terça-feira, 25 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 4





Literatura de Cordel


Autor: Nhenety Kariri-Xocó 


Parte 4


Marquês de Pombal 1798

Com nativos emancipados

Criou o Diretório dos Índios

Elevando vila de civilizados

Administração de um diretor

Aqueles os povos aldeados .


A Vila de Penedo abrangia

Uma vasta região alagoana

Do litoral Sul ao rio moxotó 

Na margem Sanfranciscana

Os povoados e aldeamentos

A sua administração urbana.


Em Porto Real do Colégio

No distrito foi militarizado

O povoado capitães mores

Com indígenas e civilizado

Índio Capitão Pedro Lolaço

Foi nativo bem  hieraquizado .


Ele Chefiava várias aldeias

Segundo alegava a tradição

Acalmou as várias revoltas

Pelos Kariri com sua nação

Ainda assim seria lembrado

Nos arredores e população .


Englobava as localidades

O território do aldeamento

Incluindo os rios e serras

Por um certo ordenamento

Administrada pelo Distrito

Em nome do povoamento.


Cada povoado um capitão

Por toda a região adjacente

Em 1817 Alagoas Província

Passando ter um presidente

Que pertencia a Pernambuco

Mas agora ser independente.


A administração dos índios

Estava a cargo de um diretor

Aqui o José de Santana Reis

Para os nativos seu protetor

Aldeia Porto Real do Colégio

No ano 1822 a história relator .


Um fato muito importante

Contada pela tradição oral

Chegando com D. Pedro II

O Colégio vêm família real

O dia 16 de outubro de 1859

Visita da Majestade Imperial .


No maracá Manoel Baltazar

O pajé da Aldeia de Colégio 

Teve a festa e toré na praça

Com toda honra do privilégio

Concedida doação o dinheiro

Pelo rei no seu tesouro régio .


Em viagem a Paulo Afonso

Imperador deixou povoação

Logo subiu no navio a vapor

No rio inciando continuação

Visitando outros ribeirinhos

Como o chefe dessa nação .


As coisas não estava boa

Terras destes aldeamentos

Toda Província de Alagoas

Discriminações e lamentos

Por Assembléia Legislativa

Com índios os sofrimentos .


Nesta capital da Província

Os índios com Diretor Geral

Que administrava 8 aldeias

Em cada uma diretor parcial

O dinheiro dos aldeamentos

Guardava tesouro provincial .


Acontece Guerra Paraguaia

Pelo Brasil então declarada

D. Pedro II e o Solano López

No Paraguai 1864 deflagrada 

Alagoas também participou

Com essa luta desesperada .


Índios Voluntários da Pátria

Nos Batalhões incorporados

Convocados pelos diretores

Nesta guerra como soldados

Muitos até morreram lutando

Outros ficaram abandonados .


O dia 1º de março de 1870

Guerra Paraguaia terminou

Brasil sai como o vitorioso

Alguns índios assim voltou

Aldeias ficam abandonadas

Mas na esperança retornou .


O Firmino José dos Santos

Seria um alferes respeitado

Era o índio da Aldeia Colégio

Na valentia fez ele afamado

Lutou na Guerra do Paraguai

Para os Kariris muito amado .


No dia 17 de julho de 1873

Os aldeamentos alagoanos

Foi declarada sua extinção

Discriminados durante anos

Por Presidente da Província

Nos seus atos desumanos .


Na política discriminatória

Por ponto de vista jurídico

Mas os índios ainda vivem

Os caboclos do Velho Chico

Ficaria na rua esta periferia

Desde o tempo de Ludovico .



Continua



segunda-feira, 24 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 3




Literatura de Cordel


Autor: Nhenety Kariri-Xocó 


Parte 3



Antônio Souto de Macedo

Foi o poderoso fazendeiro

Deu a N. Srª da Conceição

Algo além do ouro dinheiro

Fazenda Urubumirim 1675

Foi entregue pelo romeiro .


A Residência Urubumirim

Anexa ao colégio inaciano

O centro da evangelização

Índio bravo seria cotidiano

Pelos costumes europeus

Em dezembro festa do ano .


O Kariri residente da colina

Na aldeia antiga tradicional

Neste o Morro Alto do Bode

Uma Lagoa Comprida vicinal

Floresta do Ouricuri Sagrado

Atravessou o tempo original.


A comunidade foi levada

De seu lar nativo querido

Para a Missão do Colégio

O índio fugiam escondido

Dentro a Floresta Sagrada

Ritual em segredo mantido.


Com as tribos reunidas

Centro da catequização

No colégio dos jesuítas 

Ensinava ofício e oração

Apagar a cultura do índio

Como também a tradição.


Os índios ficaram morando

Ao redor da Igreja da santa

Sob vigilância dos jesuítas

Rezava com direito a janta

Para obrigar eles trabalhar

As vantagens não era tanta .


Aldeia tradicional redonda

Por eles logo abandonada 

As ocas coletivas de palha

Agora seria casa separada

Cada família recebeu uma

Por esta forma organizada.


A língua nativa substituída

Pelo idioma do português

Índio deixaria os costumes

Para tornar-se um burguês

Morar ao redor da paróquia

Pois o nativo já era freguês.


Governador de Pernambuco

Sebastião de Castro Caldas

No dia 1º de janeiro de 1708

Doou as terras demarcadas

Aldeias Colégio e o São Brás

Seriam as duas beneficiadas.


Mas as terras era dos índios

Destas duas aldeias secular

Com os jesuítas arrendando

Os colonizadores após pagar

Todo dinheiro foi arrecadado

A igreja sua fortuna aumentar.


Passando quase 200 anos

Que os jesuítas aqui chegou

Igreja com mais 11 fazendas

Colégio Urubumirim enricou 

Foi diante de tantas riquezas

No ano 1759 tudo terminou .


Este 1º Ministro Português

Seria o Marquês de Pombal

Um chefe da administração

Certa forma Coroa Imperial

Que expulsa padres jesuítas

Por todo esse Brasil Colonial .


Com este Colégio jesuítico 

Diante seria muita pressão

Padres João Batista como

O Nicolau Botelho na prisão

Foram escoltados a Olinda

Deixaram Colégio a missão.


Em 1760 criada a Freguesia

No poder local portugueses

O índio saiu da praça central

Colonizadores os interesses

Os nativos ficou na periferia

Depois desses longos meses .


Em 1795 criado o Distrito

Quando seria denominado

Para Porto Real do Colégio

Aldeamento transformado

Chegando os portugueses

Transformado no povoado.


O Pajé Luduvico dos Kariris

No período de conturbação

Que Mudou o local do ritual

Por causa dessa civilização

A Taba do Ouricuri Sagrado

Bem longe de toda ambição.


Na colina entre florestas

Neste Alto do Bode antigo

A aldeia tradicional mudou

Para longe de todo o perigo

Num pé de angico frondoso

Distante ao norte do inimigo .




Continua 





domingo, 23 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 2




Literatura de Cordel

Autor: Nhenety Kariri-Xocó 

Parte 2


Com Duarte Coelho Pereira
Constrói Castelo de Olinda
No cimo da colina em 1536 
Torre uma coisa mais linda
Casa-forte estilo manuelino
Feita de pedra , cal Ele finda .

O vasto território Nordestino
Capitania que tanto abrangia
Quase toda região Nordeste
Chegando até Oeste da Bahia
Colonos do Norte de Portugal
Duarte Coelho sua companhia.

O dia 16 de julho ano 1556
Nos baixios de D. Rodrigo
Junto à foz do rio Coruripe
Houve aquele grande perigo 
Onde o 1º  bispo do Brasil 
Pelos Caeté seria o inimigo .

O Pedro Fernandes Sardinha 
Junto a ele os companheiros
De Nossa Senhora da Ajuda
Navio afundou e prisioneiros
Seis léguas do São Francisco
Comidos por índios costeiros .

Numa história mal contada
Essa não seria tal realidade
Mas o bispo morreu afogado
Junto com toda a irmandade
Esta nau naufragou no mar
Causando esta calamidade.

Tudo poderia ser inventado
Pelos colonizadores tiranos
Queria roubar-lhes as terras
Uma base seria nos planos
Acusando aqueles indígenas
Foi ato cruel dos desumanos.

Nisso Caeté foram caçados
Nas matas, na terra e no rio
As crueldades deste invasor
Causando remorso e calafrio
Massacrou as tribos inteiras
Ao São Francisco a Cabo Frio.

Outras tribos tão afetadas
Naquela terrível dizimação
Os povos fugiram da costa
Buscam no refúgio salvação
Subiram os rios e afluentes
Foge daquela exterminação .

Duarte Coelho Albuquerque
Filho do donatário logo cedo
Organizou um bandeira ao sul
São Francisco fundou Penedo
Alagoas ocorrido no ano 1565
Sobre um majestoso rochedo.

Logo todas tribos da região
Esta totalidade combatidas
Dzubukuá, romaris , o Kariri
Como tupinambás, temidas
Aramurú, natús e karapotós
Aldeias mais reconhecidas.

Nativos habitantes da região
Como o Porto Real do Colégio
Nas ocupações os indígenas
A história de grande privilégio
Aconãs, Karapotó e os Kariris
Sob influência do poder régio .

O Gaspar Lourenço e outros
João Salônio nessa a região
Em 1575 jesuítas na floresta
Chegando uma nova religião 
Construíram a capela rústica
Nossa Senhora da Conceição.

As coisas não é tão simples
Para que possamos aprender
No caso são várias tentativas
Assim estes indígenas render
Passando os 86 anos fugindo
Finalmente tiveram que ceder.

Em 12 de abril no ano 1636
Penedo a categoria elevada
Nome Vila de São Francisco  
Centro povoador fortificada
Abrangendo todas fazendas
Aglomeração tribo aldeada. 

No ano 1637 os holandeses 
Que invadiram nosso Penedo 
Junto a foz do São Francisco
Com as vantagens no enredo
Construindo o Forte Maurício
Nessas paragens em segredo .

Porém na Guerra Holandesa
Os indígenas estão divididos
Kariris ao lado neerlandeses
Assim imune não ser punidos
Mas Aramurú os portugueses
Com senhores a ser servidos.

No dia 04 de maio de 1661
Os jesuítas teria concessão
Duas léguas de terras no rio
Fundando esta bela missão 
Kariri, Karapotó e os aconãs
Vem das matas na procissão.

Nossa Senhora da Conceição
A aldeia indígena foi chamada 
Porque na invocação da santa
Missão de Colégio lá fundada
Com essa igreja da padroeira
Onde por todos será venerada.


Continua  









sábado, 22 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 1





Literatura de Cordel


Autor: Nhenety Kariri-Xocó 


Parte 1


Nas origens de um povo
Tem as raízes geneológica  
Vem o começo do tempo
Numa idade pré-histórica
Vamos adiantando o ritmo,
Para não ficar metafórica.

Chegada dos portugueses,
Já existia os povos nativos
Movimento das migrações
Existiam os grandes motivos
Na luta pela a mata atlântica,
Porém os mais combativos.

Kariri-Xocó muita história
Pluriétnico por excelência
Formado nações indígenas
Tribos com sua resistência
São aldeados na civilização 
Fusão para a sobrevivência.

Segundo Aryon Rodrigues
O Macro-jê é tronco antigo
Do qual pertence os Kariris
No que diz por o seu artigo
Família linguística sertaneja
Que passou grande perigo .

Neste o Brasil Pré-Cabralino  
Antigos habitantes da costa
Os Povos do tronco Macro-jê 
Tupis expulsa sem resposta
Empurrando-os para o interior 
Na vida as privações imposta.

O macro-jê surgiu no leste
Brasil 4000 antes de Cristo
Tupis vieram do Amazonas
No ano 900 d.C., pouco visto 
Derrotando as tribos Tapuias
No seu passado bem revisto.

Foi seguindo o São Francisco
Os tupis chegaram lá no litoral
Ocupando Nordeste brasileiro 
Numa força com luta corporal
A faixa da parte sul americana 
Com toda a dominação moral .

Nesta mata atlântica o litoral
Sendo a mais rica do mundo
Com fartura de caça e pesca
Tinha o azul do mar no fundo
O clima agradável numa brisa
Que dava um sono profundo.

Nesse panorama costeiro
Tupís ocuparam o território 
Os portugueses chegaram
Pensavam era tudo ilusório
Mas estes povos alí viviam 
No grande fluxo migratório .

Portugueses no Brasil 1500
Nesta Bahia de Porto Seguro
Não demorou muito o tempo 
Deixou povo nativo em apuro
Trocando coisas e espelhos
Ficar com as terras do futuro.

A expedição reconhecimento 
Que descia na costa brasileira
Navegador Américo Vespúcio
Chegou na foz a grande ribeira
Foi o ano de 1501 no rio Opará  
Encontrando alí tribo costeira .

No dia 4 de outubro porém
Que rio Opará foi batizado
Com o nome São Francisco
Porque era santo civilizado
Para ficar nos documentos
Mas também o mentalizado.

No mapa etnico-histórico
Etnólogo Curt Nimuendajú
Tarobá encontrou Vespúcio
Na taba no Opará dos Natú
A região verdejante e farta
Com muitas frutas de cajú.

No baixo do São Francisco
Ou nesta margem alagoana
Que existia as tribos ferozes
Também na faixa sergipana
Caeté, Tupinambá, Tabajara
Numa parte pernambucana .

Nisso na Coroa Portuguesa 
Com pouco recurso limitado
Delegou tarefa colonização
Do Brasil para ser explorado
Divide território as capitanias
Nestas ordens atual reinado.

As capitanias 1534 criadas
No sistema dos donatários 
Evitar o tráfico de pau-brasil
Dos franceses e corsários
Principalmente nesse litoral
Onde eram os mandatários.

Estes beneficiários da nobreza 
Com os tais elementos feudais
Num capitalismo o exploratório
Documentos das Cartas Florais
Podendo construir até o castelo 
Assim os palácios descomunais.

A Capitania de Pernambuco
Para o Duarte Coelho Pereira
Com 12 mil léguas quadradas
Do sertão até a faixa costeira
Era Chamada Nova Lusitânia
Nesta riqueza era a primeira. 


Continua 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

CORDEL ENSINO PROFISSIONAL


- Amigo vou falar o vocacional

- De coisa muito linda 

- Do ensino profissional

- Agente nasce com o dom

- Com sentimento fraternal

- Em busca do bem sem o mal.


- A cadência vem da criança

- No seio maternal

- Quando a pessoa tem jeito

- Mostra logo o sinal

- Estuda sofre muito

- Mas vence no final


- Trata bem o próximo

- Ter tudo bem legal

- Compra casa e roupa cara

- Desde o mais lindo enxoval

- É modesto bem simples

- Como um ser espiritual


- Quando agente somos jovens

- Temos um sonho a realizar

- Estudar muito na escola

- Para um dia trabalhar

- Ser profissional reconhecido

- Viver feliz e prosperar


- Muita gente já tentou

- Andaram pelo mundo a vagar

- As coisas que fazemos

- A vida pode cobrar

- Lute muito aguente sempre

- Se não você vai penar


- Aqui minha gente termino

- Cordel educacional

- Estudei na escola pública

- Desde o fundamental

- Concluí o ensino médio

- Agora sou profissional.


      Nhenety Kariri-Xocó

sábado, 13 de fevereiro de 2021

A FOGUEIRA ORIGINAL


      No princípio da criação o Avô do Ar formou uma nebulosa na escuridão do espaço cósmico, em evolução a núvem de poeira se condensou formando uma esfera incandescente , nascendo o Avô do Fogo criando a Avó Terra , com transpiração do Avô Ar foi criada a nossa Avó Água. 

      A união dos Quatro Avô dois masculinos Ar , Fogo e dois femininos Terra , Água deu origem a nossa Mãe Terra. Nessa combinação química , física de formas e cores nasceu a arte da vida . 

        A primeira Fogueira Cósmica foi acesa pelo nosso Avô Fogo criando os elementos do Universo. Os seres fenomenais filhos da Mãe Terra foi criando paisagens, montanhas, praias, florestas, rios, mares, atmosfera, ilhas, vulcões, animais, peixes e aves numa explosão de cores.

     Na Terra chegando numa evolução fenomenal do ser humano , com sua arte vem aprendendo com a Mãe  Terra , pela energia original da criação faz a conexão com todos seus irmãos numa união de amor a vida.

       A Fogueira é Nossa Reunião no Zoom , onde dialogamos em conexão via internet com os artistas ao redor dessa energia planetária da Mãe Terra. Nessa fogueira podemos criar mostrando nossa arte em áudio visual, difundir nos Sinais de Fumaça imagens, textos, sons com cantos, músicas, poesias, histórias, pinturas e desenhos de forma animada em vídeos para todo o mundo.

Essa fogueira só poderá estar acessa com nossa energia criativa, a luminosidade dessa luz vai depender de nossa conexão harmônica por um mundo melhor pela vida na Mãe Terra.


         Nhenety KX

KARIRI TAPUIAS BRAVOS

 História Traduzida na Língua Kariri Dzubukuá e Kipeá para Português


- Os tapuias bravos, como eram

*( Woyén mori homonó )*

-  conhecidos os kariris, também eram

*( Subaté Kariris , dehé homonó )*

 - chamados de "fôlegos vivos" dada a

*( Idzeá aiby bytéby dí )*

 - força de sua constante luta contra as

*( Crodí aiby ewatçã cropobó ibono )*

 - invasões colonizadoras.

*( Idiodí benherá ).*

- A respeito da lenda contada por Irineu

*( Nori aiby woroy meá mepré Irineu )*

 - Pinheiro em seu livro, eu cresci 

*( Pinheiro doró dehé aerãkuara, hí echi )*

 - ouvindo-a em outras tantas versões, 

*( netçóá pei tçohó buyõ sambyyé )*

- que se diferem e variam caracterizadas

*( Dó moró sambyyé peretó )*

 - de acordo com outras localidades da

*( Aiby nió mori buyõ natiacrá iby )*

- região do Cariri. 

*( Raddá aiby Cariri ).*

- Em Barbalha, por exemplo, numa das

*( Pei Barbalha, mepré kendé, bihé ibyá )*

 - versões contada por minha avó, 

*( Sambyyé woroy mepré etãdé nhiké )*

- após a expulsão dos sobreviventes

*( Tudenhé homodí aibyá ibuóá )*

 - indígenas do vale do Cariri, estes

*( Nhinhoá aiby pohodá aiby Cariri, erí )*

-  juraram vingança. 

*( Peretohy ambé ).*

- Junto à Mãe D’água e outras entidades da floresta 

*( Ecudu Dé Dzu buyõ dzéhí iby iretsé )*

- taparam com grandes pedras parte das

*( Radíhi morí yeá cró undé ibyá )*

 - nascentes d’água que jorram da chapada. 

*( Saá dzu dó craraiwí iby siririté )*

- Debaixo da maior de todas as pedras

*( Ty iby ye aiby wohoyé cró )*

 - existe um mar antigo sagrado, 

*( Tçohó bihé andémodzu tokenhé kauçaiçú ).*

- que deu origem ao rio que criou a vida e o vale dos kariris. 

*( Dó dí ypy cru dó kenhía satçó pohó Kariris )*

- Vovó dizia que quando os kariris voltarem .

*( Nhiké saidzá dó peredy kariris byté ).*

- Um dia, os descendentes dos povos

*( Bihé Kayaprí hiam nhurae aibyá tsohoá )*

-  originários guiados pelos espíritos de

*(  Ypyá Dehé amepé nhiwonhé aiby  )*

-  seus ancestrais, voltarão para

*( ei tokenhé byté aiby  )*

-  vingarem-se do homem branco, 

*( ambéá ibuó nhunhú caraí  )*

- destampando todas as nascentes e 

*( nhaehí wohoyé sacró  )*

- inundando todo o vale, 

*( penhó wohoyé pohodá  )*

- que voltaria a ser mar.

*( dó bytéá urodí andémodzú )*.


Tradução : *Nhenety KX*