Contra Capa
🌺 Dedicatória Poética
Dedico este cântico ao Tempo,
Que tudo grava e renasce,
À areia do velho Egito,
Que em silêncio ainda enlace.
Dedico a Osíris e Anúbis,
Senhores do juízo e da face.
Ao meu povo Kariri-Xocó,
Que do mito fez morada,
Pois quem conhece o invisível,
Não teme a estrada sagrada.
A quem busca a Eternidade,
Nesta viagem encantada.
📖 Índice Poético
1️⃣ Abertura – O Despertar dos Papiros
2️⃣ Prólogo Poético – As Vozes do Nilo Ancestral
3️⃣ Capítulo I – A Origem dos Textos Sagrados
4️⃣ Capítulo II – O Julgamento de Osíris e a Jornada no Duat
5️⃣ Capítulo III – A Confissão Negativa e a Verdade de Ma’at
6️⃣ Capítulo IV – O Paraíso dos Juncos e a Renovação da Alma
7️⃣ Encerramento – A Balança e a Verdade
8️⃣ Epílogo Poético – O Renascimento da Alma
9️⃣ Nota de Fontes Rimada – A Voz dos Antigos Livros ( Poético )
🔟 Ficha Técnica e Epílogo Final
1️⃣1️⃣ Sobre o Autor e Sobre a Obra
1️⃣2️⃣ Quarta Capa Poética
🌅 Abertura – O Despertar dos Papiros
Entre dunas e eternidade,
Nasce o verbo iluminado,
Onde o rio Nilo murmura
O segredo do passado.
É o livro que o morto leva,
Por anjos do barro guiado.
Não é livro de tristeza,
Mas de portas e renascer,
De quem aprende o caminho
Entre viver e morrer.
Cada página é um feitiço,
Para o justo transcender.
Ali dormem as sentenças,
Os cantos e as orações,
Feitos por mãos sacerdotes,
Em papiros e invocações.
Palavras como escaravelhos,
Guardando as reencarnações.
🪶 Prólogo Poético – As Vozes do Nilo Ancestral
O Nilo fala em silêncio,
Com sotaque de divindade,
E seus ecos contam histórias
De vida, morte e verdade.
Quem ouve suas margens sente
O sopro da imortalidade.
De Tebas até Luxor,
O Sol beijava o altar,
E o escriba, com pena e alma,
Fez do verbo um lugar.
Assim nasceu o caminho,
Por onde a alma há de andar.
Deixaram nos túmulos-templos,
As chaves da travessia,
Para que o justo no Além
Caminhasse em harmonia.
O Livro dos Mortos surgiu
Como estrela e profecia.
🐫 Capítulo I – A Origem dos Textos Sagrados
Antes do Livro dos Mortos,
Houve o verbo das pirâmides,
Textos feitos para reis,
Em orações e efígies.
Ali o Faraó subia
Entre os deuses e suas síndes.
Vieram os Textos dos Sarcófagos,
Por volta de dois mil a.C.,
Já não só aos reis cabia
Esse cântico de prece.
A nobreza também sonhava
Com a vida que permanece.
No Novo Império cresceu
O saber do além-luz,
E o Livro dos Mortos nasceu
Com a pena que tudo traduz.
Era mapa, era guia,
Era a voz do próprio Anúbis.
De papiros coloridos,
Feitos com fé e ciência,
Surgia a alma do Egito
Guardando sua essência.
Pois quem teme a morte, perde
O segredo da existência.
O tempo fez de Budge o ponteiro
Que ao Ocidente levou,
O papiro do nobre Ani,
Que ao mundo revelou.
Hoje repousa em Londres,
Mas sua alma não se calou.
⚖️ Capítulo II – O Julgamento de Osíris e a Jornada no Duat
O morto chega ao portão,
Guiado por Anúbis fiel,
Que o conduz pelo Duat,
O submundo do cordel.
Ali tudo é prova e sombra,
Até chegar ao painel.
No salão das Duas Verdades,
Os deuses estão reunidos,
São quarenta e dois juízes
Com olhos sempre erguidos.
No trono, Osíris reina
Com Anúbis e Toth unidos.
O coração do falecido
É pesado em compasso,
Contra a pena de Ma’at,
Que mede o justo passo.
Se for leve, o morto é livre;
Se for pesado, é o fracasso.
Ammit, fera de três rostos,
Aguardando o coração,
Com dente de crocodilo
E garra de maldição.
Devora o ser injusto
Sem deixar recordação.
Mas se o justo vence a prova,
Seu nome ecoa no além,
E no Campo dos Juncos vive,
Como o Sol que nunca tem fim.
O Livro dos Mortos cumpriu
Seu guia sagrado, enfim.
⚖️ Capítulo III – A Confissão Negativa e a Verdade de Ma’at
Diante de Osíris augusto,
O morto ajoelha em luz,
E o silêncio se faz templo
Sob o olhar de Anúbis.
Ali começa a confissão,
Onde o verbo se conduz.
O falecido então declara,
De coração transparente:
“Não matei, nem roubei,
Nem fui falso nem ausente.
Não ocultei o que é justo,
Nem menti a meu semelhante.”
Ma’at observa em silêncio,
Com sua pena de aurora,
Símbolo da lei divina
Que o tempo jamais devora.
Quem a honra em vida e morte
Nunca a verdade ignora.
O morto fala e relembra
Cada ato, cada ação,
Pois a justiça dos deuses
Não conhece isenção.
A balança pesa o espírito,
Não a posse ou condição.
“Não fiz mal aos animais,
Nem causei dor ao irmão.
Não desprezei os famintos,
Nem neguei compaixão.
Dei água a quem tinha sede,
E abrigo ao coração.”
São quarenta e duas verdades,
Cantadas em reverência,
Que se tornam o espelho vivo
Do templo da consciência.
Quem as cumpre em sua jornada
Renova a própria essência.
Ma’at sorri serena,
E o coração resplandece.
O justo passa o portal,
Onde o mal desaparece.
Pois o bem é luz eterna,
E o justo jamais fenece.
🌾 Capítulo IV – O Paraíso dos Juncos e a Renovação da Alma
Ao fim da travessia escura,
Nasce o campo da bonança,
Onde os juncos balançam leves
Em eterna lembrança.
Ali floresce o descanso,
E a alma vive em esperança.
O morto agora desperta
Num Egito de pureza,
Onde o Sol nasce dourado
E o rio canta beleza.
É o Campo dos Juncos sagrados,
Reino da eterna leveza.
Os justos lavram as terras,
Com grãos de ouro e perfume,
O ar tem cheiro de incenso,
E o corpo é novo, sem lume.
O espírito é livre e pleno,
Nada mais o consome.
Osíris o acolhe em paz,
Como pai que tudo entende,
E diz: “Quem viveu na Verdade
Jamais do amor se desprende.”
No eterno ciclo do tempo,
O ser renasce e transcende.
Ali reencontra os seus guias,
Os ancestrais e irmãos,
Que o esperavam sorrindo
Com tochas nas próprias mãos.
Pois a morte não é perda,
É passagem e união.
E a alma, agora liberta,
Relembra o mundo terreno,
A terra, o rio, o trabalho,
O amor e o ser pequeno.
Tudo volta ao coração,
Num laço puro e sereno.
Assim termina o caminho
Que começou no sarcófago frio,
Mas renasce em luz eterna
No horizonte do Nilo.
O Livro dos Mortos cumpriu
Seu destino sutil e viril.
⚖️ Encerramento – A Balança e a Verdade
A balança está serena,
Osíris guarda o olhar,
Anúbis pesa os destinos,
Que o tempo vem julgar.
Ma’at ergue sua pena,
Para o justo consagrar.
A verdade não se compra,
Nem se esconde no véu.
Ela mora no silêncio,
Entre a terra e o céu.
É chama que nunca apaga,
Mesmo em cinza ou troféu.
Quem andou com leve passo,
Sem mentir, sem corromper,
Sabe o peso da justiça
E o dom de renascer.
Pois o bem é lei antiga
Que faz o espírito crescer.
Assim termina o julgamento,
E o ciclo se desfaz.
O corpo dorme no tempo,
A alma se eleva em paz.
O Livro dos Mortos cumpre
O que o eterno satisfaz.
🌕 Epílogo Poético – O Renascimento da Alma
Da morte nasce a semente,
Que o vento leva ao além.
No Egito do espírito,
Tudo volta e tudo vem.
Quem ama o que é divino
Nunca morre, vive bem.
O sol renasce em cada alma,
Como Rá no firmamento.
A vida é rio que corre,
Sem princípio ou encerramento.
O saber é o barco eterno,
Que navega o pensamento.
O Livro dos Mortos é ponte,
Entre o humano e o sagrado,
Entre o tempo e a lembrança,
Entre o pó e o elevado.
Quem o lê com coração puro
Já é por ele guiado.
E o poeta, humilde servo,
Canta o rito em gratidão,
Pois escrever sobre os deuses
É tocar a criação.
Que Ma’at abençoe os passos
De toda geração.
📚 Nota de Fontes Rimada – A Voz dos Antigos Livros
Do saber dos arqueólogos,
Fez-se luz na escuridão,
E. A. Wallis Budge traduziu
Com fervor e devoção.
Do Papiro de Ani nasceu
A moderna compreensão.
Maria Helena Trindade Lopes,
Em Lisboa, fez seu altar,
“Livro dos Mortos do Egito”
Vem no tempo iluminar.
Com rigor e poesia,
Deu voz ao verbo do mar.
David Silverman nos mostra
Os deuses e seus sinais,
Os rituais e seus cantos,
Os símbolos imortais.
Na “Nova Alexandria”,
Brilham saberes ancestrais.
Da World History Encyclopedia,
Brota a visão mais moderna,
Traduzindo os ritos antigos
Que a vida eterna governa.
Cada fonte é um farol
Na memória que é eterna.
🪶 Ficha Técnica e Epílogo Final
Título: O LIVRO DOS MORTOS EGÍPCIO: GUIA DA ETERNIDADE
Gênero: Literatura de Cordel Poético e Histórico
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Origem: Porto Real do Colégio – Alagoas – Brasil
Ano: 2025
Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó
Edição: Digital e Impressa
Diagramação: Estilo Editorial de Cordel A5
Ilustrações: Capas em 3D Digital Realista
Assistência Literária: Assistente Virtual ChatGPT (OpenAI)
Estudos preliminares: Nhenety Kariri-Xocó e Google Gemini
Pré-projeto: Nhenety Kariri-Xocó e ChatGPT ( OpenAI )
Produção Editorial: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM
Epílogo Final
O saber é como o Nilo:
Nunca seca, nem se apaga.
Quem bebe da fonte antiga
Ao eterno se propaga.
Este livro é ponte viva,
Entre a fé e a saga.
👣 Sobre o Autor
Nhenety Kariri-Xocó, contador de histórias orais e escritas, é guardião da memória e da poesia ancestral.
Filho do povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL), dedica sua vida à preservação das tradições indígenas, à literatura de cordel e à reconstrução simbólica das pontes entre os povos antigos e os saberes espirituais do presente.
Em seus cordéis, une a voz dos anciãos à sabedoria universal, tecendo pontes entre o sertão, o Egito e o cosmos.
🕊️ Sobre a Obra
O Livro dos Mortos Egípcio: Guia da Eternidade é uma jornada poética inspirada nos textos funerários do Antigo Egito, traduzidos e interpretados sob o olhar de um poeta indígena brasileiro.
Aqui, o sagrado egípcio e o espírito Kariri-Xocó se encontram, revelando que a morte é apenas mais um capítulo do ciclo eterno da vida.
A obra traduz o mito em poesia, e a eternidade em canto — um verdadeiro guia da alma para além do tempo.
🌅 Quarta Capa Poética
Entre o Nilo e o sertão,
Ecoa o mesmo clarão:
A alma nunca se encerra,
É poeira e criação.
Do Egito ao chão Kariri,
Corre o sopro da canção.
O Livro dos Mortos ensina
Que morrer é ascensão.
Palavra vira caminho,
E o verbo, iluminação.
Assim nasce este cordel,
De eterna inspiração.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó



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