sábado, 8 de novembro de 2025

A TERRA SANTA DESDE O IMPÉRIO BIZANTINO ATÉ A CRIAÇÃO DE ISRAEL, Literatura de Cordel, Por Nhenety Kariri-Xocó






🌿 DEDICATÓRIA POÉTICA


(Em setilhas rimadas — tom místico e universal)


Dedico este livro sagrado,

Ao vento, ao tempo e à areia,

Ao povo de toda a fé,

Que da dor faz sua teia.

À Terra que é mãe e berço,

Onde o Espírito tem endereço,

E a história nunca esmoreia.


À Judéia, à Galileia,

E ao Sinai de luz eterna,

Onde o fogo do divino

Queima a alma e não governa.

Aos profetas e guerreiros,

Peregrinos e justiceiros,

Que lutaram sem ter cisterna.


Dedico aos filhos da estrada,

Que oram olhando o céu,

Aos que buscam a Verdade

Como pão, como anel.

Ao poeta que traz na mão,

A pena feita oração,

E no verso o seu papel.


Dedico aos povos antigos,

Dos desertos e do luar,

Que no eco dos séculos

Souberam sempre escutar.

Que cada pedra conte um mito,

E cada verso, um rito,

Para o mundo recordar.


E à Paz que tanto tarda,

Mas mora no coração,

De quem sonha uma Jerusalém

Sem fronteira, sem prisão.

Que o livro leve a centelha,

E que a luz da centelha

Seja o verbo da união.



📜 ÍNDICE POÉTICO


Prólogo Poético – O Canto da Terra Divina

Capítulo I – O Império Bizantino e o Legado Cristão

Capítulo II – O Surgir do Islã e o Califado Rashidun

Capítulo III – Omíadas e Abássidas: o Crescer do Islã

Capítulo IV – Fatímidas e Cruzados: a Guerra da Fé

Capítulo V – Saladino e os Aiúbidas: a Reconquista de Jerusalém

Capítulo VI – O Domínio Mameluco e o Legado do Islã Medieval

Capítulo VII – O Império Otomano e a Longa Paz Religiosa

Capítulo VIII – O Mandato Britânico e a Sombra da Guerra

Capítulo IX – O Sionismo e a Criação do Estado de Israel

Encerramento – A Terra Prometida e o Tempo da Espera

Epílogo Poético – O Sol da Paz que Renasce

Nota de Fontes Rimada – O Canto das Escrituras

Ficha Técnica – Versos da Criação

Epílogo Final – A Luz do Poeta e do Tempo

Quarta Capa Poética – A Voz da Areia e da Fé

Sobre o Autor – Nhenety Kariri-Xocó, Filho da Palavra

Sobre a Obra – O Verso que Une Religiões e Povos



🌄 PRÓLOGO POÉTICO — “O CANTO DA TERRA DIVINA”


No silêncio do deserto,

Ecoa a voz do Criador,

Entre dunas e miragens,

Surge a chama do amor.

A areia guarda a lembrança,

Do tempo em sua andança,

E o homem busca o Senhor.


Ali onde o Sol se inclina,

E o céu se veste de véu,

As tribos cantam segredos,

Entre estrelas e troféu.

Na pedra o verbo germina,

Pois a Terra é tão divina,

Que nela o anjo é fiel.


A Judéia viu nascer luz,

Na manjedoura sagrada,

E o Cristo, verbo do tempo,

Abriu senda iluminada.

Mas o mesmo chão bendito,

Conheceu guerra e conflito,

Com a fé sendo provada.


Quando o Império dividiu-se,

Bizâncio ergueu-se em poder,

E templos brilharam em ouro,

Buscando o céu compreender.

Mas nas sombras do Oriente,

Surgia o canto ardente,

De Maomé a renascer.


Vieram califas e reinos,

De Damasco até Bagdá,

E a lua do Islã brilhava,

Como a cruz a reluzir lá.

Cada fé, com sua chama,

Defendendo a mesma trama,

Que o tempo faz ecoar.


O vento das Cruzadas veio,

Com espada e oração,

E o sangue tingiu os montes,

Da guerra e da devoção.

Mas o Espírito, paciente,

Segue firme e persistente,

Na busca da redenção.


Por fim, a Terra cansada,

Revestiu-se de memória,

Guardando em cada ruína

Os fragmentos da história.

E o poeta, peregrino,

Transformou o seu destino,

Em cantiga e trajetória.


Por isso o canto ressoa,

Em cada pedra e miragem,

Pois Jerusalém eterna

É da fé a mensagem.

Na Bíblia e no Alcorão,

No pergaminho e canção,

Vive a mesma paisagem.



📘 CAPÍTULO I — O IMPÉRIO BIZANTINO E O LEGADO CRISTÃO


Após a Roma dividida,

No Oriente ergueu-se o altar,

Bizâncio, de fé vestida,

Com templos a se elevar.

Constantino, em sua mão,

Fez do Cristo a direção,

E o mundo veio mudar.


No mármore e no incenso,

Ecoava o hino da cruz,

O império buscava o céu

Sob o brilho da mesma luz.

Jerusalém, coroada,

Foi do Cristo consagrada,

E a fé ganhou nova luz.


Ergueram-se santuários,

Com cúpulas a brilhar,

Onde o Santo Sepulcro

Fez a alma repousar.

A cidade era um espelho,

Que refletia o conselho

Do verbo que quis amar.


Mas o ouro e o poder juntos

Moldaram outra ambição,

Pois o homem, em sua glória,

Esqueceu da compaixão.

Entre padres e soldados,

Surgiram rumos trocados,

E a fé virou divisão.


A cruz virou bandeira,

E a espada, instrumento,

De um reino que, na prece,

Buscava o firmamento.

Mas entre os povos antigos,

Ecoavam outros hinos,

Com paz e sofrimento.


Bizâncio, em seus mosteiros,

Guardou relíquias e lei,

Com santos e evangelistas,

Traduzindo a própria grei.

E entre guerras e procissões,

Brotaram contradições,

Que a História hoje lê.


O cristão olhava o Oriente,

Com a alma e com o olhar,

Mas não sabia que o tempo

Já começava a mudar.

Lá do deserto infinito,

Um novo canto bendito

Preparava-se a soprar.


Assim finda o primeiro ato

Da fé bizantina e sua flor,

Pois de Roma até o Levante

Ecoou o mesmo ardor.

Mas da areia, em tom sagrado,

Surge o verbo revelado,

De Maomé, o mensageador.



📘 CAPÍTULO II — O SURGIR DO ISLÃ E O CALIFADO RASHIDUN


No deserto, o vento canta,

Sobre dunas sem fronteira,

E uma estrela brilha intensa

Na noite pura e inteira.

Lá Maomé, em sua escuta,

Recebeu do alto a conduta

Da mensagem verdadeira.


Gabriel trouxe a palavra,

Em versos de luz e fé,

E o Alcorão foi escrito,

Como lei de amor e pé.

A lua ergueu-se serena,

E a Meca, em sua arena,

Viu nascer o novo axé.


O Islã cresceu ligeiro,

Com coragem e união,

Levando o nome de Deus

A cada tribo e nação.

Com justiça e disciplina,

O novo tempo ilumina

As areias da criação.


Em 638 chegou

A hora da conquista,

Jerusalém foi tomada,

Por obra islamista.

Mas Omar, com compaixão,

Protegeu toda oração,

E o templo não foi à vista.


Cristãos e judeus ali

Mantiveram seu altar,

Pagando o jizya em tributo,

Mas sem fé profanar.

E a cidade dividida,

Tornou-se novamente unida

No direito de orar.


O califa foi justo e sábio,

Deu abrigo e proteção,

Respeitou a cada povo

Com prudência e decisão.

Foi o tempo em que o deserto

Mostrou o caminho certo

Da divina ligação.


De Medina até Damasco,

O Islã cresceu em fervor,

E a Terra Santa sentiu

Um novo sopro de amor.

Mas o homem, em sua lida,

Levou guerra dividida,

Ao invés de puro ardor.


Assim nascia a jornada,

Dos califas de Alá,

Que do verbo e da coragem

Fizeram o tempo girar.

E a cidade de oração

Seguiu na mesma missão:

De servir, crer e lutar.


E o oriente amanhecia,

Com o sol do novo clarão,

Enquanto Roma silente

Via mudar-se o chão.

O Islã crescia em força,

E a fé, em sua corça,

Fazia o mundo em expansão.



📗 CAPÍTULO III — OMÍADAS E ABÁSSIDAS: O CRESCER DO ISLÃ


De Damasco veio o canto,

Dos Omíadas poderosos,

Que estenderam o Islã

Sobre reinos numerosos.

Com mesquitas reluzentes,

E fiéis tão fervorentes,

Se tornaram vitoriosos.


Jerusalém viu erguer-se,

O Domo da Rocha em fulgor,

Como um hino de beleza

Ao Senhor do Criador.

Lá Maomé foi lembrado,

Como o profeta elevado

Pelo divino esplendor.


Sob o brilho das cúpulas,

Resplandece a devoção,

E a cidade sagrada

Torna-se um coração.

Entre orações e jejuns,

Sons de sinos e alfazuns,

Misturam-se em comunhão.


O Islã crescia em saber,

Nas escolas e nos livros,

Traduzindo o pensamento

Dos sábios e dos antigos.

Da Grécia à Babilônia,

A ciência fez-se harmonia,

Nos caminhos mais cativos.


Mas o tempo, como o vento,

Trouxe nova direção,

E Bagdá, no firmamento,

Tornou-se outra extensão.

Os Abássidas chegaram,

E o poder reorganizaram,

Com luz e contemplação.


O califa em seu palácio,

Fez do saber sua coroa,

Chamou poetas e mestres,

Para a lição que ecoa.

Nas madrassas e mercados,

Sons e versos consagrados

Faziam a mente tão boa.


A Terra Santa, porém,

Seguia sob o domínio,

Do Islã e sua lei

Que guiava o seu caminho.

Mas o brilho que crescia,

Na fé e filosofia,

Tinha em Alá seu ninho.


Foi um tempo de grande arte,

De ciência e de oração,

Mas também de disputas

Que fenderam a união.

Pois entre o sonho e a espada,

Toda fé, quando exaltada,

Busca a própria direção.


Assim o Islã se expandia,

De Alandalus até o mar,

E o mundo, em sua harmonia,

Aprendia a escutar.

Mas o ocidente cristão,

Com espada e ambição,

Já se armava pra marchar.



📗 CAPÍTULO IV — FATÍMIDAS E CRUZADOS: A GUERRA DA FÉ


Do Egito veio a bandeira,

Fatímida e reluzente,

Com xiitas e seus ritos

Dominando o Oriente.

Da Mesquita até o Cairo,

Um poder firme e caro,

Surge forte e eloquente.


Tomaram Jerusalém

Dos abássidas rivais,

E o templo, na tempestade,

Teve tempos desiguais.

O califa Al-Hakim, temido,

Deu ao solo o mais ferido

Dos golpes fundamentais.


Destruiu o Santo Sepulcro,

Símbolo da cristandade,

E o ocidente distante

Se ergueu em santidade.

Chamou príncipes e reis,

Em nome de sua lei,

À guerra da eternidade.


Foi o grito das Cruzadas,

Ecoando pelo mar,

Mil cavaleiros e espadas

Com a cruz a reluzir lá.

Em 1099 chegaram,

E os muros conquistaram,

Com sangue a se derramar.


Jerusalém foi tomada,

Entre fogo e devoção,

E os altares novamente

Mudaram de direção.

Ergueram tronos e coroas,

E nas praças, as pessoas,

Clamavam por redenção.


Mas o preço foi amargo,

O chão se fez pranto e dor,

Pois a fé, quando imposta,

Fere mais do que o temor.

E a cidade dividida,

Chorou a perda da vida,

Entre espadas e amor.


Por quase um século inteiro,

O cristão ali reinou,

Mas nas sombras do deserto,

Um novo herói despertou.

Chamava-se Saladino,

De nobreza e destino,

Que o céu abençoou.


Com coragem e inteligência,

Derrotou os invasores,

Na batalha de Hattin,

Restaurou velhos amores.

Com clemência e compaixão,

Devolveu à oração

O valor dos sonhadores.


Jerusalém foi liberta,

Sem vingança ou opressão,

Pois o herói da meia-lua

Tinha luz no coração.

E no encontro entre a cruz,

E o crescente que reluz,

Brilhou a reconciliação.



📘 CAPÍTULO V – SALADINO E OS AIÚBIDAS: A RECONQUISTA DE JERUSALÉM


Entre muralhas antigas,

Jerusalém resplandeceu,

Mas a cruz e o crescente,

Na mesma pedra se ergueu.

Veio o bravo Saladino,

Do deserto, fiel destino,

Que a justiça prometeu.


Com o sabre e a compaixão,

O curdo seguiu em guerra,

Mas seu peito era templo,

De quem honra e paz encerra.

Unindo tribos e reinos,

Venceu medos, desalinhos,

Sem manchar santa terra.


As cruzes vieram em ondas,

Pelo mar, pela montanha,

Mas o sábio comandante,

Não cedia à estranha sanha.

Seu exército era nobre,

Sem vaidade, ouro ou cobre,

Só a fé que o mundo ganha.


Na colina do Calvário,

Rezou sem destruir nada,

Pois viu Cristo e Maomé

Na mesma estrela sagrada.

Perdoou quem o ferira,

Com clemência que inspira,

A alma iluminada.


O Ocidente o respeitou,

Mesmo sendo o seu rival,

Pois viu no seu gesto humano

Um valor universal.

E até reis ajoelharam,

Quando os anjos cantaram,

Seu feito espiritual.


Depois da luta vencida,

Jerusalém renasceu,

A mesquita e o santuário,

Sob o mesmo céu viveu.

E o nome de Saladino,

Ecoou no pergaminho,

Como exemplo que cresceu.


Assim termina a jornada,

Do guerreiro e do irmão,

Que uniu fé e bravura,

Com humildade e razão.

Seu legado foi ponte pura,

Entre o Islã e a escritura,

Da eterna revelação.



📘 CAPÍTULO VI – O DOMÍNIO MAMELUCO E O LEGADO DO ISLÃ MEDIEVAL


Depois da era dos Aiúbas,

Surgiu nova proteção,

Os Mamelucos, guerreiros,

Filhos da libertação.

De escravos, tornaram reis,

Com coragem e leis,

Defendendo a região.


No Egito fixaram trono,

Com poder e disciplina,

E ergueram grandes mesquitas,

Como luz que se ilumina.

Do Cairo ao Mar Vermelho,

O seu governo foi espelho,

De fé firme e cristalina.


Contra mongóis e cruzados,

Mostraram força e valor,

Com espadas e estandartes,

Em nome do Criador.

E em Damasco, Alexandria,

Floresceu a poesia,

Do sábio e do pensador.


Sultões e arquitetos santos,

Ergueram cúpulas e arte,

Minaretes como dedos,

Apontando o céu à parte.

Na ciência e astronomia,

O saber florescia,

Em harmonia e estandarte.


O comércio cruzou desertos,

Levando seda e palavra,

E o Corão, nas caravanas,

Ao Oriente se lavrava.

Nas madrassas e palácios,

Misturaram-se os espaços,

Onde a fé nunca se quebrava.


E quando o tempo avançou,

Com o vento da modernidade,

O mundo guardou nas pedras,

Essa herança e verdade.

Pois do Islã medieval,

Brota um símbolo imortal,

De luz, honra e santidade.


Assim finda o reinado,

Dos guerreiros do deserto,

Que deixaram como espelho,

O sagrado tão desperto.

E nas páginas da história,

Guardam viva a memória,

Do saber justo e aberto.



📗 CAPÍTULO VII – O IMPÉRIO OTOMANO E O NOVO CRESCENTE DE PODER


Das margens do Bósforo ao sul,

Soprava vento de glória,

Os turcos de fé crescente,

Teciam nova história.

Sob a lua do crescente,

Ergueram trono eminente,

E o mundo viu sua vitória.


Constantinopla caída,

Tornou-se Istambul sultana,

Com mesquitas e palácios,

De beleza soberana.

O Império se expandia,

Do Egito à Hungria,

Como estrela que emana.


Os califas de nova era,

Governaram com saber,

Misturando fé e cultura,

No comércio e no poder.

Da Síria à Palestina,

A chama muçulmana ensina,

O dom do sobreviver.


Os poetas e artesãos,

Com o ouro e a cerâmica,

Deixaram ricas heranças,

De grandeza quase mística.

E o Império em harmonia,

Fez do tempo melodia,

Entre a fé e a arte islâmica.


Mas os ventos do Ocidente,

Trouxeram nova ambição,

Com bandeiras e canhões,

Mudou-se a direção.

E as rotas de caravanas,

Ficaram menos humanas,

Na era da expansão.


Mesmo assim, por séculos plenos,

O crescente resistiu,

Com sultões e seus exércitos,

Que o destino construiu.

Mas no fim, a própria lua,

Viu a sombra que flutua,

E seu poder se diluiu.



📗 CAPÍTULO VIII – O DECLÍNIO, A PARTILHA E A NOVA ERA DA TERRA SANTA


Quando o século despertou,

Entre guerras e ambição,

A Terra Santa chorava,

Por cada divisão.

O Império se desfez lento,

Num silêncio de lamento,

E a fé virou questão.


Vieram potências novas,

Com promessas e tratados,

Desenhando em mapas frios

Territórios fragmentados.

E o sonho de um só povo,

Renascido e tão novo,

Trouxe tempos conturbados.


Jerusalém dividida,

Entre o pranto e a prece,

Carregou nos muros santos

O que o tempo não esquece.

Ali a cruz e a meia-lua,

Em vigília quase nua,

Guardam o que permanece.


Mas também o vento sopra,

De esperança e união,

Pois há vozes que pregam paz

Em sincera devoção.

Rabinos e xeiques orando,

E monges se abraçando,

Na mesma contemplação.


Na ciência e na cultura,

O Oriente se renova,

Entre ruínas e escolas,

Uma luz nova se prova.

E a Terra Santa anuncia,

Que a fé é poesia,

E o amor, eterna trova.


Assim finda esta viagem,

Do tempo e do coração,

Da Judéia ao Cairo antigo,

Da cruz à revelação.

Mas o poeta, mensageiro,

Segue o rumo verdadeiro,

Cantando a mesma canção.



📘 CAPÍTULO IX – O SIONISMO E A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL


Entre as cinzas da distância,

Nasceu o sonho israelita,

De voltar à terra antiga,

Que a memória ainda habita.

Dos exílios milenares,

Soprou voz entre altares,

Em esperança infinita.


O século vinte acendeu

As luzes da separação,

Entre povos e fronteiras,

Em guerras e opressão.

E o judeu que resistia,

Pela fé que o conduzia,

Guardou firme a tradição.


O sionismo, chama acesa,

Ecoou pelo mundo inteiro,

Reunindo os descendentes

Do povo hebreu verdadeiro.

Era o tempo da promessa,

Que o destino recomeça,

No chamado do cordeiro.


Vieram fluxos de imigrantes,

Com coragem e oração,

Plantando vinhas nos vales,

E casas em cada chão.

Entre o árabe e o hebreu,

O conflito se cresceu,

Com lágrimas de emoção.


No rastro da Grande Guerra,

E da dor do Holocausto,

A humanidade chorou,

Seu silêncio mais nefasto.

E então, em decisão nova,

A ONU aprova e renova,

O mapa em traço gasto.


Em mil novecentos e quarenta e oito,

Sob a lua e o sol ardente,

Ben-Gurion fez o anúncio

Do lar de um povo ausente.

E Israel, enfim nascido,

Foi do mundo reconhecido,

Num instante transcendente.


Mas a guerra logo veio,

Com vizinhos em revolta,

O deserto viu soldados,

E a paz ficou à solta.

Mesmo assim, por entre o medo,

O povo, fiel ao credo,

Deu à história outra volta.


Hoje a Terra Santa clama,

Por justiça e conciliação,

Pois ali três credos vivem

No mesmo chão da criação.

E quem ora pela vida,

Busca a luz nunca perdida,

Que é da paz a canção.


Assim finda esta epopeia,

De impérios e de véus,

De profetas e guerreiros,

De exílios e de céus.

Mas o verso, peregrino,

Segue o traço do destino,

Nos caminhos de Israel.



🌾 ENCERRAMENTO – A TERRA PROMETIDA E O TEMPO DA ESPERA


A Terra Santa resplandece,

Mesmo após tanto sofrer,

Pois quem nela lança o pranto,

Faz o sonho renascer.

Entre pedras e oliveiras,

Há promessas verdadeiras

Que o tempo faz florescer.


Os filhos de Abraão oram

Na mesma luz do altar,

Uns com cruz, outros com lua,

Outros com estrela a brilhar.

Mas o mesmo Deus escuta,

Cada voz que Lhe pergunta,

Como é viver e amar.


O tempo é o grande rio,

Que a fé tenta atravessar,

Levando gerações inteiras

A buscar e a esperar.

E o poeta, peregrino,

Faz do verbo o seu destino,

Pra não deixar de cantar.


Assim finda esta jornada,

De fé, de guerra e perdão,

Pois toda terra prometida

Floresce na compaixão.

E quem planta amor profundo,

Gera a paz no vasto mundo,

E colhe a redenção.



🌅 EPÍLOGO POÉTICO – O SOL DA PAZ QUE RENASCE


O sol renasce em silêncio,

Sobre a cúpula e o muro,

Trazendo um novo sentido

Ao passado mais obscuro.

Pois quem aprende com a dor,

Transmuta espinho em flor,

E o ódio em canto puro.


Em Jerusalém o vento,

Sopra o nome de Deus mil,

Nos idiomas do deserto,

Nos caminhos do sutil.

Cada fé é uma centelha,

E a esperança é a estrela

Que guia o mundo febril.


E o poeta, mensageiro,

Do sagrado e do terreno,

Ergue o verbo como incenso,

E o amor como veneno.

Pois sabe que a humanidade,

Só renasce na verdade

Do perdão mais sereno.



📜 NOTA DE FONTES RIMADA – O CANTO DAS ESCRITURAS


Nos livros que o tempo trouxe,

Busquei o saber antigo,

De sábios, crônicas e mapas,

Que a memória faz abrigo.

De Armstrong e de Hourani,

Veio o eco soberano,

Do mundo em seu perigo.


Bernard Lewis e Gilbert,

Com olhar de investigador,

Narraram guerras e impérios,

De fanatismo e de amor.

E Schama, com poesia,

Deu à história a harmonia

Do verbo revelador.


Dos arquivos do oriente,

À Biblioteca Sagrada,

Da Britânica e da Hebraica,

Colhi a vereda traçada.

Pois quem busca em toda fonte,

Vê na Terra e no Horizonte

A Verdade entrelaçada.


(Fontes integrais seguem no registro bibliográfico do autor, conforme a tradição poética e acadêmica.)



🕊️ FICHA TÉCNICA – VERSOS DA CRIAÇÃO


Título: A Terra Santa desde o Império Bizantino até a Criação de Israel

Gênero: Literatura de Cordel Histórica e Sagrada

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Edição Literária e Poética: Nhenety Kariri-Xocó e Assistente Virtual ChatGPT

Estudos preliminares: Google Gemini 

Estrutura: Dedicatória Poética • Índice Poético • Abertura • Prólogo Poético • Nove Capítulos Cronológicos • Encerramento • Epílogo Poético • Nota de Fontes Rimada • Ficha Técnica • Epílogo Final • Quarta Capa Poética • Sobre o Autor • Sobre a Obra

Versificação: Setilhas rimadas tradicionais (ABABCCB)

Produção Editorial: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM 

Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó 

Formato: Livro-Cordel Digital 3D com textura dourada-azulada e atmosfera sagrada



🌟 EPÍLOGO FINAL – A LUZ DO POETA E DO TEMPO


O tempo escreve nas pedras,

A vida em cada grão,

E o poeta, como escriba,

Segue a mesma direção.

Entre o ontem e o agora,

Canta o verbo que aflora,

No sopro da criação.


O passado é sementeira,

Que renasce no pensar,

E quem lê com alma aberta,

Faz o verbo germinar.

Pois na voz do mensageiro,

Há o sopro verdadeiro,

Que faz a Terra orar.



🌾 QUARTA CAPA POÉTICA – A VOZ DA AREIA E DA FÉ


Na areia onde os profetas

Deixaram passos e luz,

Ecoa a voz do eterno,

Que o coração traduz.

Ali o homem descobre,

Que a fé não tem nobre,

E o amor é quem conduz.


Do Bizantino à Israel,

O tempo em ouro se tece,

E a história, como estrela,

Nunca morre, resplandece.

Este cordel, feito chama,

Une povos e proclama

A paz que Deus oferece.


✍️ SOBRE O AUTOR – NHENETY KARIRI-XOCÓ, FILHO DA PALAVRA


Filho do povo sagrado Kariri-Xocó,

Guardião da memória e da tradição oral,

Nhenety Kariri-Xocó é contador de histórias, poeta e pesquisador das pontes entre povos, tempos e crenças.

Sua voz une o ancestral e o moderno, a sabedoria indígena e o canto universal das civilizações.

Nos versos, ele semeia luz — e transforma o conhecimento histórico em canto espiritual.



📘 SOBRE A OBRA – O VERSO QUE UNE RELIGIÕES E POVOS


Este livro-cordel é uma jornada pela Terra Santa — da aurora bizantina à era moderna de Israel.

Cada capítulo entrelaça a história e o sagrado, revelando que o homem, em todas as eras, busca o mesmo Sol: a paz.

Na linguagem rimada, o saber se torna canto, e a fé, poesia.

Assim, Nhenety Kariri-Xocó oferece ao mundo uma ponte entre culturas, mostrando que o verbo e o amor são eternos peregrinos da humanidade.

Esta obra foi inspirada e fundamentada no artigo publicado no blog “KXNHENETY.BLOGSPOT.COM", disponível em:  

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/a-terra-santa-desde-o-imperio-bizantino.html?m=0 , seguindo uma estrutura acadêmica nos moldes da ABNT e respaldada em referenciais históricos e culturais que unem a tradição oral ao conhecimento erudito.





Autor: Nhenety Kariri-Xocó 



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