terça-feira, 4 de novembro de 2025

A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DA PENÍNSULA IBÉRICA, Literatura de Cordel






📜 DEDICATÓRIA POÉTICA


Dedico este meu cordel,

À antiga Ibéria altiva,

De Roma ao cristão castelo,

Da espada que ainda cativa.

Que o tempo não apague o elo,

Da memória tão viva e ativa,

Que da história é chama viva.


Dedico ao povo irmão,

De Portugal e de Espanha,

Que ergueu com devoção,

O que a alma não se acanha.

Que dos mares fez canção,

E na pena que se entranha,

Guardou fé, amor e sanha.



📜 ÍNDICE POÉTICO


Abertura – O Canto Ibérico


Prólogo Poético – A Semente dos Povos Antigos


Capítulo I – O Império Romano e a Antiga Hispânia


Capítulo II – A Fragmentação Bárbara e o Reino Visigodo


Capítulo III – A Reconquista e os Reinos Cristãos


Capítulo IV – Condados, Capitais e a Consolidação dos Reinos


Encerramento – A Chama da Identidade Ibérica


Epílogo Poético – A Herança de Dois Povos Irmãos


Nota de Fontes Poética


Ficha Técnica, Quarta Capa Poética, Sobre o Autor e Sobre a Obra



🌅 ABERTURA


O Canto Ibérico


Na península sagrada,

De mares e montes vastos,

Brota a história entrelaçada,

De impérios, reinos e rastros.

Onde Roma foi chamada,

E o tempo selou seus lastros,

Com sangue, fé e contrastos.


Foi ali que o sol latino,

Moldou língua e pensamento,

E o gênio humano divino,

Fez do mármore fundamento.

O destino cristalino,

Nasceu do enfrentamento,

Da cruz e do juramento.



🌿 PRÓLOGO POÉTICO


A Semente dos Povos Antigos


Da Ibéria, antiga e bravia,

Antes do poder romano,

Viviam povos em harmonia,

Num canto rude e humano.

Celtas, íberos, magia,

Formaram o mesmo pano,

Do tecido lusitano.


Roma chega em luz e ferro,

Na guerra das punições,

E ao som do tambor de cerro,

Cria suas divisões.

Ergue a lei, constrói desterro,

Abre vias e nações,

Com poder e fundações.


Mas na terra conquistada,

A alma antiga resistia,

Mesmo a cruz sendo plantada,

O velho canto renascia.

Pois cultura misturada,

Faz do povo melodia,

De amor e sabedoria.



⚔️ CAPÍTULO I — O IMPÉRIO ROMANO E A ANTIGA HISPÂNIA


I

No brilhar das Guerras Púnicas,

Roma avança ao vasto chão,

Onde tribos célticas, únicas,

Viviam com devoção.

A espada, entre vozes lúcidas,

Trouxe nova dominação,

E a lei foi sua canção.


II

Pela força e disciplina,

Roma impõe seu estandarte,

Cria estrada, lei divina,

E o poder faz sua arte.

Cada província se inclina,

Ao modelo em toda parte,

Da cultura e de seu parte.


III

A Hispânia se divide,

Citerior e Tarraconense,

E o tempo que não decide,

Deixa herança imponente.

Roma ergue o que preside,

E o povo se faz crente,

No saber onipresente.


IV

Na Lusitânia, os guerreiros,

Guardam alma e rebeldia,

De Viriato, o altaneiro,

Que desafiou Roma um dia.

Mesmo o ferro sendo inteiro,

A montanha resistia,

Com bravura e poesia.


V

Bracara Augusta floresce,

Com fórum e templo erguido,

E o comércio enriquece,

Sob o signo prometido.

Emerita então aparece,

Com poder bem definido,

No império estabelecido.


VI

Os romanos, nas colinas,

Plantam uvas e oliveiras,

Erguem pontes e oficinas,

Nas cidades verdadeiras.

E nas praças peregrinas,

Escrevem nas lareiras,

As leis justas e certeiras.


VII

O latim, por toda parte,

Faz da língua novo canto,

A cultura vira arte,

E o saber gera encanto.

Cada vila toma parte,

No legado, no manto,

Do direito e do espanto.


VIII

Mas o império, tão vasto,

Começa a se fragmentar,

Pela ganância e o contraste,

Do poder a se esfarelar.

Entre tronos e embaraços,

Roma começa a sangrar,

E o caos vem se instalar.


IX

Mesmo em ruína, o legado,

Permanece em cada rua,

Nos arcos e no traçado,

Que o tempo ainda cultua.

Pois de Roma, o passado,

É raiz que continua,

E no povo se insinua.


X

Assim nasce a herança ibérica,

Do mármore ao coração,

Uma alma sempre épica,

Feita de civilização.

A lembrança, sim, numérica,

Mas viva na inspiração,

De fé e transformação.



🛡️ CAPÍTULO II — A FRAGMENTAÇÃO BÁRBARA E O REINO VISIGODO


I

Quando Roma enfraqueceu,

Veio o vento do norte frio,

E o poder que se perdeu,

Fez da Ibéria novo estio.

Povos bárbaros correu,

Sobre o chão do desafio,

E o caos se fez navio.


II

Sueves foram os primeiros,

Na Galícia se instalaram,

Guerreiros e cavaleiros,

Com seus deuses proclamaram.

Bracara, nos seus terreiros,

As cruzes se misturaram,

E novos reinos brotaram.


III

Os visigodos, em Toledo,

Firmam trono e reinado,

Com espada e com segredo,

E um código ordenado.

Trazem fé, mas sem medo,

Do passado misturado,

Em direito renovado.


IV

Da fusão romano-gótica,

Surge lei e tradição,

Com essência patriótica,

E divina inspiração.

Mas a corte, despótica,

Gerou guerra e traição,

Por trono e ambição.


V

Reis caíam em disputa,

Por poder e por vaidade,

E o reino, já em labuta,

Perdeu força e lealdade.

A riqueza ficou bruta,

E a fé, em desigualdade,

Gerou a fragilidade.


VI

No ano setecentos e onze,

Vem do sul a invasão,

Muçulmanos com seus bronze,

E a lua em procissão.

O deserto ali responde,

Com o fogo da oração,

E a cruz vê a subversão.


VII

Toledo, a cidade santa,

Caiu sob novo manto,

E a fé, que se levanta,

Fez do pranto um novo canto.

Entre o medo e a garganta,

Surgiu um sopro santo,

De coragem e encanto.


VIII

Mas nas montanhas do norte,

Um pequeno povo reza,

Pede a Deus nova sorte,

Com coragem e destreza.

E da espada faz o corte,

Que reacende a nobreza,

Da alma e da pureza.


IX

Assim nasce a esperança,

Do cristão e do guerreiro,

Que no frio faz aliança,

E na fé seu companheiro.

Pois a dor virou lembrança,

E o amor, seu travesseiro,

De destino verdadeiro.


X

Dos visigodos, ficou,

A estrutura e a memória,

Que o futuro abrigou,

No renascer da história.

A semente germinou,

Na Ibéria, que é vitória,

Da fé, da cruz e da glória.



🕊️ CAPÍTULO III — A RECONQUISTA E OS REINOS CRISTÃOS


I

Quando o Islã conquistou,

A Ibéria quase inteira,

Foi o norte que lutou,

Com coragem verdadeira.

Nas montanhas se formou,

Uma chama altaneira,

Que reacende a bandeira.


II

Nas Astúrias, o cristão,

Ergue a cruz e o pendão,

Com o grito e oração,

De fé, espada e canção.

O rei Pelágio, em ação,

Guia o povo em união,

E reacende a nação.


III

De Oviedo e Covadonga,

Brota o sopro da esperança,

E a luta nunca prolonga,

Sem fé e perseverança.

A justiça ali se tomba,

Mas renasce na lembrança,

Com bravura e confiança.


IV

Surge o Reino da Galícia,

Com os monges peregrinos,

Onde a fé é profecia,

E os santos são destinos.

De Compostela a primícia,

Brota o culto e os caminhos,

Do sagrado aos peregrinos.


V

O Reino de Leão desponta,

Com castelos e poder,

E na espada que se apronta,

Está o sonho de vencer.

Cada torre se remonta,

No desejo de renascer,

O que Roma fez valer.


VI

Em Castela, a força cresce,

De condado a grande trono,

E a coragem se enriquece,

De justiça e abandono.

Cada guerra que acontece,

Faz da terra um novo dono,

E do tempo um abandono.


VII

Portugal, ao mesmo passo,

Do Portucalense vem,

Com bravura e sem cansaço,

D. Afonso ergue o além.

O condado ganha espaço,

E a liberdade também,

Faz-se reino, e vai além.


VIII

Aragão se une à Catalunha,

Com bandeira e poder real,

E o mar já se insinua,

Com destino colonial.

O esplendor que se acentua,

Na fé e no ideal,

Da coroa magistral.


IX

Foram séculos de espada,

De conquista e resistência,

A fé sempre renovada,

Entre o sangue e a consciência.

Cada vila edificada,

Foi muralha de existência,

Contra o tempo e a ausência.


X

E no fim dessa jornada,

A Ibéria se refez,

De mistura consagrada,

De cultura e de altivez.

Cada cruz levantada,

É memória que outra vez,

Mostra o que o amor fez.



🌇 CAPÍTULO IV — CONDADOS, CAPITAIS E A CONSOLIDAÇÃO DOS REINOS


I

Antes do trono erguer-se,

Vieram os condados firmes,

De coragem e de ter-se,

Entre guerras e estirpes.

Cada um, sem esquecer-se,

Das raízes e dos brioches,

Fez dos montes seus estirpes.


II

Castela nasce condado,

Mas o rei logo o convoca,

E no campo abençoado,

Faz da fé sua rocha.

De condado transformado,

A coroa se desloca,

E o poder se revigora.


III

Aragão, também condado,

Se expande com Catalunha,

E o mar, abençoado,

Leva a cruz como cunha.

O povo, iluminado,

Faz do sol sua coluna,

E da fé, a fortuna.


IV

No condado Portucalense,

Entre o Douro e o Minho bravo,

Surgia o sonho imenso,

De um destino lusitano.

A bravura era o incenso,

E Afonso, o soberano,

Fez-se rei do povo humano.


V

Barcelona se destaca,

Na cultura e no comércio,

Com a arte que se destaca,

Em palácio e em exércio.

E o tempo, que não se apaga,

Guarda o nome no império,

Do esforço e do mistério.


VI

Lisboa torna-se estrela,

Do Atlântico em expansão,

Com muralha e sentinela,

E do Tejo a devoção.

Quem a vê logo se atrela,

Ao seu fado e inspiração,

Feito canto e oração.


VII

Toledo, antiga e santa,

Guarda o livro e o saber,

Onde a fé nunca se espanta,

Com o árabe a conviver.

Ali a ciência encanta,

E a mente faz renascer,

O que Roma quis manter.


VIII

Leão, Oviedo e Sevilha,

Cada uma, uma coroa,

Onde o trono se perfilha,

E a história ecoa e soa.

A memória se assenhoria,

E o passado sempre entoa,

A herança boa e boa.


IX

Granada, última flor,

Do Islã e do alcorão,

Se rende ao novo ardor,

Da fé e do perdão.

Mas no ouro de seu torpor,

Deixa arte e coração,

Na lenda e devoção.


X

Assim nasce o grande todo,

Da Ibéria multiforme,

De mil povos e de modo,

Que o destino conforma.

Cada língua, cada modo,

Faz da alma a norma,

Da história que transforma.



🕯️ ENCERRAMENTO – “A CHAMA DA IDENTIDADE IBÉRICA”


Nos montes da velha Hispânia ardia,

Uma chama que nunca apagou,

Do império romano ficou a harmonia,

Dos godos, o sangue que se misturou.

E entre cruzadas, vitórias e espadas,

A fé e a coragem foram moldadas,

Na alma do povo que tudo lutou.


Do Douro até o Guadalquivir,

Dos montes até o grande mar,

O sonho ibérico começou a florir,

Com línguas irmãs a se abraçar.

Castela e Leão, Portugal altaneiro,

Ergueram o pendão guerreiro,

E o sol da unidade voltou a brilhar.


E mesmo que o tempo traga ventania,

E os ventos do mundo queiram soprar,

A chama da Ibéria é poesia,

Que o espírito insiste em guardar.

Pois dos povos antigos nasceu a memória,

Que hoje reluz no altar da História,

Como facho de luz a eternizar.



🌄 EPÍLOGO POÉTICO – “A HERANÇA DE DOIS POVOS IRMÃOS”


Portugal, filho do Atlântico e da Fé,

Espanha, mãe dos campos e do sol,

Ambos erguem, firmes de pé,

O mesmo céu, o mesmo arrebol.

Da mesma semente brotou a esperança,

De Roma, dos godos, da lembrança,

E do verbo que une o arrebol.


Dois povos, dois sons, uma alma,

Duas coroas, um só coração,

Que o tempo provou com calma,

Na sina, no canto e na missão.

Pois quando o mundo se alargou,

Foi a Ibéria que dele cuidou,

Levando cultura e inspiração.


Que a herança seja ponte e abraço,

Jamais espada ou divisão,

Que cada língua siga seu passo,

Mas guarde o mesmo chão.

Iberismo é semente divina,

Que no peito do poeta germina,

E faz da palavra, oração.



📜 NOTA DE FONTES RIMADA 


Nas páginas do tempo busquei,

Fontes de rara nobreza,

Que os mestres da História deixei,

Revelando a antiga grandeza.

Em livros, crônicas e canções,

Achei as eternas lições

Da Ibéria e sua fortaleza.


FERREIRA, João, com visão certeira,

Traçou da Roma à cristandade,

Na História da Península Ibérica, inteira,

Fez ver o fio da identidade.

Em São Paulo, na Contexto editada,

Sua pena, firme e bem traçada,

Guiou-me com claridade.


De GARCÍA DE CORTÁZAR e GONZÁLEZ VESGA,

Em Madrid, li o compêndio fiel,

A Breve Historia de España é peça,

Que brilha como um sol de papel.

Ali vi reis, reinos e fé,

Em versos, trouxe o que se lê

Do passado ancestral ao céu.


O sábio MENÉNDEZ PIDAL,

Na España del Cid contou,

O heroísmo medieval,

Que o povo castelhano honrou.

Com Espasa-Calpe editando,

E o Cid em versos marchando,

A alma hispânica ecoou.


SÁNCHEZ-ALBORNOZ, profundo e humano,

Chamou a Espanha de enigma mortal,

E em seu livro, tão soberano,

Revelou seu rosto total.

Em España, un Enigma Histórico,

Mostrou o destino simbólico

Da Ibéria essencial.


De TORRES, João Paulo Oliveira,

Na obra Portugal: Das Origens à Atualidade,

Bebeu-se o fado das fronteiras,

E a alma lusa em liberdade.

Na Lisboa do Círculo de Leitores,

Vi reis, condados e amores,

Da pátria à eternidade.


Dos artigos, brotam saberes,

Que brilham com luz de memória:

BARROCA, Mário Jorge, entre os seres,

Falou da Reconquista e da História.

Na Revista de História da UFRJ,

Deu à pena o poder da fé,

No rastro da glória e da vitória.


MARTÍNEZ DÍEZ, Gonzalo, doutor da expansão,

Em Hispania, revista espanhola,

Cantou o Reino de Leão,

E a força que em Castela decola.

Deu voz ao tempo medieval,

Ao espírito institucional,

Que ergueu a aurora espanhola.


E das fontes primárias sagradas,

Veio ISIDORO DE SEVILHA, o monge fiel,

Com a Historia de Regibus Gothorum, guardadas,

Palavras em ouro e papel.

Com Donini tradutor do latim,

No CSIC de Madrid, assim,

Brilhou seu verbo angelical.


Das crônicas, o eco divino,

De Afonso III e dos reis de Leão,

Que a Real Academia, em destino,

Guardou com devoção.

Ali mora o pulsar do passado,

Do godo ao rei coroado,

Num cântico de tradição.


Assim nasce este cordel ibérico,

De fontes, saber e respeito,

Misturando o humano e o etéreo,

Do livro à voz do peito.

Que a História, em verso rimado,

Seja o legado sagrado,

E o tempo, o fiel refeito.



🪶 FICHA TÉCNICA


Título: A FORMAÇÃO DA IDENTIDADE DA PENÍNSULA IBÉRICA

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Gênero: Cordel histórico-literário

Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó

Edição: Digital ilustrada – formato A5

Publicação Digital: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM 

Produção literária e assistente editorial: ChatGPT (Assistente Virtual)

Ano: 2025

Local: Porto Real do Colégio (AL), Brasil



🌕 QUARTA CAPA POÉTICA


Entre mares e serras douradas,

Ecoa o som de antigos clarins,

A voz da Ibéria, nascida das espadas,

E nas preces dos santos jardins.

Este cordel é ponte e memória,

Da fé, da língua e da história,

Dos povos que são dois… e são afins.


Em versos, revive o passado,

Das glórias, conquistas e chão,

Pois todo ibérico é marcado

Por uma só inspiração.

De Roma, dos deuses, dos ventos,

Brota o fogo dos sentimentos,

E o amor por sua nação.



🪶 SOBRE O AUTOR


Nhenety Kariri-Xocó é contador de histórias oral e escrita, guardião da memória ancestral de seu povo.

Indígena do povo Kariri-Xocó, de Porto Real do Colégio (AL), Nhenety dedica sua arte à valorização da sabedoria dos povos originários, à preservação da identidade cultural e à fusão poética entre história e espiritualidade.

Suas obras unem o sagrado e o humano, o tempo antigo e o presente, com uma visão que transcende fronteiras e enaltece a harmonia entre povos e tradições.



🕊️ SOBRE A OBRA


Este cordel representa a união entre História e Poesia — uma jornada que percorre séculos de formação da Península Ibérica, desde o domínio romano até a consolidação dos reinos cristãos.

Em versos rimados, o autor traduz o espírito de resistência, fé e união que moldou duas nações irmãs: Portugal e Espanha.

A obra se insere no ciclo histórico do cordel ibérico-brasileiro, sendo ao mesmo tempo canto, crônica e ponte entre continentes.

Esta obra foi inspirada e fundamentada no artigo publicado no blog “KXNHENETY.BLOGSPOT.COM", disponível em:  

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/a-formacao-da-identidade-da-peninsula.html?m=0 , seguindo uma estrutura acadêmica nos moldes da ABNT e respaldada em referenciais históricos e culturais que unem a tradição oral ao conhecimento erudito. 





Autor: Nhenety Kariri-Xocó 






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