terça-feira, 1 de abril de 2025

AS RAÍZES DOS COLONIZADORES DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO






Resumo



Este trabalho busca apresentar, de forma descritiva e cronológica, as origens históricas e culturais dos colonizadores da Capitania de Pernambuco, destacando o percurso civilizatório dos povos que habitaram o norte de Portugal, especialmente das regiões de Trás-os-Montes, Minho e Beira. Partindo dos povos celtas, passando pela romanização, domínio visigodo, invasões muçulmanas e consolidação do Reino de Portugal, o estudo evidencia como essas raízes culturais e históricas chegaram ao Brasil, influenciando o processo de colonização de Pernambuco.



Introdução


A colonização da Capitania de Pernambuco não se deu de forma isolada ou descontextualizada. Os portugueses que aqui chegaram traziam consigo heranças culturais, sociais e religiosas que remontavam a uma longa trajetória histórica construída na Península Ibérica. Conhecer essa história é essencial para compreender as bases formadoras da sociedade pernambucana colonial.



Desenvolvimento (Narrativa Cronológica)



Os Primeiros Povos da Península Ibérica


A região do atual norte de Portugal foi inicialmente ocupada por povos celtas, conhecidos como Callaeci ou Galaicos. Esses povos estabeleceram modos de vida, crenças e organização social próprios, deixando marcas profundas na cultura local.



A Romanização


Com a chegada dos romanos, a partir do século II a.C., a região foi incorporada ao Império Romano, passando por um intenso processo de romanização. Os romanos desenvolveram centros urbanos, construíram estradas, difundiram o latim vulgar — que mais tarde daria origem à língua portuguesa — e integraram os povos locais a uma nova estrutura política e econômica.


A cidade do Porto, nascida de um povoado celta, foi um dos principais centros dessa romanização, sendo denominada "Portus Cale". Este nome, com o passar do tempo, deu origem à denominação "Portugal".



O Domínio Visigodo


Com a queda do Império Romano, os visigodos, um povo germânico, dominaram a Península Ibérica, estabelecendo um reino que durou aproximadamente três séculos (século V ao início do século VIII). Eles mantiveram parte da organização administrativa romana, mas também trouxeram novos elementos culturais e religiosos, como o cristianismo ariano, posteriormente convertido ao catolicismo.



As Invasões Muçulmanas


No início do século VIII, os mouros (muçulmanos) invadiram a Península Ibérica, ocupando vastas regiões por quase 800 anos. O norte de Portugal, contudo, foi uma das áreas de resistência cristã, o que fortaleceu o espírito de luta e a cultura guerreira de seus habitantes.



A Formação de Portugal


A partir do século XII, com a Reconquista Cristã, formou-se o Reino de Portugal, consolidando-se como um território autônomo. Os habitantes do norte de Portugal, moldados pela resistência contra os mouros e influenciados por séculos de miscigenação cultural, desenvolveram características marcantes: religiosidade intensa, espírito aventureiro e conhecimento de práticas agrícolas adaptadas a terrenos difíceis.



A Colonização da Capitania de Pernambuco


Quando iniciou-se a colonização do Brasil no século XVI, muitos dos colonizadores enviados à Capitania de Pernambuco provinham justamente dessas regiões do norte de Portugal. Trouxeram consigo hábitos, práticas culturais, conhecimentos agrícolas, além de valores religiosos e sociais herdados de seus ancestrais.


Esses elementos foram fundamentais na estruturação da sociedade colonial pernambucana, tanto na organização da agricultura, especialmente a produção de açúcar, quanto na religiosidade e nas formas de convivência social.



Considerações Finais


A colonização da Capitania de Pernambuco é resultado de um longo processo histórico-cultural, iniciado muito antes da travessia do Atlântico pelos portugueses. Os povos que habitaram o norte de Portugal, com sua resistência, fé e práticas culturais, deixaram marcas profundas na formação da identidade dos colonizadores e, por consequência, na sociedade pernambucana colonial. Conhecer essas raízes é essencial para compreender aspectos sociais, culturais e econômicos que ainda hoje influenciam a identidade nordestina e brasileira.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:



LIVROS


FERNANDES, Isabel Cristina. Os povos da Hispânia romana: identidade e cultura. São Paulo: Editora Unesp, 2012.


MATTOSO, José. História de Portugal: a monarquia feudal (1096-1480). Lisboa: Editorial Estampa, 1993.


NOVO, Teresa. A presença judaica em Portugal: história e legado. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2015.


ARTIGOS ACADÊMICOS


RODRIGUES, Ana Maria. A Lusitânia e a Gallaecia no contexto da romanização. Revista de História Ibérica, v. 12, n. 2, p. 45-67, 2018.


SILVA, Ricardo da. A influência dos cristãos-novos na economia colonial brasileira. História Econômica & Sociedade, v. 5, n. 1, p. 89-110, 2020.


Books


Fernandes, I. C. (2012). Os povos da Hispânia romana: identidade e cultura. Editora Unesp.


Mattoso, J. (1993). História de Portugal: a monarquia feudal (1096-1480). Editorial Estampa.


Novo, T. (2015). A presença judaica em Portugal: história e legado. Imprensa da Universidade de Coimbra.


Journal Articles


Rodrigues, A. M. (2018). A Lusitânia e a Gallaecia no contexto da romanização. Revista de História Ibérica, 12(2), 45-67.


Silva, R. (2020). A influência dos cristãos-novos na economia colonial brasileira. História Econômica & Sociedade, 5(1), 89-110.



Autor: Nhenety KX



Utilizando a ferramenta Gemini ( Google ), inteligência artificial para análise da temática e Consultado por meio da ferramenta ChatGPT (OpenAI), inteligência artificial como apoio para elaboração do trabalho, em 1 de abril de 2025 e a capa do artigo dia 29 de abril de 2025.






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