domingo, 3 de março de 2013

ALDEIA OURICURI 2013 III

Pé de angico junto a casa
Base de uma nova construção
Árvore defronte as casas
Pé de piranheira e bonome
Abertura de novo terreno para construção de casas
Rua ao pé da cajazeira
Casas ao redor do pé de almenda
Rua que vai ao tanque de cimento
Novas mudas de árvores e o pé de cajazeira
Casas junto ao pé da árvore Burra Leiteira

ALDEIA OURICURI 2013 II

Beco estreito nas pequenas casas
Rua em direção Sul
Rua com novas mudas de plantas no meio
Plantas nativas entre casas
Casas com belos pés de angico
Quixabeira na rua mantém ambiente agradável
Mata da Caatinga no fundo das casas
Árvores acompamham as construções
Árvores tortuosas a procura do Sol
Novas mudas já bastante desenvolvida
     Nossa Aldeia Tradicional do Ouricuri, sempre foi em forma arredondada, seguindo o modelo da Taba, apenas as casas coletivas malocas, foram substituidas por casas ou galpões, talvez pela longa convivenvia com os jesuítas e colonizadores, que fizeram uma divisão das família ""cada casa um casal " ,muitas coisas foram suprimidas. Com o crescimento da comunidade Kariri-Xocó, tivemos que abrir no círculo das casas do Ouricuri pequenas ruas a partir de 1973 . A forma circular das casas numa roda, tem um limite arquitetonico, aumentando a população terá que ampliar construindo mais casas. Estamos acompanhando estas mudanças, com a chegada da cultura digital, computadores, máquinas fotográficas facilita o registro destas mudanças socios-culturais no panorama da tribo indígena. As construções de novas casas segue um profundo respeito a natureza, ficamos tristes por derrubar uma única árvore, porque sabemos que aquele exemplar vegetal nunca mais veremos outra vez, somente em fotografia lembraremos daquele momento. Também novas árvores estão sendo plantadas ao redor do Ouricuri, a floresta tem suas próprias espécies de plantas e animais silvestres, qualquer exemplar estranho trazido de outras regiões pode afetar os seres vivos locais. Em parceria com a UFAL - Universidade Federal de Alagoas, fizemos coleta de sementes nativas da mata do Ouricuri, produzindo mudas que meses depois foram plantadas. Nhenety Kariri-Xocó.


































ALDEIA OURICURI 2013 I

Entrada da Mata  do Ouricuri
Leste do Ouricuri
Norte do Ouricuri
Sudeste do Ouricuri
Sul do Ouricuri
Sudoeste do Ouricuri
Entrada com o tronco do antigo pé de angico
Rua em direção Norte
Rua do Tanque de Cimento
Casa com cajazeiras ao fundo
    Os indígenas Kariri-Xocó chamam de Ouricuri, uma aldeia na mata típica de caatinga, já no município de São Brás. A Taba original ficava no Alto do Bode, próximo a aldeia residencia fixa próximo de Porto Real do Colégio. Com a chegada dos jesuítas, ficou difícil os indígenas praticar os rituais, no século XVII, procuraram um novo local. No final do século XVIII, o Pajé Luduvico dos indígenas na Aldeia Urubu-Mirim, resolveu fazer a mudança do local do Ouricuri, avistou ao Norte de nosso território um grande pé de angico, ali junto com outros indígenas construiu uma nova aldeia em plena mata. Disse o Pajé Luduvico: " Aqui o branco vai nos deixar em paz, guardaremos o segredo, de nossos rituais " . Muitos anos se passaram, tivemos várias gerações de pajés neste local : Luduvico, Baltazar, Manoel Paulo, Dunga, Francisquinho e Júlio Suíra.O tempo não para de mudar a paisagem geográfica, os aspectos culturais do Povo Kariri-Xocó, em épocas anteriores as casas do Ouricuri eram de palha, barro, pau e cipó em 1968 poderia encontrar no lugar alguma casinha neste  estilo tradicional. Mas ai os fazendeiros da região colocaram seus rebanhos na Mata do Ouricuri, o gado comiam a palha das casas dos índios, destruindo derrubando tudo no chão. Os índios Kariri-Xocó resolveram fazer suas casas de pau, com telhas de argila, foi quando o gado parou de comer as palhas dos ranchinhos. O Ouricuri é um segredo não podemos revelar a ninguém estranho, podemos mostrar apenas o Toré, as casas, o artesanato, a ceramica e alguns costumes. Mas estamos preocupados com as mudanças rápicas do mundo, para ter uma educação voltada a nossa cultura, mostramos em fotografias as casas em forma circular, respeitando a harmonia da natureza, cada ano o Aldeia Ouricuri vai aumentando de tamanho, a população vai crescendo, ai temos que ampliar cada vez mais. Demos o dever de mostrar os mais jovens como era as casas em períodos anteriores, assim eles irão guardar na Memória nosso estilo de vida. Os alunos da Escola Indígena Pajé Francisco Queiroz Suíra já estão fazendo utilizando as imagens produzidas neste trabalho fotográfico e escrito. Nhenety Kariri-Xocó














































































sábado, 2 de março de 2013

ARTE CERAMICA KARIRI-XOCÓ II

Potes em ponto de raspar
Potes ja alisados com mucunã
Típica panela de barro
Carroça de Lenha para queimar a ceramica
Cabaças vasilhame de carregar água
Miniaturas de ceramica para brinquenos de crianças
Panela com tinta de tauá amrelo banhar os potes
Ceramista carregando potes após queimar
crianças aprendendo a arte ceramica
Várias peças ceramicas prontas no ponto de queimar

ARTE CERAMICA KARIRI-XOCÓ I

Torrão de Tauá amarelo
Bolo de barro já amasado pronto para o trabalho
Barreiro de barro, onde retiram a ceramica
Balaio de barro
Instrumentos de trabalhar a ceramica, palhetas e capiadores
Argila quebrada
Conjunto de panelas de barro secando ao Sol
Conjunto de potes de barro secando ao Sol
Forno queimando a produção ceramica
Ceramica já queimada
     O Povo Kariri-Xocó,  municipio de Porto Real do Colégio, Estado de Alagoas, habitantes do Baixo São Francisco, tem uma cultura muito diversificada, por ter em sua história de formação várias etnias. A Arte Ceramica baseada no trabalho com argila, na confecção de potes, panelas, frigideiras, pratos de barro. Esta atividade pratica no período de estiagem entre outubro e fevereiro, facilitando o manuseio do produto. Tem todo um processo de construção dos objetos produzidos, iniciando no barreiro a fonte da argila, as mulheres retiram o barro, carregando em balaios de cipó, levam até suas residencias, onde tem uma pequena oficina rústica. O barro retirado é quebrado, colocado no buraco ficando de molho durante uma noite. De manhã a argila retirada amassada, com areia e cinza. Para confecionar a peça, são ussados vários instrumentos, palheta para modelar, capiador na raspagem do excesso de barro na borda do objeto, pano molhado na  formação da boca do pote ou panela. Logo após em seguida o pote vasilhame de colocar água, leva um banho de tauá, outra argila de cor amarela, para depois ser alisado com semente de mucunã, pintado com tauá branco em seguida Depois dessa operação todo a ceramica é colocada no forno, onde a lenha já estar disponível para queimar. Após a queimação cerca de 120 peças são retirados do forno, cada ceramista leva seus objetos para casa, pronto para ser ussados, vendidos, outras vezes trocados por farinha, feijão com as comunidades circunvizinhas da região. Nhenety Kariri-Xocó.