contexto da tradição judaico-cristã, os relatos do livro do Gênesis oferecem uma narrativa estruturada da criação, da queda e da reconstrução da humanidade após o Dilúvio.
Este volume reúne três estudos que analisam esse período primordial sob diferentes perspectivas: histórica, genealógica e simbólica. A proposta é apresentar uma leitura integrada que considere tanto as tradições textuais quanto as interpretações teológicas ao longo da história.
Ao dialogar com fontes como o Texto Massorético, a Septuaginta, o Seder Olam Rabá e autores como Flávio Josefo e James Ussher, a obra busca ampliar a compreensão da cronologia bíblica e seu significado espiritual.
CAPÍTULO 1
DA CRIAÇÃO DO MUNDO ATÉ O DILÚVIO UNIVERSAL
1. Introdução
A narrativa da Criação e do Dilúvio Universal, presente no livro do Gênesis, é um dos marcos fundamentais da tradição judaico-cristã. A organização cronológica desses eventos encontra variações significativas entre os textos bíblicos (Texto Massorético, Septuaginta), a tradição rabínica e os relatos de Flávio Josefo. Este trabalho visa apresentar um panorama sistemático e comparativo do período compreendido entre a Criação e o Dilúvio, estabelecendo as principais datas estimadas segundo cada tradição.
2. A Criação e os Dias Iniciais (Gênesis 1–2)
A criação do mundo é descrita em seis dias, com Deus descansando no sétimo. Cada dia simboliza uma etapa do surgimento da ordem cósmica:
Separação da luz e das trevas;
Formação do firmamento;
Criação da terra seca e vegetação;
Criação dos corpos celestes;
Criação dos animais aquáticos e aves;
Criação dos animais terrestres e do homem;
Descanso divino.
A datação da Criação varia: a tradição judaica (Seder Olam Rabbah) sugere 3761 a.C., enquanto James Ussher propõe 4004 a.C. Já a Septuaginta e Josefo indicam datas ainda mais remotas.
3. O Jardim do Éden e os Primeiros Humanos
Gênesis 2 narra a formação do homem (Adão) e da mulher (Eva). Em algumas tradições judaicas, há menção a Lilith como a primeira mulher. Após a desobediência e o pecado original, ambos são expulsos do Éden (Gênesis 3).
4. A Linhagem Antediluviana
A genealogia de Gênesis 5 apresenta os patriarcas, com longevidades extraordinárias. A cronologia varia:
Texto Massorético: cerca de 1656 anos de Adão até o Dilúvio.
Septuaginta e Josefo: aproximadamente 2242 anos.
5. Os Nefilins e a Corrupção da Terra
Gênesis 6:1-4 relata a união dos “filhos de Deus” com as “filhas dos homens”, originando os Nefilins (gigantes). Josefo associa-os aos Titãs da mitologia, e certas tradições judaicas os identificam com anjos caídos.
6. A Construção da Arca
Noé recebe de Deus a missão de construir a Arca (Gênesis 6:14-22). Segundo tradições judaicas, essa construção durou aproximadamente 100 anos. A data do Dilúvio, segundo Ussher, seria 2348 a.C. (Texto Massorético); para a Septuaginta, por volta de 3136 a.C.
7. O Dilúvio Universal
Relatado em Gênesis 7–8, o Dilúvio foi um evento cataclísmico global. Iniciou-se quando Noé tinha 600 anos. As águas prevaleceram por 150 dias, e a família de Noé permaneceu na Arca por cerca de um ano. Matusalém teria morrido no mesmo ano do Dilúvio.
8. Genealogia de Adão até Noé (datas aproximadas segundo Ussher e Massorético):
Adão foi criado em 4004 a.C. Aos 130 anos, gerou Sete e viveu até 3074 a.C., totalizando 930 anos de vida.
Sete nasceu em 3874 a.C., teve Enos aos 105 anos e viveu até 2962 a.C., com 912 anos de idade.
Enos nasceu em 3769 a.C., teve Cainã aos 90 anos e morreu em 2864 a.C., com 905 anos.
Cainã nasceu em 3679 a.C., teve Maalalel aos 70 anos e faleceu em 2769 a.C., totalizando 910 anos de vida.
Maalalel nasceu em 3609 a.C., gerou Jarede aos 65 anos e viveu até 2714 a.C., com 895 anos.
Jarede nasceu em 3544 a.C., teve Enoque aos 162 anos e morreu em 2582 a.C., com 962 anos.
Enoque nasceu em 3382 a.C., teve Matusalém aos 65 anos e viveu até 3017 a.C., com 365 anos, sendo levado por Deus antes da morte física.
Matusalém nasceu em 3317 a.C., teve Lameque aos 187 anos e morreu em 2348 a.C., no mesmo ano do Dilúvio, com 969 anos.
Lameque nasceu em 3130 a.C., teve Noé aos 182 anos e faleceu em 2353 a.C., com 777 anos.
Noé nasceu em 2948 a.C., teve seus três filhos (Sem, Cam e Jafé) aos 500 anos e viveu até 1998 a.C., com 950 anos de idade.
9. Conclusão
A cronologia da era antediluviana, apesar de divergente entre tradições e traduções, revela uma narrativa contínua e simbólica da relação entre Deus e a humanidade, marcada por altos padrões de longevidade e por eventos extraordinários como a criação, a queda e o Dilúvio. A comparação entre as tradições massorética, septuaginta e josefiana enriquece a compreensão histórica e teológica desse período primordial.
Palavras-chave: Criação do mundo; Dilúvio universal; Patriarcas antediluvianos; Bíblia; Septuaginta; Flávio Josefo; Tradição judaica; Genealogia de Gênesis; Cronologia bíblica.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
CAPÍTULO 2
OS PATRIARCAS BÍBLICOS DE NOÉ ATÉ ABRAÃO
Introdução
A narrativa bíblica do livro de Gênesis traça uma extensa genealogia dos patriarcas que antecedem a figura de Abraão, considerado o pai da fé monoteísta. Entre esses antepassados, destacam-se nomes como Noé, Sem, Arpachade e outros personagens cujas idades e descendência são detalhadas em capítulos específicos. Com base nessas informações, estudiosos e tradições religiosas construíram diferentes cronologias que tentam situar esses eventos dentro de um marco temporal compreensível. Este artigo propõe uma reconstrução da linha do tempo dos patriarcas de Noé até Abraão, tomando como base a tradição massorética — a mais utilizada entre judeus e cristãos — e contrastando com outras fontes históricas e religiosas, como a Septuaginta, o Seder Olam Rabá e os cálculos cronológicos do arcebispo James Ussher.
Desenvolvimento
Os Patriarcas Bíblicos de Noé até Abraão
A linha do tempo dos patriarcas de Noé até Abraão pode ser reconstruída a partir da Bíblia, especialmente do livro de Gênesis, que fornece as genealogias e idades. No entanto, as datas exatas antes de Cristo variam dependendo da cronologia adotada. Abaixo está uma estimativa baseada na cronologia massorética, que é a mais utilizada.
A Septuaginta (tradução grega do Antigo Testamento) apresenta diferenças nos números, fazendo com que as datas sejam cerca de 600 anos mais antigas. Historiadores antigos como Josefo mencionam cronologias semelhantes, mas com variações. Na descrição cronológica da tradição judaica (Seder Olam Rabá) e cálculos cristãos medievais como os de James Ussher (1650), a Criação é situada em 4004 a.C.
Noé nasceu por volta de 2948 a.C., conforme Gênesis 5:28-29. Viveu 950 anos (Gênesis 9:29).
Sem, filho de Noé, nasceu por volta de 2446 a.C., viveu 600 anos (Gênesis 11:10-11).
Arpachade nasceu dois anos após o Dilúvio, cerca de 2346 a.C., viveu 438 anos (Gênesis 11:12-13).
Selá, filho de Arpachade, nasceu por volta de 2311 a.C., viveu 433 anos (Gênesis 11:14-15).
Éber, descendente de Selá, nasceu em 2276 a.C., viveu 464 anos (Gênesis 11:16-17).
Pelegue, filho de Éber, nasceu por volta de 2242 a.C., viveu 239 anos (Gênesis 11:18-19).
Reú, filho de Pelegue, nasceu em 2208 a.C., viveu 239 anos (Gênesis 11:20-21).
Serugue, filho de Reú, nasceu por volta de 2178 a.C., viveu 230 anos (Gênesis 11:22-23).
Naor, filho de Serugue, nasceu cerca de 2146 a.C., viveu 148 anos (Gênesis 11:24-25).
Terá, pai de Abraão, nasceu por volta de 2117 a.C., viveu 205 anos (Gênesis 11:32).
Abraão, originalmente Abrão, nasceu por volta de 2047 a.C., viveu 175 anos (Gênesis 25:7).
Essas datas são baseadas na cronologia massorética. Outras tradições, como a Septuaginta, apresentam variações nos números.
Considerações Finais
A reconstrução da linha do tempo dos patriarcas bíblicos evidencia não apenas a riqueza narrativa do livro de Gênesis, mas também as complexidades envolvidas na interpretação cronológica das Escrituras. Ao considerar diferentes tradições, como a massorética, a Septuaginta e os cálculos medievais cristãos, percebe-se que a compreensão do tempo na Bíblia é influenciada por fatores teológicos, culturais e históricos. Embora as datas exatas permaneçam objeto de debate, o estudo das genealogias revela uma tentativa contínua das comunidades de fé de conectar os eventos sagrados a uma ordem histórica. Assim, o percurso de Noé até Abraão não apenas marca uma transição entre eras, mas também fundamenta a identidade dos povos que se reconhecem herdeiros dessas tradições.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
CAPÍTULO 3
CRONOLOGIA SIMBÓLICA DA CRIAÇÃO DO MUNDO
Introdução
A narrativa da criação do mundo, contida nos primeiros capítulos do livro do Gênesis, tem sido objeto de diversas interpretações ao longo da história das tradições judaica e cristã. Entre essas abordagens, destaca-se a leitura simbólica dos "dias de Deus", baseada no Salmo 90:4, que declara: "Porque mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou...". Esta perspectiva tem permitido a elaboração de uma cronologia teológica em que cada dia da Criação corresponde simbolicamente a um milênio de tempo humano.
Com base nessa concepção, autores e estudiosos buscaram estabelecer uma linha cronológica simbólica da Criação que, embora não pretenda substituir os modelos históricos ou científicos, propõe uma visão espiritual do tempo e da ação divina no mundo. A referência às tradições cronológicas do Seder Olam Rabá e da obra do arcebispo James Ussher, que situam a criação de Adão em 4004 a.C., serve como marco para esse exercício simbólico, permitindo projetar a criação do mundo até aproximadamente 10.004 a.C.
Este trabalho tem por objetivo apresentar, de forma descritiva e cronológica, essa leitura simbólica dos sete dias da Criação, relacionando-os a eventos cósmicos e espirituais segundo uma chave interpretativa que valoriza a dimensão sagrada do tempo.
A Cronologia Simbólica da Criação — Contextualização Acadêmica
A Cronologia Simbólica da Criação está fundamentada na narrativa bíblica dos capítulos 1 e 2 do livro do Gênesis, que descreve a criação do mundo em seis dias, seguidos pelo sétimo dia de descanso de Deus. Essa narrativa, interpretada à luz do Salmo 90:4 — "Porque mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou..." — foi utilizada por várias tradições religiosas e estudiosos para estabelecer uma cronologia simbólica dos acontecimentos primordiais.
No contexto da tradição judaica, o Seder Olam Rabá, compilado no século II d.C. por Rabi Yossi ben Halafta, propôs uma linha cronológica detalhada da história bíblica desde Adão até eventos posteriores, sendo referência fundamental para o calendário judaico tradicional.
Na tradição cristã ocidental, o arcebispo anglicano James Ussher, em 1650, realizou um cálculo cronológico que fixava o ano da Criação de Adão em 4004 a.C., com base na genealogia bíblica. No entanto, considerando a interpretação de que cada "dia da criação" corresponderia simbolicamente a mil anos (Salmo 90:4), é plausível situar o início do Primeiro Dia de Deus aproximadamente em 10004 a.C., o que retrocede a origem da criação do cosmos em relação ao marco tradicional da criação do homem.
Essa abordagem simbólica propõe que os seis dias criacionais representem seis milênios de desenvolvimento da criação até o surgimento do homem, culminando no sétimo milênio como símbolo do descanso ou da plenitude escatológica, uma ideia presente em interpretações rabínicas e patrísticas.
Assim, esta cronologia simbólica não visa substituir a cronologia histórica ou científica, mas sim oferecer uma leitura teológica e espiritual da Criação, destacando os ritmos divinos e o tempo sagrado na tradição judaico-cristã.
Como seria as datas da criação do mundo nos termos cronológicos seguindo como base os seguintes pontos:
O versículo que diz que "um dia para Deus é como mil anos" está em Salmos 90:4.
Gênesis 1 e 2 descrevem a criação do mundo em seis dias, seguidos pelo descanso de Deus no sétimo.
Na descrição cronológicas da tradição judaica (Seder Olam Rabá) e cálculos cristãos medievais como os de James Ussher (1650), que situava a Criação do mundo em 4004 a.C.
Aqui está a Cronologia Simbólica da Criação de forma descritiva, com base no princípio de que um "Dia de Deus" equivale a mil anos humanos (Salmos 90:4) e considerando que Adão foi criado em 4004 a.C., ao final do 6º Dia.
Cronologia Simbólica da Criação em Dias de Deus
Baseando-se no relato bíblico da Criação (Gênesis 1 e 2), na ideia de que um dia para Deus equivale a mil anos para o ser humano (Salmos 90:4), e tomando como referência a cronologia tradicional de James Ussher (1650), que situa a criação de Adão em 4004 a.C., temos a seguinte disposição simbólica dos "Dias de Deus":
1º Dia de Deus – 10.004 a.C. a 9.004 a.C.
Deus cria a luz e separa as trevas.
Simboliza o início do universo, a manifestação da energia primordial e o princípio da ordem sobre o caos.
2º Dia de Deus – 9.004 a.C. a 8.004 a.C.
Deus cria o firmamento e separa as águas.
Representa a formação dos céus e a organização da atmosfera, preparando o ambiente terrestre.
3º Dia de Deus – 8.004 a.C. a 7.004 a.C.
Deus faz aparecer a terra seca e cria a vegetação.
Simboliza a preparação da terra fértil e o início do ciclo vital vegetal.
4º Dia de Deus – 7.004 a.C. a 6.004 a.C.
Deus cria o sol, a lua e as estrelas.
Estabelece os luminares para governar o tempo, as estações e marcar os dias e os anos.
5º Dia de Deus – 6.004 a.C. a 5.004 a.C.
Deus cria os animais aquáticos e as aves.
Simboliza a abundância da vida nos mares e nos céus, preparando a biodiversidade.
6º Dia de Deus – 5.004 a.C. a 4.004 a.C.
Deus cria os animais terrestres e o ser humano (Adão).
Culmina com a criação do homem e da mulher, sendo este o ponto alto do projeto criador.
7º Dia de Deus – 4.004 a.C. em diante
Deus descansa de Sua obra criadora.
Este período corresponde à história da humanidade. Trata-se do tempo de desenvolvimento humano, civilizações, culturas, e também o tempo da experiência espiritual da humanidade aguardando a plenitude dos tempos e o Reino de Deus.
Observação Final:
Nesta visão simbólica e profética, o "7º Dia de Deus" duraria aproximadamente 1.000 anos para cada dia humano, sendo que muitos estudiosos cristãos e judeus consideram que, após cerca de 6.000 anos da criação de Adão (isto é, próximo do século XXI ou XXII d.C.), iniciaria-se o tempo messiânico — o "Grande Sábado" ou "Reino de Paz", cumprindo a simbologia do descanso de Deus.
Considerações Finais
A proposta da Cronologia Simbólica da Criação, apresentada neste estudo, oferece uma leitura que transcende os limites da ciência empírica e da historiografia tradicional, inserindo-se no campo da teologia simbólica e da espiritualidade bíblica. Ao considerar que cada "dia de Deus" equivale a mil anos humanos, a narrativa da Criação adquire novos contornos interpretativos, nos quais a ordem, a progressão e o propósito divino se revelam em um ritmo cósmico e sagrado.
Essa leitura permite compreender a história da humanidade — especialmente a partir da criação de Adão — como parte do "sétimo dia" de Deus, tempo de maturação espiritual, desenvolvimento cultural e expectativa escatológica. A noção de um "Grande Sábado", presente em diversas tradições religiosas, aponta para uma esperança messiânica e um tempo de plenitude futura.
Em suma, a cronologia simbólica aqui descrita não busca invalidar outras formas de compreensão do tempo e da criação, mas sim enriquecer o imaginário espiritual e abrir espaço para reflexões mais profundas sobre o mistério da existência, da história e da eternidade sob a ótica do tempo sagrado.
Conclusão
A Cronologia Simbólica da Criação oferece uma leitura teológica que ultrapassa os limites da história factual, propondo uma visão espiritual e interpretativa dos "dias" da criação. Fundamentada na correspondência simbólica entre um "dia divino" e mil anos humanos, segundo o Salmo 90:4, essa perspectiva valoriza os ritmos do tempo sagrado e sua função pedagógica na tradição judaico-cristã.
Ao utilizar como base a criação de Adão em 4004 a.C., conforme a cronologia de James Ussher, e retroceder mil anos para cada "dia criacional", alcança-se uma proposta simbólica que situa o início da criação cósmica em torno de 10.004 a.C. Esse marco não pretende competir com teorias científicas da origem do universo, como o Big Bang ou a evolução biológica, mas sim oferecer um modelo de compreensão baseado em princípios espirituais, escatológicos e de revelação divina.
Além disso, o sétimo dia — o descanso de Deus — carrega consigo o peso simbólico do tempo messiânico, um período esperado de redenção e plenitude espiritual, que, segundo algumas interpretações, coincidiria com o fim dos seis milênios da história humana desde Adão, aproximando-se dos tempos modernos.
Dessa forma, essa cronologia simbólica propõe uma releitura do tempo como expressão do plano divino, auxiliando na meditação sobre o papel do ser humano na criação, seu destino espiritual e sua esperança escatológica. Ela também nos convida a contemplar os ciclos da história à luz do propósito sagrado, promovendo uma visão integradora entre fé, tempo e transcendência
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
CONSIDERAÇÕES FINAIS DO VOLUME
O conjunto dos estudos apresentados neste volume evidencia a riqueza e a complexidade das narrativas bíblicas sobre a origem do mundo e da humanidade. Ao articular diferentes tradições cronológicas e interpretações simbólicas, a obra demonstra que o tempo bíblico não se limita a uma contagem linear, mas expressa uma dimensão espiritual e teológica profunda.
A análise da Criação, do período antediluviano e das genealogias patriarcais revela a tentativa humana de compreender sua origem, seu propósito e sua relação com o divino. Ao mesmo tempo, a cronologia simbólica amplia essa compreensão ao inserir o tempo humano dentro de um plano cósmico e sagrado.
Assim, este volume contribui não apenas para os estudos bíblicos, mas também para a valorização da memória, da tradição e da construção do conhecimento por meio da escrita.
REFERÊNCIAS GERAIS DO VOLUME (ABNT)
BÍBLIA. A Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1995.
BÍBLIA. Septuaginta. Tradução de Alfred Rahlfs. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 1935.
FINEGAN, Jack. Handbook of Biblical Chronology. Peabody: Hendrickson Publishers, 1998.
JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. São Paulo: CPAD, 2004.
KASER, M. Seder Olam: The Ancient Jewish Chronology. New York: Jason Aronson, 1994.
REILY, Duncan. A Cronologia Bíblica e as Diferenças entre Massorético e Septuaginta. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SÁ, Érico Teixeira de. O Dilúvio e a Arca de Noé na Tradição Judaica. Rio de Janeiro: Koinonia, 2017.
USSHER, James. The Annals of the World. Londres: E. Tyler, 1650.
WALTKE, Bruce K. An Old Testament Theology. Grand Rapids: Zondervan, 2007.
REFERÊNCIAS DOS ARTIGOS DO ACERVO
KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Da Criação do Mundo até o Dilúvio Universal. Disponível em:
https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/da-criacao-do-mundo-ate-o-diluvio.html?m=0 . Acesso em: 6 abr. 2026.
KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Os Patriarcas Bíblicos de Noé até Abraão. Disponível em:
https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/os-patriarcas-biblicos-de-noe-ate-abraao.html?m=0 . Acesso em: 6 abr. 2026.
KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Cronologia Simbólica da Criação do Mundo. Disponível em:
https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/cronologia-simbolica-da-criacao-do-mundo.html?m=0 . Acesso em: 6 abr. 2026.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó





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