No tempo da velha Roma,
A Ibéria foi conquistada,
Províncias foram erguendo,
Com lei bem administrada.
Estradas, língua e cultura,
Deixaram marca marcada.
Tarraco foi capital,
Na Tarraconense antiga,
Bracara tinha o seu peso,
Com história que persiga.
Emerita foi cidade,
Que a Roma bem investiga.
Mas Roma um dia caiu,
E a terra se fragmentou,
Vieram povos germânicos,
E o mapa se transformou.
Visigodos e Suevos,
Novo reino se formou.
Em Toledo os visigodos
Fixaram seu coração,
Com leis entre Roma e tribos,
Misturando tradição.
Mas logo o reino caiu,
Pela muçulmana invasão.
Daí nasceu a epopeia
Da Reconquista cristã,
Que uniu povos e reinos
Na fé de uma só manhã.
Astúrias deu o primeiro
Passo na luta tamanha.
Reino de Leão cresceu,
Castela logo brilhou,
A Galícia resistiu,
Seu poder também mostrou.
Aragão se levantava,
E Portugal se firmou.
Os condados se expandiram,
Barcelona foi central,
Portucal se fez reinado,
Independente afinal.
Assim crescia a Ibéria,
Com destino sem igual.
Lisboa virou cabeça,
De um povo audaz navegante,
Sevilha brilhou na história,
Granada foi deslumbrante.
Cada cidade guardava
Um passado importante.
Assim nasceu a identidade
Da Ibéria tão plural,
Mistura de Roma e tribos,
Do Islã e do cristão igual.
Dessa fusão de culturas
Se ergueu o ibérico ideal.
Portugal e a Espanha,
De raízes tão diversas,
São frutos dessa mistura,
De guerras duras e inversas.
E até hoje a Península
Guarda memórias dispersas.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó

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