Descoberta Humana ou Criação Superior?
Resumo
Este artigo propõe uma reflexão sobre a origem das leis que regem o universo, destacando que elas não foram criadas pelos seres humanos, mas descobertas por meio da ciência. Considerando a idade do universo, muito anterior à existência da humanidade, as leis da natureza são apresentadas como expressões de uma ordem objetiva, possivelmente resultante de um Ser Superior. O texto aborda fundamentos da física, matemática e biologia, enfatizando a distinção entre criação e descoberta, com base em argumentos filosóficos e científicos.
Palavras-chave: Leis da natureza; filosofia da ciência; ordem universal; criação divina.
Introdução
Desde a Antiguidade, filósofos, teólogos e cientistas questionam a origem das leis que regem o cosmos. A concepção predominante na filosofia da ciência é que os seres humanos não criaram tais leis, mas apenas as descobriram e formularam teorias que descrevem seu funcionamento. Este artigo busca reforçar essa ideia, defendendo que as leis da física, da matemática e da biologia são manifestações de uma ordem universal que antecede e transcende a existência humana. Além disso, sugere-se que tal ordem possa ser atribuída à ação de um Ser Superior, responsável pela criação e manutenção do universo.
Desenvolvimento
A história da ciência revela que as principais leis naturais foram formuladas a partir da observação sistemática dos fenômenos do mundo físico. Por exemplo, as leis de Newton, a teoria da relatividade de Einstein e a mecânica quântica não criaram os movimentos dos corpos celestes ou das partículas subatômicas, mas descreveram com precisão regularidades que já existiam há bilhões de anos.
A matemática, frequentemente considerada uma linguagem universal, é outro exemplo notável: os princípios matemáticos aplicam-se de forma consistente em diversos contextos naturais, sugerindo uma estrutura subjacente à realidade. Pitágoras, Galileu Galilei e Albert Einstein destacaram a dimensão transcendente da matemática e sua surpreendente capacidade de descrever o mundo físico.
Na biologia, os processos de evolução, hereditariedade e adaptação seguem padrões fixos, anteriores à consciência humana. As leis da genética, descobertas por Gregor Mendel, e a teoria da evolução, proposta por Charles Darwin, revelam uma ordem biológica que independe da ação humana.
Esses exemplos sustentam a ideia de que as leis naturais são descobertas, não invenções. Esse argumento remete à concepção filosófica do realismo científico, segundo a qual as entidades e leis descritas pela ciência existem objetivamente, independentemente das concepções humanas.
Além disso, muitas correntes filosóficas e teológicas defendem que a existência de uma ordem universal pressupõe uma causa inteligente. Santo Tomás de Aquino, em sua "quinta via", argumenta que a ordem observada no mundo aponta para a existência de um Ser Superior que a instituiu. Essa perspectiva é compartilhada por diversos pensadores contemporâneos que veem na harmonia e complexidade do universo um indicativo de um princípio criador.
Por fim, a idade do universo, estimada em aproximadamente 13,8 bilhões de anos, reforça a ideia de que as leis naturais precedem em muito o advento da espécie humana, que surgiu há cerca de 300 mil anos. Assim, a função do ser humano não foi criar as leis, mas, por meio da razão e da experiência, descobri-las e compreendê-las.
Considerações Finais
As leis da natureza não são invenções humanas, mas expressões de uma ordem objetiva e anterior à humanidade. A capacidade humana de descobri-las evidencia a racionalidade do cosmos, que muitos atribuem à ação de um Ser Superior. Esse entendimento reforça a humildade e a admiração diante da complexidade e da harmonia do universo, incentivando a continuidade das investigações científicas e filosóficas sobre a estrutura da realidade.
Referências Bibliográficas
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Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Consultado por meio da ferramenta ChatGPT (OpenAI), inteligência artificial como apoio para elaboração do trabalho, em 22 de maio de 2025 e a capa do artigo dia 23 de maio de 2025.

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