Introdução
No tempo que antecedeu
O domínio dos romanos,
Havia povos guerreiros,
De costumes bem humanos.
E os castros revelavam
Seus legados milenários.
Eram povos que erguiam
Fortes aldeias no chão,
Em colinas defendidas,
Pedra firme, proteção.
Nelas morava a cultura,
Nelas pulsava a nação.
Os celtas e os galaicos
Deixaram grande sinal,
Na memória portuguesa
Na raiz cultural.
Os castros foram pilares
Da história de Portugal.
Os Castros e a Cultura Castreja
Na Idade do Ferro antigo,
Em colinas a brilhar,
Os castros se levantavam
Para o povo abrigar.
Tribo unida e guerreira,
Com muralhas a guardar.
Casas de planta redonda,
Feitas com pedra do chão,
Com sistemas defensivos
De notável construção.
Testemunho da ciência
De um povo em organização.
Era a cultura castreja,
Que no Norte prosperou,
De galaicos e outros povos
O legado se firmou.
Sua memória é semente
Que jamais se apagou.
O Castro de Santa Trega
Entre os montes da Galícia,
Santa Trega se ergueu,
Do alto vê o oceano,
Vê o Minho que correu.
Próximo ao solo luso,
Sua história floresceu.
A poucos passos da terra
De Viana do Castelo,
Mostra vínculos profundos,
De parentesco tão belo.
Partilha cultura antiga,
Caminho do mesmo elo.
Ruínas contam a saga
De um povo resistente,
Que enfrentava tempestades
E o inimigo presente.
No castro vive a memória,
De uma herança persistente.
A origem do nome “Portugal”
No Douro, nas suas margens,
Cale deixou sua marca,
Foi castro que se tornou
Cidade firme e tão larga.
De Portus Cale nasceu
O nome que hoje se destaca.
Portus, nome romano,
Se uniu ao Cale antigo,
De Portucale evoluiu,
Portugal fez-se consigo.
Entre debates da história
O saber é grande amigo.
O castro que foi chamado
Cale, berço do lugar,
Tornou-se ponto de origem
De um povo a se firmar.
Na toponímia da pátria
Sua força há de ficar.
Celtas, Lusitanos e Galaicos
Do norte vieram os celtas
Por volta do nono século,
Misturaram-se aos iberos
Num destino tão célebre.
Criaram novos caminhos,
Legaram traço perene.
No noroeste surgiram
Os galaicos valorosos,
Com sua cultura viva
E costumes vigorosos.
Deixaram marca castreja,
Herança de povos briosos.
Já os lusitanos firmaram
No centro sua presença,
Entre serras e vales
Defendiam sua crença.
São pais da gente lusa,
Que do passado não se isença.
Considerações Finais
Os castros são testemunhas
De cultura e tradição,
De fortaleza e de povo,
De memória e coração.
No norte ecoa sua força,
No presente e na nação.
Portugal nasceu de pedras,
De muralhas a brilhar,
De aldeias fortificadas
Que souberam se firmar.
Da raiz castreja antiga
Sua pátria há de lembrar.
Quem conhece essa herança
Compreende o Portugal,
Do Douro ao Monte Santa Trega,
O legado é imortal.
Na história dos castros vibra
A alma nacional.
Assim termino o cordel,
Com história e devoção,
Falando dos velhos castros
Que fundaram a nação.
Saúdo o leitor amigo,
Que guarda no coração.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó 🌿

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