domingo, 12 de outubro de 2025

PORTUGAL E O BRASIL NAS RAÍZES IBÉRICAS EM CORDEL







🌺 DEDICATÓRIA POÉTICA


Dedico este meu cordel,

De raiz e sentimento,

Ao meu povo originário,

Que resiste o esquecimento.

Aos Kariri-Xocó da história,

Guardadores da memória,

E ao vento do firmamento.


Dedico aos povos da terra,

Do Brasil e de além-mar,

Que em eras tão distantes,

Souberam se entrelaçar.

Na alma ibérica e antiga,

Ecoa a voz que abriga

O sonho de continuar.


📜 ÍNDICE POÉTICO


1️⃣ Dedicatória Poética – Versos à origem sagrada

2️⃣ Abertura e Prólogo Poético – O início da caminhada

3️⃣ Capítulo I – As Origens Pré-Romanas

4️⃣ Capítulo II – A Romanização Humana

5️⃣ Capítulo III – Os Reinos Germânicos e Medievais

6️⃣ Capítulo IV – Portugal e o Mar Universal

7️⃣ Capítulo V – Do Reino Unido à Independência Nacional

8️⃣ Encerramento e Epílogo Poético – A Travessia das Raízes

9️⃣ Nota de Fontes Rimada – Ecos de vozes eruditas

🔟 Ficha Técnica – A forma e o coração da escrita

1️⃣1️⃣ Epílogo Final – O elo das civilizações

1️⃣2️⃣ Sobre o Autor e Sobre a Obra – As mãos que tecem memórias

1️⃣3️⃣ Capas Digitais 3D – A imagem das histórias


🌞 ABERTURA


Nas terras da Ibéria antiga,

Onde o Sol vem repousar,

Nasceram povos valentes

Que sabiam trabalhar.

Lusitanos e Galaicos,

Forjaram trilhas e traços

Que o tempo veio guardar.


Entre o mar e a montanha,

O vento trouxe o recado:

De cada pedra do solo

Surge um canto entoado.

E desse chão tão distante

Brota um povo constante,

De destino abençoado.


🌿 PRÓLOGO POÉTICO


Do velho reino ibérico

Saiu um fio de canção,

Que cruzou mares imensos

E encontrou nova nação.

Do Porto e de Lisboa

Veio a alma que abençoa

O Brasil do coração.


O idioma que floresceu

Da voz do povo romano,

Foi semente que cresceu

No solo americano.

E do enlace dos dois mundos,

Entre abismos tão profundos,

Nasceu o sonho humano.


Portugal, raiz primeira,

Brasil, flor que germinou,

Na seiva da mesma história

O sangue se misturou.

Da fé, do pão e da lida,

Do verbo e da voz erguida,

Um só destino brotou.


E assim o tempo revela,

Com ternura e claridade,

Que o passado não se apaga,

Mas vive na identidade.

Nas veias do povo unido,

Ecoa o som antigo

Da herança e da verdade.



📜 CAPÍTULO I — AS ORIGENS PRÉ-ROMANAS


Nas terras da velha Ibéria,

Onde o vento era ancestral,

Viviam tribos antigas,

De cultura sem igual.

Celtas, Íberos, Lusitanos,

Galaicos e outros humanos,

Tinham vida comunal.


Nos montes, os castros fortes,

De pedra, fé e canção,

Guardavam o povo guerreiro

Com sua devoção.

Honravam mãe natureza,

Com coragem e pureza,

Nas trilhas do coração.


Os rios cortavam vales,

Levando história e poder,

E o mar, com suas marés,

Fazia o sonho crescer.

O “Cale” de origem celta,

Fez do Porto a rota certa

Que viria florescer.


Entre o fogo e o sagrado,

Cresceu o culto ao sol-pai,

Que guiava os navegantes

Por onde o vento vai.

O povo olhava as estrelas,

E nas noites tão belas,

Rezava ao céu e à paz.


A língua era diversa,

Feita em sons naturais,

Em cantos e em danças livres,

Sem senhores nem iguais.

Viviam da caça e da horta,

Com alma simples e torta

De destinos ancestrais.


Do ferro e do bronze erguia-se

A lança do guerreiro,

E do barro se moldava

O jarro hospitaleiro.

Cada aldeia, um pequeno reino,

Com saber tão verdadeiro

Quanto o sol no travesseiro.


Os povos da península

Não sabiam o porvir,

Mas nos seus ritos e sonhos

Já nascia o devir:

A chama que mais adiante

Faria o povo vibrante

Que o mundo iria ouvir.


Assim floresceu na Ibéria

Um legado tão antigo,

Que o tempo, na sua pena,

Transformou em abrigo.

E dessa raiz guardada,

Surgiu a pátria amada

Que o destino fez amigo.


⚜️ CAPÍTULO II — A ROMANIZAÇÃO HUMANA


Chegaram os ventos de Roma,

Com espada e legislação,

Trazendo o peso do império

E nova organização.

Do Tejo ao mar Cantábrico,

O povo livre e céltico

Caiu sob dominação.


Dois séculos de conquista,

Sangue, ferro e disciplina,

Fizeram da Lusitânia

Uma terra latina.

Nasciam vilas e estradas,

Cidades bem traçadas,

Com a força que domina.


As línguas foram unidas

No latim vulgar corrente,

Que virou canto e palavra

Na boca do povo crente.

Desse som, com mil andanças,

Brotaram novas esperanças

De um idioma crescente.


Vieram leis e costumes,

Vieram templos e altares,

E a cruz do Cristo romano

Brilhou sobre os lugares.

Da fé e do novo rito,

Surgiu um tempo bendito

De espíritos singulares.


Roma ensinou o trabalho,

O ofício e o saber,

Trouxe pontes, trouxe muros,

E o dom de escrever.

Na pedra, o traço divino

Fez o tempo peregrino

No espaço do renascer.


Mas o povo lusitano

Não perdeu sua raiz,

Guardou o som dos montes

E o sonho do seu país.

Entre o império e a bravura,

Fez da alma uma mistura

De coragem e matiz.


O Porto e a Galécia uniram-se

Em laço e irmandade,

Forjando a base antiga

Da futura identidade.

Portugal nascia em brumas,

Entre guerras e espumas,

Na aurora da liberdade.


Os deuses antigos dormiam,

Mas a fé renascia em luz,

E do bronze e da argila

Surgia a imagem de Jesus.

Do império, ficou a estrada,

Mas a alma abençoada

Pelas águas da cruz.


E Roma, que tudo leva,

Deixou cultura e canção,

A língua que fez do mundo

Um vasto coração.

E o povo, com tal herança,

Levou ao mar a esperança

De uma eterna união.



⚔️ CAPÍTULO III — OS REINOS GERMÂNICOS E MEDIEVAIS


Quando Roma se enfraquece,

Vêm do norte os invasores,

Suevos, Visigodos fortes,

Trazendo novas dores.

Mudaram leis e caminhos,

Entre pedras e espinhos,

Renasciam os valores.


Os Suevos, lá na Galécia,

Fizeram seu reinado,

Mas foram pelos Visigodos

Em batalha dominado.

Do caos do império antigo,

Surgia o novo abrigo

Do povo cristianizado.


Dois mundos se encontraram,

O bárbaro e o latino,

E o sangue que se misturou

Gerou um povo divino.

Entre espadas e orações,

Entre santos e visões,

O destino era genuíno.


Porém no ano setecentos,

Veio o vento do deserto,

O Islã cruzou as montanhas

Com poder, fogo e decreto.

Tomou reinos, fortalezas,

Fez ruir as defesas,

Mas não matou o afeto.


A Reconquista começa,

Das Astúrias ao Minho,

Com cruz, espada e bravura,

Cada passo era um caminho.

Reis e monges, lado a lado,

Contra o mouro armado,

Reerguiam o seu ninho.


O Condado Portucalense,

Entre fé e rebeldia,

Nasceu de um sonho antigo,

De liberdade e ousadia.

D. Afonso Henriques valente,

Fez de si o continente

Da lusitana harmonia.


No ano de mil cento e trinta e nove,

Portugal se declarou,

Um reino livre e cristão,

Que no mundo se firmou.

Com fronteiras e bandeira,

E uma alma altaneira

Que a história consagrou.


Do castelo até o mosteiro,

Ecoava um mesmo canto,

De um povo que resistia

Ao domínio e ao pranto.

Da fé fez-se o brasão,

Do amor fez-se a nação,

E do sonho, um manto santo.


Assim, no berço medieval,

Portugal foi se erguendo,

Entre reis, monges e guerras,

O povo foi aprendendo.

Que do suor e da cruz,

Se faz o caminho e a luz

De quem segue construindo.


🌊 CAPÍTULO IV — PORTUGAL E O MAR UNIVERSAL


O mar chamou pelos ventos,

Pelas ondas e corais,

E o povo lusitano ouviu

Seus clamores ancestrais.

Era o fado, era o destino,

Era o sopro divino

Dos caminhos imortais.


Nas caravelas ligeiras,

Cruzaram o céu e o mar,

Levando fé e coragem

Para o mundo desbravar.

Do Tejo às Índias distantes,

E às terras fascinantes,

Que o sol vinha abraçar.


Em mil e quinhentos, o sopro

Do orvalho tropical,

Anunciou no Novo Mundo

O contato original.

Pedro Álvares Cabral,

Por sorte e ritual,

Fez do Brasil o portal.


Trouxeram língua e costume,

Cruz, rosário e oração,

E o Brasil, novo terreno,

Recebeu civilização.

Mas junto veio a dor,

Da escravidão e do labor,

Que manchou o coração.


Ainda assim, da mistura

De povos e de esperança,

Nasceu a alma brasileira

Com toda sua bonança.

O índio, o negro e o branco,

Entre o pranto e o encanto,

Fizeram a nova herança.


Portugal, do mar senhor,

Criou pontes e marés,

Levando ao mundo inteiro

Seus cantos e sua fé.

E a língua, doce corrente,

Foi semeando em frente

O verbo que não se revé.


Nas feitorias do Oriente,

E nas terras de além-mar,

O nome de Portugal

Começou a eternizar.

E na costa brasileira,

Fez-se a obra pioneira

Do sonho de navegar.


Mas o império, tão vasto,

Também trouxe exaustão,

Do ouro e da cana doce

Brota sangue e opressão.

No entanto, a herança viva

Permanece objetiva

Na alma da nação.


E o mar que uniu dois mundos,

Deu ao povo a direção,

De que o destino é corrente

E a memória é tradição.

Portugal e Brasil, unidos,

Em seus laços tecidos,

São um só coração.



👑 CAPÍTULO V — DO REINO UNIDO À INDEPENDÊNCIA NACIONAL


Do velho reino de Lisboa,

O eco cruzou o mar,

Quando a França invadiu terras,

Fez a corte navegar.

D. João, rei lusitano,

Buscou abrigo soberano

No Brasil a prosperar.


O Rio virou capital

De um império tão distante,

E o Brasil viu-se elevado

A reino triunfante.

Era o trono tropical,

De um poder colonial,

Num cenário deslumbrante.


Em mil oitocentos e quinze,

O decreto proclamou:

“Reino Unido e Portugal”,

Assim o rei anunciou.

Três nomes sob a bandeira,

Em união passageira,

Que o tempo logo findou.


Pois crescia a chama livre,

Do querer se libertar,

O Brasil, maduro em alma,

Já buscava seu lugar.

Do ventre de Portugal,

Nasceu o filho imperial,

Disposto a se afirmar.


Em vinte e dois, no Ipiranga,

O grito rompeu o ar:

“Independência ou morte!”,

Fez o sonho despertar.

D. Pedro, herdeiro da coroa,

Fez da terra, pátria boa,

Para o povo se encontrar.


E o império brasileiro

Seguiu sua direção,

Com cultura e com destino

De ampla dimensão.

Mas a língua, a devoção,

A fé e a tradição,

Mantiveram a ligação.


De um lado, o velho reino,

Do outro, o novo sol,

Dois mundos entrelaçados

Sob o mesmo arrebol.

A raiz lusitana antiga

Permanece, viva e amiga,

Como chama que consola.


E veio o fim do império,

No oitenta e nove do ano,

Quando a república surge

Com o povo soberano.

Mas nas veias do Brasil,

Corre o sangue sutil

Do passado lusitano.


Portugal e o Brasil,

Na história e na emoção,

São irmãos de mesma seiva,

Da terra e do coração.

Entre cruz, espada e mar,

Souberam se encontrar

Na luz da recordação.


🌺 ENCERRAMENTO E EPÍLOGO POÉTICO


Oh, Portugal, mãe primeira,

Que moldou nossa expressão,

E Brasil, terra eleita,

De vasto coração!

Dois astros da mesma história,

Com brilho e com memória,

Formam uma só nação.


Das raízes ibéricas puras,

Nasceu o verbo e o canto,

Que atravessou oceanos

Com coragem e espanto.

Na língua, vive a saudade,

Na alma, a identidade,

E no tempo, o encanto.


A herança foi compartilhada

Em séculos de missão,

Da fé e da cultura antiga

Que geraram união.

Entre reis, monges e mares,

Entre sonhos e altares,

Surgiu nova inspiração.


Hoje, quando o sol desponta

Nos montes do coração,

O povo sente no peito

Essa grande conexão.

O passado, vivo e claro,

Ecoa num som raro,

De amor e gratidão.


E assim termina a jornada

De raízes universais,

Onde Portugal e Brasil

São povos fraternais.

A ponte que o tempo fez,

Entre o ontem e o talvez,

Une destinos imortais.


Que o cordel leve ao vento

O saber e a emoção,

Das terras que se encontram

Em fraterna união.

Pois quem nasce do passado,

Não se sente separado,

Mas herdeiro da canção.



🌿 NOTA DE FONTES RIMADA


(Referências históricas em verso harmônico e estilo de cordel)


Busquei nas luzes do tempo,

Fontes que falam com fé,

Da Ibéria antiga e seu povo,

Dos Celtas ao Lusitano pé.

Nos textos de Saraiva e Mattoso,

Ecoou o saber que é,

Do livro ao chão de memória,

A história virou cordel.


Câmara Cascudo foi guia,

No Brasil, saber profundo,

Falou das trocas culturais

Entre o Velho e Novo Mundo.

E Capistrano de Abreu

Mostrou com olhar fecundo,

Que o português se expandiu

Por sertão, mar e fundo.


Hespanha e Serrão narraram

O reino e sua razão,

Da cruz, espada e bandeira,

Da alma à colonização.

E o povo, voz primeira,

Guardou em cada canção,

A mistura verdadeira

De fé, sangue e coração.


Das fontes da Academia,

Às memórias de Camões,

O mar se fez poesia

Em versos e tradições.

O cordel costura o tempo,

Sem quebrar as conexões,

De Portugal ao Brasil

Por mil gerações.


📘 FICHA TÉCNICA


Título: Portugal e o Brasil nas Raízes Ibéricas em Cordel

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Edição Digital e Visual: ChatGPT  ( assistente virtual  )

Gênero: Cordel Histórico e Cultural

Ano: 2025

Local: Porto Real do Colégio — Alagoas, Brasil

Produção Visual: Capas 3D criadas em arte digital realista

Edição: Blog "KXNHENETY.BLOGSPOT.COM"



🌅 EPÍLOGO FINAL


De Portugal veio a língua,

Veio o tom e a devoção,

Veio o sonho e o navio,

Que cruzou mar e emoção.

Mas do chão do Brasil livre,

Nasceu nova inspiração,

Que junta dois continentes

No verso e no coração.


Raiz que o vento não quebra,

Mesmo quando o tempo passa,

A história é chama que medra,

Entre o ontem e a esperança.

Assim finda este cordel,

Que o amor da terra abraça,

De Ibéria a Brasil moreno,

Onde o sol da alma traça.


🌍 QUARTA CAPA POÉTICA





“Entre o Douro e o São Francisco,

Entre o Tejo e o Parnaíba,

Ecoa um cântico antigo

Da alma lusa e nativa.

Portugal deu o caminho,

O Brasil deu a vida viva,

E o cordel é o pergaminho

Que essa união cultiva.”


✍️ SOBRE O AUTOR


Nhenety Kariri-Xocó, contador de histórias, poeta e pesquisador da memória ancestral, é filho do povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL).

Sua voz ecoa as raízes que unem a tradição oral, o amor à cultura popular e a força espiritual dos povos originários.

Nas páginas do cordel, Nhenety celebra a sabedoria de seus antepassados e o encontro harmonioso entre o mundo indígena, o português e o universal.


📖 SOBRE A OBRA


“Portugal e o Brasil nas Raízes Ibéricas em Cordel” é um livro poético-histórico que resgata, em versos rimados, a trajetória de um povo dividido pelo oceano, mas unido pela cultura, fé e palavra.

Da Ibéria pré-romana à formação do Brasil independente, cada capítulo reconta, em tom de epopeia popular, o entrelaçamento de dois mundos — o europeu e o ameríndio — nas bases da civilização luso-brasileira.

Esta obra foi inspirada e fundamentada no artigo publicado no blog “Memória e Identidade – Nhenety Kariri-Xocó”, disponível em: https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/portugal-e-o-brasil-nas-raizes-ibericas.html?m=0 , 

seguindo uma estrutura acadêmica nos moldes da ABNT e respaldada em referenciais históricos e culturais que unem a tradição oral ao conhecimento erudito. 



Autor: Nhenety Kariri-Xocó 





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