quinta-feira, 6 de novembro de 2025

INFLUÊNCIA DOS CASTROS NO NOME PORTUGAL — Literatura de Cordel, Por Nhenety Kariri-Xocó






🌿 Dedicatória Poética


Às pedras que foram muros,

Guardando sonhos antigos,

Aos ventos, velhos amigos,

Que narram mitos escuros.

Aos povos fortes e puros,

De alma galaico-céltica,

Minha voz se faz poética.


Ao tempo que fez muralha,

Aos deuses do norte e do mar,

Ao sol que veio alumiar

A bruma que a história espalha.

A memória que não falha,

Entre o ferro e o sal,

Dedicado a Portugal.



🎶 Índice Poético


1️⃣ Abertura — Voz das Pedras e do Vento

2️⃣ Prólogo Poético — O Chamado dos Castros

3️⃣ Capítulo I — Povos Antigos e a Forja do Norte

4️⃣ Capítulo II — Os Castros e a Muralha do Tempo

5️⃣ Capítulo III — Santa Trega, Sagrado Monte

6️⃣ Capítulo IV — Portus Cale: o Nome que Nasce

7️⃣ Capítulo V — Celtas, Lusos e Galaicos Irmãos

8️⃣ Capítulo VI — A Herança que Molda a Nação

9️⃣ Encerramento — O Nome e a Eternidade

🔟 Epílogo Poético — Sob a Luz de Cale e Sol

1️⃣1️⃣ Nota de Fontes Poética

1️⃣2️⃣ Ficha Técnica

1️⃣3️⃣ Epílogo Final

1️⃣4️⃣ Quarta Capa Poética

1️⃣5️⃣ Sobre o Autor

1️⃣6️⃣ Sobre a Obra



🌄 Abertura — Voz das Pedras e do Vento


Ouço o eco da montanha,

Chamando a velha nação,

Entre névoas da amplidão

O tempo se desmancha e apanha.

Cada pedra que se entranha,

Guarda um sopro universal,

De um povo primevo e leal.


O norte é ventre e memória,

Onde o ferro vira altar,

E o vento vem murmurar

Segredos da antiga história.

O castro vive na glória

Do solo galaico-real,

Berço do nome Portugal.



🔱 Prólogo Poético — O Chamado dos Castros


Antes que Roma chegasse,

Já havia o som da espada,

E a colina consagrada

Pelas tribos que ali erguem classe.

O sol no bronze repasse,

O fogo em pedra mortal,

Nasce a cultura castreal.


De Santa Trega a Cale,

O Atlântico testemunha,

O espírito que se insunha,

No tempo que não se cale.

De cada vale e seu vale,

Brota a raiz ancestral,

Na alma de Portugal.


O ferro moldou o canto,

O vento levou o grito,

E o mar, profundo e bonito,

Selou o destino e o pranto.

O castro, sagrado manto,

Que a bruma cobre afinal,

É o berço de Portugal.



🛡️ CAPÍTULO I — Povos Antigos e a Forja do Norte


Antes que o tempo marcasse

Os nomes sobre o terreno,

O norte, firme e sereno,

Nos vales vida deixasse.

E o homem, quando se enlaçasse

Com o vento e a terra igual,

Forjou o ser natural.


Vieram povos de longe,

De montes e mares frios,

Com lanças, tambores, fios

De bronze, ouro e seus bronze.

O trovão lhes era monge,

Seu templo, o vale rural,

Do norte do ancestral.


E os célticos, galaicos firmes,

Misturaram sua essência,

Com a lusa resistência

De rios, mares e crimes.

Forjaram nomes e firmes

Culturas do mesmo sal,

Que deram raiz vital.


Ergueram muros de pedra,

Nas colinas, seu abrigo,

Onde o fogo era amigo

E o ferro, sua epopéia.

Na lua que se espelha,

O povo do norte real

Guardava o dom natural.


Aldeias como estrelas,

Cercadas pelo destino,

Onde o tempo, peregrino,

Fazia da noite, centelhas.

As pedras, mudas, e belas,

Ecoavam ritual

De fé tradicional.


Do Douro ao Minho ecoava

Um canto antigo e sagrado,

O som do vento entoado,

Que o mar da Gália tocava.

Ali a vida pulsava,

Em ritmo tribal,

Na origem do Portugal.


Cada clã tinha seu chefe,

Seu conselho, seu altar,

E um guerreiro a vigiar

Onde a honra nunca se fere.

O ferro, forja e breve,

E a pedra, força vital,

Do espírito ancestral.


Os druidas, homens da fala,

Guardavam saber profundo,

Do céu, do tempo e do mundo,

E o vento em suas escalas.

O saber que nunca cala,

Do monte ao litoral,

Fez-se em solo lusitano o ideal.



🏰 CAPÍTULO II — Os Castros e a Muralha do Tempo


No alto das montanhas frias,

Onde o nevoeiro dorme,

Ergueram, em gesto enorme,

Os castros — velhas vigias.

Guardavam suas magias,

Com muros de pedra e cal,

No ventre do Portugal.


Círculos, casas, muralhas,

Plantas redondas, pequenas,

E ruas curtas e amenas

Que o tempo ainda espalha.

Ali o povo trabalha,

Na força ritual,

Do ferro e do sal.


O fogo ardia nos centros,

Entre pedras e rezas,

E os ventos, velhas defesas,

Cruzavam firmes os ventros.

Os castros eram os ventos

De um passado imortal,

De um reino primordial.


A vida era uma colina,

Cercada por fé e lança,

Onde o sol, com esperança,

Fez da aurora sua sina.

E a lua, sempre divina,

Banhava o solo final

Do velho chão tribal.


Em cada muro erguido,

Um coração pulsava,

E o povo ali celebrava

O céu, o mar e o ouvido.

Tudo era um livro vivido,

De pedra e de ritual,

Em idioma universal.


Do ferro fizeram arte,

Do barro, seu alimento,

E o vento, seu juramento

De nunca se ver à parte.

Viviam do próprio parte,

No tempo que é temporal,

Do mundo pré-colonial.


O castro é canto e lembrança,

É casa, altar e defesa,

É o sonho em fortaleza

De um povo em esperança.

Na rocha vive a herança,

Do espírito original,

Que fez nascer Portugal.


E o tempo, lento e profundo,

Guardou nas ruínas frias,

As sombras das alegrias

Dos povos que ergueram mundo.

Ali, no brio fecundo,

Resplende o signo total:

O castro — berço e sinal.



🌄 CAPÍTULO III — Santa Trega, Sagrado Monte


No alto de um monte antigo,

Entre o céu e o sal do mar,

Santa Trega vem guardar

O tempo como inimigo.

Ali o vento é abrigo,

E o sol, um farol vital,

Da alma de Portugal.


O monte é templo e memória,

Pedra viva e voz do vento,

Que sopra o sagrado alento

Das eras que contam história.

Na névoa, brilha a glória,

Do espírito ancestral,

Do povo galaico-real.


As ruínas, entrelaçadas,

Parecem falar em prece,

Como o tempo que não esquece

As mãos de eras passadas.

As casas circuladas,

Guardam o traço final

Do sonho original.


De A Guarda até o caminho,

Que leva ao norte de Gaia,

Corre o rio que desmaia

Nas margens do mesmo ninho.

O Minho é traço e vizinho,

Que une, em traço igual,

Galiza e Portugal.


Ali, no sopro da serra,

Um povo em fé se uniu,

E o bronze, quando tinziu,

Deu voz ao espírito da terra.

O vento ainda encerra

O canto cerimonial,

Do tempo primordial.


Entre pedras, o altar brando,

O sagrado se refaz,

E o eco que vem de trás

Faz-se trovão murmurando.

O passado vem chamando,

Como um toque ancestral,

Na alma lusitanal.


Santa Trega é chama acesa,

É monte, é rito, é memória,

É guardiã da velha história

Que o tempo nunca despreza.

Em sua forma indefesa,

Lateja o fio vital

Da origem de Portugal.



⚓ CAPÍTULO IV — Portus Cale: o Nome que Nasce


À beira do rio dourado,

Onde o Douro beija o mar,

Um nome começa a soar,

No bronze do tempo sagrado.

Cale, o castro elevado,

Erguido em traço leal,

Seria o nome inicial.


No porto, velas e lanças,

Misturam fé e caminho,

E o povo faz seu destino

Em mares de esperanças.

As velhas alianças

Entre o norte e o litoral,

Teimam no verbo imortal.


Cale, palavra da bruma,

Ecoa som ancestral,

Entre o celta e o lusitano

Em verso quase liturnal.

O “Portus”, sopro final,

Vem do romano sinal,

Gerando o nome total.


Portus Cale se fez canto,

Mistura de fé e guerra,

Raiz que o tempo encerra

No seio do velho encanto.

Do rio nasceu o manto,

Do porto o nome triunfal,

Chamado Portugal.


E os romanos, navegantes,

Trouxeram lei e caminho,

Mas o velho solo vizinho

Guardou seus sons vibrantes.

Nos ecos retumbantes,

Do latim ao ritual,

Floriu o nome imortal.


Cada sílaba é memória,

De povos, mares e trilhas,

Que uniram suas ilhas

Na rota da velha glória.

E no livro da história,

Um traço original,

Se firma: Portugal.


Do Cale veio a centelha,

Do Portus o sopro final,

E o destino universal

Brilhou na lenda vermelha.

Hoje a alma se espelha,

Na pedra monumental,

Do nome Portugal.



🌀 CAPÍTULO V — Celtas, Lusos e Galaicos Irmãos


Dos montes veio o trovão,

Dos vales brotou o canto,

E o ferro, com seu encanto,

Forjou a união do chão.

Do norte à imensidão,

Soava o brio tribal,

Galaico e lusitano igual.


Os celtas chegaram cedo,

Com lanças e seus tambores,

Trazendo aos campos e flores

O saber e o seu enredo.

Misturaram-se sem medo,

Ao povo original,

Formando um ser plural.


Os lusos, filhos da terra,

Com sangue forte e valente,

Enfrentaram o sol ardente,

A dor, a luta e a guerra.

E o tempo, que tudo encerra,

Guardou no selo final,

O espírito ancestral.


Os galaicos, povo antigo,

Da montanha e do luar,

Souberam bem cultivar

O fogo do próprio abrigo.

Fizeram do chão amigo

Um templo natural,

E do ferro, um ritual.


Juntos, célticos e iberos,

Tecendo os fios do ser,

Aprenderam a renascer

Com os deuses mais sinceros.

Dos rios fizeram esteiros,

Das rochas, altar final,

Da vida, um bem vital.


As danças do povo antigo,

Os cantos sob o luar,

E o rito de celebrar

O tempo, o campo e o trigo,

Faziam de cada amigo,

Um elo espiritual,

De um mundo universal.


O guerreiro e o camponês,

A mulher, guardiã do lar,

Viviam para lembrar

O que o tempo não desfez.

Assim nasceu de uma vez,

O vínculo original,

Entre o humano e o real.


Do ferro, o brilho da era,

Do bronze, o eco do chão,

E o nome, feita canção,

Passou por guerra e espera.

Da união dessa esfera,

Surge o sopro imortal,

Do berço de Portugal.



🌾 CAPÍTULO VI — A Herança que Molda a Nação


Nas pedras dorme a lembrança,

Nos rios corre a memória,

E o tempo guarda a história

Do povo que teve esperança.

De séculos, a aliança

Entre o monte e o varal,

Fez nascer Portugal.


A língua é vento e murmúrio,

De fala galaico-lusa,

Que o tempo em verso reclusa

Nos montes do velho augúrio.

Entre bronze e vestígio,

No eco sentimental,

Resiste o ser nacional.


O castro virou palavra,

O muro virou canção,

E o canto, geração

Que o tempo nunca macabra.

A alma do norte lavra,

Em tom cerimonial,

A essência cultural.


Os nomes das velhas terras,

Dos rios e das aldeias,

São raízes que semeiam

O sentido das esperas.

De Cale, o nome se encerra,

Em sopro quase ancestral,

Na toponímia imortal.


Os deuses tornaram bruma,

Mas seu hálito ficou,

No vento que se espalhou

Nas margens de cada espuma.

E a lua, que tudo assuma,

Ilumina o sinal,

Do destino nacional.


Cada pedra que se ergueu,

Cada aldeia fortificada,

É uma alma entranhada

No tempo que se perdeu.

Mas o saber que cresceu,

Em legado universal,

Fez-se raiz cultural.


Do castro nasce o respeito,

Do nome, o dom da lembrança,

Do sangue, a eterna esperança

Que o tempo moldou direito.

Assim firmou-se o conceito,

Do norte espiritual,

Na gênese nacional.


O povo fez-se herdeiro

Do ferro, do sal, do vento,

Do rito e do pensamento,

Do sol e do travesseiro.

E o nome, firme e inteiro,

No brio essencial,

Eternizou Portugal.



🕊️ ENCERRAMENTO POÉTICO


(O Círculo Retorna à Luz)


Do monte à beira do vento,

Retorna a voz do luar,

Lá no tempo do firmamento,

Os deuses voltam a olhar.

Entre o ferro e o pensamento,

Um povo torna a pulsar,

Na alma e no sentimento.


A lira canta outra vez,

Com a força do ancestral,

O fogo mostra sua vez,

No templo universal.

E em cada rosto talvez,

Um traço espiritual,

De um deus que vive outra vez.



🌄 EPÍLOGO POÉTICO


(Memória da Pedra e do Espírito)


Quem lê, desperta a raiz,

Da rocha feita oração,

Em cada verso se diz,

O pulsar da criação.

Pois todo povo é feliz,

Quando entende a missão,

De guardar o que sempre quis.


As vozes que o vento embala,

Não se apagam, nem se vão,

São centelhas que se instalam,

No ferro e no coração.

E a História, quando fala,

É ponte, é revelação,

Entre o tempo e a cítara gala.



📜 NOTA DE FONTES POÉTICA


(As Fontes do Saber e da Inspiração)


As fontes desta jornada,

Vêm de livros e memória,

De pedra, fogo e espada,

De sangue, canto e história.

Cronistas da antiga estrada,

Guardaram luz e glória,

Na palavra consagrada.


Do norte céltico ao mar,

Dos montes até Portus Cale,

O saber veio pulsar,

Entre o rio e o vale.

E a lenda veio ensinar,

Que o tempo nunca se cale,

Quando o verbo quer reinar.


As fontes desta jornada,

Vêm do tempo e da memória,

De pedra, ferro e espada,

Do sopro antigo da história.

A palavra consagrada,

Guarda o lume e a glória,

Da herança revelada.


De García Quintela vem,

O saber dos castros galaicos,

Na cultura que mantém,

Os círculos e seus traços.

Em La cultura castreña, além,

Ecoam tempos arcaicos,

Nas muralhas e seus laços.


De José Mattoso escuto,

A voz da nação em flor,

Que em História de Portugal,

Desvela o primeiro ardor.

Na formação, o induto,

Do destino e seu fulgor,

Do povo e seu valor.


De E. Reimers vem a senda,

Do monte e sua canção,

Santa Trega é oferenda,

De pedra, rito e visão.

A arqueologia se estenda,

Do passado à tradição,

Guardando a fé que não se emenda.


E Armando Coelho da Silva,

Revela em sua lição,

Os povos da terra altiva,

Que moldaram a Nação.

Em Povos Pré-Romanos, viva,

Ecoa a recordação,

Da origem mais primitiva.


Assim o verbo ilumina,

A senda do conhecer,

Pois a fonte cristalina,

Ensina o ser e o crescer.

Da raiz que se destina,

Ao eterno renascer,

No livro e na doutrina.



🪶 FICHA TÉCNICA


Título: INFLUÊNCIA DOS CASTROS NO NOME PORTUGAL 

Gênero: Cordel Poético Histórico

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Edição: Digital, formato A5, textura dourado-azulada

Estilo: Setilhas rimadas — métrica clássica do cordel

Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó

Assistência Literária e Diagramação: ChatGPT — Assistente Virtual Editorial

Publicação Digital: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM

Ano: 2025

Local: Porto Real do Colégio (AL)



🌕 EPÍLOGO FINAL


(O Retorno da Herança à Eternidade)


A lenda volta ao altar,

De onde o verbo partiu,

No mar o tempo a cantar,

O ferro que resistiu.

E a alma a se recordar,

Que o sonho nunca fugiu,

Pois nasce em todo lugar.


Assim se encerra a jornada,

Mas o eco há de ficar,

Na memória consagrada,

Que insiste em respirar.

Pois a voz eternizada,

É chama a nos guiar,

Na estrada iluminada.



🕯️ QUARTA CAPA POÉTICA


“Entre o Atlântico e o vento, ergue-se a alma do povo que não se esquece.

Dos castros aos templos, das runas às muralhas, a herança Luso-Galaica

permanece como chama viva, unindo o passado e o futuro.

Neste cordel sagrado, a palavra é ponte, o tempo é círculo,

e o espírito — eterno guardião da origem.”


(Ilustração 3D realista digital: horizonte dourado sobre mar azul-celeste,

símbolos célticos entrelaçados com o Sol e a Lua — textura de luz suave,

atmosfera sagrada e ancestral.)



🌿 SOBRE O AUTOR


Nhenety Kariri-Xocó é contador de histórias oral e escrita,

pertencente ao povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL).

Guardião das memórias ancestrais, dedica-se à reconstrução simbólica

das origens e pontes culturais entre os povos antigos e os novos tempos.

Sua obra integra a tradição do cordel como veículo espiritual e histórico,

mantendo viva a voz que ecoa desde o princípio dos mundos.



🔱 SOBRE A OBRA


Influência dos Castros no nome Portugal, uma 

herança Luso-Galaica — O Chamado dos Antigos é um ciclo poético-histórico que une mito, arqueologia e alma.

Em suas setilhas rimadas, reergue-se a ponte sagrada entre os

povos do norte ibérico e o espírito universal que moldou a nação.

Trata-se de uma viagem simbólica ao coração da ancestralidade,

onde o ferro, a pedra e a fé se tornam versos eternos.

Esta obra foi inspirada e fundamentada no artigo publicado no blog “KXNHENETY.BLOGSPOT.COM", disponível em:  

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/03/influencia-dos-castro-aldeias.html?m=0 , seguindo uma estrutura acadêmica nos moldes da ABNT e respaldada em referenciais históricos e culturais que unem a tradição oral ao conhecimento erudito. 





Autor: Nhenety Kariri-Xocó 






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