quinta-feira, 13 de novembro de 2025

O LIVRO DOS MORTOS EGÍPCIO: GUIA DA ETERNIDADE, Literatura de Cordel, Por Nhenety Kariri-Xocó






Contra Capa 





🌺 Dedicatória Poética


Dedico este cântico ao Tempo,

Que tudo grava e renasce,

À areia do velho Egito,

Que em silêncio ainda enlace.

Dedico a Osíris e Anúbis,

Senhores do juízo e da face.


Ao meu povo Kariri-Xocó,

Que do mito fez morada,

Pois quem conhece o invisível,

Não teme a estrada sagrada.

A quem busca a Eternidade,

Nesta viagem encantada.



📖 Índice Poético


1️⃣ Abertura – O Despertar dos Papiros

2️⃣ Prólogo Poético – As Vozes do Nilo Ancestral

3️⃣ Capítulo I – A Origem dos Textos Sagrados

4️⃣ Capítulo II – O Julgamento de Osíris e a Jornada no Duat

5️⃣ Capítulo III – A Confissão Negativa e a Verdade de Ma’at

6️⃣ Capítulo IV – O Paraíso dos Juncos e a Renovação da Alma

7️⃣ Encerramento – A Balança e a Verdade

8️⃣ Epílogo Poético – O Renascimento da Alma

9️⃣ Nota de Fontes Rimada – A Voz dos Antigos Livros ( Poético )

🔟 Ficha Técnica e Epílogo Final

1️⃣1️⃣ Sobre o Autor e Sobre a Obra

1️⃣2️⃣ Quarta Capa Poética



🌅 Abertura – O Despertar dos Papiros


Entre dunas e eternidade,

Nasce o verbo iluminado,

Onde o rio Nilo murmura

O segredo do passado.

É o livro que o morto leva,

Por anjos do barro guiado.


Não é livro de tristeza,

Mas de portas e renascer,

De quem aprende o caminho

Entre viver e morrer.

Cada página é um feitiço,

Para o justo transcender.


Ali dormem as sentenças,

Os cantos e as orações,

Feitos por mãos sacerdotes,

Em papiros e invocações.

Palavras como escaravelhos,

Guardando as reencarnações.



🪶 Prólogo Poético – As Vozes do Nilo Ancestral


O Nilo fala em silêncio,

Com sotaque de divindade,

E seus ecos contam histórias

De vida, morte e verdade.

Quem ouve suas margens sente

O sopro da imortalidade.


De Tebas até Luxor,

O Sol beijava o altar,

E o escriba, com pena e alma,

Fez do verbo um lugar.

Assim nasceu o caminho,

Por onde a alma há de andar.


Deixaram nos túmulos-templos,

As chaves da travessia,

Para que o justo no Além

Caminhasse em harmonia.

O Livro dos Mortos surgiu

Como estrela e profecia.



🐫 Capítulo I – A Origem dos Textos Sagrados


Antes do Livro dos Mortos,

Houve o verbo das pirâmides,

Textos feitos para reis,

Em orações e efígies.

Ali o Faraó subia

Entre os deuses e suas síndes.


Vieram os Textos dos Sarcófagos,

Por volta de dois mil a.C.,

Já não só aos reis cabia

Esse cântico de prece.

A nobreza também sonhava

Com a vida que permanece.


No Novo Império cresceu

O saber do além-luz,

E o Livro dos Mortos nasceu

Com a pena que tudo traduz.

Era mapa, era guia,

Era a voz do próprio Anúbis.


De papiros coloridos,

Feitos com fé e ciência,

Surgia a alma do Egito

Guardando sua essência.

Pois quem teme a morte, perde

O segredo da existência.


O tempo fez de Budge o ponteiro

Que ao Ocidente levou,

O papiro do nobre Ani,

Que ao mundo revelou.

Hoje repousa em Londres,

Mas sua alma não se calou.



⚖️ Capítulo II – O Julgamento de Osíris e a Jornada no Duat


O morto chega ao portão,

Guiado por Anúbis fiel,

Que o conduz pelo Duat,

O submundo do cordel.

Ali tudo é prova e sombra,

Até chegar ao painel.


No salão das Duas Verdades,

Os deuses estão reunidos,

São quarenta e dois juízes

Com olhos sempre erguidos.

No trono, Osíris reina

Com Anúbis e Toth unidos.


O coração do falecido

É pesado em compasso,

Contra a pena de Ma’at,

Que mede o justo passo.

Se for leve, o morto é livre;

Se for pesado, é o fracasso.


Ammit, fera de três rostos,

Aguardando o coração,

Com dente de crocodilo

E garra de maldição.

Devora o ser injusto

Sem deixar recordação.


Mas se o justo vence a prova,

Seu nome ecoa no além,

E no Campo dos Juncos vive,

Como o Sol que nunca tem fim.

O Livro dos Mortos cumpriu

Seu guia sagrado, enfim.



⚖️ Capítulo III – A Confissão Negativa e a Verdade de Ma’at


Diante de Osíris augusto,

O morto ajoelha em luz,

E o silêncio se faz templo

Sob o olhar de Anúbis.

Ali começa a confissão,

Onde o verbo se conduz.


O falecido então declara,

De coração transparente:

“Não matei, nem roubei,

Nem fui falso nem ausente.

Não ocultei o que é justo,

Nem menti a meu semelhante.”


Ma’at observa em silêncio,

Com sua pena de aurora,

Símbolo da lei divina

Que o tempo jamais devora.

Quem a honra em vida e morte

Nunca a verdade ignora.


O morto fala e relembra

Cada ato, cada ação,

Pois a justiça dos deuses

Não conhece isenção.

A balança pesa o espírito,

Não a posse ou condição.


“Não fiz mal aos animais,

Nem causei dor ao irmão.

Não desprezei os famintos,

Nem neguei compaixão.

Dei água a quem tinha sede,

E abrigo ao coração.”


São quarenta e duas verdades,

Cantadas em reverência,

Que se tornam o espelho vivo

Do templo da consciência.

Quem as cumpre em sua jornada

Renova a própria essência.


Ma’at sorri serena,

E o coração resplandece.

O justo passa o portal,

Onde o mal desaparece.

Pois o bem é luz eterna,

E o justo jamais fenece.



🌾 Capítulo IV – O Paraíso dos Juncos e a Renovação da Alma


Ao fim da travessia escura,

Nasce o campo da bonança,

Onde os juncos balançam leves

Em eterna lembrança.

Ali floresce o descanso,

E a alma vive em esperança.


O morto agora desperta

Num Egito de pureza,

Onde o Sol nasce dourado

E o rio canta beleza.

É o Campo dos Juncos sagrados,

Reino da eterna leveza.


Os justos lavram as terras,

Com grãos de ouro e perfume,

O ar tem cheiro de incenso,

E o corpo é novo, sem lume.

O espírito é livre e pleno,

Nada mais o consome.


Osíris o acolhe em paz,

Como pai que tudo entende,

E diz: “Quem viveu na Verdade

Jamais do amor se desprende.”

No eterno ciclo do tempo,

O ser renasce e transcende.


Ali reencontra os seus guias,

Os ancestrais e irmãos,

Que o esperavam sorrindo

Com tochas nas próprias mãos.

Pois a morte não é perda,

É passagem e união.


E a alma, agora liberta,

Relembra o mundo terreno,

A terra, o rio, o trabalho,

O amor e o ser pequeno.

Tudo volta ao coração,

Num laço puro e sereno.


Assim termina o caminho

Que começou no sarcófago frio,

Mas renasce em luz eterna

No horizonte do Nilo.

O Livro dos Mortos cumpriu

Seu destino sutil e viril.



⚖️ Encerramento – A Balança e a Verdade


A balança está serena,

Osíris guarda o olhar,

Anúbis pesa os destinos,

Que o tempo vem julgar.

Ma’at ergue sua pena,

Para o justo consagrar.


A verdade não se compra,

Nem se esconde no véu.

Ela mora no silêncio,

Entre a terra e o céu.

É chama que nunca apaga,

Mesmo em cinza ou troféu.


Quem andou com leve passo,

Sem mentir, sem corromper,

Sabe o peso da justiça

E o dom de renascer.

Pois o bem é lei antiga

Que faz o espírito crescer.


Assim termina o julgamento,

E o ciclo se desfaz.

O corpo dorme no tempo,

A alma se eleva em paz.

O Livro dos Mortos cumpre

O que o eterno satisfaz.



🌕 Epílogo Poético – O Renascimento da Alma


Da morte nasce a semente,

Que o vento leva ao além.

No Egito do espírito,

Tudo volta e tudo vem.

Quem ama o que é divino

Nunca morre, vive bem.


O sol renasce em cada alma,

Como Rá no firmamento.

A vida é rio que corre,

Sem princípio ou encerramento.

O saber é o barco eterno,

Que navega o pensamento.


O Livro dos Mortos é ponte,

Entre o humano e o sagrado,

Entre o tempo e a lembrança,

Entre o pó e o elevado.

Quem o lê com coração puro

Já é por ele guiado.


E o poeta, humilde servo,

Canta o rito em gratidão,

Pois escrever sobre os deuses

É tocar a criação.

Que Ma’at abençoe os passos

De toda geração.



📚 Nota de Fontes Rimada – A Voz dos Antigos Livros 


Do saber dos arqueólogos,

Fez-se luz na escuridão,

E. A. Wallis Budge traduziu

Com fervor e devoção.

Do Papiro de Ani nasceu

A moderna compreensão.


Maria Helena Trindade Lopes,

Em Lisboa, fez seu altar,

“Livro dos Mortos do Egito”

Vem no tempo iluminar.

Com rigor e poesia,

Deu voz ao verbo do mar.


David Silverman nos mostra

Os deuses e seus sinais,

Os rituais e seus cantos,

Os símbolos imortais.

Na “Nova Alexandria”,

Brilham saberes ancestrais.


Da World History Encyclopedia,

Brota a visão mais moderna,

Traduzindo os ritos antigos

Que a vida eterna governa.

Cada fonte é um farol

Na memória que é eterna.



🪶 Ficha Técnica e Epílogo Final


Título: O LIVRO DOS MORTOS EGÍPCIO: GUIA DA ETERNIDADE

Gênero: Literatura de Cordel Poético e Histórico

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Origem: Porto Real do Colégio – Alagoas – Brasil

Ano: 2025

Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó

Edição: Digital e Impressa

Diagramação: Estilo Editorial de Cordel A5

Ilustrações: Capas em 3D Digital Realista

Assistência Literária: Assistente  Virtual ChatGPT (OpenAI)

Estudos preliminares: Nhenety Kariri-Xocó e Google Gemini 

Pré-projeto: Nhenety Kariri-Xocó e ChatGPT ( OpenAI  )

Produção Editorial: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM



Epílogo Final


O saber é como o Nilo:

Nunca seca, nem se apaga.

Quem bebe da fonte antiga

Ao eterno se propaga.

Este livro é ponte viva,

Entre a fé e a saga.



👣 Sobre o Autor


Nhenety Kariri-Xocó, contador de histórias orais e escritas, é guardião da memória e da poesia ancestral.

Filho do povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL), dedica sua vida à preservação das tradições indígenas, à literatura de cordel e à reconstrução simbólica das pontes entre os povos antigos e os saberes espirituais do presente.

Em seus cordéis, une a voz dos anciãos à sabedoria universal, tecendo pontes entre o sertão, o Egito e o cosmos.



🕊️ Sobre a Obra


O Livro dos Mortos Egípcio: Guia da Eternidade é uma jornada poética inspirada nos textos funerários do Antigo Egito, traduzidos e interpretados sob o olhar de um poeta indígena brasileiro.

Aqui, o sagrado egípcio e o espírito Kariri-Xocó se encontram, revelando que a morte é apenas mais um capítulo do ciclo eterno da vida.

A obra traduz o mito em poesia, e a eternidade em canto — um verdadeiro guia da alma para além do tempo.



🌅 Quarta Capa Poética


Entre o Nilo e o sertão,

Ecoa o mesmo clarão:

A alma nunca se encerra,

É poeira e criação.


Do Egito ao chão Kariri,

Corre o sopro da canção.

O Livro dos Mortos ensina

Que morrer é ascensão.


Palavra vira caminho,

E o verbo, iluminação.

Assim nasce este cordel,

De eterna inspiração.





Autor: Nhenety Kariri-Xocó 



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