sexta-feira, 3 de abril de 2026

CAPITANIA DE PERNAMBUCO E FORMAÇÃO DO NORDESTE COLONIAL III, COLETÂNEA DE ARTIGOS DO ACERVO NHENETY KARIRI-XOCÓ, VOLUME 3






FALSA FOLHA DE ROSTO
CAPITANIA DE PERNAMBUCO E FORMAÇÃO DO NORDESTE COLONIAL III


FOLHA DE ROSTO
Nhenety Kariri-Xocó
CAPITANIA DE PERNAMBUCO E FORMAÇÃO DO NORDESTE COLONIAL III
Coletânea de Artigos do Acervo Nhenety Kariri-Xocó – Volume 3
Porto Real do Colégio – AL
2026

VERSO DA FOLHA DE ROSTO

(FICHA CATALOGRÁFICA – MODELO SIMPLES)
Nhenety Kariri-Xocó
Capitania de Pernambuco e Formação do Nordeste Colonial III: coletânea de artigos / Nhenety Kariri-Xocó. – Porto Real do Colégio, AL, 2026.
Inclui referências bibliográficas.
História do Brasil Colonial
Capitania de Pernambuco
Formação do Nordeste
Povos Indígenas
Africanos no Brasil



TEXTO INSTITUCIONAL DO ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO NHENETY KARIRI-XOCÓ


O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó constitui um espaço de preservação, produção e difusão do conhecimento construído a partir das vivências culturais do povo Kariri-Xocó, especialmente no contexto dos encontros históricos com outros povos ao longo dos séculos.


Este acervo representa uma memória viva, formada pela experiência, pela oralidade e pela escrita, onde o saber não é apenas transmitido, mas continuamente recriado a partir da realidade vivida. Nesse processo, reconhece-se que a cultura é dinâmica, resultante de interações, trocas e adaptações, sem que isso implique a perda de identidade, mas sim sua transformação consciente e enraizada.


Os conteúdos aqui reunidos são fruto de uma construção autoral que emerge da perspectiva própria do autor, refletindo uma leitura de mundo fundamentada na tradição, na ancestralidade e na experiência histórica do povo Kariri-Xocó.


Ressalta-se, contudo, que os elementos culturais externos — incluindo tecnologias, obras literárias, científicas, artísticas e demais produções oriundas de outros autores e culturas — permanecem como pertencentes aos seus respectivos criadores e contextos de origem. O Acervo reconhece e respeita essas contribuições, compreendendo-as como influências legítimas no processo de formação do conhecimento, sem reivindicar sua autoria.


Dessa forma, o Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó afirma-se como um espaço de autoria própria, que integra saberes diversos sem apagá-los, valorizando tanto a origem quanto a transformação cultural resultante do encontro entre diferentes povos.


Mais do que um repositório de textos, este acervo constitui um testemunho da continuidade da memória, da resistência cultural e da capacidade criadora de um povo que mantém viva sua identidade ao mesmo tempo em que dialoga com o mundo.



MANIFESTO CULTURAL KARIRI-XOCÓ


O Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó nasce da necessidade de preservar, afirmar e transmitir a memória viva de um povo que, ao longo dos séculos, construiu sua identidade por meio do encontro, da resistência e da transformação cultural.


Somos herdeiros de uma tradição que não se limita ao passado, mas que se renova a cada geração. Nossa cultura não é estática — ela se move, se adapta e se fortalece no contato com outros povos, sem perder sua essência. Cada troca, cada influência, cada experiência vivida contribui para a construção de uma visão própria de mundo, enraizada na ancestralidade e aberta ao diálogo.


Reconhecemos que o conhecimento humano é coletivo e que muitas das ferramentas, linguagens, tecnologias e expressões culturais que utilizamos têm origem em outros povos e autores. A esses, conferimos o devido respeito, preservando sua autoria e reconhecendo sua importância na formação do saber universal.


Entretanto, afirmamos que o que aqui se constrói é fruto de uma vivência própria, de uma interpretação singular da realidade, elaborada a partir da experiência histórica do povo Kariri-Xocó. Não se trata de reprodução, mas de criação — uma criação que emerge do encontro entre tradições, mas que se firma como expressão legítima de identidade.


Nosso Acervo é, portanto, um território de memória, onde a palavra escrita dialoga com a oralidade, onde o passado encontra o presente, e onde o conhecimento se transforma em continuidade cultural.


Somos guardiões da memória do Opará.


E, como guardiões, não apenas preservamos — nós recriamos, transmitimos e projetamos para o futuro aquilo que recebemos de nossos ancestrais.


Este Manifesto é um compromisso:


com a verdade da nossa história,


com o respeito às outras culturas,


e com a permanência viva da nossa identidade.



PREFÁCIO OFICIAL DA COLEÇÃO


A Coletânea do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó apresenta-se como uma obra de grande relevância no campo da memória cultural, da história e da produção de conhecimento a partir de perspectivas originárias.


Mais do que uma reunião de textos, esta coleção constitui um projeto intelectual e cultural que busca registrar, organizar e transmitir saberes construídos ao longo do tempo por meio das vivências do povo Kariri-Xocó, especialmente no contexto dos encontros históricos com outras culturas.


Ao longo dos volumes, o leitor encontrará reflexões que transitam entre a tradição bíblica, a história antiga, a formação das civilizações e a interpretação cultural desses processos sob uma ótica própria. Trata-se de uma abordagem que não apenas dialoga com o conhecimento acadêmico, mas também o amplia, ao incorporar a experiência vivida como fonte legítima de saber.


É importante destacar que esta obra reconhece e respeita a contribuição de outras culturas, autores e tradições do conhecimento humano. Elementos externos — sejam eles científicos, literários, tecnológicos ou artísticos — são compreendidos como pertencentes aos seus respectivos criadores, sendo aqui utilizados como referências que dialogam com a construção autoral do Acervo.


Nesse sentido, a coletânea afirma-se como uma produção original, que emerge da interação entre diferentes matrizes culturais, mas que se consolida como expressão própria, enraizada na ancestralidade e na experiência histórica do povo Kariri-Xocó.


Este prefácio convida o leitor a compreender esta obra não apenas como um registro, mas como um testemunho vivo de continuidade cultural, onde memória, identidade e conhecimento se entrelaçam.


Ao abrir cada volume desta coleção, o leitor é convidado a percorrer caminhos que atravessam o tempo, revelando que a história não é apenas aquilo que foi, mas também aquilo que continua sendo construído.



DEDICATÓRIA


À memória dos ancestrais indígenas, africanos e europeus que contribuíram para a formação do povo brasileiro.
Agradecimentos (opcional)
Ao conhecimento ancestral, à tradição oral e às ferramentas contemporâneas que permitem registrar e preservar a memória histórica.



EPÍGRAFE


“A história vive na memória dos povos e se perpetua na palavra escrita.”



RESUMO


Esta obra reúne cinco artigos que analisam a formação histórica, cultural e social do Nordeste colonial, com destaque para a Capitania de Pernambuco. A coletânea aborda a influência pernambucana em Alagoas, as origens dos colonizadores, a etimologia de sobrenomes ibéricos, a contribuição dos povos indígenas e africanos na formação do Brasil. A metodologia baseia-se em revisão bibliográfica e análise histórica descritiva, com organização cronológica e temática.
Palavras-chave: Pernambuco colonial; Nordeste; formação social; indígenas; africanos; colonização.


SUMÁRIO


Texto Institucional do Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó 

Manifesto Cultural Kariri-Xocó 

Prefácio Oficial da Coleção 

Capítulo 1 – Influência da Capitania de Pernambuco em Alagoas
Capítulo 2 – As Raízes dos Colonizadores da Capitania de Pernambuco
Capítulo 3 – Seleção de Alguns Sobrenomes de Origem Ibérica
Capítulo 4 – Povos Indígenas e a Formação do Povo Brasileiro
Capítulo 5 – Grupos Étnicos Africanos do Brasil Colonial
Conclusão Geral
Referências



INTRODUÇÃO GERAL


A formação do Nordeste brasileiro está profundamente ligada à dinâmica colonial da Capitania de Pernambuco, uma das mais importantes estruturas administrativas e econômicas do Brasil colonial. Esta coletânea reúne estudos que abordam diferentes dimensões desse processo, destacando aspectos políticos, culturais, étnicos e sociais.
A obra propõe uma leitura integrada da formação regional, considerando a contribuição de povos indígenas, africanos e europeus, além das relações históricas entre Pernambuco e territórios vizinhos, como Alagoas.


CAPÍTULO 1


INFLUÊNCIA DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO EM ALAGOAS





Introdução 


A formação histórica do território que hoje corresponde ao estado de Alagoas está intrinsecamente vinculada à dinâmica político-administrativa da Capitania de Pernambuco, uma das mais prósperas e estratégicas unidades coloniais da América portuguesa. Desde o século XVI, Pernambuco destacou-se como centro econômico, especialmente pela produção açucareira, exercendo influência direta sobre regiões adjacentes.
Segundo José Murilo de Carvalho, a construção das estruturas políticas no Brasil colonial esteve profundamente associada às elites regionais e aos interesses econômicos ligados à produção agroexportadora. Nesse sentido, Alagoas se desenvolveu sob a lógica de dependência administrativa e econômica de Pernambuco.
Este capítulo tem como objetivo analisar as múltiplas dimensões dessa influência — administrativa, econômica, social e cultural — contribuindo para uma compreensão mais aprofundada da formação histórica alagoana.


1. O papel de Olinda e Recife na Capitania de Pernambuco


A cidade de Olinda, fundada em 1535 por Duarte Coelho, consolidou-se como o primeiro núcleo administrativo da capitania. Sua importância derivava não apenas da função política, mas também de sua posição estratégica na organização da economia açucareira.
Com o crescimento das atividades comerciais, especialmente ligadas à exportação do açúcar, Recife passou a assumir protagonismo econômico. A chamada Guerra dos Mascates marcou a ascensão do Recife como centro administrativo, consolidada em 1711.
De acordo com José Antônio Gonsalves de Mello:
“O Recife tornou-se o principal entreposto comercial do Norte do Brasil, articulando as relações entre produção açucareira e o mercado externo” (MELLO, 1987, p. 112).
Essa centralidade teve impacto direto sobre regiões subordinadas, como Alagoas, que passaram a integrar essa rede econômica.


2. Alagoas sob administração pernambucana


Durante o período colonial, o território alagoano permaneceu sob jurisdição administrativa de Pernambuco, sendo governado a partir do Recife. Essa subordinação implicava não apenas controle político, mas também dependência econômica e institucional.
A emancipação de Alagoas ocorreu em 1817, no contexto da Revolução Pernambucana. Conforme observa Ulysses Lins de Araújo:
“A separação de Alagoas de Pernambuco não foi apenas administrativa, mas parte de uma estratégia da Coroa para fragmentar o poder regional” (ARAÚJO, 2000, p. 78).


Nota de Rodapé 1


A Revolução Pernambucana de 1817 foi um movimento de caráter republicano e separatista, influenciado por ideais iluministas e pela insatisfação com a carga tributária e o controle português.


3. Influência econômica e expansão dos engenhos


A economia alagoana foi estruturada a partir do modelo implantado em Pernambuco, baseado no sistema de plantation açucareira, com uso intensivo de mão de obra escravizada africana.
Segundo João Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa:
“O complexo açucareiro nordestino constituiu-se como um sistema integrado, no qual diferentes regiões desempenhavam papéis complementares na produção e exportação” (FRAGOSO; GOUVÊA, 2014, p. 56).
A expansão dos engenhos para Alagoas deveu-se à disponibilidade de terras férteis e recursos hídricos, fatores essenciais para a produção açucareira.


4. Aspectos culturais e sociais


A migração de famílias pernambucanas para Alagoas contribuiu significativamente para a formação cultural da região. Práticas religiosas, estruturas familiares e costumes foram reproduzidos, criando uma continuidade cultural entre os territórios.
De acordo com Gilberto Freyre:
“A sociedade nordestina formou-se sob o signo da casa-grande, da senzala e da capela, elementos que estruturaram relações sociais duradouras” (FREYRE, 2006, p. 45).


Nota de Rodapé 2


O conceito de “casa-grande e senzala” refere-se à organização social do sistema escravista, onde a elite senhorial (casa-grande) coexistia com a população escravizada (senzala), estruturando hierarquias sociais.


5. Conflitos e transformações políticas


A participação de Alagoas na Revolução Pernambucana demonstra que o território não era apenas passivo, mas também agente nas transformações políticas do período.
Segundo Hebe Mattos:
“As tensões sociais e políticas no Brasil colonial refletiam disputas por autonomia, poder econômico e redefinição das relações com a metrópole” (MATTOS, 1998, p. 132).


6. Urbanização e infraestrutura


O processo de urbanização em Alagoas seguiu padrões estabelecidos em Pernambuco, com a formação de vilas estruturadas em torno de igrejas, praças e engenhos.
Recife continuou sendo um eixo comercial essencial, mesmo após a autonomia alagoana, demonstrando a permanência das relações econômicas regionais.


Conclusão


A influência da Capitania de Pernambuco na formação de Alagoas foi profunda e estruturante, abrangendo dimensões políticas, econômicas, sociais e culturais. A emancipação política não rompeu essas relações, mas as ressignificou dentro de um novo contexto administrativo.


Considerações Finais


Compreender a formação de Alagoas a partir de sua relação com Pernambuco permite evidenciar a complexidade das dinâmicas coloniais no Nordeste. Trata-se de um processo marcado por dominação, adaptação e continuidade histórica.



CAPÍTULO 2


AS RAÍZES DOS COLONIZADORES DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO





Introdução


A colonização da Capitania de Pernambuco deve ser compreendida como resultado de um longo processo histórico que antecede a expansão ultramarina portuguesa. Os colonizadores que chegaram à América portuguesa eram portadores de uma herança cultural formada ao longo de séculos na Península Ibérica, marcada por processos de dominação, resistência e intercâmbio cultural.
Segundo José Mattoso, a formação de Portugal foi resultado de uma complexa interação entre povos e culturas, o que influenciou diretamente o perfil dos colonizadores enviados ao Brasil.


1. Os povos pré-romanos da Península Ibérica


Antes da dominação romana, a Península Ibérica era habitada por diversos povos, entre eles os celtas e os galaicos. Esses grupos possuíam estruturas tribais, religiosidade própria e forte ligação com o território.
De acordo com Isabel Cristina Fernandes:
“As populações da Hispânia pré-romana apresentavam grande diversidade cultural, sendo marcadas por formas de organização descentralizadas e identidades regionais” (FERNANDES, 2012, p. 34).


2. A romanização e seus impactos


A incorporação da Península ao Império Romano, a partir do século II a.C., promoveu profundas transformações sociais, políticas e culturais.
A difusão do latim vulgar foi um dos elementos mais duradouros desse processo, originando posteriormente a língua portuguesa. Além disso, os romanos introduziram modelos administrativos e urbanos que influenciaram diretamente a organização das futuras colônias.


Nota de Rodapé 1


O processo de romanização consistiu na assimilação de práticas culturais romanas pelos povos conquistados, incluindo língua, direito e organização urbana.


3. O domínio visigodo


Após a queda do Império Romano, os visigodos estabeleceram um reino na Península Ibérica entre os séculos V e VIII.
Segundo Juan Gil Rodríguez:
“Os visigodos mantiveram estruturas administrativas romanas, ao mesmo tempo em que introduziram elementos germânicos na organização política” (RODRÍGUEZ, 1992, p. 88).


4. As invasões muçulmanas e a resistência cristã


A invasão muçulmana no século VIII marcou profundamente a história ibérica. Durante séculos, cristãos e muçulmanos coexistiram em diferentes regiões, gerando intercâmbios culturais significativos.
No norte de Portugal, consolidou-se um espaço de resistência cristã, que contribuiu para a formação de uma identidade marcada pela religiosidade e pelo espírito guerreiro.


Nota de Rodapé 2


A chamada Reconquista Cristã foi um processo histórico de retomada territorial pelos reinos cristãos, que culminou na formação de Portugal.


5. A formação de Portugal e o perfil dos colonizadores


Com a consolidação do Reino de Portugal no século XII, formou-se uma sociedade marcada pela experiência da guerra, da fé cristã e da adaptação a diferentes condições ambientais.
Segundo António José Saraiva:
“A expansão marítima portuguesa foi impulsionada por fatores econômicos, religiosos e pela experiência histórica de enfrentamento e mobilidade” (SARAIVA, 1985, p. 121).
Essas características foram fundamentais na atuação dos colonizadores no Brasil.


6. A transposição cultural para Pernambuco


Os colonizadores que chegaram à Capitania de Pernambuco trouxeram consigo práticas agrícolas, valores religiosos e estruturas sociais herdadas da Península Ibérica.
Esses elementos foram adaptados às condições locais, dando origem a uma sociedade colonial híbrida, marcada pela interação entre europeus, indígenas e africanos.


Conclusão


A colonização de Pernambuco não pode ser compreendida isoladamente, mas como parte de um processo histórico mais amplo, que envolve a formação cultural da Península Ibérica.



CAPÍTULO 3

 
SELEÇÃO DE ALGUNS SOBRENOMES DE ORIGEM IBÉRICA





Introdução


Os sobrenomes constituem importantes fontes para o estudo histórico e social, permitindo compreender processos de identidade, mobilidade e transformação cultural.
Segundo José Pedro Machado:
“Os nomes próprios refletem a história social dos povos, registrando influências linguísticas, religiosas e culturais” (MACHADO, 1989, p. 15).


1. Sobrenomes como expressão histórica


Na Península Ibérica, os sobrenomes surgiram entre os séculos XI e XIII, associados a fatores como profissão, localidade e filiação.


2. Análise dos sobrenomes selecionados


Ferreira


Relaciona-se à atividade metalúrgica e à presença romana.


Nunes


Indica filiação (“filho de Nuno”), revelando estrutura familiar medieval.


Oliveira


Toponímico ligado à cultura agrícola mediterrânea.


Ribeiro


Associado a elementos geográficos.


Santos


De forte caráter religioso, ligado ao calendário cristão.
Segundo Anita Novinsky:
“Muitos sobrenomes ibéricos foram adotados por cristãos-novos como estratégia de adaptação social” (NOVINSKY, 2005, p. 67).


Nota de Rodapé 1


Cristãos-novos eram judeus convertidos ao cristianismo, muitas vezes de forma forçada, durante a Inquisição.


Conclusão


Os sobrenomes analisados revelam a complexidade histórica da Península Ibérica e sua influência na formação do Brasil.



CAPÍTULO 4


POVOS INDÍGENAS E A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO





Introdução


Os povos indígenas constituem a base originária da formação do Brasil, sendo detentores de uma vasta diversidade cultural e linguística.
Segundo Manuela Carneiro da Cunha:
“Os povos indígenas não representam um passado, mas uma presença viva e dinâmica na formação do Brasil” (CUNHA, 2019, p. 22).


1. Diversidade étnica indígena


A distribuição dos povos indígenas no Brasil era ampla e variada, incluindo grupos Tupi-Guarani, Macro-Jê, Aruaques e Caribes.


2. Impactos da colonização


O contato com os europeus resultou em profundas transformações, incluindo:
epidemias
escravidão
deslocamento territorial
Segundo John Manuel Monteiro:
“A escravidão indígena foi um dos primeiros mecanismos de exploração no Brasil colonial” (MONTEIRO, 1994, p. 54).


Nota de Rodapé 1


A escravidão indígena precedeu, em muitos casos, a africana, especialmente nos primeiros séculos da colonização.


3. Resistência e adaptação


Apesar das adversidades, os povos indígenas desenvolveram estratégias de resistência, preservando culturas e tradições.


4. Contribuições para a formação do Brasil


A influência indígena manifesta-se na língua, alimentação, medicina e organização social.


Conclusão


Os povos indígenas foram protagonistas na formação do Brasil, apesar das violências sofridas.



CAPÍTULO 5


GRUPOS ÉTNICOS AFRICANOS DO BRASIL COLONIAL





Introdução


O tráfico atlântico de africanos escravizados foi central na formação econômica e social do Brasil colonial.
Segundo Luiz Felipe de Alencastro:
“O Brasil colonial deve ser compreendido dentro de um sistema atlântico de circulação de pessoas, mercadorias e culturas” (ALENCASTRO, 2000, p. 39).


1. Diversidade étnica africana


Os africanos trazidos ao Brasil pertenciam a diferentes grupos:
Jejes
Iorubás
Bantos


2. África Ocidental e Central


Cada região contribuiu com elementos culturais específicos, especialmente na religião e na linguagem.
Segundo Pierre Verger:
“As trocas culturais entre África e Brasil foram contínuas e profundas” (VERGER, 1987, p. 92).


3. Pernambuco como polo receptor


A Capitania de Pernambuco destacou-se como importante centro de recepção de africanos escravizados.


4. Contribuições culturais


Entre as principais contribuições:
religiosidade
música
culinária
língua
Segundo João José Reis:
“A cultura afro-brasileira é resultado de resistência e reinvenção” (REIS, 2019, p. 140).


Nota de Rodapé 1


A Revolta dos Malês (1835) foi um dos principais levantes de africanos muçulmanos no Brasil.


Conclusão


Os povos africanos foram fundamentais na construção da identidade brasileira, mesmo sob condições de extrema violência.


CONCLUSÃO GERAL


A análise dos diferentes temas abordados nesta coletânea permite compreender que a formação do Nordeste colonial foi resultado de um processo complexo e multifacetado. A Capitania de Pernambuco desempenhou papel central na organização econômica, política e social da região, influenciando diretamente territórios como Alagoas.
Além disso, a construção da sociedade brasileira não pode ser entendida sem a participação fundamental dos povos indígenas e africanos, cujas contribuições moldaram profundamente a cultura, a linguagem e as práticas sociais do país.
Os colonizadores portugueses, por sua vez, trouxeram consigo heranças históricas da Península Ibérica, que se integraram às realidades locais, gerando uma sociedade marcada pela diversidade e pela miscigenação.
Assim, esta obra reafirma a importância de reconhecer a pluralidade de matrizes que formaram o Brasil, destacando a necessidade de valorização das identidades históricas e culturais que compõem o Nordeste brasileiro.


Convite ao leitor


Este trabalho é um convite à reflexão sobre nossas origens. Conhecer o passado é compreender o presente e fortalecer a identidade dos povos.


Mensagem ao leitor


Conhecer a história é reconhecer as raízes.

Valorizar as raízes é fortalecer a identidade.

E fortalecer a identidade é garantir que a memória dos povos continue viva.


Sobre o autor


Nhenety Kariri-Xocó

Autor, pesquisador e contador de histórias, dedica-se à valorização da memória, da cultura indígena e da formação histórica do Brasil por meio da escrita e da tradição oral.


Encerramento da série


Obrigado por acompanhar esta jornada histórica.



REFERÊNCIAS GERAIS (UNIFICADAS – ABNT)



ARAÚJO, Ulysses Lins de. História de Alagoas. Maceió: EDUFAL, 2000.


ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.


CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.


CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). Os índios no Brasil. São Paulo: Claro Enigma, 2019.


FERNANDES, Isabel Cristina. Os povos da Hispânia romana. São Paulo: Editora Unesp, 2012.


FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. São Paulo: Global, 2006.


MATTOSO, José. História de Portugal. Lisboa: Editorial Estampa, 1993.


MELLO, José Antônio Gonsalves de. Tempo dos Flamengos. Recife: Massangana, 1987.


MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.


REIS, João José. Ganhadores. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.


VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo. São Paulo: Corrupio, 1987.


CHATGPT. Influência da Capitania de Pernambuco em Alagoas. OpenAI, 2025. Disponível em: https://chat.openai.com/⁠�. Acesso em: 16 mar. 2025.



REFERÊNCIAS DOS ARTIGOS DO ACERVO 



KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Influência da Capitania de Pernambuco em Alagoas. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/03/influencia-da-capitania-de-pernambuco_16.html?m=0 . Acesso em: 3 de abr. 2026. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. As Raízes dos Colonizadores da Capitania de Pernambuco. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/as-raizes-dos-colonizadores-da.html?m=0 . Acesso em: 3 de abr. 2026. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Seleção de Alguns Sobrenomes de Origem Ibérica. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/selecao-de-alguns-sobrenomes-de-origem.html?m=0 . Acesso em: 3 de abr. 2026. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety.  Povos Indígenas e a Formação do Povo Brasileiro. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/povos-indigenas-e-formacao-do-povo.html?m=0 . Acesso em: 3 de abr. 2026. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Grupos Étnicos Africanos do Brasil Colonial. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/grupos-etnicos-africanos-do-brasil.html?m=0 . Acesso em: 3 de abr. 2026. 



           






Autor: Nhenety Kariri-Xocó 






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