A palavra faz parte de um trio de palavras marcadas com o morfema *mẽ 'gente', sendo elas:
*mẽ tso* 'gente curar' > *menso* 'pajé'
*mẽ dzikêho* 'gente lutar' > *mãji'êô* 'homem'
E agora
*mẽ tsëha dze* 'gente combater NMLZ' > *mi séa je* 'cacique', essensialmente é a mesma palavra para 'homem' do Xokó, sendo que cëa 'combater' e ji'êô 'lutar' são sinônimos.
O uso desse prefixo é, novamente, muito interessante, pois ele não é usado dessa forma pelos Akuwẽ, que é a língua que suspeitei antes ser o único ancestral do Terejê, mas esse prefixo que indica 'gente, pessoa' é usado dessa forma apenas no Jê Setentrional, isto é, o ramo do Apinajé, Mẽbengokrê, Timbira, Tapayúna e Suyá. Porém o vocábulo é Akuwẽ, isso continua a reforçar a ideia de que nós Natú, os Xokó e Wakonã somos um povo de origem mista, uma parcela Akuwẽ e uma parcela Jê Setentrional.
Autor da matéria: Ari Llusan

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