terça-feira, 28 de abril de 2026

SOCIEDADE, CULTURA E REFLEXÕES HUMANAS XXXIII, COLETÂNEA DE ARTIGOS DO ACERVO VIRTUAL BIBLIOGRÁFICO NHENETY KARIRI-XOCÓ, VOLUME 33






FALSA FOLHA DE ROSTO


SOCIEDADE, CULTURA E REFLEXÕES HUMANAS XXXIII
Volume 33



FOLHA DE ROSTO


Nhenety Kariri-Xocó
SOCIEDADE, CULTURA E REFLEXÕES HUMANAS XXXIII
Coletânea de Artigos do Acervo Virtual Bibliográfico
Volume 33
Porto Real do Colégio, AL
2026



VERSO DA FOLHA DE ROSTO


Todos os direitos reservados ao autor.
Proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização prévia.


FICHA CATALOGRÁFICA (MODELO)


Kariri-Xocó, Nhenety.
Sociedade, cultura e reflexões humanas XXXIII: coletânea de artigos do acervo virtual bibliográfico / Nhenety Kariri-Xocó. – Porto Real do Colégio, 2026.
Volume 33.
Cultura.
Sociedade.
História.
Tecnologia.
Segurança humana.
CDD: 300


ISBN (SIMBÓLICO)


ISBN: 978-65-000-0033-0



PREFÁCIO OFICIAL DA COLEÇÃO


Esta obra integra o Acervo Virtual Bibliográfico Nhenety Kariri-Xocó, iniciativa dedicada à preservação, produção e difusão do conhecimento construído a partir das vivências culturais do povo Kariri-Xocó.

Fundamentado na memória, na ancestralidade e na experiência histórica, o Acervo orienta-se pela compreensão de que o saber se constrói por meio de encontros, trocas e transformações culturais ao longo do tempo.

Os elementos culturais, científicos e literários oriundos de diferentes povos e autores são respeitados em suas origens, sendo compreendidos como influências legítimas no processo de formação do conhecimento, sem reivindicação de autoria sobre tais contribuições.

Ao mesmo tempo, reconhece-se a existência de uma produção autoral própria, resultante da interpretação singular da realidade vivida.

Dessa forma, a presente obra se insere em uma continuidade cultural dinâmica, na qual tradição e criação se articulam, preservando identidades e projetando novos horizontes.



DEDICATÓRIA


Dedico esta obra aos povos que mantêm viva a memória da humanidade,
aos guardiões da tradição oral e escrita,
e às futuras gerações que continuarão a construir o conhecimento.


AGRADECIMENTOS


Agradeço às forças que sustentam o conhecimento humano,
aos mestres visíveis e invisíveis,
e a todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram
para a construção desta obra.


EPÍGRAFE


“O conhecimento é a ponte entre o passado, o presente e o futuro.”


RESUMO


Esta obra reúne quatro artigos que analisam aspectos fundamentais da experiência humana em diferentes contextos históricos e sociais. O primeiro capítulo aborda os nichos culturais e sua relação com identidade e mercado. O segundo apresenta a evolução das lutas esportivas desde a Antiguidade até a contemporaneidade. O terceiro discute a busca pela imortalidade sob perspectivas míticas, religiosas, científicas e tecnológicas. O quarto analisa a segurança humana frente às catástrofes, destacando a importância da preservação ambiental e da habitação resiliente.
A coletânea propõe uma reflexão interdisciplinar sobre cultura, sociedade, tecnologia e sobrevivência humana.
Palavras-chave: Cultura; Sociedade; Identidade; História; Tecnologia; Segurança.



ABSTRACT


This work brings together four articles that analyze fundamental aspects of human experience in different historical and social contexts. The first chapter discusses cultural niches and their relationship with identity and market. The second presents the evolution of combat sports from Antiquity to contemporary times. The third examines the human search for immortality through myth, religion, science, and technology. The fourth analyzes human security in the face of disasters, highlighting environmental preservation and resilient housing.
This collection proposes an interdisciplinary reflection on culture, society, technology, and human survival.
Keywords: Culture; Society; Identity; History; Technology; Security.



APRESENTAÇÃO


A presente obra integra o conjunto de produções do acervo bibliográfico de Nhenety Kariri-Xocó, reunindo reflexões que dialogam com diferentes dimensões da existência humana. Ao articular cultura, história, ciência e sociedade, o autor propõe uma leitura crítica e cronológica dos fenômenos que moldam o mundo contemporâneo.



NOTA DO AUTOR


Os textos aqui apresentados foram originalmente publicados em ambiente digital e posteriormente organizados nesta coletânea. Foram realizadas adaptações estruturais para atender às normas acadêmicas, mantendo-se a essência e a integridade do conteúdo original.



MEMÓRIA DO AUTOR


Esta obra nasce da trajetória de pesquisa, observação e reflexão sobre a condição humana. Como contador de histórias e pesquisador, o autor busca integrar saberes ancestrais e contemporâneos, valorizando a memória como instrumento de construção do conhecimento.



SUMÁRIO


Falsa Folha de Rosto
Folha de Rosto
Verso da Folha de Rosto
Ficha Catalográfica
ISBN ( Simbólico)
Dedicatória
Agradecimentos
Epígrafe
Resumo
Abstract
Apresentação
Nota do Autor
Memória do Autor
Introdução Geral
Capítulo 1 - Nichos culturais e Identidade: Construção, Pertencimento e Potencial de Mercado
Capítulo 2 - As Lutas Esportivas: Da Antiguidade à Contemporaneidade 
Capítulo 3 - A Busca Pela Imortalidade: Entre o Mito, a Religião, a Ciência e a Tecnologia
Capítulo 4 - A Busca Pela Segurança Humana Frente às Catástrofes: Paz, Preservação e Habitação Resiliente
Considerações Finais
Referências Gerais
Sobre o Autor



INTRODUÇÃO GERAL


A sociedade contemporânea caracteriza-se por sua complexidade e diversidade. Os avanços tecnológicos, as transformações culturais e os desafios ambientais impõem novas formas de pensar a existência humana. Nesse contexto, torna-se essencial compreender os processos que estruturam a identidade, a cultura, o conhecimento e a sobrevivência.
Este volume propõe uma abordagem interdisciplinar, reunindo estudos que percorrem desde a formação de nichos culturais até as estratégias de segurança frente às catástrofes, passando pela evolução das lutas e pela busca da imortalidade.



DESENVOLVIMENTO DOS CAPÍTULOS


CAPÍTULO 1


NICHOS CULTURAIS E IDENTIDADE: CONSTRUÇÃO, PERTENCIMENTO E POTENCIAL DE MERCADO





Introdução


O mundo contemporâneo está configurado em múltiplos nichos culturais, entendidos como subgrupos inseridos em uma cultura maior, mas que se distinguem pela partilha de interesses, crenças, valores ou atividades específicas. Esses nichos podem se formar em torno de gêneros musicais, estilos artísticos, práticas de lazer, ou mesmo em comunidades virtuais organizadas em torno de entretenimentos particulares. A compreensão de tais grupos é relevante não apenas do ponto de vista antropológico e sociológico, mas também para empresas e instituições que buscam oferecer produtos, serviços e experiências personalizadas.

Assim, este artigo tem como objetivo analisar as principais características dos nichos culturais, sua função na construção da identidade individual e coletiva, bem como suas implicações para o mercado e o entretenimento, com base em exemplos contemporâneos como fãs de anime, adeptos da música eletrônica e comunidades de jogos digitais.

Desenvolvimento

Identidade e pertencimento em nichos culturais

Os nichos culturais funcionam como espaços de socialização e identidade. Para seus membros, participar de um nicho é mais do que consumir um produto cultural: é adotar símbolos, linguagens e práticas que reforçam a ideia de pertencimento a um grupo. Esse processo contribui para a construção da identidade individual e coletiva, pois o sujeito se reconhece como parte de uma comunidade que compartilha valores e códigos comuns (HALL, 2006).

Características principais dos nichos culturais

Interesses comuns: os membros compartilham um foco particular, como um gênero musical (rock, música eletrônica), um estilo artístico (arte urbana, grafite) ou uma forma de entretenimento (animes, jogos).

Códigos e símbolos próprios: a linguagem, as roupas, os hábitos de consumo e até as gírias reforçam a distinção em relação a outros grupos.

Redes sociais de nicho: com o avanço digital, comunidades encontram espaços específicos de interação, como fóruns, grupos temáticos e plataformas segmentadas (INTERNET INNOVATION, 2021).

Sentimento de comunidade: o engajamento gera laços de pertencimento, tornando o nicho um espaço de identidade e reconhecimento mútuo.

Nichos culturais e estratégias de mercado

Para as empresas, compreender os nichos culturais é fundamental. O marketing segmentado permite desenvolver produtos e estratégias que atendem aos desejos específicos desses grupos, criando experiências personalizadas e aumentando o engajamento com marcas (KOTLER; KELLER, 2012). Essa estratégia é visível no mercado de moda alternativa, nas edições limitadas de colecionáveis para fãs de anime e nos festivais exclusivos de música eletrônica.

Exemplos no entretenimento

Comunidades de anime: fãs reúnem-se para discutir mangás, filmes e personagens, participando de convenções e interagindo em fóruns online.

Música eletrônica: os adeptos frequentam festivais, compartilham produções musicais e constroem uma estética própria ligada à experiência sensorial da dança e da coletividade.

Jogos digitais: jogadores se organizam em comunidades virtuais e eventos presenciais (eSports), fortalecendo o compartilhamento de estratégias e a identidade gamer.

Esses exemplos ilustram como nichos culturais se consolidam como espaços de expressão, consumo e pertencimento, ao mesmo tempo em que são reconhecidos por empresas e indústrias criativas como campos de inovação e segmentação de mercado.

Conclusão

Os nichos culturais são elementos fundamentais para compreender a configuração social contemporânea. Enquanto espaços de identidade e pertencimento, eles oferecem aos indivíduos uma forma de se conectar com outros que compartilham os mesmos interesses e valores. Para as empresas, o entendimento desses grupos possibilita a criação de estratégias de marketing mais eficazes, voltadas para públicos específicos, além de abrir caminhos para o desenvolvimento de produtos personalizados. No campo do entretenimento, os nichos demonstram como a cultura pode se diversificar e fortalecer comunidades em torno de práticas comuns, como a música, os jogos e os animes.

Assim, os nichos culturais revelam-se como uma das principais forças estruturantes da vida social contemporânea, unindo identidade, pertencimento e consumo em torno de universos simbólicos compartilhados.



Autor: Nhenety Kariri-Xocó 



CAPÍTULO 2


AS LUTAS ESPORTIVAS : DA ANTIGUIDADE À CONTEMPORANEIDADE





Introdução


As lutas, em suas diversas manifestações, constituem-se como uma das mais antigas formas de prática corporal da humanidade. Mais do que simples combates, representam valores culturais, sociais, religiosos e filosóficos, assumindo, ao longo da história, diferentes significados. Na Grécia Antiga, a luta fazia parte dos Jogos Olímpicos; em Roma, os gladiadores transformaram o combate em espetáculo; no Oriente, artes marciais como o Kung Fu e o Judô uniram disciplina física e espiritual.

Segundo Miller (2006), os Jogos Olímpicos da Antiguidade conferiam às lutas um caráter de formação moral e física. Já Hopkins e Beard (2005) destacam que em Roma, os combates de gladiadores serviam mais como entretenimento coletivo. Na contemporaneidade, o MMA representa a fusão de diferentes estilos de luta, consolidando-se como fenômeno esportivo global (GRACIE; DANAHER, 2003).

O presente artigo tem como objetivo descrever a trajetória das lutas esportivas desde a Antiguidade até a atualidade, evidenciando suas transformações sociais e esportivas.

2. Desenvolvimento

2.1 As lutas na Grécia Antiga

A luta denominada Pále foi introduzida nos Jogos Olímpicos de 708 a.C. como parte do Pentatlo. Para Miller (2006, p. 74), “a luta era considerada uma das disciplinas mais nobres, pois exigia tanto força quanto técnica”. O objetivo era derrubar o adversário três vezes, modalidade que inspirou a atual Luta Greco-Romana.

O Boxe foi incluído em 688 a.C. Segundo Genty (2004, p. 92), “os pugilistas envolviam as mãos em tiras de couro, em combates que muitas vezes se estendiam até a exaustão de um dos oponentes”.

2.2 Roma Antiga e os gladiadores

Em Roma, as lutas adquiriram nova dimensão com os gladiadores. Os combates, chamados munera, surgiram em 264 a.C. e rapidamente se transformaram em espetáculos públicos. Hopkins e Beard (2005, p. 41) afirmam que “os combates, originalmente associados a rituais fúnebres, rapidamente se transformaram em espetáculos de massa, especialmente no Coliseu”. Essas práticas foram proibidas por volta de 404 d.C., mas permaneceram na memória coletiva como símbolo do Império Romano.

2.3 Justas eram competições de combate entre dois cavaleiros com armaduras, montados em cavalos e usando lanças (geralmente sem ponta). O objetivo principal era derrubar o oponente do cavalo com um golpe de lança. Os torneios ocorreu entre os séculos XII e XVI. Eles começaram por volta de 1066, mas só ganharam popularidade generalizada no século XII, e permaneceram como um esporte europeu popular até o início do século XVII. 

2.4 As lutas no Oriente

As artes marciais orientais associam a luta ao disciplinamento do corpo e da mente. O Wushu (Kung Fu), de origem milenar chinesa, foi regulamentado como esporte competitivo em 1949. O Judô, criado em 1882 por Jigoro Kano, tornou-se uma prática pedagógica e esportiva reconhecida. Nakamura (2013, p. 56) afirma que “o Judô não é apenas uma técnica de combate, mas também uma filosofia de vida baseada no respeito e na disciplina”.

O Karatê, originário de Okinawa, foi modalidade olímpica apenas em Tóquio 2020, após décadas de participação como esporte de demonstração.

2.5 As lutas nos Jogos Olímpicos Modernos

Com a renovação dos Jogos Olímpicos em 1896, as lutas foram incorporadas ao programa oficial. A Luta Greco-Romana esteve presente na edição inaugural em Atenas. Em 1904, nos Jogos de St. Louis, foram incluídos o Boxe e a Luta Livre.

Além das lutas corpo a corpo, a Esgrima esteve presente desde 1896. Para Genty (2004, p. 121), “a esgrima representava a tradição aristocrática europeia de duelos, transformada em modalidade esportiva regulada”.

O Judô passou a integrar os Jogos Olímpicos em 1964, em Tóquio, reforçando a presença das artes marciais orientais no cenário internacional.

2.6 O MMA e a contemporaneidade

O MMA (Mixed Martial Arts) consolidou-se a partir de 1993, com a criação do UFC (Ultimate Fighting Championship). Embora práticas semelhantes, como o “vale-tudo”, já existissem, o MMA ganhou reconhecimento mundial ao unir diversas técnicas em um só esporte. Conforme Gracie e Danaher (2003, p. 14), “o MMA demonstrou que nenhuma arte marcial isolada era completa, e que o verdadeiro atleta precisava dominar diversas técnicas de combate”.

3. Conclusão

A evolução das lutas esportivas reflete a própria trajetória da humanidade. Na Grécia Antiga, representavam disciplina e virtude; em Roma, eram espetáculo de poder e violência; no Oriente, desenvolveram-se como práticas filosóficas e espirituais; nos Jogos Olímpicos Modernos, consolidaram-se como esportes universais; e no MMA, encontramos a síntese contemporânea das artes de combate.

Assim, mais do que práticas físicas, as lutas são expressões culturais e históricas que atravessam milênios, reafirmando-se como parte fundamental do patrimônio esportivo da humanidade.




Autor: Nhenety Kariri-Xocó 




CAPÍTULO 3


A BUSCA PELA IMORTALIDADE: ENTRE O MITO, A RELIGIÃO, A CIÊNCIA E A TECNOLOGIA





Introdução


A busca pela imortalidade acompanha a humanidade desde seus primórdios. Do ponto de vista mítico-religioso, povos antigos criaram narrativas que atribuíam aos deuses ou a heróis a capacidade de vencer a morte. Na tradição histórica, práticas espirituais, alquímicas e filosóficas buscaram a superação da finitude da vida. Já na modernidade, a ciência e a tecnologia transformaram essa busca em projetos experimentais concretos, explorando desde a medicina regenerativa até o transumanismo. Este artigo pretende apresentar, em perspectiva cronológica e descritiva, os principais caminhos trilhados pela humanidade para alcançar a imortalidade: espiritual, mítico-religiosa, científica e tecnológica.

Desenvolvimento

1. A busca mítica e religiosa (antiguidade)

Na Mesopotâmia, o mito de Gilgamesh (aprox. 2100 a.C.) já narrava a tentativa de um rei de escapar à morte. No Egito Antigo, a crença na vida após a morte levou à mumificação e à construção de tumbas monumentais, que buscavam preservar o corpo e assegurar a imortalidade espiritual (ASSMANN, 2001). Entre gregos e romanos, heróis e semideuses como Héracles e Aquiles simbolizavam a conquista da eternidade pela glória.

Nas tradições orientais, o hinduísmo e o budismo introduziram a noção de imortalidade pela reencarnação ou pela libertação do ciclo de samsara. Já no cristianismo, no judaísmo e no islamismo, a promessa da vida eterna no paraíso tornou-se fundamento teológico central.

2. A busca alquímica e filosófica (Idade Média e Renascimento)

Entre os séculos III e XVII, a alquimia procurou a “pedra filosofal” e o “elixir da longa vida”. A ideia não se limitava a prolongar a existência, mas também a transformar o ser humano em um ente espiritual superior (DOBBS, 1983). Na China, taoístas buscavam a imortalidade por práticas de meditação, respiração e substâncias alquímicas (NEEDHAM, 1974).

O Renascimento europeu reavivou a reflexão sobre a finitude, agora com base no humanismo e na medicina experimental. Pensadores como Francis Bacon (1620) viam na ciência um caminho para estender a vida humana.

3. A busca científica (séculos XIX e XX)

Com o avanço da medicina, a expectativa de vida cresceu, e a luta contra a morte tornou-se questão de saúde pública. A teoria da evolução de Darwin (1859) e a descoberta da genética com Mendel (1865) abriram novas perspectivas. No século XX, surgiram práticas como a criogenia — congelar corpos ou cérebros após a morte clínica, na esperança de futura reanimação (ETTINGER, 1962).

A biotecnologia, a descoberta do DNA (1953) e o sequenciamento genômico (2000) marcaram um novo paradigma, sugerindo que o envelhecimento poderia ser retardado ou mesmo revertido.

4. A busca tecnológica e transumanista (século XXI)

O movimento transumanista, inspirado por pensadores como Ray Kurzweil, defende a fusão do ser humano com a tecnologia, visando superar limitações biológicas (KURZWEIL, 2005). Nesse campo, destacam-se:

Engenharia genética: técnicas como CRISPR permitem editar genes associados ao envelhecimento.

Aprimoramento do corpo: próteses inteligentes, implantes cibernéticos e biohacking estendem capacidades físicas e cognitivas.

Nanotecnologia: nanorrobôs são projetados para reparar células e tecidos, regenerar órgãos e combater doenças degenerativas.

Criogenia revisitada: com avanços em preservação celular e tecidos, cresce a expectativa de reanimação futura.

Além disso, a inteligência artificial é vista como possível suporte para a “imortalidade digital”, com a transferência da mente humana para sistemas computacionais.

Conclusão

A trajetória da busca pela imortalidade revela um fio contínuo que atravessa o mito, a religião, a filosofia e a ciência. Se antes os caminhos eram espirituais e simbólicos, hoje se tornam laboratoriais e tecnológicos. Contudo, permanece a questão ética e existencial: a imortalidade é um ideal desejável ou um risco ao equilíbrio da humanidade? O futuro parece apontar para a convergência entre espiritualidade e tecnologia, em que a longevidade extrema talvez não substitua, mas complemente, a antiga promessa da vida eterna.





Autor: Nhenety Kariri-Xocó 




CAPÍTULO 4


A BUSCA PELA SEGURANÇA HUMANA FRENTE ÀS CATÁSTROFES: PAZ, PRESERVAÇÃO E HABITAÇÃO RESILIENTE





Introdução


A humanidade convive, desde suas origens, com a ameaça de catástrofes naturais, sociais e tecnológicas. Os eventos geológicos, hidrológicos, meteorológicos, climatológicos, biológicos e até astronômicos constituem riscos inevitáveis, embora previsíveis em diferentes escalas. Da mesma forma, as catástrofes humanas — guerras, acidentes industriais, poluição e crises sociais — representam desafios crescentes, resultado direto de modelos de desenvolvimento insustentáveis e da fragilidade das políticas de proteção. Nesse contexto, pensar a segurança da vida significa não apenas prevenir catástrofes, mas construir condições de paz, justiça social, preservação ambiental e moradia segura.

Este artigo tem como objetivo refletir sobre caminhos para a segurança diante das múltiplas formas de catástrofes, analisando a importância de políticas públicas, conhecimento científico e habitações resilientes.

Desenvolvimento

1. Classificação das catástrofes

As catástrofes podem ser classificadas em diferentes grupos:

Geológicas: terremotos, erupções vulcânicas, deslizamentos.

Hidrológicas: enchentes, inundações, tsunamis.

Meteorológicas: furacões, ciclones, secas prolongadas.

Climatológicas: ondas de calor, incêndios florestais.

Biológicas: epidemias, pandemias, pragas.

Astronômicas: impacto de meteoros, explosões de supernovas próximas, lixo espacial.

Humanas e sociais: guerras, rebeliões, poluição, desastres tecnológicos e acidentes.

Essa categorização permite compreender que a segurança não pode ser pensada de forma isolada, mas sim integrada ao ambiente natural, social e tecnológico.

2. Caminhos para a segurança

A segurança humana frente às catástrofes deve considerar diferentes dimensões:

Cultura da paz: o combate às guerras e rebeliões reduz riscos de destruição e garante estabilidade social.

Preservação ambiental: evitar o desmatamento, proteger rios e florestas e adotar práticas sustentáveis reduz desastres climáticos e ecológicos.

Política social justa: sociedades mais igualitárias têm maior capacidade de enfrentar crises.

Ciência e tecnologia: o conhecimento científico é essencial para prever catástrofes e propor soluções seguras.

Cumprimento da legislação: normas de segurança, ambientais e de urbanização devem ser respeitadas para reduzir riscos.

3. Habitação resiliente e segura

Um dos aspectos centrais da segurança da vida é a casa segura, entendida não apenas como abrigo, mas como espaço de proteção diante dos riscos. Para assegurar maior resiliência, essa habitação deve:

Estar situada acima do nível do mar seguro, evitando riscos de inundações.

Localizar-se em áreas livres de encostas e vales fluviais, minimizando deslizamentos e enchentes.

Ser construída em terrenos estáveis, afastados de falhas geológicas.

Utilizar materiais sustentáveis e resistentes (madeira certificada, concreto armado, bambu tratado, bioconstrução).

Incorporar tecnologias de captação de água da chuva, energia solar e ventilação natural, reduzindo dependência externa.

Ter zonas de escape e abrigos internos, preparados para emergências.

Estar integrada em um planejamento comunitário resiliente, pois a segurança não é apenas individual, mas coletiva.

4. Segurança e visão de futuro

A ideia de uma casa resiliente deve ser articulada com uma visão ampla de sociedade sustentável. Não basta a proteção física; é necessário garantir alimentação segura, redes comunitárias solidárias, preservação cultural e respeito aos saberes tradicionais. A segurança, assim, deve ser pensada como um equilíbrio entre a tecnologia moderna e os conhecimentos ancestrais de convivência com a natureza.

Conclusão

As catástrofes, sejam naturais, humanas ou tecnológicas, constituem desafios permanentes à vida. No entanto, a busca por segurança não pode se limitar a medidas técnicas de prevenção, mas deve integrar paz social, preservação ambiental, justiça política, conhecimento científico e cumprimento da legislação. Nesse contexto, a construção de casas seguras, localizadas em territórios livres de riscos geológicos e hidrológicos, representa um passo essencial para a proteção da vida. Mais do que estruturas físicas, essas habitações devem simbolizar um compromisso com a sustentabilidade e a solidariedade, permitindo que as gerações futuras habitem um mundo mais seguro.




Autor: Nhenety Kariri-Xocó 




CONSIDERAÇÕES FINAIS


A presente coletânea evidencia que a experiência humana é marcada por um constante movimento de construção, adaptação e reflexão. Os nichos culturais demonstram a necessidade de pertencimento; as lutas esportivas revelam a evolução das práticas corporais; a busca pela imortalidade evidencia o desejo humano de transcendência; e a preocupação com a segurança frente às catástrofes reflete a luta pela preservação da vida.
Assim, este volume reafirma a importância do conhecimento interdisciplinar como ferramenta essencial para compreender o passado, interpretar o presente e projetar o futuro.




REFERÊNCIAS GERAIS



ASSMANN, Jan. A mente egípcia. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

BECK, Ulrich. Sociedade de risco. São Paulo: Editora 34, 2011.

DOBBS, Betty Jo Teeter. The Foundations of Newton’s Alchemy. Cambridge: Cambridge University Press, 1983.

ETTINGER, Robert. The Prospect of Immortality. New York: Doubleday, 1962.

GENTY, Jean. O esporte na Antiguidade. São Paulo: Perspectiva, 2004.

GRACIE, Renzo; DANAHER, John. Mastering Jujitsu. Human Kinetics, 2003.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

HOPKINS, Keith; BEARD, Mary. The Colosseum. Harvard University Press, 2005.

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de marketing. São Paulo: Pearson, 2012.

KURZWEIL, Ray. The Singularity is Near. New York: Viking, 2005.

LAVELL, Allan et al. Gestão de riscos de desastres. La RED, 2003.

MILLER, Stephen G. Ancient Greek Athletics. Yale University Press, 2006.

NAKAMURA, Tetsuo. História e Filosofia do Judô. Kodansha, 2013.

NEEDHAM, Joseph. Science and Civilisation in China. Cambridge, 1974.

ONU. Marco de Sendai. Genebra, 2015.
SILVA, José Afonso da. Direito ambiental constitucional. São Paulo: Malheiros, 2020.



REFERÊNCIAS DOS ARTIGOS DO ACERVO

 

KARIRI-XOCÓ, Nhenety. Nichos culturais e Identidade: Construção, Pertencimento e Potencial de Mercado. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/09/nichos-culturais-e-identidade.html?m=0 . Acesso em: 28 abr. 2026. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. As Lutas Esportivas: Da Antiguidade à Contemporaneidade. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/09/as-lutas-esportivas-da-antiguidade.html?m=0 . Acesso em: 28 abr. 2026. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. A Busca Pela Imortalidade: Entre o Mito, a Religião, a Ciência e a Tecnologia. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/09/a-busca-pela-imortalidade-entre-o-mito.html?m=0 . Acesso em: 28 abr. 2026. 


KARIRI-XOCÓ, Nhenety. A Busca Pela Segurança Humana Frente às Catástrofes: Paz, Preservação e Habitação Resiliente. Disponível em: 

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/09/a-busca-pela-seguranca-humana-frente-as.html?m=0 . Acesso em: 28 abr. 2026.





SOBRE O AUTOR


Nhenety Kariri-Xocó é pesquisador, escritor e contador de histórias, pertencente ao povo indígena Kariri-Xocó. Sua produção intelectual reúne estudos sobre cultura, história, sociedade e tradição oral, com ênfase na integração entre saberes ancestrais e conhecimento contemporâneo.
Autor de diversos trabalhos publicados em ambiente digital, dedica-se à construção de um acervo bibliográfico que valoriza a memória, a identidade e a reflexão crítica sobre a humanidade.





Autor: Nhenety Kariri-Xocó




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