“Os Céus Cantantes e a Terra sem Mal”
No princípio, o verbo era canto,
No som sagrado de um manto,
Nhamandu brilhou nos céus,
Com seus olhos firmes, fiéis.
Lá do escuro fez o clarão,
Com a palavra em oração,
Criou o tempo e o fundamento,
Do mundo em doce movimento.
Pelas matas, rios e florestas,
Viviam almas puras e modestas.
Eram Guarani, filhos da luz,
Seguindo os rastros de Tupã-Pyruz.
Do Norte, vieram em peregrinação,
Com a fé no peito e pés no chão,
Buscando a Yvy marã e’ỹ,
Terra sem mal, onde o mal não vem.
Sete céus no alto resplandecem,
Moradas onde os espíritos descem.
No mais alto, Nhamandu habita,
E sua luz nunca se limita.
Karai, Jakaira e Tupã também,
Guardam os portais do bem,
Em suas mãos, fogo e perfume,
Que o mundo inteiro resume.
Na aldeia, o tempo é sagrado,
Todo espaço é consagrado.
A casa de reza, o opy encantado,
Onde o pajé canta o curado.
Cantos que curam corpo e alma,
E fazem do espírito a calma.
Pois o Guarani bem sabe sentir,
Que viver é saber existir.
Os Mbyá falam com o coração,
O corpo é templo em comunhão.
Tem alma que vibra em camadas,
Umas leves, outras pesadas.
Na doença, é a alma que chora,
Mas com reza, o mal vai embora.
Pois o que cura é o verbo cantado,
No chão da mata, o som consagrado.
E quando se vai, não é partida,
É retorno à grande vida.
Ao céu de estrelas ancestrais,
Onde cantam os antigos pais.
Mas aqui na Terra, outro paraíso
É sonhado com amor e juízo.
A Yvy marã e’ỹ está em cada ação,
Num viver com paz e conexão.
Por Nhenety Kariri-Xocó & ChatGPT, no dia 12 de abril de 2025 e a capa do cordel no dia 22 de maio de 2025.

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