sexta-feira, 23 de maio de 2025

EXTRATERRESTRES NA TERRA









Uma Abordagem Histórica, Mítica e Contemporânea




Resumo




Este artigo propõe uma reflexão sobre a presença de seres extraterrestres na Terra, desde representações míticas de antigas civilizações até as interpretações contemporâneas de estudiosos e simpatizantes da hipótese alienígena. São abordados relatos mitológicos, fatos bíblicos, crenças de povos indígenas e as visões modernas fomentadas pela literatura, cinema e ufologia. O estudo busca oferecer uma perspectiva ampla e interdisciplinar sobre a permanência e evolução dessa ideia ao longo do tempo.


Palavras-chave: extraterrestres; mitologia; Bíblia; povos indígenas; ufologia.



Introdução



A ideia de que seres extraterrestres visitaram ou visitam a Terra desperta fascínio e controvérsia em diversas culturas e épocas. A partir de obras como Eram os Deuses Astronautas? (1968), de Erich von Däniken, o tema ganhou popularidade ao sugerir que antigos relatos religiosos e mitológicos poderiam ser, na verdade, interpretações de contatos com civilizações alienígenas. Este artigo propõe um panorama sobre como diferentes culturas abordaram a possibilidade de vida extraterrestre, passando por mitologias, textos bíblicos, tradições indígenas e análises contemporâneas feitas por estudiosos, artistas e simpatizantes.



Desenvolvimento



1. Extraterrestres na Mitologia de Antigos Povos



Diversas culturas antigas descreveram entidades superiores que, segundo algumas interpretações, poderiam representar seres de outros mundos. Na mitologia suméria, os Anunnaki eram deuses que, conforme registros cuneiformes, teriam vindo do céu para ensinar a humanidade. De maneira similar, nas tradições egípcias, os deuses como Osíris e Ísis são associados a seres celestes com poderes superiores.


Na cultura hindu, os Vimanas, veículos voadores descritos em textos como o Mahabharata e o Ramayana, são apontados por alguns estudiosos como possíveis indícios de tecnologia alienígena. Para Erich von Däniken (1968), muitos desses relatos podem ser compreendidos como tentativas antigas de descrever encontros com seres extraterrestres, utilizando a linguagem simbólica da época.



2. Fatos Bíblicos e Interpretações Extraterrestres



Textos bíblicos também são frequentemente citados como potenciais registros de encontros com seres de outros planetas. O livro de Ezequiel (capítulo 1), por exemplo, descreve uma visão de uma carruagem flamejante vinda do céu, acompanhada por seres com aspecto não humano, o que foi interpretado por alguns autores como uma referência a uma nave espacial.


Outra passagem emblemática está em Gênesis 6:4, onde se fala dos "filhos de Deus" que desceram à Terra e se uniram às "filhas dos homens", dando origem aos Nephilim, uma raça de gigantes. Para estudiosos como Zecharia Sitchin (1995), essa narrativa poderia aludir a uma intervenção genética extraterrestre na evolução humana.



3. Crenças de Povos Indígenas sobre Seres Celestes



Entre povos indígenas de diversas partes do mundo, existem narrativas sobre seres vindos do céu que interagiram com os humanos.


Na cultura indígena brasileira, algumas etnias como os Kayapó relatam o mito de Bep-Kororoti, uma figura que chegou das estrelas vestida com uma roupa estranha, ensinou conhecimentos e depois retornou aos céus. Para alguns estudiosos, este mito guarda semelhanças com descrições modernas de astronautas.


Povos indígenas norte-americanos, como os Hopi, possuem lendas sobre os Kachinas, espíritos ou seres que vieram das estrelas para ensinar e guiar a humanidade, e que um dia retornarão. Essas tradições reforçam a ideia de que o contato com seres celestes está presente em culturas ancestrais espalhadas pelo globo.



4. A Visão Contemporânea: Estudiosos, Artistas e Simpatizantes



Na atualidade, o tema dos extraterrestres é amplamente debatido por estudiosos, artistas e entusiastas. A ufologia, enquanto estudo dos fenômenos aéreos não identificados, ganhou notoriedade no século XX, com casos famosos como o de Roswell (1947) e os avistamentos de discos voadores ao redor do mundo.


Estudiosos como Jacques Vallée (1990) defendem que os relatos de encontros com extraterrestres podem ser manifestações recorrentes de uma mesma realidade experienciada de formas distintas através das eras, incluindo como visões religiosas ou míticas.


No campo artístico, produções cinematográficas como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e E.T.: O Extraterrestre (1982) ajudaram a popularizar a figura do alienígena como visitante da Terra, ampliando o imaginário coletivo sobre o tema.


Além disso, movimentos espiritualistas contemporâneos, como os adeptos da Teoria dos Antigos Astronautas, seguem propondo que a evolução humana foi influenciada por civilizações avançadas de outros planetas.



Considerações Finais



A crença na presença de extraterrestres na Terra é um fenômeno cultural que atravessa milênios, manifestando-se nas mitologias antigas, nos relatos religiosos e nas tradições indígenas. A visão contemporânea amplia e ressignifica esses relatos, alimentada por avanços tecnológicos, descobertas astronômicas e a difusão da cultura pop. Embora não haja consenso científico sobre contatos extraterrestres, o tema continua a provocar reflexões sobre nossa origem, identidade e lugar no cosmos, sendo um dos mais instigantes debates da humanidade.



Referências Bibliográficas



DÄNIKEN, Erich von. Eram os Deuses Astronautas? Rio de Janeiro: Record, 1968.


SITCHIN, Zecharia. O 12º Planeta. São Paulo: Best Seller, 1995.


VALLÉE, Jacques. Dimensões: Um Caso a Favor da Investigação Científica dos Fenômenos OVNI. São Paulo: Madras, 1990.


BÍBLIA. Tradução Almeida Revista e Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.


LEHMANN, Stefan. Anunnaki: Os Deuses do Céu e da Terra. São Paulo: Cultrix, 2009.


MELLO, José R. O Mito de Bep-Kororoti: Uma leitura dos Kayapó. Revista de Estudos Indígenas, v. 12, n. 3, 2010.




Autor: Nhenety Kariri-Xocó 





Consultado por meio da ferramenta ChatGPT (OpenAI), inteligência artificial como apoio para elaboração do trabalho, em 22 de maio de 2025  e a capa do artigo dia 23 de maio de 2025.





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