quinta-feira, 9 de maio de 2013

MEMÓRIA DE INDAIÁ II

    
Maria de Loudes e Edite Pires com os bisnetos
Reunidos em Família
Bisneto Kaunã com Loudes e Edite
Carinho de Kaunã e Maria de Lourdes
Na Casa do Cacique Juarez  Itapó
Maria de Loudes e Aguidinha
A Familia Baca
Carinho de Kaunã em Edite
Maria de Loudes com Zé Duarte e Euclides Bisneto
Kaunã entre as duas bisavós

quarta-feira, 8 de maio de 2013

MEMÓRIA DE INDAIÁ I

Sou Maria de Lourdes Ferreira

Nasci numa  Cheia do São Francisco
Casei e tive vários filhos
Nossas tradições vem dos antepassados

Temos que continuar nossa História

Aprendemos uns com os outros

  " Aprendemos ser Avó quando somos "
 " Assim como as mães aprende cuidando "
Tenhos filhos e netos bisnetos também
 " Viver é atuar na comunidade fazendo sua parte "
Vamos Olhar para o Futuro
" Nossos descendentes são a continuidade "
Sou a india Indaiá
A anciã Maria de Lourdes Ferreira, foi uma Contadora de História do Povo Kariri-Xocó, conhecida como Indaiá. Nasceu na aldeia no período enchente da grande enchente do Rio São Francisco de 1926, ceramista, agricultora, teve sete filhos, sendo tres homens e quatro mulheres. Sou Nhenety um dos filhos dela, ensinou-me muitas coisas da cultura de nosso povo. Quando ela morreu em 2009 fiquei com muita saudade dela, seu geito de falar, suas expressões facial, gestos, conselhos e principalmente os conhecimentos repassado para todos nós. Tenho poucas imagens de Indaiá, poucas fotos, mas tenho guardado um vídeo, onde aparece com nossa família em  2005. Exibindo o vídeo tirei algumas fotos só para relembrar o geito como conversava, presservar sua memória no coração da gente. Pelo menos vendo suas fotos me faz acende as lembraças, retornando no passado, compreendendo a evolução para o futuro, que Maria de Lourdes faz parte de nossa história, respeitada, admirada pelos filhos, netos, bisnetos e comunidade onde vivia, em Porto Real do Colégio, Alagoas. Dançava Toré até a noite inteira, junto ás outras mulheres da tribo, pescava de caniço no rio, plantou arroz nas lagoas, fazia e vendia ceramica, pelas margens do São Francisco nas cidades ribeirinha, acompanhando seu pai Euclides Ferrera. Isso é um pouco de suas memórias, que vale a pena reviver.

Nhenety Kariri-Xocó

domingo, 5 de maio de 2013

ALIMENTO NO TEMPO DA FOME

Mandacarú
 

Velho Pé de Umarí
Em período de crise os Kariri-Xocó, saem a procura do suprimento alimentar, para atendendo apelos da família. As mulheres saem para as lagoas, a procura de caramujo, as crianças sobem nas árvores do mari, tiram os frutos para cozinhar na panela de barro. O prato que irá fazer é “ Bobó de Caramujo “ com mari cozinhado e pisado no pilão. Esse alimento tem gosto amargo, mas mata a fome de quem não tem nada para comer. Outra alternativa é coletar inhame brabo do mato, homens sai para a floresta do ouricuri, encontra a rama tipo cipó, cavam o chão e retira o bulbo tão apreciado pela necessidade de comer. O inhame do mato é levado para casa, lavado , tira a casca, coloca no fogo em panela de barro, com sal, até cozinhar. Pode ser comigo com caças silvestres, teiú, tatu e preiá. O milho torrado no fogo, em caco de pote, pode ser pisado no pilão, formando uma paçoca, substituindo a farinha de mandioca. O mel da abelha substitui o açúcar, quando falta, adoça os alimentos amargos, dar gosto , além de nutrir as crianças frágeis, misturando com frutas, como mari, e jenipapo. Temos frutas pequeninas que encontramos nas margens das lagoas, são a “ mata-fome “, pequenas e vermelhas, comemos sua fruta de maça branca, temos goití de porco, encontrado perto do rio. Os peixes que comemos em tempos de crise é a bruxí ( pequeninos alevinos ), cuíte ( maior que alevinos), tem gosto amargo, estes alimentos aparecem em fevereiro. Além destes alimentos temos o muçu, um tipo de enguia, que encontramos na lagoa, é cozinhada como peixe, pode ser comida na farinha de mandioca, quando dispomos. Essa fase de nossa vida de comer estes alimentos, aconteceu até 1977, mas alguns indígenas utilizam raras vezes, em emergência, foi aparecendo o trabalho na região, e os índios melhoraram as condições de vida. A índia Fulni-o Emília Seferino da Cruz que fora casada com Júlio Fernandes índio Kariri-Xocó, morou 40 anos aqui em nossa aldeia, disse certa vez que a árvore Umarí é a sua " Mãe ", porque muitas vezes saciou a fome de sua família.Era comum as famílias se reunir ao redor de um pé de Umarí para coletar os frutos, levavam para casa e botava para cozinhar, quando estava pronto todo mundo comia. (    http://www.indiosonline.net/alimento_da_fome/   ).

Nhenety Kariri-Xocó.

sábado, 4 de maio de 2013

MÃE DÁGUA DO RIO

Pedra onde fica a Mãe Dágua do Rio
   
Manjuba
O meio ambiente dos agentes naturais e sobrenaturais para continuar sua evolução em nosso planeta, tem uma relação muito forte entre os seres, cada um depende do outro. No Rio São Francisco o pescador que tem sucesso na pescaria, deve respeitar, agradar a Yara nossa Mãe Dágua. Para o pescador ser feliz na pesca deverá plantar uma roça, com milho e feijão , a primeira colheita da safra é Yara quem faz. A meia noite de Lua Cheia o pescador oferece a safra a ela, a Mãe Dágua sai do rio, come feijão verde e milho cru, o dono do roçado fica observando tudo, fala com ela ajudar nas pescarias, daí em diante nunca mais faltará peixe aquele a quem agradou-lhe. Quando as coisas estão difíceis para peixes no rio, o pescador recorre aYara, ela ensina-lhe as técnicas de capturar o pescado que quiser, corta um galho de ingázeira coloca na água, pega mandioca colocando na moita, estar formado assim a Manjuba, os peixes vem em cardumes alimentar-se alí. Com ajuda de Yara o pescador aprendeu a pegar peixes com facilidade. Tem muitas histórias de Mãe Dágua espalhadas pelo rio, cada comunidade tem uma relação com Yara. Essa também não é a única história da Mãe Dágua entre nós, cada pescador dos mais velhos tem uma relação com ela, conta seu caso como se deu.

Nhenety Kariri-Xocó

sexta-feira, 3 de maio de 2013

HISTÓRIA DE JURUMBÁ


 
Mata Ciliar do Caniço


Dança do Jurumbá
Jereré de pescar no Caniço
A pescaria do caniço era praticada pelos Kariri-Xocó, nas margens do Rio São Francisco, com a diminuição do volume dágua do Velho Chico, a mata ciliar quase desaparesceu. Nesta antiga pescaria era formado dois grupos de pessoas, com um homem em cada grupo, puxando a fileira de mulheres. O homem era chamado de cortador de caniço, que cercava o mato na beirada do rio,  fazendo uma meia lua, cada pessoa carregava um jereré para pegar o peixe cercado. Os meninos e meninas pisava o caniço, como uma dança, o peixe saiam do mato e caiam na rede do jereré. Contavam os mais velhos da tribo que uma dessas meninas
Dançando em duas filas Homens e Mulheres
chamava-se Camãna filha de Jurumbá. Quando a pescaria começava os pescadores chamava : "Camãna bonita de Jurumbá", assim foi criado este Toré que homens e mulheres pisam no chão formando dois círculos, como estivesse pisando o caniço. Este Toré é cantado assim :

A Camãna Bonita de Jurumbá
Olé Oi Lé Dchá
A Camãna Bonita Pisa de novo
Bis...Bis...Bis...
A Camãna Bonita Vamos Pisar
Bis...Bis...Bis...

   Depois os cantadores chamando o nome de cada pessoa na dança, também escrevi este Toré nas línguas Portuguesa e Kariri :

"CÁ BYKÉ WIDOBAE AÍ BY JURUMBÁ
Chamar irmã bonita o pé dançar
YAHÉ YANÉ BÁ
Voz de homem estar afiada ficar".

    Devemos relembrar nossas tradições dos cantos do Toré,as danças, faz parte da Memória do Povo Kariri-Xocó, nossas histórias muitas vezes estar expressa nesta arte musical indígena de nossa comunidade. http://www.indiosonline.net/jurumba_quinto_canto_kariri_portugues/  .

Nhenety Kariri-Xocó

quinta-feira, 2 de maio de 2013

COMEMORAÇÕES DO ÍNDIO III

Futebol defronte o Novo Polo Base
Corrida de Saco
Força Jovem Kariri-Xocó
Comendo Pipocas
Toré com Todos
Terra Planagem para construção da Quadra Esportiva
Assistindo Exibição dos Vídeos na praça da Aldeia
Novos Casais da Aldeia
Índio Kariri-Xocó
Jovens Ceramistas

quarta-feira, 1 de maio de 2013

GALERIA DA FAMILIA II

Helena e os Netos
Maria do Carmo com filhos e netos(as)
Café em Família
Maria do Carmo tomando café de manhã
Jandira e Maria do Carmo
Cozinha no Quintal
Crianças da Aldeia Kariri-Xocó
Crianças da Aldeia na Sementeira
Crianças  em fila para o toré
Marcelo puxando o Toré com as meninas
Jandira, Antonio Justino e Nado