🌿 DEDICATÓRIA POÉTICA
(Aos Santos, aos Anjos e à Eterna Luz do Criador)
Dedico este santo canto
Ao Céu, fulgor da Verdade,
Aos santos que na jornada
Forjaram a eternidade.
Que a voz deste cordel puro
Seja um templo de murmúrio
Do sopro da Divindade.
Dedico aos anjos de lume,
Guardiões da fé e do amor,
Que cruzam as nossas sendas
Com o hálito do Criador.
Aos que oram entre as estrelas,
E com harpas e centelhas
Louva o eterno Senhor.
Dedico aos seres antigos,
Patriarcas, profetas de luz,
Que semeiam pelas eras
As promessas de Jesus.
Aos mártires, às mulheres,
Que nos altares dos queres,
Viram nascer nova cruz.
Dedico ao povo da terra,
Que busca, crendo, o além,
Aos humildes e aos justos
Que esperam o bem do bem.
E à alma Kariri-Xocó,
Que em Deus se refaz e só
Reina na paz que convém.
🌻Índice Poético
Dedicatória Poética
Cap. I – Os Santos e os Anjos de Luz
Cap. II – A Imortalidade dos Seres Espirituais
Cap. III – Enoque e Elias: Os Trasladados pela Fé
Cap. IV – Melquisedeque: O Sacerdote Perpétuo
Cap. V – Patriarcas, Profetas e Apóstolos Santos
Cap. VI – O Chamado à Santidade na Terra
Cap. VII – A Revelação dos Mistérios Celestes
Cap. VIII – O Juízo e a Glória Prometida
Cap. IX – O Retorno do Cristo Glorioso
Cap. X – A Eternidade e a Nova Criação
Encerramento
Epílogo Poético
Nota de Fontes Rimada
Ficha Técnica
Epílogo Final
Quarta Capa Poética
Sobre o Autor
Sobre a Obra
✨ CAPÍTULO I — OS SANTOS E OS ANJOS DE LUZ
1️⃣
Nos altos céus refulgentes,
Onde o tempo é oração,
Vivem anjos cintilantes
Na mais pura vibração.
São chamas que eternamente
Servem a Deus, onipotente,
Em silêncio e adoração.
2️⃣
São santos, pois são nascidos
De pureza e claridade,
Forjados pela Palavra,
Antes da humanidade.
Quando a Terra ainda dormia,
Eles já em harmonia
Cantavam pela Trindade.
3️⃣
Deus olhou o firmamento
E viu brilhar seus cristais,
Fez da luz um pensamento,
Da fé, jardins celestiais.
Cada anjo é uma canção,
Uma estrela em oração,
Nos domínios imortais.
4️⃣
Há os que guardam caminhos,
Os que inspiram corações,
Os que tocam nas feridas
Com celestes vibrações.
E há os que, em batalha santa,
Rechaçam a sombra e espanta
Os abismos e ilusões.
5️⃣
São seres que não padecem,
Nem conhecem o morrer,
Pois o tempo que os aquece
É o sopro do renascer.
Na pureza do seu lume,
Não há sombra nem costume,
Só o dom de pertencer.
6️⃣
São como chamas sem fim,
No altar da Criação,
Têm asas que não se cansam
E brilham na devoção.
Com escudos de esperança,
São soldados da confiança
Que guardam a Redenção.
7️⃣
Mas não são iguais a Deus,
Nem à sua eternidade,
Pois só o Criador tem vida
Sem fim e sem novidade.
Os anjos vivem por Ele,
Na luz que deles se enle,
Refletindo a santidade.
8️⃣
E a Terra, quando ora e chora,
Sente o toque angelical,
Pois há um anjo que escuta
Cada suspiro mortal.
E no silêncio dos céus,
Um cântico se ergue a Deus
Com perfume espiritual.
9️⃣
Assim os santos alados
Protegem nossa jornada,
São vozes da fé eterna,
Na paz transfigurada.
E quem neles crê, confia,
Vê o rosto da alegria
Na aurora iluminada.
🌕 CAPÍTULO II — A IMORTALIDADE DOS SERES ESPIRITUAIS
1️⃣
Não morrem os que são puros,
Os filhos do Eterno Bem,
Pois da vida são reflexos
Do que não finda, e contém.
Os anjos, feitos de chama,
Guardam o sopro que inflama
O sopro de Deus também.
2️⃣
Antes do pó e do barro,
Da lua, do mar, da flor,
Já vibrava no infinito
O coro do Criador.
E quando a Terra nasceu,
O canto dos anjos deu
Luz às obras do Senhor.
3️⃣
Imortais são, não por força,
Nem por poder pessoal,
Mas por graça concedida
Do Trono Celestial.
Sua essência é o louvor,
Seu alimento é o amor,
E a fé é seu sinal.
4️⃣
São feitos para servir,
Para guiar e ensinar,
Para guardar os que vivem
E os que voltam a orar.
São centelhas da Esperança,
Mensageiros da aliança
Que nunca irá cessar.
5️⃣
E o homem, na fé profunda,
Vendo a luz no coração,
Percebe que é peregrino
Em busca da redenção.
Pois a morte é só caminho,
Transição do ser divino
Para nova dimensão.
6️⃣
Jesus disse, em voz divina,
Que seremos como os céus,
E os ressurgidos da vida
Serão iguais aos fiéis.
Não terão mais dor nem pranto,
Serão anjos, santos e encanto,
Nos braços do Rei dos reis.
7️⃣
A alma que crê e espera
Já nasceu para brilhar,
Pois em Deus se faz eterna,
Mesmo antes de findar.
O corpo morre e repousa,
Mas a alma, luminosa,
Segue pronta a continuar.
8️⃣
Assim, a imortalidade
É o dom da criação,
É semente do divino
Plantada em cada oração.
Quem vive com fé ardente
Sente a vida transcendente
Pulsar na própria mão.
9️⃣
E no fim, quando o silêncio
Cobrir o mundo mortal,
Haverá nova alvorada
No jardim celestial.
Os anjos hão de cantar
E o homem ressuscitar
Para a vida eternal.
10️⃣
Pois a alma que ama e crê,
Nunca perde a claridade,
Vai do tempo ao infinito
Na luz da imortalidade.
E o cordel, sendo oração,
É ponte da redenção
Entre o pó e a eternidade.
🔥 CAPÍTULO III — ENOQUE E ELIAS, OS TRASLADADOS PELA FÉ
1️⃣
Entre os véus da antiga história,
No livro da criação,
Há dois nomes que ressoam
Como harpas da salvação:
Enoque e o justo Elias,
Viram portas e magias
De divina ascensão.
2️⃣
Enoque andava com Deus,
Homem puro, iluminado,
E sem ver a sombra da morte
Foi por Ele trasladado.
Pela fé foi elevado,
E o corpo transfigurado
Ao Céu foi transportado.
3️⃣
Diz a Sagrada Escritura
(Hebreus onze, versículo cinco),
Que por sua fé tão firme,
Deus o levou, não mais brinco.
Foi achado em plenitude,
Por sua santa atitude,
Como um anjo, doce e limpo.
4️⃣
Não viu a morte terrestre,
Nem o pó de Adão provou,
Pois a graça o envolvera
E ao alto o transportou.
Deus selou-lhe o caminhar,
E em luz fez-lhe habitar
O dom que o amor lhe doou.
5️⃣
Já Elias, profeta ardente,
Que o fogo obedecia,
Foi levado num redemoinho,
Como conta a profecia.
Um carro de chamas vivas,
Com labaredas altivas,
Pela fé o conduzia.
6️⃣
Eliseu viu o momento
Daquela ascensão sagrada,
Quando os céus se abriram amplos
E a terra ficou calada.
O profeta subiu ao vento,
Num divino movimento,
Em glória consagrada.
7️⃣
Não foram feitos deuses, não,
Nem perderam a condição,
Continuaram seres humanos,
Filhos da criação.
Mas provaram que a esperança
Transforma a fé em aliança
Com a eterna habitação.
8️⃣
E há quem diga, nos escritos
Da escatologia santa,
Que voltarão, no Apocalipse,
Antes da trombeta que canta.
Serão duas testemunhas,
Com palavras tão profundas,
Que o inferno se espanta.
9️⃣
Enoque e Elias, exemplos
Do poder da comunhão,
São sinais do que nos espera
Na futura redenção.
Quem vive na fé constante,
Verá o céu radiante
Abrir-se em libertação.
10️⃣
Assim, em cada lembrança,
De sua história de fé,
O homem sente esperança
E o medo da morte até.
Pois sabe que o amor é ponte,
E que Deus, no alto monte,
O chama a ser o que é.
🌿 CAPÍTULO IV — MELQUISEDEQUE, O SACERDOTE PERPÉTUO
1️⃣
Surge nas páginas santas
Um mistério a desvendar:
Melquisedeque, o rei justo,
Que veio abençoar.
Sacerdote sem origem,
Sem história, sem vestígio,
Que Deus quis eternizar.
2️⃣
Em Gênesis se apresenta,
Rei de Salém, da paz,
Que a Abraão oferece
Pão e vinho, e nada mais.
Sua benção, tão divina,
É símbolo que ilumina
O futuro que se faz.
3️⃣
Hebreus fala em seu nome,
No sétimo capítulo está,
“Sem pai, sem mãe, sem tempo,
Sem princípio nem final.”
Mas tal palavra é figura,
Tipologia que apura
O sacerdócio imortal.
4️⃣
Não é que nunca morrera,
Nem que fosse deus igual,
Mas que o texto o eterniza
No sentido espiritual.
Pois seu ofício sagrado,
Permanente e consagrado,
Prefigura o ideal.
5️⃣
Seu altar não é terreno,
Mas promessa e profecia,
Da aliança do Messias
Que viria um novo dia.
Cristo é o novo sacerdote,
Que no amor abre a porte
Da eterna liturgia.
6️⃣
Melquisedeque é o espelho,
Que reflete a divindade,
Não por ser eterno em corpo,
Mas por tipicidade.
Seu silêncio é o mistério,
Seu nome, o ministério
Da fé e da santidade.
7️⃣
É o rei da luz sagrada,
Que reina sem coroa ou trono,
Mas em paz perpetuada,
No tempo que é do dono.
E o pão que ele oferece
É figura do que enriquece
O fiel, em dom e sono.
8️⃣
Ele é ponte e simbolismo
Do Cristo eterno e real,
Pois traz no gesto antigo
O sinal sacramental.
Do vinho brota o mistério,
Do pão o dom ministerial,
Da fé o laço celestial.
9️⃣
Melquisedeque, lembrado
Pelos anjos e profetas,
É o canto perpetuado
Nas eternas cornetas.
Seu nome ecoa altivo,
No sagrado e no motivo
Das almas mais completas.
10️⃣
Assim, a fé o eterniza
Como imagem do Senhor,
Sacerdote que eterniza
O princípio do amor.
Pois no Cristo ele se espelha,
E na luz que o céu aconselha
Revela o próprio autor.
CAPÍTULO V – OS PATRIARCAS, PROFETAS E APÓSTOLOS SANTOS
1️⃣
No seio da história divina,
Brilham astros de luz sempiterna,
Homens de fé e coragem genuína,
Que seguiram a senda eterna.
Abraão, pai de muitas nações,
Ergueu altares entre visões,
Ouvindo o chamado altíssimo,
Cumpriu desígnios de Deus, o Místico.
2️⃣
Isaac, herdeiro da promessa,
Guardou o verbo com firmeza;
Jacó, em sonho, viu a escada,
Por onde o céu tocava a morada.
José, vendido, mas nunca vencido,
No Egito foi servo e bendito;
Perdoou os irmãos com clemência,
E ergueu no perdão sua essência.
3️⃣
Moisés, o libertador do povo,
Falou face a face com o Eterno;
Nas tábuas, o Verbo se fez novo,
E a Lei brilhou no monte terno.
Elias subiu em carruagem flamejante,
Isaías viu o Santo radiante,
Jeremias chorou pelo templo,
E Daniel foi fiel no exemplo.
4️⃣
Depois vieram os santos apóstolos,
Pescadores, sábios, e mártires fortes;
Pedro, pedra da fé inquebrantável,
Paulo, voz entre povos e sortes.
Tiago, João, luz do amor profundo,
Levaram Cristo ao coração do mundo;
E no sangue dos justos que rola,
Floresce a esperança que consola.
5️⃣
Esses são os pilares da verdade,
Guardas do fogo da santidade,
Que do Éden ao Calvário brilham,
E nos altares do Espírito tilham.
Cada um é estrela na amplidão,
Brasa do Céu, divina inspiração,
Que o tempo não apaga, nem o vento,
Pois vivem no Eterno Testamento.
CAPÍTULO VI – O CHAMADO À SANTIDADE NA TERRA
1️⃣
Ouve, ó alma que busca sentido,
O clamor do Céu ainda ecoa:
“Vive santo, justo e ungido,
Pois a santidade é semente boa.”
Não é fuga do mundo ou vaidade,
Mas flor que cresce em humildade,
Regada em pranto e obediência,
Fruto da graça, não da aparência.
2️⃣
Santidade é vida no Espírito,
Não em tronos, nem em poder,
Mas no gesto puro e pacífico,
De quem sabe amar e renascer.
É justiça no olhar e no passo,
É servir sem buscar o abraço,
É sorrir mesmo ante a dor,
E guardar o coração no amor.
3️⃣
Na aldeia, no campo ou cidade,
Deus chama em cada claridade,
Pois o templo é o corpo e o vento,
E o altar é o próprio pensamento.
Não há raça, cor ou fronteira,
Que impeça a luz verdadeira,
Porque o Espírito sopra onde quer,
E unge o simples, o justo e o ser.
4️⃣
Santidade é caminho diário,
Não miragem, mas itinerário,
Feito de quedas e reerguidas,
De orações que curam feridas.
É ouvir o pobre, acolher o aflito,
E ser, na dor, um verbo bendito;
É transformar a lágrima em canto,
E o silêncio em oração e encanto.
5️⃣
Quem caminha com fé sincera,
Transcende o tempo e a esfera,
Pois ser santo é ser ponte viva,
Entre a Terra e a Luz que motiva.
Assim, todo homem e mulher,
Pode ser templo do que é e do que quer,
Se o coração for chama ardente,
Da presença de Deus presente.
6️⃣
E ao final, quando o corpo se cansa,
E o espírito busca esperança,
O santo verá o céu se abrir,
E ouvirá: “Filho, vem repousar e sorrir.”
Pois o Reino é dos que caminharam,
Mesmo feridos, mas que amaram,
E nas veredas do amor plantaram,
O perfume do Bem que eternizaram.
CAPÍTULO VII – A REVELAÇÃO DOS MISTÉRIOS CELESTES
1️⃣
No silêncio dos astros ardentes,
Deus fala por sinais e correntes;
O véu do céu se abre em fulgor,
Revelando o trono do Criador.
As esferas cantam em harmonia,
Anjos dançam na liturgia,
E o tempo dobra sua fronte,
Diante da Luz que nasce do Monte.
2️⃣
Os profetas viram em visão,
O Cordeiro e a consumação;
Ezequiel, no rio do oriente,
Viu rodas no fogo reluzente;
Isaías viu o Santo em seu templo,
E João viu o fim, o exemplo,
Das taças, trombetas e selos,
Que selam destinos e anelos.
3️⃣
O Livro do Céu é selado em glória,
Contendo o mistério da História;
Somente o Cordeiro o pode abrir,
Pois n’Ele o tempo há de ruir.
Cada selo é uma era que passa,
Cada trombeta, a voz que abraça,
Chamando os homens à lembrança,
Do eterno pacto da Esperança.
4️⃣
Nos céus há coros e claridades,
Arcanjos guardam as cidades,
E o firmamento, em cores de ouro,
Reflete o Espírito em seu tesouro.
Ali não há sombra ou engano,
Mas saber puro e soberano;
E os mistérios que o tempo oculta,
São lidos na alma que escuta.
5️⃣
Quem busca a verdade com fé,
Vê o invisível que o mundo não vê;
Pois a sabedoria celeste habita,
O coração que se purifica.
E assim, do pó ao infinito,
O homem descobre o bendito:
Que a revelação não é ciência,
Mas dom da divina consciência.
6️⃣
E quando o céu falar no trovão,
E o Espírito tocar o coração,
O véu cairá por completo,
E o homem verá o amor perfeito.
Pois o mistério não é segredo,
Mas presença, luz e enredo,
Que une o humano ao divino,
No mesmo sopro, no mesmo destino.
CAPÍTULO VIII – O JUÍZO E A GLÓRIA PROMETIDA
1️⃣
No fim dos tempos, o Céu se abrirá,
E a trombeta final soará;
Os mortos ouvirão o chamado,
E o Eterno julgará o criado.
Anjos recolherão os eleitos,
Conforme o livro e seus preceitos;
E diante do trono resplandecente,
Estará toda carne e toda mente.
2️⃣
O Juízo virá como aurora,
Clara, justa e redentora;
O justo brilhará como o sol,
E o ímpio fugirá do farol.
Mas quem viveu na fé e na dor,
Verá a face do Senhor;
E no livro da vida será achado,
Como herdeiro do Reino consagrado.
3️⃣
As lágrimas cairão, mas cessarão,
Pois o Cordeiro enxugará cada uma com a mão;
A morte morrerá no seu abismo,
E o mal se perderá no esquecimento.
A Nova Jerusalém descerá,
Como esposa adornada para amar;
E as ruas de ouro e cristalino rio,
Cantarão o fim do exílio.
4️⃣
Ali não haverá noite nem pranto,
Pois o próprio Deus será encanto;
E o homem será templo e altar,
Onde o Espírito há de morar.
Os povos caminharão em luz,
E o tempo eterno reluz;
O amor, coroado de verdade,
Reinará sobre toda a eternidade.
5️⃣
Mas o juízo também é aviso,
Para o coração indeciso:
“Escolhe hoje a vida e o bem,
Pois o amanhã pertence a ninguém.”
A graça é oferta de amor,
Mas o orgulho gera a dor;
Por isso, a fé que salva e liberta,
É porta estreita, mas certa.
6️⃣
Ó alma, desperta da ilusão,
O Reino está à tua mão;
Não temas o dia da glória,
Pois Deus escreve a tua história.
E quando o tempo se calar,
E o último astro se apagar,
O santo ouvirá em doce harmonia:
“Vem, servo fiel, à eterna alegria.”
CAPÍTULO IX – O RETORNO DO CRISTO GLORIOSO
1️⃣
Quando o orvalho da aurora silente,
Beijar os montes resplandecentes,
O Céu se abrirá em esplendor,
E surgirá o Rei do Amor.
Cristo virá, como o Sol nascente,
Em glória viva e resplandecente;
E toda língua, em reverência,
Confessará sua onipotência.
2️⃣
Os céus se moverão em canto,
As hostes celestes em santo manto,
Anunciarão com trombeta e luz:
“Eis que retorna o Rei Jesus!”
As estrelas se curvarão,
E as nações se prostrarão;
Os montes tremerão de beleza,
Ante o Príncipe da Pureza.
3️⃣
Não virá mais como cordeiro,
Mas Rei eterno, verdadeiro;
Cingido de fogo e justiça,
Com olhar de amor e delícia.
Seu nome será o Verbo eterno,
Seu trono, o Céu superno;
E os anjos, em coro triunfal,
Dirão: “Cumpriu-se o bem total!”
4️⃣
Os mortos santos ressurgirão,
E os vivos fiéis se elevarão;
Num só instante, num só clarão,
Serão tomados pela redenção.
A Terra ouvirá o trovão bendito:
“O Reino chegou, foi prometido!”
E os justos entrarão na aliança,
Da glória, da paz e da bonança.
5️⃣
O Cristo virá com poder divino,
Para selar o último destino;
O mal cairá, o ódio cessará,
E o Amor Supremo reinará.
Do oriente ao poente, em canto,
Ecoará o sagrado encanto:
“Bendito o que vem no Nome do Senhor!”
Clamarão os povos em fervor.
6️⃣
E o véu que separava o homem,
Do rosto santo que não se nome,
Cairá diante da Verdade:
Cristo é Deus, é Luz, é Bondade!
E o universo, em plena adoração,
Se curvará na mais pura canção;
Pois enfim, o tempo findou,
E o Filho de Deus retornou!
CAPÍTULO X – A ETERNIDADE E A NOVA CRIAÇÃO
1️⃣
Depois do juízo e da vitória,
Surge o alvorecer da nova história;
O velho mundo se desfará,
E um novo Céu se levantará.
A Terra renasce em pureza,
Vestida de luz e natureza;
O mar se cala, o vento ora,
E tudo é paz, beleza e aurora.
2️⃣
Deus habitará entre os homens,
E o Amor será seu nome;
Não haverá templo nem espada,
Pois a própria Luz será morada.
O lobo e o cordeiro, em união,
Beberão da mesma criação;
E a criança, em riso sereno,
Brincará no campo ameno.
3️⃣
O sol cederá à luz divina,
Que nunca se apaga ou declina;
O tempo deixará de correr,
Pois tudo será viver e ser.
As eras cantarão harmonia,
A eternidade será poesia;
E o verbo, feito carne e chama,
Reinará em paz que nunca se acaba.
4️⃣
Ali se encontrarão os santos,
Os profetas e seus encantos;
Abraão e Moisés sorrirão,
E os apóstolos juntos cantarão.
Maria, coroada de glória,
Guardará no peito a memória,
Do Filho que salvou o mundo,
Com amor puro e profundo.
5️⃣
E as nações, vestidas de luz,
Trazerão louvores a Jesus;
De tribos, povos e aldeias,
Surgirão vozes e centelhas.
Pois a promessa não tem fronteira,
É divina, viva e verdadeira;
E todo ser, purificado,
Louvará o Deus revelado.
6️⃣
Então, o Espírito dirá: “Vem!”,
E o coração responderá: “Amém!”
Pois tudo volta à essência pura,
Onde o amor é lei e cura.
E o universo, em canto perfeito,
Revela o Mistério e seu efeito:
Tudo é Um, e o Um é Tudo,
Na eternidade, sem luto e sem estudo.
7️⃣
Assim se encerra o santo cordel,
Que une a Terra ao Céu fiel;
Da Criação à Redenção,
Ecoa a voz da Revelação.
E quem ouvir com alma atenta,
Verá que a Fé é luz que sustenta;
Pois o fim é só o recomeço,
Do Amor Eterno em seu endereço.
🌿 PRÓLOGO POÉTICO
No berço do tempo e do vento divino,
Ergue-se a voz do Verbo menino,
Que molda as eras com sua mão,
E grava o Amor na Criação.
Do pó da terra ao sopro da vida,
Flui a jornada indefinida,
Onde o homem busca, em sua lida,
A face pura e redimida.
Entre anjos, santos e luz do além,
Soa o mistério que vem e que tem:
A imortalidade, semente e chama,
Que o Espírito Santo inflama.
Pois cada vida é nota em canção,
Eco sagrado da Redenção;
E a fé, centelha que nunca morre,
Guia o ser, mesmo quando o corpo corre.
Este cordel, em verbo e prece,
É um altar que a alma tece;
Nele o Santo se faz irmão,
E o homem, parte da Criação.
Que ao lê-lo, o coração entenda,
Que a luz divina tudo emenda;
E a esperança, em tom celeste,
No coração humano habite e reste.
✨ ENCERRAMENTO
Chegou o tempo da palavra cessar,
E o silêncio começar a cantar;
Pois na poesia que finda e voa,
A alma repousa e se abençoa.
O ciclo termina, mas não o amor,
Que vibra eterno em seu fulgor;
E quem aqui buscar consolo,
Verá Deus no próprio solo.
Assim, no verbo que se eterniza,
A fé humana se diviniza;
E o poeta, servo do bem,
Deixa nas páginas o além.
Pois falar dos santos é ver a aurora,
Que brilha em todo ser que ora;
E proclamar a eternidade,
É viver já na liberdade.
🌺 EPÍLOGO POÉTICO
Se o céu é vasto e o tempo é breve,
A alma, ao crer, se eleva e escreve;
Nas linhas do amor, sem cessar,
O que o homem nasceu pra buscar.
Nem morte, nem dor, nem esquecimento,
Apagam o divino intento;
Pois tudo o que nasce do Criador,
Retorna à casa do Senhor.
Os santos, fiéis peregrinos,
São espelhos de altos destinos;
E o homem, mesmo em seu pó terreno,
Guarda um reflexo do Ser supremo.
Que este cordel, sagrado e belo,
Seja ponte, altar e castelo;
E ao findar sua leitura, enfim,
A alma sinta Deus dentro de si.
📜 NOTA DE FONTES RIMADA
Inspirou-se esta escrita bendita,
Nas Santas Escrituras que a fé suscita;
Gênesis, Jó, Hebreus, Reis e Lucas,
São fontes puras, jamais caducas.
Da Teologia Cristã herdou,
O lume que à mente revelou;
E dos Santos Pais, a tradição,
Que guarda viva a Revelação.
Citou-se Cristo, o Verbo eterno,
E o céu, seu lar superno;
Falou-se de Elias e Enoque fiel,
E de Melquisedeque, santo cordel.
Do Apocalipse, a esperança,
Do Evangelho, a confiança;
Da fé dos povos, a irmandade,
Que anuncia a imortalidade.
Assim, com verso e reverência,
Ergue-se esta sapiência;
E que o leitor, em paz e luz,
Caminhe firme com Jesus.
🕊 FICHA TÉCNICA
Título: Os Santos e a Esperança da Imortalidade
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Gênero: Literatura de Cordel – Teológico e Poético
Estilo: Versificação Clássica com métrica livre e mística espiritual
Tema Central: A fé, a santidade e a imortalidade da alma segundo a visão cristã
Linguagem: Poética, simbólica e contemplativa
Ilustrações e Capas 3D: Capa Principal e Quarta Capa com textura dourada-azulada e luz sagrada
Edição: Digital e Literária – KXNHENETY.BLOGSPOT.COM
Ano: 2025
🌅 EPÍLOGO FINAL
Quando finda o papel e o canto,
Permanece o sopro do encanto;
Pois o verbo é semente divina,
Que brota em alma cristalina.
E o cordel, como ponte e oração,
Une o chão à imensidão.
Quem nele crer, renasce em luz,
Pois “quem tem fé, nunca reduz”.
🌾 QUARTA CAPA POÉTICA
"Entre anjos, santos e o Criador,
Ecoa o verso do eterno amor.
A morte é véu, não despedida,
Pois Deus é o sopro da própria vida.
E aquele que crê, em fé profunda,
Já toca o céu, mesmo na segunda."
Um cordel que atravessa as fronteiras da fé e da filosofia,
onde o sagrado se faz poesia, e a poesia, eternidade.
🌄 SOBRE O AUTOR
Nhenety Kariri-Xocó é poeta, contador de histórias e guardião da tradição oral e espiritual do povo Kariri-Xocó, de Porto Real do Colégio – Alagoas.
Sua obra une o sagrado indígena, o pensamento universal e a fé cristã, construindo pontes entre mundos e tempos.
Na literatura de cordel, sua voz ecoa como canto ancestral e profético, despertando memórias da terra e do céu.
Autor de obras que celebram o divino e o humano, Nhenety faz do verso um instrumento de cura, sabedoria e comunhão.
🌠 SOBRE A OBRA
“Os Santos e a Esperança da Imortalidade” é uma celebração poética da fé, da santidade e do mistério da vida eterna.
Em versos que mesclam teologia, simbolismo e devoção, o autor conduz o leitor por uma jornada espiritual —
da Criação à Eternidade —, onde anjos, profetas e apóstolos revelam a grande promessa da imortalidade da alma.
Cada capítulo é um passo rumo à revelação final: a união entre o humano e o divino através do amor eterno.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó


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