O Dzubukuá possui uma palavra que surge no contexto cristão de 'tentação' e 'ser tentado'. Tentei procurar primeiro pelo verbo 'provocar' no Boróro para ver se Nantes havia extraído esse significado desse possível verbo, mas a enciclopédia do Boróro não possui tal verbo, então fui buscar com base fonética, isto é, achar a palavra que corresponde foneticamente a h-encoddhe
Encontrei a palavra ekúdda 'admirado, amado', derivado da composição de _*eku*_ 'beleza' + *_da_* 'sufixo de local', assim 'lugar de admiração'. Nantes adicionou o prefixo de terceira pessoa h- 'ele(a)' e o sufixo -ba de verbalização, criando o verbo:
*_h-encoddhe-ba_* 'ser tentado'
Dz.: _*encoddhe*_ 'admirado, admiração, tentação', *_h-encoddhe_* 'ser admirado, ser tentado' (terceira declinação)
Kp.: _*ecodè*_ 'admirado, admiração, tentação', *_ecodè_* 'ser admirado, ser tentado' (terceira declinação)
Sp-Km.: _*ekottè*_ 'admirado, admiração, tentação', *_ekottè_* 'ser admirado, ser tentado' (terceira declinação)
Kp.: _*ekode*_ 'admirado, admiração, tentação', *_ekode_* 'ser admirado, ser tentado' (terceira declinação)
KX.: _*encodhe*_ 'admirado, admiração, tentação', *_h-encodhe/s-encodhe_* 'ser admirado, ser tentado' (terceira declinação).
Autor da matéria: Ari Llusan

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