quarta-feira, 26 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 6





Literatura de Cordel


Autor: Nhenety Kariri-Xocó 


Parte 6



Da notícia sobre as terras 

Seriam loteada e vendidas

O João Baca Ferreira falou

Autoridades reconhecidas

Assinaturas da comunidade

Não seriam assim atendidas .


Firmo de Castro ano 1915

O Intendente não gostava

Alerta caboclo João Baca

Dessa maneira como tava

Deixe de organizar o povo 

Portanto ele aconselhava .


S.P.I. o órgão dos índios

Atuando no Brasil inteiro

Fundou postos indígenas

livrando nativo do grileiro

Encravados nos territórios

Até disfarçado de rendeiro.


Os Carnijós de Águas Belas

índios primeiros conhecidos

No estado de Pernambuco

depois de serem padecidos 

A partir da década de 1920

Pelo Governo reconhecidos .


No dia 21 de abril de 1923 

Criado Serviço de Algodão

Em Porto Real do Colégio

Para agricultores da região

Tomar a posse das terras

O começo da expropriação .


Criação do Centro Agrícola

Dando origem a Sementeira

Dia 22 de outubro ano 1924

Assim ocupa a terra inteira

Fazenda Federal no Colégio

Sendo ela empresa leiloeira .


Na antiga terra indígena

Inalienáveis as loteadas

Cerca de 6.000 hectares

Por colonos arrematadas

Foi nesse Centro Agrícola

Onde fazia as papeladas .


No próprio Centro Agrícola

Conhecida por Sementeira

Ficando com 495 hectares

Terras férteis para sequeira

As lagoas e muitos riachos

Inclusive uma mata inteira .


Para indígenas de Colégio

Restando sua rua e o ritual

Muitos saíram da periferia

Habitando floresta original

Fazendo as casas na roça

Mas o território tradicional .


Outros na Rua dos Índios

Conhecida na São Vicente

Apesar deste o sofrimento

Índio ficava mais contente

Porque existindo o Ouricuri

Que saciava fome da gente .


O Francisco Queiroz Suíra 

Na origem muita vocação

Ano 1928 pajé aos 16 anos

Assume chefia da tradição

Dirigindo o Ouricuri Sagrado

Com sua  grande convicção .


Com choupanas de palhas

Na beira do São Francisco

Juntos a Rua dos Caboclos 

Os índios estavam em risco

Foi um período conturbado

Eles teriam que ficar arisco .


Neste espaço vivenciado

Não poderemos esquecer

Que morou Inocêncio Pires

Aqui ancião chegou falecer 

A rua de Gabriel e Matildes

Lugar vamos nos enobrecer .


As terras que foram suas

Índios estava de alugado

Trabalha aos fazendeiros

As migalhas o seu bocado 

Muitos foram explorados

Por este homem civilizado .


No dia 4 de abril de 1935

Mudando toda a situação

O cientista Carlos Estevão

Fazendo uma identificação

Encontra índios em Colégio

Tão logo sua catalogação .


Segundo Carlos Estevão

Investigações realizadas

Identifica as etnias na rua

Maria Tomázia indicadas

Estavam num aldeamento

Logo teria ele registradas .


Há Padre Alfredo Damaso 

Vigário num Bom Concelho

Defende os índios e pobres

Temos nele nosso espelho

Mas seria por Águas Belas

Livrando caboclos do relho .


Mas os Kariris de Colégio 

Sairam de um isolamento

O Francisco Queiroz Suíra

Buscando seu acolhimento

Falou com Basílio e Sarapó 

Carnijós no consentimento .


Numa Rua dos Caboclos

Existiu um antigo juazeiro

Perto do chalé de Gabriel

Índio rico e muito dinheiro

Atendia todos os parentes

Era um amigo camaradeiro .


Com a morte de Gabriel

No terreno seria ocupado

Capitão Zezé fez Fábrica 

De Arroz bem despolpado 

Essa rua estava mudando

Com indígena preocupado .


Para livrar as amarguras

Vamos gente desparecer

Com índios desta cidade

A cultura para enriquecer

Participavam das festas 

Vai até no dia amanhecer .


De Porto Real do Colégio

Na manifestação cultural

Chegança com indígenas

O personagem caricatural

Cacique Jonas um mestre

A Expressão multicultural .




Continua




terça-feira, 25 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 5





Literatura de Cordel


Autor: Nhenety Kariri-Xocó 


Parte 5


Com isso aldeias do Brasil

Tão esquecidas no Império

Os índios buscando abrigo

Pois o negócio estava sério

Muitos deles foram embora

Outros mortos no cemitério .


Porém baixo São Francisco

Colégio era mais o favorável

No meio floresta do Ouricuri

O lugar era mais confortável

Essa mata que ficou intacta

Do ser explorador insaciável .


No passado nessas aldeias

Onde todas tinham os rituais

Tanto em Alagoas e Sergipe

Com suas festas tradicionais

Quanto Bahia e Pernambuco

Que cultuavam os ancestrais .


Em Porto Real do Colégio

Uma rua virou aldeamento

Morava Pajé Manuel Paulo

Recebeu com acolhimento

Xocó chegam de São Pedro

Ano 1882 naquele tormento .


Chegando às várias etnias

De missões sanfranciscana

Como Pacatuba e São Pedro 

Nesta a província sergipana

Outros vem de Águas Belas

Boa parte da pernambucana .


Povo chamava o rio Opará

Nome vêm na designação

Com o indígena de Colégio

Portanto da miscigenação

Entre etnias Kariri e Xocós

Representando unificação.


Significando vários povos

De todas tradições nativas

Poderia perder todas elas

Buscam suas alternativas

Na vida harmônica de paz

Numa forma da iniciativa .


Dia 7 de julho no ano 1876

A povoação seria elevada

Vila Porto Real do Colégio

De Penedo foi emancipada

Com a sede administrativa

Portanto bem estruturada .


Francisco Xavier Ourives

Sendo seu 1º Intendente

De Porto Real do Colégio

Com chefe independente

Instalada sede no Distrito

Civilizado está contente.


Criada escola e delegacia

Como a Câmara Municipal

Boa sede defronte a Igreja

A rua numa praça principal

Bem próximo antigo prédio

Juntando Colégio colonial .


O 2º Intendente um nativo

Certo índio da comunidade

Como Alferes Firmino José 

dos Santos foi a brevidade

Numa legislatura ano 1880 

Portanto certa proximidade .


Segundo tradição indígena

Alferes Firmino segue ritual

Sempre no cavalo a galope

Vestindo o seu traje habitual

Participava das cerimônias

Como exatamente o pontual .


Este índio Alferes Firmino

Baluarte para comunidade

Defende território sagrado

Desta ambição a civilidade

Na Intendência ele atendia 

Indígenas da precariedade . 


Foi logo após a sua morte

Que muitas coisas mudou

Como a terra seria tomada

Mas somente Ouricuri ficou

Morando numa rua estreita

No Colégio indígena penou .


Nome Rua dos Caboclos

Originou a discriminação

A aldeia saindo do centro

Da praça desta civilização

Fixando próxima periferia

Pelo poder a abominação.


Ano 1914 veio engenheiro 

Deste Governo o estadual 

Nome Roberto Pereira Reis

Estudar território tradicional

Criação do Centro Agrícola

Para uma instância Federal .


Com Roberto Pereira Reis

Projeto desta colonização

Documentando o Governo

Nos limites da demarcação

O território outrora indígena

No relatório para aprovação .


Antigo Território Indígena

Que engenheiro identificou

Foi cerca de 6.000 hectares 

O Colégio e São Brás achou

As "Duas Léguas de Terras"

Destas os invasores deixou .



Continua  



POVO DO OPARÁ 4





Literatura de Cordel


Autor: Nhenety Kariri-Xocó 


Parte 4


Marquês de Pombal 1798

Com nativos emancipados

Criou o Diretório dos Índios

Elevando vila de civilizados

Administração de um diretor

Aqueles os povos aldeados .


A Vila de Penedo abrangia

Uma vasta região alagoana

Do litoral Sul ao rio moxotó 

Na margem Sanfranciscana

Os povoados e aldeamentos

A sua administração urbana.


Em Porto Real do Colégio

No distrito foi militarizado

O povoado capitães mores

Com indígenas e civilizado

Índio Capitão Pedro Lolaço

Foi nativo bem  hieraquizado .


Ele Chefiava várias aldeias

Segundo alegava a tradição

Acalmou as várias revoltas

Pelos Kariri com sua nação

Ainda assim seria lembrado

Nos arredores e população .


Englobava as localidades

O território do aldeamento

Incluindo os rios e serras

Por um certo ordenamento

Administrada pelo Distrito

Em nome do povoamento.


Cada povoado um capitão

Por toda a região adjacente

Em 1817 Alagoas Província

Passando ter um presidente

Que pertencia a Pernambuco

Mas agora ser independente.


A administração dos índios

Estava a cargo de um diretor

Aqui o José de Santana Reis

Para os nativos seu protetor

Aldeia Porto Real do Colégio

No ano 1822 a história relator .


Um fato muito importante

Contada pela tradição oral

Chegando com D. Pedro II

O Colégio vêm família real

O dia 16 de outubro de 1859

Visita da Majestade Imperial .


No maracá Manoel Baltazar

O pajé da Aldeia de Colégio 

Teve a festa e toré na praça

Com toda honra do privilégio

Concedida doação o dinheiro

Pelo rei no seu tesouro régio .


Em viagem a Paulo Afonso

Imperador deixou povoação

Logo subiu no navio a vapor

No rio inciando continuação

Visitando outros ribeirinhos

Como o chefe dessa nação .


As coisas não estava boa

Terras destes aldeamentos

Toda Província de Alagoas

Discriminações e lamentos

Por Assembléia Legislativa

Com índios os sofrimentos .


Nesta capital da Província

Os índios com Diretor Geral

Que administrava 8 aldeias

Em cada uma diretor parcial

O dinheiro dos aldeamentos

Guardava tesouro provincial .


Acontece Guerra Paraguaia

Pelo Brasil então declarada

D. Pedro II e o Solano López

No Paraguai 1864 deflagrada 

Alagoas também participou

Com essa luta desesperada .


Índios Voluntários da Pátria

Nos Batalhões incorporados

Convocados pelos diretores

Nesta guerra como soldados

Muitos até morreram lutando

Outros ficaram abandonados .


O dia 1º de março de 1870

Guerra Paraguaia terminou

Brasil sai como o vitorioso

Alguns índios assim voltou

Aldeias ficam abandonadas

Mas na esperança retornou .


O Firmino José dos Santos

Seria um alferes respeitado

Era o índio da Aldeia Colégio

Na valentia fez ele afamado

Lutou na Guerra do Paraguai

Para os Kariris muito amado .


No dia 17 de julho de 1873

Os aldeamentos alagoanos

Foi declarada sua extinção

Discriminados durante anos

Por Presidente da Província

Nos seus atos desumanos .


Na política discriminatória

Por ponto de vista jurídico

Mas os índios ainda vivem

Os caboclos do Velho Chico

Ficaria na rua esta periferia

Desde o tempo de Ludovico .



Continua



segunda-feira, 24 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 3




Literatura de Cordel


Autor: Nhenety Kariri-Xocó 


Parte 3



Antônio Souto de Macedo

Foi o poderoso fazendeiro

Deu a N. Srª da Conceição

Algo além do ouro dinheiro

Fazenda Urubumirim 1675

Foi entregue pelo romeiro .


A Residência Urubumirim

Anexa ao colégio inaciano

O centro da evangelização

Índio bravo seria cotidiano

Pelos costumes europeus

Em dezembro festa do ano .


O Kariri residente da colina

Na aldeia antiga tradicional

Neste o Morro Alto do Bode

Uma Lagoa Comprida vicinal

Floresta do Ouricuri Sagrado

Atravessou o tempo original.


A comunidade foi levada

De seu lar nativo querido

Para a Missão do Colégio

O índio fugiam escondido

Dentro a Floresta Sagrada

Ritual em segredo mantido.


Com as tribos reunidas

Centro da catequização

No colégio dos jesuítas 

Ensinava ofício e oração

Apagar a cultura do índio

Como também a tradição.


Os índios ficaram morando

Ao redor da Igreja da santa

Sob vigilância dos jesuítas

Rezava com direito a janta

Para obrigar eles trabalhar

As vantagens não era tanta .


Aldeia tradicional redonda

Por eles logo abandonada 

As ocas coletivas de palha

Agora seria casa separada

Cada família recebeu uma

Por esta forma organizada.


A língua nativa substituída

Pelo idioma do português

Índio deixaria os costumes

Para tornar-se um burguês

Morar ao redor da paróquia

Pois o nativo já era freguês.


Governador de Pernambuco

Sebastião de Castro Caldas

No dia 1º de janeiro de 1708

Doou as terras demarcadas

Aldeias Colégio e o São Brás

Seriam as duas beneficiadas.


Mas as terras era dos índios

Destas duas aldeias secular

Com os jesuítas arrendando

Os colonizadores após pagar

Todo dinheiro foi arrecadado

A igreja sua fortuna aumentar.


Passando quase 200 anos

Que os jesuítas aqui chegou

Igreja com mais 11 fazendas

Colégio Urubumirim enricou 

Foi diante de tantas riquezas

No ano 1759 tudo terminou .


Este 1º Ministro Português

Seria o Marquês de Pombal

Um chefe da administração

Certa forma Coroa Imperial

Que expulsa padres jesuítas

Por todo esse Brasil Colonial .


Com este Colégio jesuítico 

Diante seria muita pressão

Padres João Batista como

O Nicolau Botelho na prisão

Foram escoltados a Olinda

Deixaram Colégio a missão.


Em 1760 criada a Freguesia

No poder local portugueses

O índio saiu da praça central

Colonizadores os interesses

Os nativos ficou na periferia

Depois desses longos meses .


Em 1795 criado o Distrito

Quando seria denominado

Para Porto Real do Colégio

Aldeamento transformado

Chegando os portugueses

Transformado no povoado.


O Pajé Luduvico dos Kariris

No período de conturbação

Que Mudou o local do ritual

Por causa dessa civilização

A Taba do Ouricuri Sagrado

Bem longe de toda ambição.


Na colina entre florestas

Neste Alto do Bode antigo

A aldeia tradicional mudou

Para longe de todo o perigo

Num pé de angico frondoso

Distante ao norte do inimigo .




Continua 





domingo, 23 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 2




Literatura de Cordel

Autor: Nhenety Kariri-Xocó 

Parte 2


Com Duarte Coelho Pereira
Constrói Castelo de Olinda
No cimo da colina em 1536 
Torre uma coisa mais linda
Casa-forte estilo manuelino
Feita de pedra , cal Ele finda .

O vasto território Nordestino
Capitania que tanto abrangia
Quase toda região Nordeste
Chegando até Oeste da Bahia
Colonos do Norte de Portugal
Duarte Coelho sua companhia.

O dia 16 de julho ano 1556
Nos baixios de D. Rodrigo
Junto à foz do rio Coruripe
Houve aquele grande perigo 
Onde o 1º  bispo do Brasil 
Pelos Caeté seria o inimigo .

O Pedro Fernandes Sardinha 
Junto a ele os companheiros
De Nossa Senhora da Ajuda
Navio afundou e prisioneiros
Seis léguas do São Francisco
Comidos por índios costeiros .

Numa história mal contada
Essa não seria tal realidade
Mas o bispo morreu afogado
Junto com toda a irmandade
Esta nau naufragou no mar
Causando esta calamidade.

Tudo poderia ser inventado
Pelos colonizadores tiranos
Queria roubar-lhes as terras
Uma base seria nos planos
Acusando aqueles indígenas
Foi ato cruel dos desumanos.

Nisso Caeté foram caçados
Nas matas, na terra e no rio
As crueldades deste invasor
Causando remorso e calafrio
Massacrou as tribos inteiras
Ao São Francisco a Cabo Frio.

Outras tribos tão afetadas
Naquela terrível dizimação
Os povos fugiram da costa
Buscam no refúgio salvação
Subiram os rios e afluentes
Foge daquela exterminação .

Duarte Coelho Albuquerque
Filho do donatário logo cedo
Organizou um bandeira ao sul
São Francisco fundou Penedo
Alagoas ocorrido no ano 1565
Sobre um majestoso rochedo.

Logo todas tribos da região
Esta totalidade combatidas
Dzubukuá, romaris , o Kariri
Como tupinambás, temidas
Aramurú, natús e karapotós
Aldeias mais reconhecidas.

Nativos habitantes da região
Como o Porto Real do Colégio
Nas ocupações os indígenas
A história de grande privilégio
Aconãs, Karapotó e os Kariris
Sob influência do poder régio .

O Gaspar Lourenço e outros
João Salônio nessa a região
Em 1575 jesuítas na floresta
Chegando uma nova religião 
Construíram a capela rústica
Nossa Senhora da Conceição.

As coisas não é tão simples
Para que possamos aprender
No caso são várias tentativas
Assim estes indígenas render
Passando os 86 anos fugindo
Finalmente tiveram que ceder.

Em 12 de abril no ano 1636
Penedo a categoria elevada
Nome Vila de São Francisco  
Centro povoador fortificada
Abrangendo todas fazendas
Aglomeração tribo aldeada. 

No ano 1637 os holandeses 
Que invadiram nosso Penedo 
Junto a foz do São Francisco
Com as vantagens no enredo
Construindo o Forte Maurício
Nessas paragens em segredo .

Porém na Guerra Holandesa
Os indígenas estão divididos
Kariris ao lado neerlandeses
Assim imune não ser punidos
Mas Aramurú os portugueses
Com senhores a ser servidos.

No dia 04 de maio de 1661
Os jesuítas teria concessão
Duas léguas de terras no rio
Fundando esta bela missão 
Kariri, Karapotó e os aconãs
Vem das matas na procissão.

Nossa Senhora da Conceição
A aldeia indígena foi chamada 
Porque na invocação da santa
Missão de Colégio lá fundada
Com essa igreja da padroeira
Onde por todos será venerada.


Continua  









sábado, 22 de maio de 2021

POVO DO OPARÁ 1





Literatura de Cordel


Autor: Nhenety Kariri-Xocó 


Parte 1


Nas origens de um povo
Tem as raízes geneológica  
Vem o começo do tempo
Numa idade pré-histórica
Vamos adiantando o ritmo,
Para não ficar metafórica.

Chegada dos portugueses,
Já existia os povos nativos
Movimento das migrações
Existiam os grandes motivos
Na luta pela a mata atlântica,
Porém os mais combativos.

Kariri-Xocó muita história
Pluriétnico por excelência
Formado nações indígenas
Tribos com sua resistência
São aldeados na civilização 
Fusão para a sobrevivência.

Segundo Aryon Rodrigues
O Macro-jê é tronco antigo
Do qual pertence os Kariris
No que diz por o seu artigo
Família linguística sertaneja
Que passou grande perigo .

Neste o Brasil Pré-Cabralino  
Antigos habitantes da costa
Os Povos do tronco Macro-jê 
Tupis expulsa sem resposta
Empurrando-os para o interior 
Na vida as privações imposta.

O macro-jê surgiu no leste
Brasil 4000 antes de Cristo
Tupis vieram do Amazonas
No ano 900 d.C., pouco visto 
Derrotando as tribos Tapuias
No seu passado bem revisto.

Foi seguindo o São Francisco
Os tupis chegaram lá no litoral
Ocupando Nordeste brasileiro 
Numa força com luta corporal
A faixa da parte sul americana 
Com toda a dominação moral .

Nesta mata atlântica o litoral
Sendo a mais rica do mundo
Com fartura de caça e pesca
Tinha o azul do mar no fundo
O clima agradável numa brisa
Que dava um sono profundo.

Nesse panorama costeiro
Tupís ocuparam o território 
Os portugueses chegaram
Pensavam era tudo ilusório
Mas estes povos alí viviam 
No grande fluxo migratório .

Portugueses no Brasil 1500
Nesta Bahia de Porto Seguro
Não demorou muito o tempo 
Deixou povo nativo em apuro
Trocando coisas e espelhos
Ficar com as terras do futuro.

A expedição reconhecimento 
Que descia na costa brasileira
Navegador Américo Vespúcio
Chegou na foz a grande ribeira
Foi o ano de 1501 no rio Opará  
Encontrando alí tribo costeira .

No dia 4 de outubro porém
Que rio Opará foi batizado
Com o nome São Francisco
Porque era santo civilizado
Para ficar nos documentos
Mas também o mentalizado.

No mapa etnico-histórico
Etnólogo Curt Nimuendajú
Tarobá encontrou Vespúcio
Na taba no Opará dos Natú
A região verdejante e farta
Com muitas frutas de cajú.

No baixo do São Francisco
Ou nesta margem alagoana
Que existia as tribos ferozes
Também na faixa sergipana
Caeté, Tupinambá, Tabajara
Numa parte pernambucana .

Nisso na Coroa Portuguesa 
Com pouco recurso limitado
Delegou tarefa colonização
Do Brasil para ser explorado
Divide território as capitanias
Nestas ordens atual reinado.

As capitanias 1534 criadas
No sistema dos donatários 
Evitar o tráfico de pau-brasil
Dos franceses e corsários
Principalmente nesse litoral
Onde eram os mandatários.

Estes beneficiários da nobreza 
Com os tais elementos feudais
Num capitalismo o exploratório
Documentos das Cartas Florais
Podendo construir até o castelo 
Assim os palácios descomunais.

A Capitania de Pernambuco
Para o Duarte Coelho Pereira
Com 12 mil léguas quadradas
Do sertão até a faixa costeira
Era Chamada Nova Lusitânia
Nesta riqueza era a primeira. 


Continua 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

CORDEL ENSINO PROFISSIONAL


- Amigo vou falar o vocacional

- De coisa muito linda 

- Do ensino profissional

- Agente nasce com o dom

- Com sentimento fraternal

- Em busca do bem sem o mal.


- A cadência vem da criança

- No seio maternal

- Quando a pessoa tem jeito

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- Estuda sofre muito

- Mas vence no final


- Trata bem o próximo

- Ter tudo bem legal

- Compra casa e roupa cara

- Desde o mais lindo enxoval

- É modesto bem simples

- Como um ser espiritual


- Quando agente somos jovens

- Temos um sonho a realizar

- Estudar muito na escola

- Para um dia trabalhar

- Ser profissional reconhecido

- Viver feliz e prosperar


- Muita gente já tentou

- Andaram pelo mundo a vagar

- As coisas que fazemos

- A vida pode cobrar

- Lute muito aguente sempre

- Se não você vai penar


- Aqui minha gente termino

- Cordel educacional

- Estudei na escola pública

- Desde o fundamental

- Concluí o ensino médio

- Agora sou profissional.


      Nhenety Kariri-Xocó