domingo, 1 de janeiro de 2023

AS ORIGENS KARIRI-XOCÓ 6


Conexões Etno-Históricas e Linguísticas



      Os povos nativos tem o maior respeito por seus antepassados, o legado deixados na tradição oral são seguidos até hoje. As aldeias indígenas logo após os descobrimentos, foram sempre visitadas por religiosos, cronistas, historiadores, antropólogos, linguísticos, em diversas áreas de estudos também nos tempos atuais. 

       Ao longo da história houve vários momentos de indígenas com estudiosos, nesse sentido os índios consideram encontros dos anciãos nativos com os anciãos civilizados, muitos escritos foram levados, gramáticas, catecismos, histórias, , livros, teses, dissertações, artigos, considerados importantes para a humanidade.

       Mas agora o indígena frequenta a universidade, como estudantes, de história, pedagogia, literatura, biologia e diversas áreas de estudos, estão encontrando essas fontes nas instituições arquivadas. Na era da internet ficou mais acessível as informações, além disso o indígena estar escrevendo sua própria história. Mas aqui fica a nossa gratidão aos autores destas obras que mencionam nossos povos em seus trabalhos acadêmicos, canônicos e afins 


         


1 ) - HISTÓRICO, GENTÍLICO, ..."as diferentes tribos de índios, Tupinambás, Carapotas, Aconãs e Cariris, habitavam a região, vivendo da caça, da pesca e da lavoura",...( PERFIL MUNICIPAL, 2018: pág. 8 ).


2 ) - MODIFICAÇÃO ESTRUTURAL, Segundo Vera L. C. MATA,..." Ao mesmo tempo que as fazendas de gado, chegam os jesuítas e, com eles, a 

catequese em aldeamentos que atingiriam de forma irreversível a estrutura tribal das populações do Baixo São Francisco". (MATA, 2014: 43).


3 ) - CONSTRUÇÃO DA CAPELA, Depois que Gaspar Lourenço e João Salônio concluíram a construção da capela ( 1575 ), eles edificaram um colégio e uma residência como era típico de uma missão jesuítica, pois, era da constituição da ordem existir nas aldeias, colégio e residência ( ... ) (MERO, 1995: 26 ).


4 ) - URUBU-MIRIM, a Fazenda Urubu, era uma extensa faixa de terra doada ao Colégio do Recife por Antonio Souto de Macedo em 1675, depois de algum tempo, a Fazenda Urubu passou a chama “ Urubu-mirim “ e nela haviam construído o Predium Urubimirense. ( MÉRO, 1995:186).


5 ) - FUSÃO DOS GRUPOS TRIBAIS, A tribo Kariri-Xocó representa , a fusão de vários grupos tribais depois de séculos de aldeamento e catequese pelos inacianos. Estes grupos tribais viviam ás margens do São Francisco, que hoje compreende a cidade de Porto Real do Colégio e eram os Carapotós, Cariris , Aconans e Prakiós. ( MATA, 1989:25 ).


6 ) - ETNIAS MENORES KARIRI-XOCÓ, A noTribo Kariri-Xocó é composta de outras etnias , menores, mas que integram essa tribo. São os Natu, Pankararu, Fulni-ô, Tingui-Botó e Karapotó. ( NASCIMENTO & RAMOS 2002:24 ) .


7 ) - CARLOS ESTEVÃO DE OLIVEIRA, do Museu Goeldi, relata em 1935 que “ pelas investigações realizadas naquela cidade ( Porto Real do Colégio ) constatei que ali vivem descendentes da tribos NATU, Chocó, KARAPOTÓ e possivelmente Parikó e Nakoã. ( ANTUNES, 1973: 33 ).


8 ) - KARIRI DE COLÉGIO, Na atualidade, os índios conhecidos como os Kariri de Colégio constituem vários grupos tribais com línguas independentes como é o caso dos Kariri, Pankarus, Fulnió e Chucuru ( Xucurú, Chocó ) . ( ANTUNES, 1973 : 33 ).


9 ) - REMANESCENTES KARIRI, ( Ferrari 1957) o autor diz : “ Em Alagoas, os Kariris são encontrados como “ remanescentes ” em Porto Real do Colégio, outrora nação amplamente espalhada pelo Nordeste, desde a Bahia até o Ceará e talvez o Piauí. ANTUNES, 1973: 31 ).


10 ) - BAIRRO DOS KARIRIS, Antunes menciona (Ferrari 1957) “ Bairro dos Kariris ” , que serve de núcleo residencial a numerosas famílias descendentes dos antigos kariris e de outras tribos aldeadas pelos jesuítas no século XVII. Ainda hoje em dia, alguns elementos da cultura kariri se evidenciam em certos rituais . ( ANTUNES, 1973: 31 ).


11 ) - SÃO PEDRO DO PORTO DA FOLHA, um aldeamento na margem do rio São Francisco, principiou em meados do século XVII, reunindo índios Aramuru e posteriormente outras etnias como Uruma, Carapotós, Romaris e Xocó. (DANTAS; DALLARI,1980: 22). 


12 ) - ALDEIA IPANEMA E COMUNATI, na região atual que está o município pernambucano de Águas Belas, foi fundada uma aldeia de índios Carapotó no Comunati , entre 1681 e 1685, e outra de índios Xocó na ribeira do Ipanema 1688. DANTAS, 2010: 23 - 24 ).


13 ) - DESLOCAMENTO KARAPOTÓS E XOCÓS, os Xocó aldeados em 1688 no vale do rio Ipanema, em 1713, Pereira da Costa informa que se encontravam na ribeira do Pajeú. E em 1749. Estariam reunidos na Aldeia de Pão de Açúcar, na vila de Penedo, localidade próxima á aldeia dos Carapotó. ( DANTAS, 2010 :39 ).


14 ) - ALDEIA DE SÃO BRAZ, temos em 1749: Na Vila do Penedo: Aldeia de São Braz, com a invocação de Nossa Senhora do Ó, com um jesuíta como missionário e composta de caboclos da língua geral chamados Cariri e Progez. ( DANTAS, 2010: 47 ).


15 ) - ALDEIA DA ALAGOA COMPRIDA, temos em 1749: Na Vila do Penedo: Aldeia da Alagoa Comprida, que não tinha missionário, mas possuía a invocação de São Sebastião e era habitada por índios Carapotiós. ( DANTAS, 2010: 47 ).


16 ) - ALDEIA DO PÃO DE AÇÚCAR, temos em 1749: Na Vila do Penedo: Aldeia do Pão de Açúcar composta de índios Chocó, com a invocação de Nossa Senhora da Conceição e missionário do hábito de São Pedro. ( DANTAS, 2010: 47 ).


17 ) - DESLOCANDO PARA PENEDO, Os Chocó e Carapotó, deslocaram-se de uma área administrativa para outra, estabelecendo-se em Penedo, talvez forçados a se juntarem a outros índios numa aldeia diferente devido ao Alvará Régio de 1700 ou por encontrarem condições melhores de sobrevivência no seu novo destino. ( DANTAS, 2010: 48 ).


18 ) - ALDEIA IPANEMA DOS CARNIJÓS, Cajaú, Cariju, Carijó, Carnijó, tapuias no século XVII, habitavam o baixo São Francisco. Carta Régia de 5 de junho de 1706 registra os nomes Carijú e Carijó, dos quais o primeiro gentílico é uma variante, com possibilidades de estar referindo-se aos atuais Fulniô, os Carnijó de Águas Belas. (J. C. SILVA, 2003: 170).


19 ) - PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE PANEMA, em 1766, sendo instalada por seu primeiro vigário, o padre José Lopes da Cunha, que passou a ter como matriz a capela erguida na antiga Missão da Lagoa da Serra do Comunati, ficando jurisdicionada à Diocese de Olinda. (BARBOSA, 2011: 49-50).


20 ) - FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE ÁGUAS BELAS, Em 1787, D. Maria I, Rainha de Portugal, homologou a criação da freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Águas Belas criou o distrito de mesmo nome, com sede na povoação.” (BARBOSA, 2011: 49-50).


21 ) - NA TENTATIVA DE PRESERVAREM A SI E A SEUS COSTUMES, alguns migravam de uma região para outra, fazendo acreditar aos poderes públicos que estavam extintos. Assim procederam até que não restasse mais lugar algum onde pudessem encontrar refúgio. (J. C. SILVA, 2003: 159).


22 ) - FAZENDAS NA CAPITANIA DE PERNANBUCO, Em 1774 entre as fazendas citadas na capitania de Pernanbuco: “Ararobá Simbres, Águas Belas, Tacaratú, Porto Calvo, Alagoas, São Miguel, Alagoa do Norte, Penedo, Poxim, Porto Real, Nossa Senhora do Ó e muitas outras, num total de 517 fazendas”, (ARRAES, 2012: 158-160).


23 ) - COLÉGIO E SÃO BRÁS VINCULADAS, baseado em Couto (1904) e dois outros documentos importantes datados em 1749 e 1760, mostra 55 aldeamentos missionários no nordeste do Brasil no século XVIII, a Missão de Porto Real do Colégio estava vinculada a de São Brás, onde índios “Cariri” e “Porge” estavam aldeados. PINTO (1956:48-60). 


24 ) - ALDEIAS NA CAPITANIA DE PERNAMBUCO, Em 1760, existiam 27 aldeias na capitania de Pernambuco e na comarca de Alagoas, com índios de diferentes grupos e ainda com a presença de missionários. ( MARIANA DANTAS, 2011: 4 ).


25 ) - ALDEIAS PARA VILAS, entre 1761 e 1763, as antigas aldeias e os índios foram referenciados a partir da vila ou lugar criado, passando a existir então sete agrupamentos (Vila Ilha de Santa Maria, Vila Ilha de Assunção, Vila de Cimbres, Lugar Águas Belas, Lugar Barreiro, Lugar Porto Real e Vila Atalaya, estas duas últimas incorporadas posteriormente à província de Alagoas). ( MARIANA DANTAS, 2011: 4 ).


26 ) - PROCESSOS HISTÓRICOS DE MISTURA, os Carnijó dos setecentos com os Carnijó de finais dos oitocentos ou com os Fulni-ô do século XX, mas entender que essas populações indígenas passaram por processos históricos de mistura, e de trocas com os Xocó (Shocó), Carapotó, Xucuru, 

Brancararu, Progez, Paraquióz,... ( DANTAS , 2010 : 51-52 ).


27 ) - VILAS NO SERTÃO SUL DE PERNAMBUCO, Em 1760, o Ouvidor Geral de Alagoas, Manoel de Gouveia Álvares, ficou responsável pela criação de 24 vilas no sertão sul de Pernambuco, Alagoas e na ribeira do São Francisco sob a jurisdição pernambucana. ( DANTAS, 2010: 55 ).


28 ) - ROMARIS E CEOCOSES, Manuel Aires do Casal informou em 1817, que São Pedro era habitado por apenas “ oitenta pessoas “ oriundas das tribos “ Romaris “ e “ Ceocoses “ ( Xocó ) , trazidos da Serra de Pão de Açúcar que, por sua vez, tinham vindo do riacho Piancó em Pernambuco. ( SANTANA 2004: 92 ).


29 ) - DESCIDAS DOS ABORÍGENAS, Já em 1717 existiam referencias aos Xocós ( Tsocós ), Umã que, justamente em 1802, apareceram buscando missionários nos altos sertões de Pernambuco. Assunto registrado graças às cartas trocadas entre frei Vital de Frescarolo e D. José, bispo de Olinda. ( SIQUEIRA,1978 : 61-62 ).


30 ) - O GOVERNO DOS ÍNDIOS, , a partir da carta de El Rei em 21/06/1672, foi estabelecido aos governadores das Praças das capitanias de Pernambuco que não proponham nas aldeias das suas jurisdições oficiais de guerra que as governem senão as pessoas beneméritas das nações Tavaxara e Petiguara,... (GEYZA SILVA, 2004: 105).


31 ) - ARCO VERDE E CAMARÃO, A Coroa cedeu privilégios aos chefes destas etnias, mais precisamente as 

famílias Arco Verde e Camarão para governarem os terços dos índios e suas aldeias, que de certa forma veio confirmar a tradição Tupi do papel dos principais como lideranças guerreiras. (GEYZA SILVA, 2004: 105).


32 ) - EXTINÇÃO DO CARGO GOVERNADOR DO TERÇO DOS ÍNDIOS, O cargo de governador do terço dos índios é extinto em 1733, momento em que, finda a guerra dos bárbaros, a Coroa parece prescindir das tropas indígenas. (SILVA, 2003: 241).


33 ) - ARCO VERDE GOVERNADOR DOS ÍNDIOS, Em 1690, foi exigido que Antônio Pessoa Arco Verde, então governador dos índios, que “recolhesse” todos os aldeados de língua geral que não se encontravam em suas aldeias, por estarem trabalhando para os moradores ou por terem fugidos de seus aldeamentos,... ( GEYZA SILVA, 2004: 115).


34 ) - ALDEIA MILITARIZADA, Certos aldeamentos eram tão vigiados pelos religiosos e seus auxiliares que os 

ameríndios preferiam vagar, sem rumo, a suportar a prisão espontânea da Aldeia militarizada . ( SIQUEIRA, 1978 : 38-39 ).


35 ) - ÍNDIOS PARA O SEU TERÇO, O governador dos índios de Pernambuco tinha o poder de recrutar índios para o seu terço e de enviar os índios que se encontravam dispersos e nas casas dos moradores para as suas aldeias, o que gerava constantes conflitos com os administradores das aldeias e com as autoridades coloniais. (AHU códice 257 f 341 e BNL PBA cd 115 f 47/48, 128 e 248).


36 ) - XOCÓS E CARNIJÓS MILITARES, Em geral, essas unidades militares poderiam contar com capitães-mores, soldados e ajudantes, e mesmo com governadores dos índios, como é o caso ainda dos Xocós e Carnijós. (SILVA, 2003: 255).


37 ) - TROPAS AUXILIARES DE PENEDO, as Tropas Auxiliares de Homens de Cor Sob Jurisdição de Pernambuco no Século XVIII, na vila de Penedo e Alagoas. FONTE: Coleção Patentes Provinciais, livros 1-10. APEJE. -PE. (SILVA, 2003: 147-148).


38 ) - COLÉGIO ALDEIA MILITARIZADA, Em 16 de agosto de 1832, José Viera Dantas, então diretor da povoação do Colégio, envia à presidência uma lista com os nomes e patentes dos índios 

do aldeamento do Colégio: 3 capitães, 2 sargentos e 92 soldados, cujas idades variavam entre 8 e 60 anos (DANTAS, 1833a e 1833b).


39 ) - ÍNDIOS NA ARMADA, Nas décadas de 1820 e 1830, várias decisões e portarias requeriam índios para os navios e arsenais da Armada. ANAIS ELETRÔNICOS (JEHA, 2011: 2 ).


40 ) - REMADORES INDÍGENAS, Em 1827, um grupo de remadores indígenas vindos de aldeias de Alagoas, Bahia e Rio de Janeiro abandonaram o Arsenal da Corte por falta de pagamento e foram declarados desertores. ANAIS ELETRÔNICOS (JEHA, 2011: 2 ).


41 ) - O ÍNDIO MANOEL PACÍFICO, E como me acho com praça no Batalhão Naval, imploro à V. M. Imperial mandar escusar-me do serviço atendendo as injustiças que tenho sofrido... Certo da magnanimidade de um bem-fazejo coração de V.M. Imperial (...). O infeliz índio da missão de S. Pedro Manoel Pacífico com praça no Batalhão Naval. ANAIS ELETRÔNICOS (JEHA, 2011: 8-9 ).


42 ) - INCLUSÃO DOS XOCÓ NA ALDEIA DO COLÉGIO, (...) em 1728 contava da relação de aldeias do governo de Pernambuco a inclusão de índios Xocó na aldeia do Colégio, situada nas terras do colégio do Recife, e a partir de 1749 por diante constatando da aldeia de Pão de Açúcar, jurisdição da Vila do Penedo, ambas em Pernambuco. (LEITÃO, 2011: 237-238).


43 ) - GUERRA DO PARAGUAI. Em Alagoas, os índios atendem ao apelo. São agrupados num batalhão especial indígena também denominado “ Voluntários da Paz ” .(...) As esposas se tornaram viúvas e seus filhos órfãos, antes mesmo de os maridos morrerem na frente de batalha da Guerra do Paraguai que terminou em 1º de março de 1870. ( ANTUNES , 1984 : 137 ).


44 ) - VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA, Os índios presos de forma truculenta seriam utilizados como soldados na Guerra do Paraguai (1865-1870).(...) Voluntários da Pátria, compostos em sua maioria por indivíduos recrutados de maneira forçada,... ( DANTAS, 2010: 111 ).


45 ) - MISSIONÁRIOS CAPUCHINHOS, Os frades franceses, durante sua atuação nas reduções sanfranciscanas (1670 - 1686), segundo dados do Arquivo Histórico Ultramarino de Portugal, fundaram sete aldeamentos missioneiros: Porcá, Araxá, Vargem, Pambú, Uracapá e Cavalo e Pacatuba.

(ARRAES, 2012: 173).


46 ) - INDÍGENAS DE SERGIPE, Os dezoito vocábulos que denominam índios sergipanos a uma lista elaborada por Curt Nimuendaju e Hohenthal Jr. E acrescida por Beatriz Góis Dantas são : Acunãs, Aramurus, Boimé, Caacicas, Caetés, Carapotós, Caxagó, Huamay, Kiriris, Moritses, Natu, Oromarais, Romaris, Tapuia, Tupinambá, Tupinauês, Uruma e Xocó. ( SANTANA, 2004: 14 ).


47 ) - TERMO KARIRI E XOCÓ, Kariri, Cariri, Cariry, Caririuazes, Quiriri, Kiriri, e também Xoco, Shoco, Chocos, o que significa que o uso desses termos por diferentes colonizadores europeus, missionários e outros para se referirem a vários povos indígenas. Herckman (1886) no século XVII descreveu contatos entre os holandeses e Tapuia-Cariry, do qual ele identificou três sub-grupos como Cariry, Caririuazese Cariry-jouos. (Dantas 1980b, 178).


48 ) - ALVARÁ DAS MUDANÇAS CULTURAIS, O Alvará de 1700, provoca mudanças culturais irreversíveis, como a duplicação das tribos ou mais divisões de uma mesma etnia ou grupo tribal. Embora a subdivisão tribal fosse um costume indígena, a prática catequista era uma imposição não relacionada com a adoção de um novo nome, quando se estabeleciam em diferentes locais voluntariamente. (Pereira da Costa 1974:84-85).(J. C. SILVA, 2003: 159).


49 ) - DENOMINAÇÃO ORIGINAL, Por isso é possível que alguns grupos tenham mantido a denominação original habitando diferentes pontos, sobretudo as tribos em fuga, que se repartiam ao tomar diferentes direções, ora modificando a denominação, ora mantendo-a (Pereira da Costa 1974:84-85). (J. C. SILVA, 2003: 159).


50 ) - PROCESSO DE COLONIZAÇÃO, Fica explícito que a reunião do grupo Kariri-Xokó resultou de uma sucessão de compulsões históricas decorrentes do processo de colonização do Baixo São Francisco ( NASCIMENTO & RAMOS 2002:24 ) .


51 ) - ÍNDIOS DE LÍNGUA GERAL, Caboclos ou Índios de Língua Geral, grupo indígena de filiação lingüística Língua Geral Tupi, entre 1749 à 1761, Capitania de Pernambuco, com as seguintes missões: Missão de S. Brás (c/ missionário), Vila do Penedo, são índios Cariris e Progées; na Missão de Pão de Açúcar (c/ clérigo do Hábito de S. Pedro), Vila do Penedo, são índios Chocós; Missão da Serra do Comunaty ( c/ clérigo do Hábito de S. Pedro), Vila do Penedo.(LEITÃO, 2011: 882).


52 ) - FILIAÇÃO ÉTNICO-CULTURAL, Kiriri, Cariri, grupo indígena de filiação étnico-cultural Kiriri (Kipéa), Família 

lingüística Kiriri, Tronco Macro-Jê, Capitania de Pernambuco, em 1728 estavam na Missão Aldeia do Colégio (miss. Jes.), a 94 léguas do Recife e a 7 léguas da Vila do Penedo, juntamente com índios de outras nações: Carapotió, Aconã, Xocó e Prakió. (LEITÃO, 2011: 890).


53 ) - CARIRI NA LÍNGUA GERAL, Estes mesmos Cariri, estavam nesta mesma capitania entre 1749 à 1761, na Missão de S. Brás (c/ missionário), Vila do Penedo. Aqui referenciados já como caboclos de língua geral. S. Brás já existia por volta de 1728, altura em que a Aldeia do Colégio fora criada na mesma circunscrição de terras doadas ao Colégio do Recife. ( LEITÃO, 2011: 890).


54 ) - PROGÊ NA MISSÃO DE S. BRÁS, Projé, Progê e Projez, localizados na Capitania de Pernambuco, entre 1749 à 1761, na Missão de S. Brás (c/ missionário), Vila do Penedo. Na relação anterior a 1749, surgem como caboclos de língua geral. (LEITÃO, 2011: 894).


55 ) - MISSÃO BARRA DO TRAIPU, Tapuias, grupo indígena, na capitania de Pernambuco em 1728, na Missão Barra 

do Traipu (clérigo do Hábito de S. Pedro), fre.ª da Vila do Penedo, Alagoas (junto ao rio com o mesmo nome, região do Baixo São Francisco ), com 30 casais de tapuias.(LEITÃO, 2011: 896).


56 ) - ARAMURÚ, ROMARÍ E XOCÓ, Romari, Romarís, Omarís, Aramurú, Are Muru, Aru-Muru, Arremuz, Orumarú, Roumirí, Umarí, Uruna.(...) Os romarís são provavelmente os aramurus do início da conquista, enquanto os Ceocoses são os atuais Xocó (...) . Foram classificados por Martius como Cariri. (Góes Dantas1980a :15; 1980b: 146).


57 ) - ARAMURU DE SÃO PEDRO, Com a denominação Aramuru, este grupo foi um dos primeiros aldeados pelos capuchinhos franceses na segunda metade do século XVII, em São Pedro do Porto da Folha, por Frei Anastácio d’ Audierne. A partir de então, habitou diversas aldeias na margem direita do São Francisco, no atual território de Sergipe, sendo a da ilha de São Pedro provavelmente a principal. A mudança de aramurú para romarí foi atribuída à influência de grupos externos (Góes Dantas 1980a:15;1980b:146).


58 ) - CARAPOTIÓ NA MISSÃO DE COLÉGIO, Carapotió, Cropotós e Carapariós, grupo indígena de filiação étnico-cultural <<Tapuias?>>, da Capitania de Pernambuco, em 1728 estavam localizados na Missão Aldeia do Colégio (miss. Jes.), a 94 léguas do Recife e a 7 léguas da Vila do Penedo. Juntamente com índios de outras nações: Kiriri, Aconã, Xocó e Prakió. (LEITÃO, 2011: 883).


59 ) - CARAPOTIÓ NA MISSÃO DA LAGOA COMPRIDA, Os mesmos Carapotió, Cropotós e Carapariós entre 1749 à 1761, localizados na mesma capitania, estavam na Missão da Lagoa Comprida (c/ missionário), Vila do Penedo . (LEITÃO, 2011: 883).


60 ) - WAKONÃ KARIRI, O grupo indígena Aconã, Aconas, Wakonãs, Acoranes e Tinguibotós, são pertencentes a filiação étnico-cultural Wakonã Kariri (mais tarde Kariri-Xocó), da filiação lingüística Família Kiriri do tronco Macro-Jê.  (Pinto 1952). (J. C. SILVA, 2003: 172-176).


61 ) - WAKONÃ NA MISSÃO ALDEIA DO COLÉGIO, Em 1728 estavam localizados na Capitania de Pernambuco, na Missão Aldeia do Colégio ( miss. Jes.), a 94 léguas do Recife e a 7 léguas da Vila de Penedo. Juntamente com índios de outras nações: Kiriri, Karapotió, Xocó e Prakió. Ainda hoje residem em Alagoas, no município de Traipu.(LEITÃO, 2011: 880).


62 ) - ACCONANS LAGOA COMPRIDA, 

Outro grupo classificado como Cariri foi o dos aconãs (acconans, iakóna, jaconans, naconã, uacona, wakóna), que estavam estabelecidos no baixo são Francisco em 1746 e aí permaneceram, pois no século XIX ainda se encontravam em Lagoa Comprida, sete léguas a oeste de Penedo, onde Aires de Casal os situou em 1817 (Casal 1976).

(Pinto 1952). (J. C. SILVA, 2003: 172-176).


63 ) - OS XOCÓS ESPALHADOS, Também conhecidos como Xocós (...) Urban (1998:99) considera-os portadores de uma língua isolada. Habitaram ainda no São Francisco em Porto da Folha, além de Pacatuba, Propriá e Neópolis, em Sergipe, sendo identificados ainda como ceocoses, ciocós, shocós, chocós (Góes Dantas 1987). (J. C. SILVA, 2003: 176).


64 ) - PROGEZ, ORIZES-PROCÁS, Porú, Porús, Borcás, Poriá, Porius, Periá, Porcaz, Porcazes, Procães, Progez, Orizes-Procás. Foram reduzidos com os Pancararús na missão de Nossa Senhora do Ó, na ilha de Sorobabel, e associados em 1789 aos Tuxá da confluência do Pajeú, em frente àquela ilha. Os Tuxá dizem pertencer a essa “nação”. (Baptista 1994:46). (J. C. SILVA, 2003: 183-184).


65 ) - NA MISSÃO DE SÃO SEBASTIÃO, Os orizes-procazes foram pacificados pelo padre Lassos Lima, por volta de 1715 (Baptista 1994:46). Em 1878 sobreviviam prováveis remanescentes da Aldeia Alagoa Comprida, na Missão de São Sebastião, e da aldeia de São Brás, na Missão de Nossa Senhora do Ó, perto de Penedo, que haviam sido fundadas por jesuítas.(...) (J. C. SILVA, 2003: 183-184).


66 ) - GRUPOS LINGUÍSTICOS, Os grupos lingüísticos eram, efectivamente, diversas, distribuídos pelo Tronco Tupi – de onde advém a família Tupi-Guarani, entre outras, Tronco Macro-Jê, e ainda famílias de tronco único, como o Kiriri não aparentado com nenhum dos anteriores. (LEITÃO, 2011: 672).


67 ) - TRONCO MACRO-JÊ, O ramo Jê formou-se a partir do tronco lingüístico respectivo há cerca de 3 mil anos.(...) Embora ainda se desconheça as suas filiações genéticas, pressupõe-se que este Tronco se terá formado na parte central e oriental do planalto brasileiro, se considerar a sua concentração nesta área, remontando a mais de 5 mil anos. (LEITÃO, 2011: 674).


68 ) - FAMILIARIDADE LINGUÍSTICA, 

reconhece-se certa familiaridade entre o Tupi, o Caribe e o Macro-Jê com base nas semelhanças gramaticais e lexicais destes três grupos. Diz Rodrigues (...) de ser meramente uma hipótese ao nível de uma, supostamente, estrita relação genética num passado particularmente remoto.  (RODRIGUES, 1992: 386) 


69 ) - PARENTESCO GENÉTICO DAS FAMÍLIAS, Conforme Rodrigues (...) justifica o possível parentesco genético das famílias Jê, Maxacalí, Boróro e Kiriri com a ocorrência de idênticos processos sintáticos para exprimir a posse, com recurso a marcadores que parecem derivar de um etmo comum. Além destas famílias,... (RODRIGUES, 2000: 219).


70 ) - MAIS INCLUSÃO LINGUÍSTICA, (...) vem, mais tarde, a incluir o Krenák, Yatê, Kamakâ, Purí, Karajá, Ofayé, Guató, e Rikbaktsá, algumas das quais já sem línguas vivas, cujo caso se inclui o Kiriri. (LEITÃO, 2011: 675).


71 ) - LÍNGUAS DISTINTAS, (...) Nem os jesuítas foram tão arrojados, sobretudo se consideramos que várias aldeias congregavam falantes de línguas distintas, como o Kiriri e o Tupi, situação observada em várias aldeias pertencentes ao governo de Pernambuco. (LEITÃO, 2011: 818).


72 ) - DAS GRAMÁTICAS ELABORADAS, A partir, principalmente, das gramáticas elaboradas pelos missionários 

capuchinhos Luiz Vicencio Mamiani, publicada em 1698, e Martinho de Nantes, publicada em 1706, Robert Lowie ( 1946 ), reproduzindo a opinião de Nimuendaju, refere-se a um idioma “ cariri ” comum, subdividido em quatro variantes dialetais : Dzubukua, Kipea, pedra branca ( ou Kamuru ) e Sapuya. . ( NASCIMENTO, 2000: 5-6 ).


73 ) - PROJECÇÃO DA LÍNGUA, Uma das famílias de línguas com maior projecção neste vasto território era efectivamente, a do Kiriri, mais precisamente pelas fronteiras do Piauí e Ceará, Pernambuco e Paraíba, com mais concentração a oeste da Bahia. (TOVAR, 1961:111), (LEITÃO, 2011: 675-676).


74 ) - PERTENCIMENTO LINGUÍSTICO, A ela pertenciam o Kiriri-Kipeéa, assim como as línguas dos Ikó (Icó), Kariú, Ixú, Korema, Jucá, Ariú ou Peba e Inhamum, estas últimas tribos apontadas como tapuias ou gentias, sobretudo residentes no sertão, cuja resistência poderá, por si só, reforçar a sua não familiaridade com as comunidades de línguas e culturas de base Tupi. (LEITÃO, 2011: 675-676).


76 ) - DUAS AMÉRICAS IBÉRICAS, De acordo com Tovar (TOVAR, 1961:111), existe um paralelo nesta denominação nas duas Américas ibéricas: “ Os tupis do Brasil chamavam de <<tapuias>> aos que continuavam com a velha língua; enquanto que os incas, no outro lado do continente, chamavam de <<aucas>> aos povos selvagens de cultura inferior. Eram os inimigos, os inferiores que precisavam ser dominados ou exterminados”. (LEITÃO, 2011: 675-676).


77 ) - FAMÍLIA KIRIRI NO MACRO-JÊ, A inclusão da família Kiriri no grupo de línguas derivadas do Macro-Jê não reúne, porém, consenso. Enquanto Aryon Rodrigues a considera, Greenberg e Kaufman, por seu turno, omitem-na deste tronco, facto de carece de corroboração através de estudos adicionais, sobretudo através do método comparativo. .(LEITÃO, 2011: 676-677).


78 ) - CLASSIFICAÇÃO COMO LÍNGUA ISOLADA, A constituição do tronco Macro-Jê é altamente hipotética ainda. ” O problema da sua genealogia reparte-se, assim, entre as teses de sua classificação como língua isolada (Rivet e Loukotka 1952, Larsen 1984), equatoria (Greenberg 1959), Macro-Carib (Swadesh 1959) e Macro-Jê (Rodrigues 1975). LEITÃO, 2011: 676-677).


79 ) - LÍNGUAS DA FAMÍLIA KARIRI, O Kiriri é, na verdade, uma família de línguas actualmente dadas como extintas. São elas: Kipéa, Dzubukuá, Pedra Branca e Sabuyá. A língua Kiriri, estudada por Mamiani, corresponde ao Kipéa, cuja distinção geográfica abrangia o Nordeste brasileiro: “Desapareceram também todas as línguas da família Kariri, mas de duas delas temos boa documentação do fim do século XVII e do início do século XVIII; (LEITÃO, 2011: 677).


80 ) - ÁREAS DO KIPEÁ E DZUBUKUÁ, trata-se do Kipéa (ou Kiriri) e do Dzubukuá, aquele do Nordeste da Bahia e Sergipe, este das grandes ilhas do rio São Francisco, entre a Bahia e Pernambuco, próximo a Cabrobó”. (LEITÃO, 2011: 677).


81 ) - GRAMÁTICA E CATECISMO, É portanto do Kipéa o catecismo e a gramática produzida por Mamiani em 1698 e em 1699, bem como o catecismo de Bernardo de Nantes em 1706. (LEITÃO, 2011: 677-678).


82 ) - LÍNGUAS PRÓXIMAS, Os povos Tupi ao longo da costa falavam línguas tão próximas umas das outras quanto dialetos de uma única língua, fornecendo assim uma aparência de homogeneidade cultural na região. (GEYZA SILVA, 2004: 46).


83 ) - OPÇÃO PELO TUPI, O conhecimento de línguas destas família não fora, inclusivamente desconsiderado, existindo diversas obras em Kiriri. No entanto, como 

salientara Anchieta, a opção pelo Tupi fizera-se por ser de mais fácil aprendizagem para os portugueses. .(LEITÃO, 2011: 701).


84 ) - PRESSÃO DOS TUPI, Facto não menos relevante é o de as comunidades Jê terem procurado refúgio no sertão, tanto por pressão dos Tupi, que no século XVI já dominavam o litoral, como pelo avanço dos fazendeiros, curraleiros e caçadores de minério no século XVII.(LEITÃO, 2011: 701).


85 ) - LÍNGUA GERAL NO SERTÃO, O prestígio da conhecida “ Língua Geral " chegou a penetrar até nas aldeias do 

baixo S. Francisco alastrando-se sertão a dentro. Por isto, talvez, ainda hoje grupos étnicos não podem ser identificados de maneira absoluta. ( SIQUEIRA, 1978 : 23-24 ).


86 ) - OS CARIRIS DO LITORAL, Eis, pois alguns dados dos Cariris ( Tapuias ) que habitavam as margens do Rio São Francisco ( Bahia ), nos idos do século XVI, conforme nos relata o padre jesuíta Fernão Cardim e Gabriel Soares de Souza, de que faz uso Capistrano de Abreu em Capítulos de História Colonial. “ Os Cariris, pelo menos na Bahia e na antiga capitania de Pernambuco, já ocupavam a beira-mar quando chegaram os portadores da língua geral.

 SIQUEIRA, 1978 : 256-257 ).


87 ) - CARIRIS REPELIDOS AO INTERIOR,

Repelidos por estes para o interior, resistiram bravamente à invasão dos colonos europeus, mas os missionários conseguiram aldear muitos e a criação de gado ajudou a conciliar outros.Talvez provenha dos Cariris a cabeça chata, comum nos sertanejos de certas zonas. "( SIQUEIRA, 1978 : 256-257 ).


88 ) - LÍNGUA GERAL EM PERNAMBUCO, cerca de 1760, imperavam índios de língua geral nos aldeamentos missionários por religiosos de várias ordens nas várias capitanias sob o governo de Pernambuco, sobretudo em povoações dispostas nas imediações de centros urbanos e localidades de brancos. (LEITÃO, 2011: 399-400).


89 ) - MISSÕES DE LÍNGUA GERAL, Temos a Capitania de Pernambuco as missões foco de nossos estudos, na Missão de S. Brás, Vila de Penedo com missionário, índios da língua geral, Kiriri e Projê; na Missão de Pão de Açúcar, Vila de Penedo com clérigo (Hábito de S. Pedro), índios de língua geral, Xocó; na Missão da Lagoa da Serra do Comunaty, Vila de Penedo com clérigo (Hábito de S. Pedro), índios da língua geral, Carijó . (LEITÃO, 2011: 399-400).


90 ) - IDÊNTICA DESIGNAÇÃO, O que é facto é que existem situações em que grupos do tronco macro- Jê, por via do seu aldeamento fixo, vêm a conhecer idêntica designação. Veja-se o caso dos Kiriri e Progê na aldeia de S. Brás e dos Xocó na aldeia de Pão de Açúcar (ambas no distrito da Vila do Penedo – PE) que constam nas relações do século XVIII na qualidade de índios de língua geral. .(LEITÃO, 2011: 183).


91 ) - HOMOGENEIZAÇÃO CULTURAL KIRIRI, Para os Kiriri, família lingüística autônoma de matriz Jê, havia-se, 

contudo, elaborado catecismos e gramáticas na sua língua - pressupõe-se que fosse o Kipéa, muito embora existissem outros subgrupos, como os índios Cariú, os quais terão sido alvo de homogeneização cultural Kiriri na aldeia de Nª. Sr.ª da Conceição (PE).(LEITÃO, 2011: 183).


92 ) - CASAMENTOS COM ÍNDIAS, Marquês de Pombal - através do alvará de 4 de abril de 1755 que concedeu privilégios aqueles que no Brasil casassem com índias - estava: “E outrossim proíbo que os ditos meus vassalos casados com as índias ou seus descendentes sejam tratados com o nome de cabôucolos, ou outro semelhante que possa ser injurioso.”  (BARBOSA, 2011: 62-63).


93 ) - CASAMENTOS INTERÉTNICOS, Ora, os casamentos interétnicos já se davam desde o século XVIII, sem que jamais tivessem implicado na perda de direitos pelos seus descendentes, e continuaram ocorrendo durante todo o século seguinte. ( NASCIMENTO, 2000 : 16 ).


94 ) - ESTRATÉGIAS DOS NÃO-ÍNDIOS, Com efeito, uma das estratégias de 

indivíduos não-índios, contudo demasiado pobres para pretender arrendar terrenos nos aldeamentos, era justamente casar-se com índias e assim ter acesso a terras para trabalhar. ( NASCIMENTO, 2000 : 16 ).


95 ) - DE ÍNDIOS PARA CABOCLOS, De repente, ao sabor de uma súbita reviravolta nas doutrinas ideológicas hegemônicas , transcorrida no intervalo de uma única geração, os índios dos antigos aldeamentos, até ali sempre reconhecidos como tais, se tornaram, aos olhos das elites dominantes, meros “ mestiços ”, simples “ caboclos ”, sem quaisquer especificidades étnicas, culturais e muito menos direitos históricos. ( NASCIMENTO, 2000 : 16 ).


96 ) - INVISIBILIDADE ÉTNICA, A categoria “caboclo”, relativa a populações resultantes de mistura, possui significados específicos no século XIX, associados aos processos de espoliação de terras e invisibilidade étnica ocorridos no final desse período.  DANTAS, 2010: 93 ).


97 ) - NAÇÕES CARIRIS, E PROGÉZ, Aldeia de Sam Braz, Invocação Nossa Senhora do Ó, o Missionario é Religioso da Companhia de Jesus; tem duas Nações de Caboclos da Lingoa Geral de Nações Cariris, e Progéz. No Bispado sujeita à Junta das Missões : “ 1739, a VILLA DO PENEDO. ANTUNES , 1984: 35-36 ).


98 ) - CABOCOLLOS CHAMADOS CHOCÓS, Aldeia de Pam de Assuqar, Invocação de Nossa Senhora da Conceição, o Missionario é Sacerdote do Habito de Sam Pedro, tem uma Nação de Cabocollos da Lingoa Geral chamados Chocós. No Bispado sujeita à Junta das Missões : “ 1739, a VILLA DO PENEDO. ANTUNES , 1984: 35-36 ).


98 ) - CABOCLOS CARNIJÓS, Aldeia da Lagoa da Serra do Comonaty, Invocação Nossa Senhora da Conceyção, o Missionario é Sacerdote do habito de Sam Pedro, tem uma Nação de Caboclos da Lingua Geral chamados Carnijós. ( Revista do Instituto Archeologico e Geographico Alagoano. Volumes XII. Anno 55. Maceió. 1927 ), citado por ( ANTUNES , 1984: 35-36 ).


99 ) - JESUÍTAS PRESOS, em Dezembro de 1759 (....)  Dá-se a vinda para Olinda de dois jesuítas que haviam sido presos na aldeia de Urubu-mirim: o Pe. Nicolau Botelho e o Ir. Coadjutor João Baptista. Nesta aldeia encontrava-se, efectivamente, uma residência de Companhia, criada em terras doadas não ao colégio de Olinda, mas do Recife, onde estavam igualmente implantadas a aldeia de S. Brás e a aldeia do Colégio ou da Barra do Colégio (esta última mencionada na relação de 1728), a cerca de 7 léguas da vila do Penedo. (LEITÃO, 2011: 536).


100 ) - CROPOTÓS E CARIRIS, à freguesia de “ Nossa Senhora da Conceição do Porto Real ”, datado de 1763, dá conta da presença de índios Cropotós e Cariris , que ali viviam da agricultura, e informa que as terras da freguesia, medindo duas léguas de comprido por uma de largo a eles pertenciam. (MATA, 2014: 56).


101 ) - PORTUGUÊS LÍNGUA OFICIAL, o Alvará de 8 de maio de 1758 determinava o Português como língua oficial e proibia o uso de línguas nativas, tais como o Nheengatu, que foi uma língua geral Tupi amplamente falada no Brasil do século XVI ao início do século XVIII.  ( CUNHA, 2008 : 20-21 ).


102 ) - FAZENDAS URUBU E TIBIRI, Em 1767 encontramos no Hospício da Vila do Penedo, 1ª classe a propriedade Fazenda de Gado Urubú Mirim, com 87 gado cavalar , 22 escravos, 42 escravas, 22 bois e 270 gado vacum. Fazenda de Gado do Tibiri, 7 gado cavalar, 4 escravos, 3 escravas, 7 bois e 144 gado vacum. Todas eram administradas nesta altura pelo ouvidor de Alagoas, que deu conta do seu rendimento a 17 de Junho de 1767. (LEITÃO, 2011: 909).


103 ) - ÍNDIOS ÓRFÃOS, Em 1798 os índios são equiparados aos órfãos, ficando, pois, sob a tutela do Estado português. As aldeias passam em 1846 para o controle da Diretoria Geral dos Índios. (MATA,2014: 55).


104 ) - INTRANQÜILIDADE NAS ALDEIAS, O Diretor do Aldeamento de Porto Real do Colégio em ofício dirigido à Junta do Governo da Província, em 19 de abril de 1823, comunica que está havendo grande intranqüilidade em algumas aldeias de índios, principalmente Águas Belas na Província de Pernambuco. ( ANTUNES, 1984 : 132 ).


105 ) - POPULAÇÃO DA ALDEIA, Em 1840, um diretor da vila do Colégio afirma que esse aldeamento tinha a 

população de 102 homens e 98 mulheres e chama atenção para a necessidade de demarcação de seu território porque muitos conflitos entre invasores e índios estavam acontecendo, “agravadas pela [sic] má conduta dos indígenas” (ANTUNES:  1984, 90).


106 ) - OS XOCÓS EM SÃO PEDRO, A presença dos Xocó na região significa que esse grupo retornou de Pão de Açúcar, onde originalmente foram reduzidos, para Sergipe, ficaram espalhados pelas margens do rio Jacaré, de onde aos poucos foram se aproximando da Ilha de São Pedro, enquanto outros indivíduos foram aculturados .( SANTANA 2004: 100 ) .


107 ) - CHEGA ÍNDIOS DE ÁGUAS BELAS, Em 1823 o padre Gaspar de Paula Bulcão, diretor dos índios, comunicou que o mês de abril aportaram no aldeamento todos os índios da Missão de Águas Belas, em Pernambuco, acompanhados com seus oficiais. Chegaram 60 indivíduos portando “ arcos “ , enquanto em São Pedro só existia 30 “ arcos “ , por esta razão não foram repelidos, mas aceitos de bom grado. ( SANTANA 2004: 93 - 94 ) .


108 ) - ALDEIA VÁRIAS PROCEDÊNCIAS, Em 1827 trinta e seis índios procedentes da aldeia “ Curral dos Bois “ se estabeleceram em São Pedro juntando-se aos outros que haviam imigrados anteriormente. Assim, em 1829 este aldeamento contava com índios das seguintes procedências : Curral dos Bois, Rudela, Águas Belas, Pacatuba, Colégio, Traipu e Pambu. ( SANTANA 2004: 93-94 ) .


109 ) - PANKARARU VÁRIOS POVOS, Na metade daquela década, Carlos Estêvão identificara no grupo restos indígenas oriundos de Rodelas, Ararobá, do Colégio, Águas Belas e vestígios de três dialetos diferentes, além da memória de índios denominados Macaru, Geripancó e Ituaçá. Na época, viviam em Porto Real do Colégio os Natu, Shocó (Xocó) e Carapotó e em Ararobá, os Shucuru (Estêvão 1943). (J. C. SILVA, 2003: 197).


110 ) - PANKARARU DE TACARATU, Os Pankararu oriundos de Canabrava, atual Tacaratu , das ilhas do rio São 

Francisco, denominadas Surubabel, Acará e Várzea ou de Curral-dos-Bois, hoje Santo Antonio da Glória, sabe-se que foram aldeados pelos missionários do Brejo dos Padres, em 1802, onde foram reunidos com povos provenientes de Serra Negra, de Águas Belas, do Colégio e do Sertão de Rodelas ( Atlas das Terras Indígenas do Nordeste, 1993 ). ( Moreira Neto, 1971: 299).


111 ) - XOCÓ REGISTROS HISTÓRICOS, 

De acordo com DANTAS : 1980 os Xocó (Ceocoses, Ciocó, Chocó, etc.) foram mencionados em registros históricos desde o século XVII e sua ocupação territorial incluía vários aldeamentos indígenas no vale do rio São Francisco onde existem grandes possibilidade de afiliações culturais e lingüísticas entre grupos localizados nessa região. DANTAS: (1980b, 178-9).


112 ) - XOCÓS DESDE O INÍCIO , diz  NASCIMENTO: 2000, provavelmente, os índios Xocó estavam presentes no aldeamento em Colégio desde o início, uma vez que eles sempre foram registrados em dados históricos nessa área. Os grupos indígenas localizados ao longo do vale do rio São Francisco sempre mantiveram contatos interétnicos, viajavam entre os aldeamentos e compartilhavam traços culturais (NASCIMENTO, 2000:17).


113 ) - MISSÃO DE PACATUBA, em 1592 o religioso francês André Thevet identificou na localidade o grupo chamado “ Coyjajou “, que vem a ser os Caxagó ainda nomeados pelos idos de 1759. A historiografia demonstra que o aldeamento reuniu vários grupos de nativos, entre os quais estavam os Carapotós, Caxagós ( Cayagós e Capajós são grafias variantes ) e Natu como senhores do local, que deram base para a formação da missão. ( SANTANA 2004: 78 ).


114 ) - PACATUBA LOCALIZAÇÃO, Pacatuba distante três léguas , Vila Nova ( Neópolis ) sete léguas, Vila de Traipu e São Pedro do Porto da Folha , afastada vinte duas léguas. A relação entre Traipu e São Pedro do Porto da Folha, segundo deixa entender um documento contemporâneo, é que ambas estavam situadas no morgado de Pedro Gomes e este abrangia terras de ambos os lados do rio São Francisco, englobando Sergipe e Alagoas. ( SANTANA, 2004: 79 - 80 ).


115 ) - RESISTIRAM QUANTO PUDERAM, Por estarem misturados, julgava-se terem perdidos a condição de índios, mas estes não se conformavam com a usurpação de seus domínios e procuravam as vias legais para retomá-los apelando, inclusive ao Imperador em 1873. Isso mostra que os Carapotós, Caxagó e Natu resistiram como e o quanto puderam, antes de formarem a sociedade sergipana. ( SANTANA 2004 : 82 ).


116 ) - AUDIÊNCIA COM D. PEDRO II, Somente em Souza (1867) encontramos registro de uma rápida audiência concedida por D. Pedro a “uma comissão de índios armados de arco e flechas”, no dia 15 de outubro de 1859, quando o Imperador ainda se encontrava em Penedo. Participaram da comissão índios de Colégio e Pacatuba, “pedindo providências sobre os esbulhos que diziam ter sofrido em suas terras”(p. 72). (MATA, 2014: 78-79).


117 ) - VIAGEM AO RIO DE JANEIRO, Em 1888, quando se faz o aforamento das terras da aldeia, Manuel Pacífico de Barros, Jesuíno Serafim de Souza, Manuel Esteves dos Anjos e Lourenço Marinho, índios da Missão de São Pedro, vão ao Rio “com o fim de reclamarem a respeito das terras que dizem lhes pertencerem e que ali estão sendo invadidas por vizinhos”. (DANTAS e DALLARI: 170 - 172).


118 ) - NA PERIFERIA DA CIDADE, Em 1944, quando o Serviço de Proteção aos Índios instala um posto para atende-los , os Cariri-Xocós ocupam apenas dez hectares de terras, onde ficava a “ rua dos caboclos “ , na periferia da cidade de Porto Real do Colégio (MATA, 1989 : 72 ) .


119 ) - RECRUTAMENTO ÍNDIOS DE PACATUBA, (...) Por volta de 1830 haviam sido recrutadas mais de setenta pessoas. Isso causou grande impacto na densidade demográfica dessa população e também na sua 

sobrevivência cultural, uma vez que foram enviados para outra Província. ( SANTANA 2004: 83-84 ).


120 ) - FUNDAÇÃO DE PACATUBA, O Aldeamento de São Felix de Pacatuba foi fundado por capuchinhos franceses no final do século XVII. Reuniu índios Carapotós, Caxagó e Natu. Tornou-se Vila no século XIX. Século em que a população era de setecentos índios, que se dedicavam à caça e pesca. (SOUZA, 1944: 41-42). 


121 ) - ACOLHIMENTO PANKARARU, Na metade daquela década ( de 1930 ), Carlos Estêvão identificara no grupo restos indígenas oriundos de Rodelas, Ararobá, do Colégio, Águas Belas e vestígios de três dialetos diferentes, além da memória de índios denominados Macaru, Geripancó e Ituaçá. Na época, viviam em Porto Real do Colégio os Natu, Shocó (Xocó) e Carapotó e em Ararobá, os Shucuru (Estêvão 1943). (J. C. SILVA, 2003: 197).


122 ) - IMPERADOR APORTA EM COLÉGIO, no caso dos Kariri-Xocó, quando da viagem imperial à cachoeira de Paulo Afonso, em 1859. Ao subir o rio São Francisco, o Imperador realmente aporta em Colégio. (MATA, 2014: 75-77).


123 ) - D. PEDRO II E BALTAZAR, Na versão do próprio punho do Imperador encontramos a seguinte narrativa. “16 de outubro de 1859 . De Propriá fui ao Porto Real do Colégio, onde houve antiga igreja e convento dos jesuítas, que já não existem... Aparecem bastantes descendentes dos índios, de raça já bastante cruzada, trazendo alguns cocares de penas com seus arcos e flechas e jaqueta, atirando um deles por ordem minha duas flechas, da quais acertou uma, num mourão assaz largo e a pouca distância (PEDRO II, 1959, p. 111)”. (MATA, 2014: 77-78).


124 ) - COLÉGIO E PACATUBA COM D. PEDRO II, Somente em Souza (1867) encontramos registro de uma rápida audiência concedida por D. Pedro a “uma comissão de índios armados de arco e flechas”, no dia 15 de outubro de 1859, quando o Imperador ainda se encontrava em Penedo. Participaram da comissão índios de Colégio e Pacatuba, “pedindo providências sobre os esbulhos que diziam ter sofrido em suas terras”(p. 72). (MATA, 2014: 78-79).


125 ) - PRIMEIRA VIAGEM AO RIO DE JANEIRO, Em 1888, quando se faz o aforamento das terras da aldeia, Manuel Pacífico de Barros, Jesuíno Serafim de Souza, Manuel Esteves dos Anjos e Lourenço Marinho, índios da Missão de São Pedro, vão ao Rio “com o fim de reclamarem a respeito das terras que dizem lhes pertencerem e que ali estão sendo invadidas por vizinhos” ...CUNHA, 1998:171-172).


126 ) - SEGUNDA VIAGEM AO RIO DE JANEIRO, (...) “Inocêncio , que já esteve aqui em 1890 em idêntica missão veio comissionado pela população pobre de Porto da Folha, solicitar ao Presidente da República a restituição de vários terrenos, atualmente ocupado pelos herdeiros de um grande fazendeiro e industrial João Fernandes de Britto. ( CUNHA, 1998:171-172).


127 ) - EXTINÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS, A manipulação a que dava a Lei de Terras de 1850 ( : 52 ) vai atingir também os Cariri da Aldeia de Porto Real do Colégio, junto aos quais os Xocós se refugiaram, com a extinção das aldeias indígenas , em 1873, pela Província de Alagoas ( : 63 ) . Com isso os índios de Porto Real do Colégio perdem suas terras, de duas léguas de comprido por uma de largo ( como eram duas missões vizinhas, São Brás e Porto Real do Colégio, cada qual tinha recebido uma légua em quadra – Calheiros MATA, 1989 : 35-36 ). 


128 ) - APENAS DEZ HECTARES, Em 1944, quando o Serviço de Proteção aos Índios instala um posto para atende-los , os Cariri-Xocós ocupam apenas dez hectares de terras, onde ficava a “ rua dos caboclos “ , na periferia da cidade de Porto Real do Colégio (MATA, 1989 : 72 ) .


129 ) - DISPUTA DAS TERRAS , Em 1883, quando Luiz da Silva Tavares fez um memorial demonstrando a extensão das terras do antigo morgado de Porto da Folha de sua propriedade, incluiu dentro delas a região chamada Caiçara, quando, na verdade, a Caiçara pertencia aos índios da Ilha de São Pedro. ( SANTANA 2004 : 95 ).


130 ) - AS TERRAS ARREMATADAS, Assim, em 1887 as terras pertencentes à antiga aldeia de S. Pedro são postas em aforamento, sendo arrematadas por diversos fazendeiros da região. Como acontecera em Alagoas, o argumento da “mestiçagem” é usado para negar a existência da população indígena, naquela e em outras aldeias da província, possibilitando a extinção legal das mesmas. (MATA, 2014: 75).


131 ) - VIOLÊNCIA E DISPERSÃO DOS ÍNDIOS, Em 1897, João Fernandes de Brito, que já era rendeiro de três lotes em terreno indígena, se assenhora, na condição de foreiro, de mais da metade das terras que ainda pertenciam aos índios, na ilha de São Pedro.(...) A violência provoca a dispersão dos índios. Parte deles busca refúgio em Porto Real do Colégio, junto aos Kariri, de onde tentará recuperar os direitos às terras aforadas. (DANTAS & DALLARI, 1980). (MATA, 2014:75).


132 ) - PRESERVAÇÃO DA IDENTIDADE ÉTNICA, Mas, seguramente, esteve relacionada também, de modo decisivo, à manutenção pelos Kariri de suas práticas rituais antigas, similares, senão as mesmas, dos Xokó. A preservação dessas práticas rituais, na verdade até os dias atuais, foi de fundamental importância para a preservação da identidade étnica, especialmente a partir da “ extinção ” dos aldeamentos, como adiante será tratado. ( NASCIMENTO, 2000: 17-18 ).


133 ) - LEGITIMAÇÃO DA ETNICIDADE, 

A denominação Kariri-Xocó nasce de uma fusão interétnica ocorrida há pouco menos de cem anos entre os índios Kariri de Porto Real do Colégio ( Alagoas ) e parte dos Xocó da ilha fluvial sergipana de São Pedro, vizinhos em margens opostas do Baixo Rio São Francisco (...) Vivenciam então um processo de reconquista territorial e uma luta de legitimação da etnicidade, para constituir posteriormente a aldeia Kariri-Xocó. ( Mota 2007 , 47 ) e ( CUNHA, 2008 : 15 ).


134 ) - TYPO DA RAÇA PRIMITIVA, “ Relatório ” enviado em 1869, pelo Diretor Geral dos Indios, José Rodrigues Leite Pitanga ao Presidente da Provincia , José Bento da Cunha Figueiredo Junior. “ Collegio – Esta aldeia collocada á margem esquerda do magestoso São Francisco , sete léguas á cima da Cidade do Penedo ( ... )  Convem ainda observar que esta aldeia é d’ aquellas cujos indios tem conservado mais os caracteres ou typo da raça primitiva. ( ANTUNES , 1984:65 ).


135 ) - DAS FALAS DAS PROVÍNCIAS, No Império do Brasil, a aprovação do ato adicional de 12 de agosto de 1834 fez 

algumas adições à Constituição de 1824 e entre elas, a obrigatoriedade das falas das províncias. A partir desse período cada província contava com um presidente que era nomeado para o cargo pelo imperador. (BARBOSA, 2011: 14).


136 ) - ALDEIAS DA PROVÍNCIA ALAGOANA, A mesma argumentação é reforçada a 1 de março de 1855 pelo Presidente Sá e Albuquerque, ao declarar: A raça que habita as aldeias de Jacuípe, Cocal, Urucu, Limoeiro, Atalaia, Santo Amaro, Palmeira e Colégio, às únicas existentes na Província, quase nada tem da primitiva raça índia: o cruzamento dela com as outras que habitam o nosso país, tem-se dado em larga escala. (MATA, 2014: 64).


137 ) - OS ÍNDIOS CONTINUAM LÁ, Desfechava-se, assim, o golpe derradeiro. Os índios do aldeamento 

de Porto Real do Colégio, entretanto, continuavam lá – de onde nunca saíram, de fato -, mas submergiram, desde então, no silêncio da história oficial, de onde só emergiram novamente quando de seu ( re ) reconhecimento pelo SPI, no ano de 1944 . ( NASCIMENTO, 2000: 17 ).


138 ) - A PALAVRA CABOCLO, (...) a palavra “caboclo” era amplamente utilizada em documentação colonial, principalmente a partir do século XVIII. Na dinâmica social mineira durante os setecentos, Maria Leônia Chaves de Resende identificou outras classificações, além do termo “caboclo”, utilizadas para uma geração de índios resultante de processos de miscigenação : curiboca, cabra, bastardo e mameluco. ( DANTAS, 2010: 93 ).


139 ) - GRUPOS DECLARADOS EXTINTOS, Em 1872, vários grupos étnicos indígenas, incluindo aqueles localizados no aldeamento em Colégio, foram declarados extintos pelo governo brasileiro. Isso contribuiu diretamente para a perda desses grupos de seus territórios, quando os aldeamentos foram considerados "terras públicas" e podiam ser ocupados por não-indígenas. ( DANTAS, 2010: 89-90 ).


140 ) - EXTINÇÃO DAS ALDEIAS, O passo seguinte teria de ser a extinção das aldeias. Efetivamente, a 17 de julho 

de 1873, o Ministério d’ Agricultura, Comércio e Obras Públicas considera as terras das aldeias de índios como Domínio Público.(...) Os conflitos são registrados como “caso de polícia” e são reprimidos com o envio de delegados e da força pública aos locais onde acontecem essas “desagradáveis ocorrências”. (MATA, 2014: 73).


141 ) - EXTINÇÃO DAS DIRETORIAS, As Diretorias de Índios haviam sido extintas e a constituição republicana de 1891 não menciona os índios mas transfere, mediante o seu artigo 64, para os estados federados as terras devolutas, entre as se contavam, desde 1887, as terras dos aldeamentos extintos (CARNEIRO DA CUNHA, 1987: 74).


142 ) - ALEGAÇÃO DE MESTIÇOS, Essa ideologia assimilativa fez com que muitos grupos indígenas do Nordeste e 

também de outras regiões perdessem as terras que lhes restavam. Sob a alegação de que abrigavam uma população de mestiços, são extintos vários aldeamentos indígenas em Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Sergipe (CUNHA, 1987: 70).


143 ) - DIREITO DA POSSE IMEMORIAL, 

Através da lei de 1703, o Rei de Portugal determinava como já referido, que as terras das aldeias pertenciam aos índios e não aos missionários. Tanto isto é verdade que, ao levar à hasta pública os bens da Companhia de Jesus, o Governador Português preservou as terras das aldeias de Colégio e São Brás. Assim sendo, ao reivindicar as terras da antiga aldeia como suas, o grupo indígena está na realidade acionando o direito da “posse imemorial”. ( MATA, 2014: 55-56).


144 ) - UMA LÉGUA EM QUADRA, No que se refere à área da aldeia, a memória social preservou a dimensão de “duas léguas de frente e uma de fundo”. (...) Entretanto, é bom relembrar que o Alvará Real de 1700 rezava que “a cada missão se dê uma légua em quadra”. ( MATA, 2014: 56).


145 ) - LUGAR DE REFÚGIO INDÍGENAS, 

Desde então, os índios dali jamais foram expulsos, suas terras tendo servido, ao contrário, como refúgio, por muito tempo ainda, para sucessivos contingentes populacionais indígenas advindos de outros aldeamentos e fazendas jesuíticas à medida que estas terras iam sendo apropriadas por fazendeiros em todo o baixo São Francisco, mormente quando aqueles religiosos saíram de cena na região e de todo o país em meados do século XVIII. ( NASCIMENTO , 2000 : 8-9 ).


146 ) - AS DUAS DOAÇÕES DAS TERRAS, Segundo Pereira da Costa, as duas doações de 1708 abrangiam “ do meio da serra do Maraba para a serra de Apreaca, (...) correspondiam efetivamente aos atuais municípios de Porto Real do Colégio e de São Brás. Segundo Abelardo Duarte ( 1966: 175-6, apud Mata, 1989 ).


147 ) - COMPLETAMENTE EXPROPRIADOS,No início dos anos quarenta, os Kariri-Xokó encontravam-se completamente expropriados de suas terras, confinados a dez hectares na periferia da cidade de Porto Real do Colégio, onde moravam reunidos na chamada “ rua dos caboclos ”. ( NASCIMENTO, 2000: 23-24 ).


148 ) - CABOCLOS NA PERIFERIA, 

Completara-se o processo de expropriação iniciado no período colonial. Em 1944, ao ser criado o Posto Indígena, os Kariri-Xocó encontram-se confinados em cerca de 10 hectares de terra, que compreendem a chamada “rua dos índios” ou “rua dos Caboclos”, na periferia de Porto Real do Colégio. (MATA, 2014: 82).


149 ) - TERRA INSUFICIENTE, Aquele pequeno trato de terras, de 54,50 ha, cedido em 1948, passou a ser 

denominado pelos índios como “ colônia ”, a qual, embora minorasse seus sofrimentos, era claramente insuficiente. ( NASCIMENTO , 2000: 24-25 ).


150 ) - DESCENDENTES DAS TRIBOS, 

Carlos Estevão de Oliveira, do Museu Goeldi, relata em 1935 que “ pelas 

investigações realizadas naquela cidade ( Porto Real do Colégio ) constatei que ali vivem descendentes da tribos NATU, Chocó, KARAPOTÓ e possivelmente Parikó e Nakoã, que segundo me declarou a velha cabocla Natu, Maria Tomásia “ foram também aldeadas em Colégio ” . ( ANTUNES, 1973: 33 ).




BIBLIOGRÁFIA:



Obs: Vide postagem posterior " AS ORIGENS KARIRI-XOCÓ 8".





















AS ORIGENS KARIRI-XOCÓ 5

                  

Conexões Genealógica Kariri-Xocó 



       Os indígenas de Porto Real do Colégio, Alagoas, vieram de várias etnias que habitavam o Baixo São Francisco, originários de grupos sobreviventes, que vieram para a Missão de Colégio, em diversos períodos desde o Brasil Colônia, Brasil Império e no Brasil República, passaram a denominar-se na contemporaneidade como Kariri-Xocó.

        Neste trabalho gostaria de mencionar todos nossos heróis e heroínas, mas por falta de informações detalhada seguimos com o que foi possível reunir. Os nomes aqui mencionados vem da tradição oral, entrevistas com anciões, entrevistas com autoridades tribais, documentos do SPI, livros e afins.


       Na tradição oral como fazer para

descobrir as datas de nascimento e morte de um indígena? Qual seria a metodologia? Exemplo: Bom quando vou entrevistar um ancião pergunto, o senhor sabe qual o ano que seu pai ou mãe nasceu e morreu? O ancião responde rapaz não sei não, mas quando eu nasci em 1940 meu pai tinha 19 anos de idade e minha mãe 18 anos. Meu pai morreu com 78 anos e minha mãe com 80 anos. de Estar aí uma das maneiras de descobrir, tem vários meus de descobrir.




1 ) - AMARÍLIO TONONÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1915 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2010 ) vigilante, índio Xocó, filho de João Francisco Tononé e Firmina Tononé. 


2 ) - ANALIA RAMOS NIDÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1933 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2010 ) dona de casa, índia Kariri, filha de Heleno Ramos Nidé e Brasilina Ramos Nidé.


3 ) - ANA MARIA DA CONCEIÇÃO ( Aldeia Brejo dos Padres, Tacaratu, Pernambuco, 1872 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1954 ) agricultura, índia Pankararu, filha de Maria Pizenanda de Jesus e Roque Pires de Carvalho.


4 ) - ANDRELINO IBÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1940 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas,  2015 ) agricultor, cantador, índio Kariri e Xocó, filho de Manoel Mourão Ibá e Maria Eulina Ibá.


5 ) - ANICETO TINGA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1878 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1943 ) agricultor, índio Xocó, pai de Ernestina Tinga.


6 ) - ANTÔNIO BINGA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1840 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas,  1921 ) pajé em São Pedro,  pescador, índio Xocó.


7 ) - ANTÔNIA FERREIRA PIRIGIPE ( Porto Real, Alagoas, 1919 - Aldeia Kariri-Xocó, P. R. do Colégio, Alagoas, 2003 ) ceramista, índia Kariri, filha de Marcelina Pirigipe.


8 ) - ANTONIO FRUTUOSO ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1797 - Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1873 ) capitão-mor da Ilha, substituiu o cap. José Serafim de Souza em 1823 .


9 ) - ANTÔNIO MARINHO ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1885 - Vila Nova, Sergipe, 1953 ) marchante, índio Xocó pai de Júlia Pires Suré; filho de Lourenço Marinho. 


10 ) - ANTÔNIO PIRES MUIRÁ ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1881 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1963 ) canoeiro, índio Xocó, filho de Inocêncio Pires Muirá e Tertuliana Muirá .


11 ) - ANTÔNIA ROSA CONCEIÇÃO ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1875 - Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, AL., 1947 ) ceramista, índia Xocó, filha de Manoel Alexandre e Maria Tinga de Jesus. 


12 ) - ANTÔNIO ROSA FERRO ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1910 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas 1966 ) curandeiro, índio Kariri e Xocó, filho de João Vicente Ferreira Ferro e Antônia Rosa C. Ferro.


13 ) - ANTÔNIA ROSA PIRIGIPE ( Porto Real, Alagoas, 1880 - Aldeia Cariri, Alagoas, 1958 ) ceramista, índia Kariri, filha de Manoel Altanazio dos Santos e Maria Agostinha.


14 ) - ANTÔNIO TINGA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1926 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1996 ) cantador, pescador, índio Xocó, filho de Pedro Tinga e Ernestina Tinga. 


15 ) - ARCELINA TINGA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1890 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1972 ) ceramista, filha de Aniceto Tinga e Maria Tinga.


16 ) - CARAPOTÓ ANTÔNIO GONÇALVES ( Capitania de Pernambuco, 1618 - Aldeia Pacatuba, Sergipe, 1708 ) cacique, índio Karapotó deu origem o povo do mesmo nome.


17 ) - CAROLINA MARIA JESUS ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe 1854 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1937 ) ceramista, índia Xocó, esposa de Manoel Francisco da Silva.


18 ) - CÍCERO DE AQUINO CANDARÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1930 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2011 ) caçador, índio Xocó, filho de Marieta de Aquino e Antônio de Aquino.


19 ) - CÍCERO FERREIRA BOTÓ ( Porto Real, Alagoas, 1894 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1949 ) curandeiro, índio Kariri, filho de João Xavier da Silva Botó e Maria da Conceição.


20 ) - CÍCERO SANTIAGO IRECÊ ( P. R. do Colégio, Alagoas, 1930 - Aldeia Kariri-Xocó, 2016 ) cacique e professor, índio Xocó, filho de Benedita Muirá .


21 ) - CLAUDIANOR RAMOS NIDÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas 1928 - Lagoa de Canoa, Alagoas, 2003 ) agricultor, índio Kariri, filho de Heleno Ramos Nidé e Bracelina Nidé.


22 ) - CRISTINA VIEIRA CALDAS ( Aldeia Pankararu, Tacaratu, Pernambuco, 1899 - Propriá, Sergipe,  1972 ) agricultura, filha de Josias Caldas e Ana Maria da Conceição.


23 ) - BENEDITA MUIRÁ IRAÇÊ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1910 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1980 ) índia Xocó, filha de Leopoldino Pires Muirá e Maura Muirá.


24 ) - BONIVAR PIRES MUIRÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1927 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1996 ) índio Kariri e Xocó, agricultor, filho de Firmino Pires Muirá e Maria Celestina Muirá.


25 ) - DELMIRA ROBERTO POITÉ ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1870 - Aldeia Cariri, Alagoas, 1951 ) agricultora, índia Kariri, mãe de Euclides Ferreira Poité; filha de Manoel Roberto Poité.


26 ) - DORFINA FERREIRA POITÉ ( Porto Real do Colégio, 1900 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 1976 ) agricultura, índia Kariri, filha de Vicente Ferreira Poité e Delmira Roberto Poité.


27 ) - EDITE PIRES SURÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1932 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 2005 ) ceramista, índia Kariri e Xocó, filha de Júlia Pires Suré e Manoel Nunes Suré.


28 ) - EDIVALDO DE AQUINO ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1934 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1985 ) pescador, índio Xocó, filho de Marieta de Aquino e Antônio de Aquino.


29 ) - ELPÍDIO FILINTO PIRIGIPE ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1923 - Aldeia Kariri-Xocó, P. R. do Colégio, Alagoas, 2006 ) pescador, índio Kariri, filho de Manoel Filintro Pirigipe e Laurinda Pirigipe.


30 ) - EURÍDICE TONONÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1929 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2012 ) ceramista, índia Kariri-Xocó, filha de Manoel Joaquim Santana e Maria Murú Ibá.


31 ) - ERNESTINA TINGA PIRIGIPE ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1904 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas,  1958 ) ceramista, índia Xocó, filha de Aniceto Tinga e Maria Tinga.


32 ) - ERVIRA PIRIGIPE ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1892 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1930 ) ceramista, índia Kariri, filha de Maria Tomazia Pirigipe e João Pereira Pirigipe.


33 ) - ESPERCÍLIA QUEROZ SUÍRA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1934 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2021 ) ceramista, índia Kariri e Xocó, filha de Francisco Queroz Suíra e Doralice Queroz Suíra.


34 ) - EUCLIDES FERREIRA POITÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1889 - Aldeia Cariri, Alagoas, 1966 ) pescador e agricultor, índio Kariri, filho de Vicente Ferreira Poité e Delmira Ferreira Poité.


35 ) - FIRMINO JOSÉ DOS SANTOS ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1840 - Porto Real, Alagoas,1900 ) alferes e o 2º intendente de Porto Real do Colégio, índio Kariri.


36 ) - FIRMINO PIRES MUIRÁ ( Povoado Carrapicho, Neópolis, Sergipe, 1901 - Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, Alagoas, 1978 ) canoeiro, índio Xocó, filho de Inocêncio Pires Muirá e Tertuliana Muirá.


37 ) - FRANCISCO MAROMBA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1861 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1930 ) pescador, índio Xocó filho de João Maromba.


38 ) - FRANCISCO QUEROZ SUÍRA ( P. R. do Colégio, Alagoas, 1912 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 1994 ) pajé e pescador, índio Kariri e Xocó, filho de Manoel de Queroz e Maria Serafina .


39 ) - FRANCISCO MATIAS DE SOUZA (

Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1858 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1934 ) pescador, índio Xocó.


40 ) - FRANCILINA SANTOS ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1893 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1944 ) ceramista, mãe de Manoel Iraminõ, filha de Maria Isabel.


41 ) - INOCÊNCIO PIRES MUIRÁ ( Ilha de São Pedro, Porto de Folha, Sergipe, 1855 - P. R. do Colégio, Alagoas,1936 ) cacique, índio Xocó, Aramurú e Xocó, filho de Jetudes e José Ribeiro.


42 ) - ISABEL PIRES MUIRÁ ( Povoado Carrapicho, Vila Nova, Sergipe, 1898 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1980 ) agricultora, índia Xocó, filha de Rosa Pires Muirá e João Damasio Bispo.


43 ) - IVETE PIRES SURÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1932 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 2012 ) ceramista, índia Kariri e Xocó, filho de Júlia Pires Suré e Manoel Nunes Suré.


44 ) - JACIARA ( Capitania de Pernambuco, 1655 - Aldeia Jaciobá, Pão de Açúcar, Alagoas, 1717 ) mesinheira, índia Chocó, mãe de Tereza Muirá; mulher de Muirá ou Niraubi.


45 ) - JARDELINA SOIÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1920 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, 1993 ) ceramista, índia Xocó, filha de Manoel Soia e Maria Soia.


46 ) - JETUDES ( Aldeia de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1835 - Aldeia de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1890 ) fiandeira e ceramista, índia Xocó, mãe de Inocêncio Muirá.


47 ) - JOÃO FELISMINO TINGA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1915 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1979 ) agricultor, índio Xocó, filho de Antônio Cândido e Maria Aniceto.


48 ) - JOÃO FRANCISCO TONONÉ  ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1890 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1956 ) agricultor, índio Xocó filho de Manoel Francisco da Silva.


49 ) - JOÃO DE ROSA FERREIRA ( Aldeia de Colégio, Alagoas,1870 - Porto Real do Colégio, 1943 ) pescador, índio Kariri, filho de Rosa Ferreira Botó e Marco Ferreira .


50 ) - JOÃO MAROMBA ( Aldeia Pacatuba, Vila Nova, Sergipe, 1835 - P. R. do Colégio, AL., 1921 ) agricultor, índio Xocó, pai de José, Francisco, Pedro, Gregório, todos dos Maromba.


51 ) - JOÃO TIBIRIÇA IÇA ( Aldeia Brejo dos Padres, Tacaratu, Pernambuco, 1905 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1964 ) agricultor, índio Pankararu, filho de Francisco Manoel Tenório Iça e Maria Rosa Içá.


52 ) - JOANA FERREIRA POITÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1907 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 1985 ) agricultura, índia Kariri, filha de Delmira Roberto Poité e Vicente Ferreira Poité.


53 ) - JOÃO PEREIRA PIRIGIPE ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1847 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas 1945 ) pescador, índio Kariri, pai de Maria Pureza Poité.


54 ) - JOÃO VICENTE FERREIRA FERRO ( Aldeia do Colégio, Alagoas,1865 - Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, Alagoas, 1949 ) apicultor, índio Kariri, filho de Manoel Altanazio dos Santos.


55 ) - JOÃO XAVIER DA SILVA BOTÓ ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1832 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1923 ) agricultor, índio Kariri, filho de Pedro Lolaço.


56 ) - JONAS IBÁ ( P. R. do Colégio, Alagoas, 1911 - Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, Alagoas,1944 ) cacique, mestre de chegança, índio Kariri e Xocó, filho de Manoel Joaquim de Santana e Maria Murú Ibá .


57 ) - JOSEFA SOIA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1900 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1976 ) ceramista, filha de Manoel Mourão e Maria Eleuteria Soia .


58 ) - JOSÉ FERREIRA BOTÓ ( Porto Real do Colégio, Alagoas,1896 - Olho D'água do Meio, Feira Grande, Alagoas,1967 ) pajé Tingui-Botó, índio Kariri, filho de João Xavier da Silva Botó e Maria da Conceição.


59 ) - JOSÉ FRANCISCO TONONÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1926 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio,  2010 ) auxiliar de serviços gerais, índio Xocó, filho de João Francisco Tononé e Maria Tononé.


60 ) - JOSÉ MAROMBA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1858 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1933 ) agricultor, índio Xocó filho de João Maromba.


61 ) - JOSÉ PIRIGIPE  ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1930 - Aldeia Kariri-Xocó, P. R. do Colégio, Alagoas, 2003 ) pescador, índio Kariri, filho de Ervira Pirigipe e Manoel Marcionílio.


62 ) - JOSÉ PORFÍRIO DOS SANTOS ( Palmeira dos Índios, Alagoas, 1905 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1984 ) agricultor, índio Xucuru-Kariri, filho de Manoel Francisco e Amara Francisco.


63 ) - JOSÉ RIBEIRO ( Aldeia Brejo dos Padres, Tacaratu, Pernambuco, 1830 - Aldeia Ilha de São Pedro, Sergipe, 1880 ) agricultor, índio Pankararu, pai de Inocêncio Pires Muirá.


64 ) - JOSÉ SANTANA ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1828 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1916 ) pescador, índio da Aldeia do Colégio, pai de Marco Ferreira, Martiniano Lima, Vicente F. Ferro e Maria Colodina. 


65 ) - JOSÉ SERAFIM DE SOUZA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1765 - Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1863 ) capitão mor, índio Xocó, pai de Antônia Rosa de Souza.


66 ) - JOSIVAL PIRES SURÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1941 - Vitória, Espírito Santo,1985 ) mecânico, índio Kariri e Xocó, filho de Júlia Pires Suré e Manoel Nunes Suré.


67 ) - JOVELINA QUEROZ SUÍRA ( Porto Real do Colégio, Alagoas 1915 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1975 ) ceramista, índia Kariri e Xocó, filha de Manoel Queroz Suíra e Maria Serafina.


68 ) - JULIA PIRES SURÉ ( Povoado Carrapicho, Neópolis, Sergipe, 1909 - Aldeia Kariri-Xocó, 1988 ) ceramista, índia Xocó, filha de Hermínia Pires e Antônio Marinho.


69 ) - JURANDIR FERREIRA POITÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1924 - Manaus, Amazonas, 1982 ) tenente, índio Kariri, filho de Euclides Ferreira Poité e Maria Pureza Poité.


70 ) - LAUDELINA JIRÁ IÇA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1913 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1984 ) ceramista, índia Kariri e Xocó, filha de Manoel Queroz Suíra e Maria Serafina.


71 ) - LEONOR PIRES MUIRÁ TINGA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1921 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas 1965 ), ceramista, índia Kariri e Xocó, filha de Firmino Pires e Maria Celestina Poité.


72 ) - LEOPOLDINO PIRES MUIRÁ ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1862 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1941 ) estivador, índio Xocó, filho de Antônia Rosa de Souza e Inocêncio Pires Muirá.


73 ) - LOURENÇO MARINHO ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1853 - Penedo, Alagoas, 1928 ) agricultor, índio Xocó pai de Antônio Marinho; avô paterno de Júlia Pires Suré.


74 ) - LORIVAL DOS SANTOS ( Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1944 - São Paulo, S. Paulo, 1996 ) agricultor, índio Xocó, filho de Maria Leonidia .


75 ) - LUCINEIDE TENÓRIO TONONÉ ( Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1964 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2012 ) comerciante, índia Kariri-Pankararu, filha de José Francisco Tononé e Helena Tenório.


76 ) - LUDUVICO ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1778 - Aldeia do Colégio, Alagoas, 1855 ) pajé, índio Kariri, pai de Manoel Baltazar; avô paterno de Manoel Paulo; bisavô materno de Manoel Joaquim de Santana.


77 ) - LUIZ BINGA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1879 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas,  1944 ) pescador, índio Xocó, filho de Antônio Binga. 


78 ) - LUIZ SEBASTIÃO TENÓRIO ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1941 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1958 ) agricultor, índio Kariri e Pankararu, filho de Francisco Sebastião Tenório e Maria Celestina Lima.


79 ) - LUIZA NERI TIBIRIÇÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1913 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2005 ) ceramista, índia Xocó, filha de Luiz Binga e Maria das Neves.


80 ) - LUZIA ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1829 - Porto Real, Alagoas, 1912 ) mesinheira, índia Kariri, filha de Manoel Baltazar; irmã de Manoel Paulo, esposa de Gabriel Gonçalves de Oliveira.


81 ) - GABRIEL GONÇALVES DE OLIVEIRA  ( Aldeia de Palmeiras dos Índios, Alagoas,1853 - P. R. do Colégio, 1933 ) mezinheiro, índio Xucuru-Kariri, esposo de Luzia irmã de Manoel Paulo.


82 ) - GERALDINO PIRIGIPE ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1926 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1977 ) agricultor, índio Kariri filho de Manoel Florêncio e Antônia Rosa Pirigipe .


83 ) - MARIA ALEXANDRINA FERRO ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe,1875 - Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, AL., 1951 ) índia Xocó e Pankararu, filha de Jorge Alexandre e Almerinda Conceição.


84 ) - MARIA CELESTINA LIMA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1918 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 1996 ) ceramista, rezadeira, índia Kariri, filha de  Manoel Florêncio e Antônia Rosa Pirigipe.


85 ) - MARIA CELESTINA MUIRÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1895 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1974 ) agricultura, índia Kariri, filha de Vicente Ferreira Poité e Delmira Roberto Poité.


86 ) - MARIA CLARA SOIA TONONÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1915 - Aldeia Cariri, Alagoas, 1974 ) índia Xocó, ceramista, índia Xocó, filha de João Mourão e Maria Giló.


87 ) - MARIA DA CONCEIÇÃO ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1904 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1981 ) índia Kariri, agricultora, filha de Luiz Antônio Teipó e Maria Joaquina Teipó. 


88 ) - MARIA DA CONCEIÇÃO ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1940 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1956 ) índia Xocó, filha de Maria Leonidia.


89 ) - MARIA DAS NEVES ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1892 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, 1944 ) ceramista, índia Xocó e Kariri, filha de Martiniano Lima e Maria Francelina Lima.


90 ) - MARIA DE LOURDES FERREIRA DOS SANTOS ( P. R. do Colégio, Alagoas, 1926 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 2010 ) ceramista, índia Kariri, filha de Euclides Ferreira Poité e Maria Pureza Poité.


91 ) - MARIA DO CARMO POITÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1929 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas 2021 ) doméstica, índia Kariri, filha de Euclides Ferreira Poité e Maria Pureza Poité.


92 ) - MARIA DORALICE PIRIGIPE ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1925 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1977 ) pescadora, índia Kariri e Xocó, filha de Manoel Filintro e Maria Petronila de Jesus.


93 ) - MARIA DOS ANJOS ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1925 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2013 ) ceramista, índia Xocó, filha de Antônio Luiz Teipó e Maria Eleuteria Teipó.


94 ) - MARIA FRANCELINA LIMA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1877 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1942 ) ceramista, índia Kariri, mãe de Umbelina de Souza Lima e Maria das Neves.


95 ) - MARIA ELEUTERIA SOIA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1874 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1955 ) ceramista, índia Xocó, mãe de Josefa Soia.


96 ) - MARIA EULINA IBÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1917 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1985 ) ceramista, índia Xocó e Kariri, filha de Manoel Joaquim de Santana e Maria Soia. 


97 ) - MARIA HELENA POITÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1935 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 2020 ) doméstica, índia Kariri, filha de Euclides Ferreira Poité e Maria Pureza Poité.


98 ) - MARIA HERMÍNIA PIRES ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe 1890 - Povoado Carrapicho, Neópolis, SE. 1912 ) ceramista, índia Xocó, filha de Inocêncio Pires Muirá e Tertuliana Muirá .


99 ) - MARIA ISABEL ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1875 - Itabaiana, Sergipe, 1939 ) ceramista, índia Xocó, mãe de Francilina Santos.


100 ) - MARIA JANDIRA POITÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1943 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 2017 ) doméstica, índia Kariri, filha de Euclides Ferreira Poité e Maria Pureza Poité.


101 ) - MARIA LEONIDIA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1915 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1989 ) ceramista, índia Xocó, filha de Avelino dos Santos e Maria dos Santos. 


102 ) - MARIA LUIZA PIRIGIPE ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1908 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1956 ) ceramista, índia Kariri, filha de João Vicente Ferreira Ferro e Maria Antônia Rosa.


103 ) - MARIA MARCELINA PIRIGIPE ( Porto Real, Alagoas,1900 - Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, Alagoas, 1959 ) ceramista, índia Kariri, filha de João Vicente Ferreira Ferro e Maria Eulina .


104 ) - MARIA MUIRÁ TEIPÓ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1920 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2008 ) ceramista, índia Xocó, filha de Leopoldino de Souza Muirá e Amara Souza Muirá.


105 ) - MARIA PIRIGIPE DOS SANTOS ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1818 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1902 ) ceramista, índia Kariri e Natú, mãe de Maria Tomazia Pirigipe.


106 ) - MARIA PRAZERES PIRIGIPE ( Porto Real, Alagoas, 1907 - Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, Alagoas, 1978 ) ceramista, índia Kariri, filha de Manoel Messias Botó e Maria dos Prazeres.


107 ) - MARIA PUREZA POITÉ ( Porto Real, Alagoas, 1890 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1971 ) ceramista, índia Kariri, filha de Maria Tomazia Pirigipe e Manoel Caetano.


108 ) - MARIA SERAFINA - Aldeia do Colégio, Alagoas, 1876 - Porto Real do Colégio, Alagoas 1938 ) ceramista e pescadora, índia Kariri e Xocó, mãe de Francisco Queiroz Suíra.


109 ) - MARIA TERTULIANA MUIRÁ ( Aldeia de São Pedro, Porto de Folha, Sergipe, 1856 - Porto Real do Colégio, 1938 ) ceramista, índia Xocó e Aramurú, esposa de Inocêncio Pires Muirá.


110 ) - MARIA TINGA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1937 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 2011 ) ceramista, filha de João Felismino Tinga e Leonor Pires Muirá Tinga.


111 ) - MARIA TINGA DE JESUS ( Aldeia Pacatuba, Sergipe, 1837 - Porto Real do Colégio, Alagoas 1920 ) ceramista, índia Orumarus, esposa de Manoel Alexandre, mãe de Antônia Rosa Conceição.


112 ) - MARIA TOMAZIA PIRIGIPE ( Aldeia P. R. do Colégio, Alagoas, 1838 - Aldeia Kariri, P. R. do Colégio, Alagoas, 1953 ) conselheira tribal, índia Kariri e Natú, filha de Manoel Altanazio dos Santos e Maria Pirigipe dos Santos.


113 ) - MARIA VIEIRA MUIRÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1915 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1976 ) índia Xocó, filha de João Damasio e Maria Cristina.


114 ) - MARTINHA ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1848 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1922 ) mesinheira, índia Kariri, filha de Manoel Paulo e neta de Manoel Baltazar.


115 ) - MANOEL ALEXANDRE ( Aldeia Brejo dos Padres, Tacaratu, Pernambuco,1825 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1903 ) agricultor, índio Pankararu, irmão de José Ribeiro e Pedro Alexandre.


116 ) - MANOEL ALTANAZIO ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1811 - Porto Real, Alagoas, 1880 ) cabo de esquadra e agricultor, índio Kariri, pai de Maria Tomazia, João Vicente e Antônia Rosa.


117 ) - MANOEL BALTAZAR ( Aldeia do Colégio, Alagoas,1794 - Porto Real, Alagoas,1876 ) pajé, índio Kariri, filho de Ludovico e pai de Manoel Paulo.


118 ) - MANOEL CORREIA DOS SANTOS ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1931 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1985 ) comerciante, índio Kariri, filho de Antônio Correia dos Santos e Juventina Correia dos Santos.


119 ) - MANOEL FLORENCIO PIRIGIPE ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1880 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1964 ) agricultor, índio Xocó, filho de Manoel Teodoro e Maria Senhorinha. 


120 ) - MANOEL FRANCISCO DA SILVA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe,1852 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1936 ) canoeiro, índio Xocó.


121 ) - MANOEL GREGÓRIO MAROMBA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1857 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1936 ) agricultor, índio Xocó filho de João Maromba.


122 ) - MANOEL IRAMINÕ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1912 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1995 ) ceramista, filho de Francilina dos Santos.


123 ) - MANOEL JIRÁ IÇA ( Aldeia Brejo dos Padres, Tacaratu, Pernambuco, 1914 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas 1990 ) cantador, agricultor, índio Pankararu, filho de José Gomes e Marcelina Maria da Conceição. 


124 ) - MANOEL JOAQUIM DE SANTANA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1878 - Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, Alagoas,1944 ) pajé, índio Kariri e Xocó, filho de José Maromba e Martinha.


125 ) - MANOEL MESSIAS BOTÓ ( Porto Real, Alagoas, 1874 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1942 ) agricultor, índio Kariri, filho de João Xavier da Silva Botó e Maria da Conceição.


126 ) - MANOEL MOURÃO IBÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1900 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1954 ) pescador, índio Xocó, filho de Manoel Mourão e Maria Mourão.


127 ) - MANOEL NUNES DA CRUZ ( Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1956 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1994 ) oleiro, índio Kariri-Fulniô, filho de Paulo Nunes Suré e Maria Justa da Cruz.


128 ) - MANOEL NUNES SURÉ  ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1907 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1948 ) agricultor, índio Kariri, filho de João Nunes de Oliveira e Maria Tomasia Suré .


129 ) - MANOEL PACÍFICO DE BARROS ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1834 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1906 ) soldado da marinha, índio Xocó.


130 ) - MANOEL PAULO ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1820 - Porto Real, Alagoas, 1910 ) pajé, índio Kariri, filho de Manoel Baltazar.


131 ) - MANOEL ROBERTO POITÉ ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1841 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1909 ) agropecuarista, índio Kariri, pai de Delmira Roberto Poité.


132 ) - MANOEL QUEROZ SUÍRA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1875 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1938 ) pescador, filho de Manoel Gregório Maromba e Severina Queiroz.


133 ) - MIGUEL QUEROZ SUÍRA ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1931 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1999 ) jogador de futebol, filho de Francisco Queroz Suíra e Doralice Queroz Suíra. 


134 ) - MIRIAN PIRES MUIRÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1934 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1998 ) ceramista, índia Kariri e Xocó, filha de Firmino Pires Muirá e Maria Celestina Muirá.


135 ) - MOACIR PIRES MUIRÁ ( Aldeia Cariri, P. R. do Colégio, Alagoas, 1944 - Aldeia Kariri-Xocó, P. R. do Colégio, AL. 2022 ), carpinteiro de barco, índio Xocó.


136 ) - MUIRA UBI , NIRAUBI ou  Antônio Pessoa Arcoverde ( Capitania de Pernambuco, 1604 - Capitania da Paraíba, 1692 ) capitão mor, índio Tabajara.


137 ) - NOBERTINO PIRES MUIRÁ ( Ilha de São Pedro, Sergipe, 1899 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1971 ) agricultor, índio Xocó, filho de Inocêncio Pires Muirá e Tertuliana Pires Muirá.


138 ) - ODILON PIRES MUIRÁ ( Povoado Carrapicho, Neópolis, Sergipe, 1906 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1977 ) raizeiro, índio Xocó.


139 ) - OTÁVIO NIDÉ ( P. R. do Colégio, Alagoas 1908 - Aldeia Kariri-Xocó, Alagoas, 1989 ) cacique, rezador e pescador, índio Xocó, filho de Umberlina de Souza Lima e Manoel Queroz.


140 ) - PAULO PIRES SURÉ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1937 - Vitória, Espírito Santo, 2021 ) agricultor, índio Kariri e Xocó, filho de Júlia Pires Suré e Manoel Nunes Suré.


141 ) - PEDRO LOLAÇO ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1796 - Aldeia do Colégio, Alagoas, 1871 ) capitão mor, índio Kariri, irmão de Ludovico . 


142 ) - PEDRO FRANCISCO DOS SANTOS ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1929 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1966 ) agricultor, índio Kariri, filho de Avelino dos Santos e Maria dos Santos.


143 ) - PEDRO MAROMBA ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe, 1863 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1943 ) agricultor, índio Xocó filho de João Maromba.


144 ) - PEDRO TINGA PIRIGIPE ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1901 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio Alagoas, 1955 ) pescador, esposo de Ernestina Tinga Pirigipe; filho de Manoel Paulo e Maria Ediviges.


145 ) - PINDAÍBA ( Aldeia Aramurú, Porto da Folha, Sergipe, 1576 - Aldeia Aramurú, Porto da Folha, Sergipe, 1658 ) cacique, índio Aramurú.


146 ) - PIRAGIBE  ( Ribeiras do São Francisco  1485 - Ilha do Bispo, Paraíba, 1600 ) cacique Tabajara.


147 ) - ROSA FERREIRA BOTÓ ( Aldeia do Colégio, Alagoas 1824 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1920 ) curandeira, índia Kariri, filha de Pedro Lolaço; esposa de Marcos Ferreira.


148 ) - ROSA NERI TIBIRIÇÁ ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1941 - Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1993 ) ceramista, índia Xocó e Pankararu, filha de João Tibiriçá Içá e Luiza Neri Tibiriçá.


149 ) - ROSA PIRES MUIRÁ  ( Aldeia Ilha de São Pedro, Porto da Folha, Sergipe,1880 - Povoado Carrapicho, Neópolis, Sergipe, 1964 ), ceramista, índia Xocó, filha de Inocêncio Pires Muirá e Tertuliana Pires Muirá.


150 ) - SEBASTIÃO FRANCISCO TENÓRIO ( Aldeia Brejo dos Padres, Tacaratu, Pernambuco, 1913 - Aldeia Brejo dos Padres, Tacaratu, Pernambuco, 1968 ) agricultor, índio Pankararu, filho Francisco Manoel Tenório e Maria Rosa da Conceição.


151 ) - SEVERINA QUEIROZ ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1858 - Porto Real do Colégio, Alagoas, 1936 ) agricultora, índia Kariri, mãe de Manoel Queroz Suíra .


152 ) - TEREZA MUIRÁ ( Aldeia do Panema, Pernambuco, 1683 - Aldeia Jaciobá, Pão de Açúcar, Alagoas 1759 ), índia Chocó, Tabajara, filha de Jaciara e Muira Ubi.


153 ) - TEREZINHA TINGA PIRIGIPE ( Porto Real do Colégio, Alagoas, 1933 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas,  1954 ) ceramista, índia Xocó, filha de Pedro Tinga Pirigipe e Ernestina Tinga Pirigipe.


154 ) - UMBELINA DE SOUZA LIMA  ( Porto Real do Colégio, Alagoas 1895 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas 1953 ) ceramista, índia Kariri, filha de Martiniano Lima e Maria Francilina Lima.


155 ) - VICENTE FERREIRA FERRO ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1875 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1950 ) pescador, índio Cariri, filho de José Santana e Maria Juaquina.


156 ) - VICENTE FERREIRA POITÉ ( Aldeia do Colégio, Alagoas 1841 - P. R. do Colégio, Alagoas, 1913 ) agricultor, índio Kariri, filho de Pedro Lolaço.


157 ) - ZAFIRAÉ ( Aldeia do Colégio, Alagoas, 1875 - Aldeia Cariri, Porto Real do Colégio, Alagoas, 1951 ) ceramista, filha de Venceslau dos Santos e Ana Borges dos Santos.




BIBLIOGRAFIA: 



- ALMEIDA, Geraldo Gustavo de. Heróis Indígenas do Brasil. Memórias sinceras de uma raça. Rio de Janeiro: Catedra, 1988 .


- BRASIL. Ministério da Agricultura - Recenseamento da população Posto Indígena Padre Alfredo Dâmaso da 4ª Inspetoria Regional. Com 166 Cariris em P.R. do Colégio em Alagoas. BR/RJ/MI/SPI. IR4-072-009-99-f8. Recife, 1945. 


- DANTAS , B. G. A Antiga Missão de São Pedro do Porto da Folha e a Recente Questão dos Xocó de Sergipe (Sinopse).In Terra dos Índios Xocó, 13-20. Comissão Pró-Índio. São Paulo, 1980a.


- NIDÉ, Otávio Queiroz. Entrevista de um Cacique Kariri: Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio-AL, 06-14 jun. 1981.


- SUÍRA, Francisco Queiroz. Entrevista de um Pajé Kariri: Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio-AL, 10-20 ago. 1986.


- IRAMINON, Manoel. Entrevista de um Ancião Xocó: Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio-AL, 13-22 nov. 1985.


- IRECÊ, Cícero Santiago. Entrevista de um Cacique Kariri-Xocó: Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio-AL, 08-30 mar. 2015.


- SUÍRA, Júlio Queiroz. Entrevista de um Pajé Kariri-Xocó: Aldeia Kariri-Xocó, Porto Real do Colégio-AL, 16-09 Fev. 1998.


- KARIRI-XOCÓ, N. Blog Kxnhenety. 12 Jun. 2010 a 21 Dez. 2022 [online]. Nhenety Kariri-Xocó. Disponível em: <http://kxnhenety.blogspot.com/2010-2022.html>, Acesso em 21/12/2022.


- VENANCIO, Manuela Machado Ribeiro. Os Kariri-Xocó do Baixo São Francisco: 

organização social, variações culturais e retomada das terras do território de ocupação tradicional.Tese de doutorado pela Universidade Fluminense de Niterói, 2018. 




AS ORIGENS KARIRI-XOCÓ 4


Cultura e Religiosidade Colegiense



     Inicialmente morando na periferia da cidade de Porto Real do Colégio, os Kariri-Xocó foram aos poucos se integrando a cultura trazida pelos civilizados, religiosidade cristã, costumes regionais até influência nacional e internacional da música, da tv  e das rádios como meio de comunicação.

     O futebol também teve grande aceitação pelos Kariri-Xocó, criando equipes futebolísticas como Kariri e Guarani. Nesse esporte os indígenas fizeram intercâmbio com os municípios ribeirinhos do Baixo São Francisco, participando de jogos entre as equipes, inclusive todas elas visitando a Aldeia Kariri-Xocó.

     Destacando também a integração indígena na sociedade através da educação, onde o índio após finalizar o ensino fundamental iriam estudar nas mesmas escolas dos não-índios, assim formando uma amizade duradora.

      O indígena na sociedade municipal não é apenas uma integração, consiste também na participação da formação dessa mesma sociedade, juntamente com os portugueses e afrodescendentes. O que aconteceu nesse processo evolutivo ficou registrado no que encontramos ao longo dos anos os eventos, festas, manifestações culturais, costumes e no trabalho.



1 ) - BUMBA MEU BOI, a festa popular de Porto Real do Colégio, personagens Boi ( índio Soyré ) e o Mateus ( Birra ), acontecia no mês de Janeiro, entre 1968 a 1974.


2 ) - GUERREIRO, um folguedo natalino, de Porto Real do Colégio, Alagoas, a fusão de reisados e chegança, do mestre Joaquim Migué, com Indígenas Kariri-Xocó entre 1958 a 1970.


3 ) - PAU DE SEBO, a brincadeira de subir no mastro untado de sebo, para ganhar o prêmio, acontecia na Rua Dr. Clementino Dumont, em Porto Real do Colégio, no mês de janeiro até 1980.


4 ) - PLANTAÇÃO DE ARROZ, a plantação de arroz na Lagoa Grande e Vazea do Itiúba, com indígenas e população local, trabalhando como meeiros, entre 1923 a 1977.


5 ) - FOGUEIRA DE SÃO JOSÉ, a fogueira é feita no dia 19 de março, na porta  onde há uma pessoa na casa que se chama José, este é o início do plantio das roças, para ter o milho verde em São João.


6 ) - NOITES DE SÃO JOÃO, a comemoração nas dias 23 e 24 de junho, com fogueiras em todas as ruas da cidade de Colégio, com forró-pé-de-serra, comidas típicas juninas.


7 ) - NOITES DE SÃO PEDRO, a comemoração nas dias 28 e 29 de junho, com fogueiras em todas as ruas da cidade de Colégio, com forró-pé-de-serra, comidas típicas juninas.


8 ) - BOM JESUS DOS NAVEGANTES, a procissão de barcos, lanchas e navio Encomendador Peixoto, no Rio São Francisco, com a imagem de Bom Jesus de Porto Real do Colégio, no dia 30 de janeiro.


9 ) - CARNAVAL, as Machinhas de Carnaval na Praça Pelé, com grande número de foliões, animadas pelo saxofonista Niraldo, clarinete Tonho e Companhia, foi até o período de 1986.


10 ) - NOVENAS, as missas do novenário de Nossa Senhora da Conceição, 29 de novembro até 8 de dezembro á procissão, com Parque de Diversões Jorginho,  barracas de jogos e entretenimento.


11 ) PROCISSÃO DE SÃO ROQUE, a festa do Padroeiro de Porto Real do Colégio desde 1911, os festejos com missas nos dias 14, 15 e 16 de agosto procissão pelas ruas da cidade.


12 ) - VISITA DE D. PEDRO II, a tradição oral de Porto Real do Colégio, tem em sua memória a visita de D. Pedro II, no dia 16 de outubro de 1859, foi recebido pelo chefe tribal Manoel Baltazar.


13 ) - FEIRA DA CIDADE, o evento no dia de sexta-feira, onde os feirantes, camelôs, vendem suas mercadorias, as pessoas dos povoados e cidades circunvizinhas.


14 ) - PARQUE JORGINHO, o lugar de 

atrações, para a diversão, tem sua sede na cidade de Porto Real do Colégio, desde o final da década 1970, no período dias 29 de novembro até 8 de dezembro.


15 ) - CANDOMBLÉ DE ZULEICA, a religião afro-brasileira de cultos africanos, praticados na antiga Rua Santa Cruz, festividades de São Cosme e Damião, dia 27 de setembro.


16 ) - MARIA FUMAÇA, a locomotiva a vapor, com sua buzina, faz parte da memória colegiense, funcionou de 1950 a 1972, da rede ferroviária RFFSA, ainda tem um exemplar na antiga estação.


17 ) - GRANDE HOTEL, o estabelecimento de alojamento, refeições, entretenimentos, da rede ferroviária RFFSA, em Colégio, funcionou de 1950 a 1972. 


18 ) - FERRY-BOATS, a embarcação que transportava o trem, atravessando o Rio São Francisco entre Porto Real do Colégio-AL e Propriá-SE, funcionou de 1967 a 1972.


19 ) - ESTAÇÃO DO TREM, o lugar de  embarque, desembarque de passageiros do trem e, ao carregamento e descarregamento de carga, na estação de Colégio, funcionou de 1950 a 1972.


20 ) - ARMAZÉM CARNAÚBA, o lugar de armazenamento da carga por estivadores, da Rede Ferroviária RFFSA, em Porto Real do Colégio-AL, funcionou de 1950 a 1972.


21 ) - PORTO DE BAIXO, o cais do porto em Colégio, onde ficava as canoas, agora este local é ponto de passageiros de transporte aquático das lanchas, de Porto Real do Colégio para Propriá, desde 1972.


22 ) - COROAS DE AREIA, as praias água doce, com bancos de areia como ilhas fluviais, no Rio São Francisco, em Porto Real do Colégio, um lugar de lazer muito atrativo nos fins de semana.


23 ) - SERRA-VELHO, a brincadeira de  provocação para mexer com os mais velhos da cidade, feita por pessoas irreverentes, na quarta-feira da Quaresma, desde o século XVIII, terminou em 1976, aqui em Colégio.


24 ) - PALHOÇÃO, um quiosque no porto das balsas, para atender os motoristas que iriam atravessar o rio, havia música, vendia bebidas, alimentação, funcionou de 1967 a 1980.


25 ) - CORRIDA DE BARCO, a competição fluvial, com pequenas canoas de pesca, geralmente acontecia no período das festas de Bom Jesus, logo de manhã, no mês de janeiro, antes da procissão.


26 ) - PORTO DOS HOMENS, o local amparado por matagal, onde os homens mais velhos tomavam banho nus,  na margem do Rio São Francisco, próximo a Salgadeira, funcionou até 1984.


27 ) - PORTO DAS CANOINHAS, o atracadouro das canoas de pescarias, na margem do Rio São Francisco, defronte a bomba d'água do SAAE, em Porto Real do Colégio.


28 ) - O CIRCO, a manifestação artística e popular, com grande aceitação dos colegienses, entre tantos que apareceu aqui, destaque para o Circo Aparecida, com atração do palhaço Chicha Rito, em 1976.


29 ) - FARRA DOS SERESTEIROS, o gênero musical, presente nas farras dos colegiense, nos fins de semana, sendo de dia ou a noite, Lu de Queiroz e amigos, entrou em declínio em 1989.


30 ) - FARINHADA, a antiga prática comunitária e cooperativa, ainda presente em Porto Real do Colégio, que resiste ao tempo, principalmente no interior do município.


31 ) - MUTIRÃO DA CASA DE TAIPA, o trabalho coletivo, entre amigos e parentes que trabalham em mutirão para a construção da moradia do novo casal, essa tradição estar acabando.


32 ) - BATIM, o salto ornamental dos ribeirinhos, pulando do barranco do Rio São Francisco, nos períodos das cheias, não acontece todo ano, porque o rio estar assoreado.


33 ) - PESCARIA DE TARRAFA, arremesso de rede de pesca circular de malha, com as mãos, para que esta se abra o máximo possível antes de cair na água, ainda utilizada.


34 ) - DOMINGO DE RAMOS, a festa móvel cristã, no domingo anterior à Páscoa, representando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.


35 ) - CORPUS CHRISTI, a comemoração litúrgica da Igreja Católica, que acontece na quinta-feira, no domingo seguinte ao de Pentecostes, os fiéis enfeitam as ruas da cidade para a procissão.


36 ) - PROCISSÃO SENHOR DOS PASSOS, o ritual da terceira semana da Quaresma, na procissão reproduz os momentos finais da vida de Jesus Cristo, encontro entre mãe e filho a caminho do Calvário.


37 ) - PROCISSÃO DAS ALMAS, a procissão ocorre na madrugada da Sexta-feira da Paixão ao Sábado de Aleluia, os fiéis com velas acessas, vestem túnicas brancas, representam as almas.


38 ) - FÁBRICA DE ARROZ, a indústria de beneficiamento de arroz, criada em 1937 na Rua dos Índios, impulsionou a economia no município de Colégio, desativada em 1969.


39 ) - PESCA COM REDE DE BÓIA, a rede de malha comprida, com bóias de isopor chegando a 100 metros, pesca em canoa no Rio São Francisco.


40 ) - PESCA COM REDE DE GALÃO, a rede pequena de arrasto, com dois suporte de madeira, ela tem um bolso na base onde fica o peixe.


41 ) - SESSÃO DE CINEMA, a exibição de filmes no Salão Paroquial, nos finais de semana, das empresas Cine Fernandes e Cine Veneza de Propriá, que vinham para Colégio, entre os anos 1971 a 1976.


42 ) - PASTORIL, com canções e danças religiosas no período natalino, apresentado no coreto próximo a Igreja Matriz de Porto Real do Colégio, deixou de ser praticado em 1973.


43 ) - FORRÓ REAL, o evento que acontece no período junino de 23 a 29 de junho, criado em 1992, com artistas do forró pé de serra e forró eletrônico, o Forró Real é bastante famoso em Alagoas.


44 ) - BATIMENTO DE ARROZ, o trabalho de mutirão para bater o arroz colhido, com pessoas batendo o arroz de cacete, cesando e ensacando, tem feijoadas para os participantes, essa atividade terminou em 1975.


45 ) - FESTA DE CASAMENTO, após a cerimônia de matrimônio religioso ou civil, os noivos fazem festa para os convidados, com música para todos dançar, comida e bebidas a vontade.


46 ) - BATIZADO, após o rito cristão católicos, os padrinhos fazem uma festa na casa do afilhado (a), junto aos compadres, oferecem bebidas, comidas aos convidados.


47 ) - PERÍODO DE NATAL, a festa religiosa cristã, enfeitam a casa com árvore natalina, ceia, bebidas, presentes, dando Feliz Natal, as 00:00 horas do dia 25 de dezembro, comemorando o nascimento de Cristo.


48 ) - VIRADA DE ANO, a festa de passagem do Ano-velho para o Ano-novo, no dia 31 de dezembro, com missa às 00:00 horas , pessoas se cumprimentam dando Feliz Ano Novo.


49 ) - DISCOTECA BEIRA RIO, o salão de dança música disco, criada em 1977, era ponto de encontro dos colegienses, bastante frequentada aos finais de semana, funcionou até 1993.


50 ) - DESFILE 7 DE SETEMBRO, a comemoração da independência do Brasil, com desfile escolas da cidade: Ginásio São Francisco, Firmo de Castro, Dona Santa Bilhões, D. Pedro II e Aldeia, no dia 7 de setembro anos 1970 a 1994.


51 ) - FESTA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA, a comemoração da emancipação política de Porto Real do Colégio, em 7 de julho, com desfile das escolas do município, logo após banda para os foliões.


52 ) - MISSÃO DE FREI DAMIÃO, as santas missões realizadas por Frei Damião e Frei Fernando, com seus sermões, caminhadas  e romarias, também em Porto Real do Colégio na década de 1970.


53 ) - BAILES DOS ANOS 70, acontecia no Salão Paroquial na Rua Santa Cruz,  promovidas pela turma da 8ª série do Ginásio São Francisco, com bandas de rock, cantores, com música da jovem guarda, forró-pé-de-serra, funcionou até 1988.


54 ) - MERCEARIA DO TEXEIRINHA, a loja tradicional de referência em Porto Real do Colégio, onde se vendia produtos de consumo, alimentos, bebidas, ferramentas, funcionou até 1985.


55 ) - VÁRZEA DO ITIÚBA, as terras inundáveis pelas águas do rio São Francisco e rio Itiúba, onde a população pobre colegiense retirava seu sustento, com agricultura, caça e pesca, em 1975 desapropriada pela Codevasf.


56 ) - PROJETO ITIÚBA, o projeto de arroz irrigado de 2000 hectares, criado em 1975, que abrangia 305 famílias de parceleiros, no município de Porto Real do Colégio, impulsionou a economia da região.


57 ) - CAMPEONATO MUNICIPAL DE FUTEBOL, a competição esportiva criada em 1976, entre as equipes futebolística dos povoados de Porto Real do Colégio, ainda em atividade.


58 ) - PONTE SOBRE O RIO SÃO FRANCISCO, a ponte que liga Alagoas e Sergipe, nas cidades de Porto Real do Colégio e Propriá pela BR 101, obra iniciada 1968 e inaugurada em 1972.


59 ) - PORTO DAS BALSAS, atracadouro das balsas, que transportava, pessoas, cargas, caminhões e automóveis, no Rio São Francisco, fazia ligação de Porto Real do Colégio e Propriá, funcionou de 1967 a 1972, destaque para a Balsa Atlândida.


60 ) - CANOAS DO SÃO FRANCISCO, as embarcações fluviais do Velho Chico, faz parte da cultura dos ribeirinhos, a mais famosa era a canoa Canindé, entrou em decadência após a construção da BR 101 em 1972.


61 ) - LANCHAS DO SÃO FRANCISCO, a embarcações a motor, destacando as lanchas Sumatra, Sãobraense, Goiânia e Oriente, navegando no Baixo São Francisco, com transportes de carga e passageiros, na década de 1970.


62 ) - ACAMPAMENTO DAS CONSTRUTORAS, a sede do escritório e acampamento da Engenharia e Construtoras da Ponte e BR 101, entre 1968 a 1972, ficava na antiga fábrica de arroz, na Rua dos Índios.


63 ) - SERVIÇO DE AUTO-FALANTE, o canal de informação e benefício, possibilitou a cultura, religiosidade, educação, dos  colegiense, criado em 1952, deixou muita saudade, desativado em 1984.


64 ) - FILARMÔNICA 7 DE JULHO, a orquestra filarmônica criada em 2001, anima as festas religiosas católica, eventos cívicos e comemorações, o orgulho da população.


65 ) - LENDA TESOURO DOS JESUÍTAS, a lenda conta, sabendo que seriam expulsos em 1759, os jesuítas esconderam um tesouro no Rio São Francisco.


66 ) - A LENDA DO BEZERRO DE BRONZE, a escultura de bronze dos jesuítas, um açaprão, onde os indígenas eram colocados como castigo, para aprenderem a nova religião, no século XVII.


67 ) - MUDO DA MARIALVA, o estivador de corpo e força hercúleo,  tornando-se  uma lenda no Baixo São Francisco, seu nome era Davi, foi piloto da canoa Marialva, viveu até o final da década de 1960.


68 ) - PAPAFIGO, a lenda do velho do saco, que pegava crianças para tirar o fígado, devido uma doença que o fazia crescer as orelhas, em Porto Real do Colégio havia também essa história .


69 ) - PAPAI NOEL, a lenda do velhinho de roupa vermelha, que traz no saco, os  presentes para as crianças, na noite da véspera do Natal, o dia 24 de dezembro, adorado pela garotada.


70 ) - A SERPENTE DO RIO, a lenda do ser lendário, de uma filha que bateu na mãe, quando a pecadora morreu virou uma serpente, os padres santos tiraram ela do cemitério num caixão de ferro, jogaram  no mar.


71 ) - CORPO SANTO, a lenda corpo humano que foi enterrado e a terra não comeu, por sua santidade, aparência física como estivesse vivo, isso por ter sido um bom cristão, o corpo é levado para Roma.


72 ) - CORPO SECO, a lenda cadáver ressequido, expulso da terra, de pessoa maligna que nem o inferno aceitou, o corpo fica somente o couro e os ossos, com aparência magrela.


73 ) - DESPACHO DE MACUMBA, a oferenda como pagamento para Exu, coloca cachaça, cigarro, galo preto, vela, pano preto, farofa, etc..., daquilo que se deseja obter do orixá, colocado em encruzilhada.


74 ) - OFERENDA DE IEMANJÁ, a oferenda com presentes para Iemanjá, coloca no pequeno barco em miniatura, no Rio São Francisco, rosas brancas, arroz-doce, perfumes, bijouterias, espelhos, na noite do Ano-novo. 


75 ) - AS CARAVANA CIGANAS, os ciganos montados sobre cavalos, que faziam acampamento nos arredores de Porto Real do Colégio, comercializava com a população local, faziam previsões na leitura das mãos.


76 ) CORAL DA IGREJA, o Coral da Igreja Nossa Senhora da Conceição, com 8 membros, animas as festas religiosas católica, no município de Porto Real do Colégio.


77 ) - CAMPO DA AVIAÇÃO, era o local de pouso e decolagem de aeronaves de pequeno porte, ficava a leste da cidade de Porto Real do Colégio, funcionou até 1976, este local ficou no imaginário popular.


78 ) - MERCEARIA DE ANTÔNIO DONATO, o estabelecimento vendia gêneros alimentícios e mercadorias de uso doméstico, uma referência em Colégio, funcionou até a década de 1990.


79 ) - VENDA DE SEU JOAQUIM, a venda de produtos de primeira necessidade, artigos diversos, na Rua Dr. Clementino Dumont, pessoa muito querida na cultura popular de Porto Real do Colégio.


80 ) - LOBISOMEM, o ser lendário do homem que se transforma em lobo, na noite de lua cheia, no município de Porto Real do Colégio, também há muitas histórias desse bicho homem.


81 ) - FOGUEIRA DO MORTO, o fogo acesso a noite, na porta do falecido (a), a família do morto providencia café, pão para os visitantes, contam histórias sobre o finado relembrando sua trajetória até o dia amanhecer.


82 ) - SENTINELA DO MORTO, o rito de cantos fúnebre para a pessoa que morreu, geralmente com benditos, Ato de Contrição, Salve Rainha, as rezas vai até certas horas da noite.


83 ) - CIRANDA, CIRANDINHA, a cantiga folclórica, na roda as crianças de mãos dadas, cantam e rodam, na parte final da canção, uma é escolhido o meio da roda, termina com todos no centro.


84 ) - AMARELINHA ou MACACÃO, o jogo em grupo, desenha no chão dez quadrados numerados, cada jogador em sua vez atira a pedra na quadro numerado e pula, quem acertar mais ganha.


85 ) - CABRA CEGA, o jogo em grupo, com uma pessoa de olhos vendados, munida com cacete tenta quebrar o pote com balas, a brincadeira termina quando o pote é quebrado.


86 ) - BOLAS DE GUDE, as bolinhas de vidro coloridas utilizadas em jogos de grupos, cada criança lança sua bolinha acima da outra do concorrente, quem acertar ganha uma bola de gude.


87 ) - PIPAS ou PAPAGAIO, o brinquedo 

produzido de vareta de madeira e papel de seda colorido ou plástico, com as pipas os participantes fazem manobras acrobáticas no céu.


88 ) - PIÃO, o brinquedo de madeira possui uma ponta metálica, com uma corda enrolada ao pião, a pessoa lança o objeto rodopiando, no jogo cada participante tenta acertar o pião do outro.


89 ) - ESTILINGUE, o objeto feito de galhos em forma de forquilha e tiras de borracha, utilizados para disparar pedras ou bolinhas de barro secas ao sol, esse instrumento também era utilizado para caçar.


90 ) - BATER FIGURINHAS, na brincadeira as figurinhas são reunidas num monte, o participante bate e as cartas que virar são dela, cada pessoa tem sua vez de bater e tem chance de ganhar.


91 ) - CORRIDA DE SACO, a brincadeira cada criança se coloca dentro do saco, fica atrás da linha, todas elas correm em direção à linha de chegada, quem chegar do outro lado o mais rápido sem cair ganha a corrida.


92 ) - DANÇA DA CORDA, na brincadeira duas crianças, uma em cada ponta estica a corda, os outros participantes na fila tenta passar debaixo da corda, um de cada vez, passando de frente inclinado para trás sem tocar a corda.


93 ) - COLÔNIA SÃO FRANCISCO, a criação da Colônia São Francisco em 1878, no município de Porto Real do Colégio, com o objetivo de reunir os flagelados da seca, nomeado o diretor agrimensor, Manoel de Souza Braga.


94 ) - FOMENTO AGRÍCOLA, o Serviço do Algodão passa a denominar-se Fomento Agrícola em 1940, que passa administrar a propriedade, passando da estância Estadual para o Governo Federal.


95 ) - CAMPO EXPERIMENTAL DAS SEMENTES, o Fomento Agrícola, de Porto Real do Colégio, passou a denominar-se Campo Experimental das Sementes, iniciando seus trabalhos a 25 de agosto de 1941.


96 ) - POSTO AGROPECUÁRIO FEDERAL, instalação do Posto Agropecuário Federal em 1941, em Porto Real do Colégio, sob a administração do Fomento Agrícola até 1955.


97 ) - CENTRO DE TREINAMENTO PARA TRATORISTAS, a instalação em 1955, pelo Ministério da Agricultura, através da Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário, no convênio com a SUVALE, Ministério do Interior, que funcionou até 1960.


98 ) - FAZENDA ESCOLA, o Centro De Treinamento Para Tratoristas, recebeu o nome de Fazenda Escola em 1960, para curso de Extensão Rural Doméstica, para moças, em regime de internato, com cinema, funcionou até 1963.


99 ) - FAZENDA MODELO, a Fazenda Escola passou a chamar-se Fazenda Modelo em 1964, um criatório de gado holandês, para fornecimento de matrizes aos pecuaristas da região e a piscicultura, funcionou até 1978.


100 ) - A FAZENDA URUBUMIRIM, a propriedade do colonizador Antônio Souto de Macedo, doada para Nossa Senhora da Conceição em 1675, no qual originou o Colégio dos Jesuítas.


101 ) - A RESIDÊNCIA DE URUBUMIRIM, o centro da administração inaciana no Baixo São Francisco, no século XVII,  para controlar as aldeias de Colégio e São Brás, na fabricação de objetos de couro, enfermeiros e artes e ofícios.


102 ) - INTENDÊNCIA, a repartição ou edifício de ordem administrativa, criado em 1876, onde o intendente exercia suas funções, o 1º Intendente foi Francisco Xavier; a sede funcionou até 1926, iniciando o período da Prefeitura.


103 ) - PREFEITURA, a sede do poder executivo municipal, em Porto Real do Colégio, iniciada a partir de 1931 por Joaquim Ferreira Barbosa, essa ordem administrativa ainda em vigor até a atualidade.


104 ) - CÂMARA MUNICIPAL, a repartição ou edifício, instituição de ordem legislativa, criada em 1876, na Câmara Municipal é onde fica os vereadores, eleitos pelos povoado e cidade de Porto Real do Colégio.


105 ) - DELEGACIA DE POLÍCIA, a repartição ou distrito da unidade policial, criada desde o período da Intendência em 1876, em Porto Real do Colégio, a base de operações e investigações criminais, o prédio da delegacia foi reformado em 1921.


106 ) - IGREJA MATRIZ, a Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Porto Real do Colégio, Alagoas, foi edificada em 1661, no período dos jesuítas, passou por diversas reformas.


107 ) - POVOADO BELÉM, a povoação que margeiava o Rio São Francisco, anexo a Colégio, local onde havia muitas mangueiras, desapropriado em 1975, pelo Projeto Itiúba, muitas famílias foram embora do local.


108 ) - CAMPO DO MURIM, o campo de futebol no Bairro Murim, criado na década de 1950, frequentado pelas equipes desportivas do município de Porto Real do Colégio, atualmente um estádio de futebol.


109 ) - CAMPINHO, o campo de pelada da rapaziada, nas margens da Lagoa do Cordeiro, lugar dos joguinhos de futebol, acabou em 1991, para o empreendimento imobiliário.


110 ) - OS CURRAIS, os local onde havia um curral de bois, atrás do SESP,o local foi construída a Rua Pajé Manoel Baltazar em 1998, margeando a Lagoa do Cordeiro, na cidade de Porto Real do Colégio.


111 ) - PARQUE AQUÁTICO SONHO REAL MM, a empresa fundada em 2018, localizada no bairro Centro, em Porto Real do Colégio-AL, a atividade principal da empresa é Parques de Diversão e Parques Temáticos.


112 ) - POSTO FISCAL, o órgão da Secretaria da Fazenda do Estado, AL., para fiscalizar as mercadorias em trânsito, alíquota do ICMS, criada em Porto Real do Colégio em 1972, na Rodovia BR 101.


113 ) - ESTRADA DO PATURI, a antiga caminho de chão batido, de acesso a Várzea do Itiúba, seguindo por trás do Posto Fiscal, em Porto Real do Colégio.


114 ) - CARRO DE BOI, o meio de transporte de cargas e pessoas, introduzido pelos colonizadores portugueses também nessa região, entrou em decadência após a construção da BR 101 em 1972, no município de Porto Real do Colégio.


115 ) - MERCADO DO PEIXE, o Mercado do Peixe Alírio Nunes de Oliveira, criado em 2006, reunindo a produção de pescado para atender os consumidores do município de Porto Real do Colégio.


116 ) - MERCADO DA CARNE, o Mercado da Carne Eraldo Custódio, criado em 2006, reunindo a produção de carne bovina, suína e de aves, para atender os consumidores do município de Porto Real do Colégio.


117 ) - BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL, a biblioteca Enoy Magalhães Bitencourt, criada em 2001, na Avenida Moacyr Andrade, s/n - Centro, da cidade de Porto Real do Colégio, Alagoas.


118 ) - PARÓQUIA DE N. S. DA CONCEIÇÃO, o local de registros religiosos, criado em 1863 na Rua da Matriz, S/N - Centro de Porto Real do Colégio, Alagoas.


119 ) - CENTRO EDUC. PROF. ERNANDE F. MAGALHÃES, da rede municipal, criado em 1989, na Rua da Independência, S/N - Centro, Porto Real do Colégio, Alagoas.


120 ) - GINÁSIO SÃO FRANCISCO, a escola de ensino secundário municipal, criado em 1960, na margem do Rio São Francisco em Porto Real do Colégio, desativado em 1991.


121 ) - SAAE, o Serviço Autônomo Água e Esgoto de Porto Real do Colégio, criado em 1965, para atender os consumidores da cidade.


122 ) - NAVEGAÇÃO A VAPOR, o início da navegação a vapor no Baixo São Francisco em 1852, de Penedo a Piranhas, Alagoas, o último vapor Encomendador Peixoto deixou de navegar em 1969.


123 ) - AS GRANDES LANCHAS, a navegação de lanchas a motor no Baixo São Francisco, iniciou em 1950 com a Tupã, Tupy e Tupigy, com linhas de Penedo a Piranhas, encerrando a navegação em 1979.


124 ) - LANCHAS DE COLÉGIO, a navegação de lanchas a motor, no município de Colégio foi a partir de 1960, com a lancha Vitória da SUVALE, depois vieram outras: Fátima, Nordeste, Iraci, Cláudia e outras mais, ainda em atividade.


125 ) - A TELEVISÃO, o uso do aparelho de televisão em Porto Real do Colégio, popularizou a partir de 1970 e na Aldeia Kariri-Xocó em 1972, atualmente cada família tem seu televisor, alegrando os lares de todos colegienses.


126 ) - TELASA S/A, Telecomunicações de Alagoas, empresa operadora de telefonia chegou em Porto Real do Colégio na década de 1970, a partir de 1998 foi privatizada, atualmente as pessoas tem seu próprio telefone.


127 )- EMATER, o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural, criado em 1975, chegou no município de Porto Real do Colégio, após esse período, para dar assistência ao homem do campo.


128 ) - OLARIA, o trabalho na confecção de tijolos e telhas de barro, trabalho manual, nas lagoas do Cordeiro, Lagoa Grande e Lagoa Comprida, entre 1661 a 1994.


129 ) - SINTONIA NO RÁDIO, o primeiro do aparelho de rádio chegou na Aldeia de Colégio em 1948, pelo índio Antônio Correia, daí por diante os indígenas começaram a comprar 1969, 1970 até os dias atuais.


130 ) - OLIMPÍADA DO ÍNDIO, a primeira Olimpíada do Índio Kariri-Xocó foi realizada em 19 de abril de 1989, com atletismo, futebol de campo, futsal, ciclismo e futebol feminino, organizado pelo chefe do Posto da FUNAI.


131 ) - A CAIEIRA DE TIJOLO, um forno de tijolo manual de forma piramidal, na sua base com bocas para entrada da lenha de queimar, a maior caieira já feita pelos Kariri-Xocó foi de 100 mil tijolos, com 10 bocas em 1976, nas margens da Lagoa do Cordeiro.


132 ) - O MOBRAL, o Movimento Brasileiro de Alfabetização, criado em 1968, chegou na Aldeia de Colégio em 1971, para educação de adultos, o programa encerrou as atividades em 1985.


133 ) - FUNRURAL, criado em 1971 para a previdência rural, também um ônibus ambulatorial, com médico, dentista, enfermeira, atendendo a população do interior e as aldeias, o programa foi extinto em 1985.


134 ) - RADIOGRAMA, o telegrama sem fio pelo rádio da FUNAI, chegou na Aldeia Kariri de Colégio em 1972, ainda na Rua dos Índios, o serviço foi desativado em 1990.


135 ) - NHINHÓ, o Deus Kariri é um Indígena Primordial, na visão nativa a divindade assemelha-se a nós, usa pintura corporal, canta e dança Toré.


136 ) - SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO, a data religiosa cristã que relembra a crucificação de Jesus, no município é dia santo, na tradição é dia de pedir as bençãos, dos pais, avós, padrinhos, também á troca de presentes. 


137 ) - CEM ANOS DA INDEPENDÊNCIA, no ano de 1922 foi comemorado o Centenário da Independência do Brasil, no município de Porto Real do Colégio, teve desfile com a filha de Ignácio Albino de Figueiredo ex-intendente,  com a participação indígena.


138 ) - ARCO VERDE, índia pernambucana, filha do cacique Uira Ubi, tomou o nome cristão de Maria do Espírto Santo, ao lado de Bartira e Paraguaçu, é considerada uma das mães do povo brasileiro.( AMEIDA, 1988: 61 ).


139 ) - GASPAR LOURENÇO, lndio 

catequizado pelos jesuítas e 

instruído para converter os da 

sua própria tribo sob a supervisão do padre Leonardo Nunes. ( AMEIDA, 1988: 74 ).




BIBLIOGRAFIA: 



- ALMEIDA, Geraldo Gustavo de. Heróis Indígenas do Brasil. Memórias sinceras de uma raça. Rio de Janeiro: Catedra, 1988 .


- LIMA, Ronaldo Pereira de. Às Margens do Rio Rei. J. Andrade, Aracaju, 2006 . 


- LIMA, Ronaldo Pereira de. Porto Real do Colégio: História e Geografia. Prima Edições, Colégio-AL, 2018 .


- MATA, Vera Lucia Calheiros. A semente da terra: identidade e conquista territorial por um grupo indígena integrado – Maceió : EDUFAL, 2014. 389.: Il.


- KARIRI-XOCÓ, N. Blog Kxnhenety. 12 Jun. 2010 a 21 Dez. 2022 [online]. Nhenety Kariri-Xocó. Disponível em: <http://kxnhenety.blogspot.com/2010-2022.html>, Acesso em 21/12/2022.


- PERFIL MUNICIPAL. Ano 4, nº 4 (2013),

Maceió: Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio, 2018.