🌿 DEDICATÓRIA POÉTICA
(Em setilhas rimadas — tom místico e universal)
Dedico este livro sagrado,
Ao vento, ao tempo e à areia,
Ao povo de toda a fé,
Que da dor faz sua teia.
À Terra que é mãe e berço,
Onde o Espírito tem endereço,
E a história nunca esmoreia.
À Judéia, à Galileia,
E ao Sinai de luz eterna,
Onde o fogo do divino
Queima a alma e não governa.
Aos profetas e guerreiros,
Peregrinos e justiceiros,
Que lutaram sem ter cisterna.
Dedico aos filhos da estrada,
Que oram olhando o céu,
Aos que buscam a Verdade
Como pão, como anel.
Ao poeta que traz na mão,
A pena feita oração,
E no verso o seu papel.
Dedico aos povos antigos,
Dos desertos e do luar,
Que no eco dos séculos
Souberam sempre escutar.
Que cada pedra conte um mito,
E cada verso, um rito,
Para o mundo recordar.
E à Paz que tanto tarda,
Mas mora no coração,
De quem sonha uma Jerusalém
Sem fronteira, sem prisão.
Que o livro leve a centelha,
E que a luz da centelha
Seja o verbo da união.
📜 ÍNDICE POÉTICO
Prólogo Poético – O Canto da Terra Divina
Capítulo I – O Império Bizantino e o Legado Cristão
Capítulo II – O Surgir do Islã e o Califado Rashidun
Capítulo III – Omíadas e Abássidas: o Crescer do Islã
Capítulo IV – Fatímidas e Cruzados: a Guerra da Fé
Capítulo V – Saladino e os Aiúbidas: a Reconquista de Jerusalém
Capítulo VI – O Domínio Mameluco e o Legado do Islã Medieval
Capítulo VII – O Império Otomano e a Longa Paz Religiosa
Capítulo VIII – O Mandato Britânico e a Sombra da Guerra
Capítulo IX – O Sionismo e a Criação do Estado de Israel
Encerramento – A Terra Prometida e o Tempo da Espera
Epílogo Poético – O Sol da Paz que Renasce
Nota de Fontes Rimada – O Canto das Escrituras
Ficha Técnica – Versos da Criação
Epílogo Final – A Luz do Poeta e do Tempo
Quarta Capa Poética – A Voz da Areia e da Fé
Sobre o Autor – Nhenety Kariri-Xocó, Filho da Palavra
Sobre a Obra – O Verso que Une Religiões e Povos
🌄 PRÓLOGO POÉTICO — “O CANTO DA TERRA DIVINA”
No silêncio do deserto,
Ecoa a voz do Criador,
Entre dunas e miragens,
Surge a chama do amor.
A areia guarda a lembrança,
Do tempo em sua andança,
E o homem busca o Senhor.
Ali onde o Sol se inclina,
E o céu se veste de véu,
As tribos cantam segredos,
Entre estrelas e troféu.
Na pedra o verbo germina,
Pois a Terra é tão divina,
Que nela o anjo é fiel.
A Judéia viu nascer luz,
Na manjedoura sagrada,
E o Cristo, verbo do tempo,
Abriu senda iluminada.
Mas o mesmo chão bendito,
Conheceu guerra e conflito,
Com a fé sendo provada.
Quando o Império dividiu-se,
Bizâncio ergueu-se em poder,
E templos brilharam em ouro,
Buscando o céu compreender.
Mas nas sombras do Oriente,
Surgia o canto ardente,
De Maomé a renascer.
Vieram califas e reinos,
De Damasco até Bagdá,
E a lua do Islã brilhava,
Como a cruz a reluzir lá.
Cada fé, com sua chama,
Defendendo a mesma trama,
Que o tempo faz ecoar.
O vento das Cruzadas veio,
Com espada e oração,
E o sangue tingiu os montes,
Da guerra e da devoção.
Mas o Espírito, paciente,
Segue firme e persistente,
Na busca da redenção.
Por fim, a Terra cansada,
Revestiu-se de memória,
Guardando em cada ruína
Os fragmentos da história.
E o poeta, peregrino,
Transformou o seu destino,
Em cantiga e trajetória.
Por isso o canto ressoa,
Em cada pedra e miragem,
Pois Jerusalém eterna
É da fé a mensagem.
Na Bíblia e no Alcorão,
No pergaminho e canção,
Vive a mesma paisagem.
📘 CAPÍTULO I — O IMPÉRIO BIZANTINO E O LEGADO CRISTÃO
Após a Roma dividida,
No Oriente ergueu-se o altar,
Bizâncio, de fé vestida,
Com templos a se elevar.
Constantino, em sua mão,
Fez do Cristo a direção,
E o mundo veio mudar.
No mármore e no incenso,
Ecoava o hino da cruz,
O império buscava o céu
Sob o brilho da mesma luz.
Jerusalém, coroada,
Foi do Cristo consagrada,
E a fé ganhou nova luz.
Ergueram-se santuários,
Com cúpulas a brilhar,
Onde o Santo Sepulcro
Fez a alma repousar.
A cidade era um espelho,
Que refletia o conselho
Do verbo que quis amar.
Mas o ouro e o poder juntos
Moldaram outra ambição,
Pois o homem, em sua glória,
Esqueceu da compaixão.
Entre padres e soldados,
Surgiram rumos trocados,
E a fé virou divisão.
A cruz virou bandeira,
E a espada, instrumento,
De um reino que, na prece,
Buscava o firmamento.
Mas entre os povos antigos,
Ecoavam outros hinos,
Com paz e sofrimento.
Bizâncio, em seus mosteiros,
Guardou relíquias e lei,
Com santos e evangelistas,
Traduzindo a própria grei.
E entre guerras e procissões,
Brotaram contradições,
Que a História hoje lê.
O cristão olhava o Oriente,
Com a alma e com o olhar,
Mas não sabia que o tempo
Já começava a mudar.
Lá do deserto infinito,
Um novo canto bendito
Preparava-se a soprar.
Assim finda o primeiro ato
Da fé bizantina e sua flor,
Pois de Roma até o Levante
Ecoou o mesmo ardor.
Mas da areia, em tom sagrado,
Surge o verbo revelado,
De Maomé, o mensageador.
📘 CAPÍTULO II — O SURGIR DO ISLÃ E O CALIFADO RASHIDUN
No deserto, o vento canta,
Sobre dunas sem fronteira,
E uma estrela brilha intensa
Na noite pura e inteira.
Lá Maomé, em sua escuta,
Recebeu do alto a conduta
Da mensagem verdadeira.
Gabriel trouxe a palavra,
Em versos de luz e fé,
E o Alcorão foi escrito,
Como lei de amor e pé.
A lua ergueu-se serena,
E a Meca, em sua arena,
Viu nascer o novo axé.
O Islã cresceu ligeiro,
Com coragem e união,
Levando o nome de Deus
A cada tribo e nação.
Com justiça e disciplina,
O novo tempo ilumina
As areias da criação.
Em 638 chegou
A hora da conquista,
Jerusalém foi tomada,
Por obra islamista.
Mas Omar, com compaixão,
Protegeu toda oração,
E o templo não foi à vista.
Cristãos e judeus ali
Mantiveram seu altar,
Pagando o jizya em tributo,
Mas sem fé profanar.
E a cidade dividida,
Tornou-se novamente unida
No direito de orar.
O califa foi justo e sábio,
Deu abrigo e proteção,
Respeitou a cada povo
Com prudência e decisão.
Foi o tempo em que o deserto
Mostrou o caminho certo
Da divina ligação.
De Medina até Damasco,
O Islã cresceu em fervor,
E a Terra Santa sentiu
Um novo sopro de amor.
Mas o homem, em sua lida,
Levou guerra dividida,
Ao invés de puro ardor.
Assim nascia a jornada,
Dos califas de Alá,
Que do verbo e da coragem
Fizeram o tempo girar.
E a cidade de oração
Seguiu na mesma missão:
De servir, crer e lutar.
E o oriente amanhecia,
Com o sol do novo clarão,
Enquanto Roma silente
Via mudar-se o chão.
O Islã crescia em força,
E a fé, em sua corça,
Fazia o mundo em expansão.
📗 CAPÍTULO III — OMÍADAS E ABÁSSIDAS: O CRESCER DO ISLÃ
De Damasco veio o canto,
Dos Omíadas poderosos,
Que estenderam o Islã
Sobre reinos numerosos.
Com mesquitas reluzentes,
E fiéis tão fervorentes,
Se tornaram vitoriosos.
Jerusalém viu erguer-se,
O Domo da Rocha em fulgor,
Como um hino de beleza
Ao Senhor do Criador.
Lá Maomé foi lembrado,
Como o profeta elevado
Pelo divino esplendor.
Sob o brilho das cúpulas,
Resplandece a devoção,
E a cidade sagrada
Torna-se um coração.
Entre orações e jejuns,
Sons de sinos e alfazuns,
Misturam-se em comunhão.
O Islã crescia em saber,
Nas escolas e nos livros,
Traduzindo o pensamento
Dos sábios e dos antigos.
Da Grécia à Babilônia,
A ciência fez-se harmonia,
Nos caminhos mais cativos.
Mas o tempo, como o vento,
Trouxe nova direção,
E Bagdá, no firmamento,
Tornou-se outra extensão.
Os Abássidas chegaram,
E o poder reorganizaram,
Com luz e contemplação.
O califa em seu palácio,
Fez do saber sua coroa,
Chamou poetas e mestres,
Para a lição que ecoa.
Nas madrassas e mercados,
Sons e versos consagrados
Faziam a mente tão boa.
A Terra Santa, porém,
Seguia sob o domínio,
Do Islã e sua lei
Que guiava o seu caminho.
Mas o brilho que crescia,
Na fé e filosofia,
Tinha em Alá seu ninho.
Foi um tempo de grande arte,
De ciência e de oração,
Mas também de disputas
Que fenderam a união.
Pois entre o sonho e a espada,
Toda fé, quando exaltada,
Busca a própria direção.
Assim o Islã se expandia,
De Alandalus até o mar,
E o mundo, em sua harmonia,
Aprendia a escutar.
Mas o ocidente cristão,
Com espada e ambição,
Já se armava pra marchar.
📗 CAPÍTULO IV — FATÍMIDAS E CRUZADOS: A GUERRA DA FÉ
Do Egito veio a bandeira,
Fatímida e reluzente,
Com xiitas e seus ritos
Dominando o Oriente.
Da Mesquita até o Cairo,
Um poder firme e caro,
Surge forte e eloquente.
Tomaram Jerusalém
Dos abássidas rivais,
E o templo, na tempestade,
Teve tempos desiguais.
O califa Al-Hakim, temido,
Deu ao solo o mais ferido
Dos golpes fundamentais.
Destruiu o Santo Sepulcro,
Símbolo da cristandade,
E o ocidente distante
Se ergueu em santidade.
Chamou príncipes e reis,
Em nome de sua lei,
À guerra da eternidade.
Foi o grito das Cruzadas,
Ecoando pelo mar,
Mil cavaleiros e espadas
Com a cruz a reluzir lá.
Em 1099 chegaram,
E os muros conquistaram,
Com sangue a se derramar.
Jerusalém foi tomada,
Entre fogo e devoção,
E os altares novamente
Mudaram de direção.
Ergueram tronos e coroas,
E nas praças, as pessoas,
Clamavam por redenção.
Mas o preço foi amargo,
O chão se fez pranto e dor,
Pois a fé, quando imposta,
Fere mais do que o temor.
E a cidade dividida,
Chorou a perda da vida,
Entre espadas e amor.
Por quase um século inteiro,
O cristão ali reinou,
Mas nas sombras do deserto,
Um novo herói despertou.
Chamava-se Saladino,
De nobreza e destino,
Que o céu abençoou.
Com coragem e inteligência,
Derrotou os invasores,
Na batalha de Hattin,
Restaurou velhos amores.
Com clemência e compaixão,
Devolveu à oração
O valor dos sonhadores.
Jerusalém foi liberta,
Sem vingança ou opressão,
Pois o herói da meia-lua
Tinha luz no coração.
E no encontro entre a cruz,
E o crescente que reluz,
Brilhou a reconciliação.
📘 CAPÍTULO V – SALADINO E OS AIÚBIDAS: A RECONQUISTA DE JERUSALÉM
Entre muralhas antigas,
Jerusalém resplandeceu,
Mas a cruz e o crescente,
Na mesma pedra se ergueu.
Veio o bravo Saladino,
Do deserto, fiel destino,
Que a justiça prometeu.
Com o sabre e a compaixão,
O curdo seguiu em guerra,
Mas seu peito era templo,
De quem honra e paz encerra.
Unindo tribos e reinos,
Venceu medos, desalinhos,
Sem manchar santa terra.
As cruzes vieram em ondas,
Pelo mar, pela montanha,
Mas o sábio comandante,
Não cedia à estranha sanha.
Seu exército era nobre,
Sem vaidade, ouro ou cobre,
Só a fé que o mundo ganha.
Na colina do Calvário,
Rezou sem destruir nada,
Pois viu Cristo e Maomé
Na mesma estrela sagrada.
Perdoou quem o ferira,
Com clemência que inspira,
A alma iluminada.
O Ocidente o respeitou,
Mesmo sendo o seu rival,
Pois viu no seu gesto humano
Um valor universal.
E até reis ajoelharam,
Quando os anjos cantaram,
Seu feito espiritual.
Depois da luta vencida,
Jerusalém renasceu,
A mesquita e o santuário,
Sob o mesmo céu viveu.
E o nome de Saladino,
Ecoou no pergaminho,
Como exemplo que cresceu.
Assim termina a jornada,
Do guerreiro e do irmão,
Que uniu fé e bravura,
Com humildade e razão.
Seu legado foi ponte pura,
Entre o Islã e a escritura,
Da eterna revelação.
📘 CAPÍTULO VI – O DOMÍNIO MAMELUCO E O LEGADO DO ISLÃ MEDIEVAL
Depois da era dos Aiúbas,
Surgiu nova proteção,
Os Mamelucos, guerreiros,
Filhos da libertação.
De escravos, tornaram reis,
Com coragem e leis,
Defendendo a região.
No Egito fixaram trono,
Com poder e disciplina,
E ergueram grandes mesquitas,
Como luz que se ilumina.
Do Cairo ao Mar Vermelho,
O seu governo foi espelho,
De fé firme e cristalina.
Contra mongóis e cruzados,
Mostraram força e valor,
Com espadas e estandartes,
Em nome do Criador.
E em Damasco, Alexandria,
Floresceu a poesia,
Do sábio e do pensador.
Sultões e arquitetos santos,
Ergueram cúpulas e arte,
Minaretes como dedos,
Apontando o céu à parte.
Na ciência e astronomia,
O saber florescia,
Em harmonia e estandarte.
O comércio cruzou desertos,
Levando seda e palavra,
E o Corão, nas caravanas,
Ao Oriente se lavrava.
Nas madrassas e palácios,
Misturaram-se os espaços,
Onde a fé nunca se quebrava.
E quando o tempo avançou,
Com o vento da modernidade,
O mundo guardou nas pedras,
Essa herança e verdade.
Pois do Islã medieval,
Brota um símbolo imortal,
De luz, honra e santidade.
Assim finda o reinado,
Dos guerreiros do deserto,
Que deixaram como espelho,
O sagrado tão desperto.
E nas páginas da história,
Guardam viva a memória,
Do saber justo e aberto.
📗 CAPÍTULO VII – O IMPÉRIO OTOMANO E O NOVO CRESCENTE DE PODER
Das margens do Bósforo ao sul,
Soprava vento de glória,
Os turcos de fé crescente,
Teciam nova história.
Sob a lua do crescente,
Ergueram trono eminente,
E o mundo viu sua vitória.
Constantinopla caída,
Tornou-se Istambul sultana,
Com mesquitas e palácios,
De beleza soberana.
O Império se expandia,
Do Egito à Hungria,
Como estrela que emana.
Os califas de nova era,
Governaram com saber,
Misturando fé e cultura,
No comércio e no poder.
Da Síria à Palestina,
A chama muçulmana ensina,
O dom do sobreviver.
Os poetas e artesãos,
Com o ouro e a cerâmica,
Deixaram ricas heranças,
De grandeza quase mística.
E o Império em harmonia,
Fez do tempo melodia,
Entre a fé e a arte islâmica.
Mas os ventos do Ocidente,
Trouxeram nova ambição,
Com bandeiras e canhões,
Mudou-se a direção.
E as rotas de caravanas,
Ficaram menos humanas,
Na era da expansão.
Mesmo assim, por séculos plenos,
O crescente resistiu,
Com sultões e seus exércitos,
Que o destino construiu.
Mas no fim, a própria lua,
Viu a sombra que flutua,
E seu poder se diluiu.
📗 CAPÍTULO VIII – O DECLÍNIO, A PARTILHA E A NOVA ERA DA TERRA SANTA
Quando o século despertou,
Entre guerras e ambição,
A Terra Santa chorava,
Por cada divisão.
O Império se desfez lento,
Num silêncio de lamento,
E a fé virou questão.
Vieram potências novas,
Com promessas e tratados,
Desenhando em mapas frios
Territórios fragmentados.
E o sonho de um só povo,
Renascido e tão novo,
Trouxe tempos conturbados.
Jerusalém dividida,
Entre o pranto e a prece,
Carregou nos muros santos
O que o tempo não esquece.
Ali a cruz e a meia-lua,
Em vigília quase nua,
Guardam o que permanece.
Mas também o vento sopra,
De esperança e união,
Pois há vozes que pregam paz
Em sincera devoção.
Rabinos e xeiques orando,
E monges se abraçando,
Na mesma contemplação.
Na ciência e na cultura,
O Oriente se renova,
Entre ruínas e escolas,
Uma luz nova se prova.
E a Terra Santa anuncia,
Que a fé é poesia,
E o amor, eterna trova.
Assim finda esta viagem,
Do tempo e do coração,
Da Judéia ao Cairo antigo,
Da cruz à revelação.
Mas o poeta, mensageiro,
Segue o rumo verdadeiro,
Cantando a mesma canção.
📘 CAPÍTULO IX – O SIONISMO E A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL
Entre as cinzas da distância,
Nasceu o sonho israelita,
De voltar à terra antiga,
Que a memória ainda habita.
Dos exílios milenares,
Soprou voz entre altares,
Em esperança infinita.
O século vinte acendeu
As luzes da separação,
Entre povos e fronteiras,
Em guerras e opressão.
E o judeu que resistia,
Pela fé que o conduzia,
Guardou firme a tradição.
O sionismo, chama acesa,
Ecoou pelo mundo inteiro,
Reunindo os descendentes
Do povo hebreu verdadeiro.
Era o tempo da promessa,
Que o destino recomeça,
No chamado do cordeiro.
Vieram fluxos de imigrantes,
Com coragem e oração,
Plantando vinhas nos vales,
E casas em cada chão.
Entre o árabe e o hebreu,
O conflito se cresceu,
Com lágrimas de emoção.
No rastro da Grande Guerra,
E da dor do Holocausto,
A humanidade chorou,
Seu silêncio mais nefasto.
E então, em decisão nova,
A ONU aprova e renova,
O mapa em traço gasto.
Em mil novecentos e quarenta e oito,
Sob a lua e o sol ardente,
Ben-Gurion fez o anúncio
Do lar de um povo ausente.
E Israel, enfim nascido,
Foi do mundo reconhecido,
Num instante transcendente.
Mas a guerra logo veio,
Com vizinhos em revolta,
O deserto viu soldados,
E a paz ficou à solta.
Mesmo assim, por entre o medo,
O povo, fiel ao credo,
Deu à história outra volta.
Hoje a Terra Santa clama,
Por justiça e conciliação,
Pois ali três credos vivem
No mesmo chão da criação.
E quem ora pela vida,
Busca a luz nunca perdida,
Que é da paz a canção.
Assim finda esta epopeia,
De impérios e de véus,
De profetas e guerreiros,
De exílios e de céus.
Mas o verso, peregrino,
Segue o traço do destino,
Nos caminhos de Israel.
🌾 ENCERRAMENTO – A TERRA PROMETIDA E O TEMPO DA ESPERA
A Terra Santa resplandece,
Mesmo após tanto sofrer,
Pois quem nela lança o pranto,
Faz o sonho renascer.
Entre pedras e oliveiras,
Há promessas verdadeiras
Que o tempo faz florescer.
Os filhos de Abraão oram
Na mesma luz do altar,
Uns com cruz, outros com lua,
Outros com estrela a brilhar.
Mas o mesmo Deus escuta,
Cada voz que Lhe pergunta,
Como é viver e amar.
O tempo é o grande rio,
Que a fé tenta atravessar,
Levando gerações inteiras
A buscar e a esperar.
E o poeta, peregrino,
Faz do verbo o seu destino,
Pra não deixar de cantar.
Assim finda esta jornada,
De fé, de guerra e perdão,
Pois toda terra prometida
Floresce na compaixão.
E quem planta amor profundo,
Gera a paz no vasto mundo,
E colhe a redenção.
🌅 EPÍLOGO POÉTICO – O SOL DA PAZ QUE RENASCE
O sol renasce em silêncio,
Sobre a cúpula e o muro,
Trazendo um novo sentido
Ao passado mais obscuro.
Pois quem aprende com a dor,
Transmuta espinho em flor,
E o ódio em canto puro.
Em Jerusalém o vento,
Sopra o nome de Deus mil,
Nos idiomas do deserto,
Nos caminhos do sutil.
Cada fé é uma centelha,
E a esperança é a estrela
Que guia o mundo febril.
E o poeta, mensageiro,
Do sagrado e do terreno,
Ergue o verbo como incenso,
E o amor como veneno.
Pois sabe que a humanidade,
Só renasce na verdade
Do perdão mais sereno.
📜 NOTA DE FONTES RIMADA – O CANTO DAS ESCRITURAS
Nos livros que o tempo trouxe,
Busquei o saber antigo,
De sábios, crônicas e mapas,
Que a memória faz abrigo.
De Armstrong e de Hourani,
Veio o eco soberano,
Do mundo em seu perigo.
Bernard Lewis e Gilbert,
Com olhar de investigador,
Narraram guerras e impérios,
De fanatismo e de amor.
E Schama, com poesia,
Deu à história a harmonia
Do verbo revelador.
Dos arquivos do oriente,
À Biblioteca Sagrada,
Da Britânica e da Hebraica,
Colhi a vereda traçada.
Pois quem busca em toda fonte,
Vê na Terra e no Horizonte
A Verdade entrelaçada.
(Fontes integrais seguem no registro bibliográfico do autor, conforme a tradição poética e acadêmica.)
🕊️ FICHA TÉCNICA – VERSOS DA CRIAÇÃO
Título: A Terra Santa desde o Império Bizantino até a Criação de Israel
Gênero: Literatura de Cordel Histórica e Sagrada
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Edição Literária e Poética: Nhenety Kariri-Xocó e Assistente Virtual ChatGPT
Estudos preliminares: Google Gemini
Estrutura: Dedicatória Poética • Índice Poético • Abertura • Prólogo Poético • Nove Capítulos Cronológicos • Encerramento • Epílogo Poético • Nota de Fontes Rimada • Ficha Técnica • Epílogo Final • Quarta Capa Poética • Sobre o Autor • Sobre a Obra
Versificação: Setilhas rimadas tradicionais (ABABCCB)
Produção Editorial: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM
Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó
Formato: Livro-Cordel Digital 3D com textura dourada-azulada e atmosfera sagrada
🌟 EPÍLOGO FINAL – A LUZ DO POETA E DO TEMPO
O tempo escreve nas pedras,
A vida em cada grão,
E o poeta, como escriba,
Segue a mesma direção.
Entre o ontem e o agora,
Canta o verbo que aflora,
No sopro da criação.
O passado é sementeira,
Que renasce no pensar,
E quem lê com alma aberta,
Faz o verbo germinar.
Pois na voz do mensageiro,
Há o sopro verdadeiro,
Que faz a Terra orar.
🌾 QUARTA CAPA POÉTICA – A VOZ DA AREIA E DA FÉ
Na areia onde os profetas
Deixaram passos e luz,
Ecoa a voz do eterno,
Que o coração traduz.
Ali o homem descobre,
Que a fé não tem nobre,
E o amor é quem conduz.
Do Bizantino à Israel,
O tempo em ouro se tece,
E a história, como estrela,
Nunca morre, resplandece.
Este cordel, feito chama,
Une povos e proclama
A paz que Deus oferece.
✍️ SOBRE O AUTOR – NHENETY KARIRI-XOCÓ, FILHO DA PALAVRA
Filho do povo sagrado Kariri-Xocó,
Guardião da memória e da tradição oral,
Nhenety Kariri-Xocó é contador de histórias, poeta e pesquisador das pontes entre povos, tempos e crenças.
Sua voz une o ancestral e o moderno, a sabedoria indígena e o canto universal das civilizações.
Nos versos, ele semeia luz — e transforma o conhecimento histórico em canto espiritual.
📘 SOBRE A OBRA – O VERSO QUE UNE RELIGIÕES E POVOS
Este livro-cordel é uma jornada pela Terra Santa — da aurora bizantina à era moderna de Israel.
Cada capítulo entrelaça a história e o sagrado, revelando que o homem, em todas as eras, busca o mesmo Sol: a paz.
Na linguagem rimada, o saber se torna canto, e a fé, poesia.
Assim, Nhenety Kariri-Xocó oferece ao mundo uma ponte entre culturas, mostrando que o verbo e o amor são eternos peregrinos da humanidade.
Esta obra foi inspirada e fundamentada no artigo publicado no blog “KXNHENETY.BLOGSPOT.COM", disponível em:
https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/a-terra-santa-desde-o-imperio-bizantino.html?m=0 , seguindo uma estrutura acadêmica nos moldes da ABNT e respaldada em referenciais históricos e culturais que unem a tradição oral ao conhecimento erudito.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó


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