sexta-feira, 22 de março de 2013

ARTEFATOS CULTURAIS


Urupemba  objeto de penerar a maça, farinha, deixamos de fazer essa peça
Puçá rede de pescar manual, sem o cabo de madeira é o Jereré, anda produzimos esse objeto
Vassoura de palha do ouricuri, ainda produzimos
Tarrafa de nylon seda, tecemos esse artefato de pesca, antes era de fibra de tucum atualmente extinta essa palanta aqui
Tarrafa de nylon malha de aragú
Cuwú instrumento de pesca, feito com vara de maçãzeira brava

Rede de dormir, atualmente não produzimos mais, compramos
Esteira de Dormir feita de Peripiri, tendo a matéria prima ainda produzimos
Arapuca, cuwú, giqui, pilão, covo de varas artefatos Kariri-Xocó, exposição ìndios Primeiros Brasileiros

Mestre Vila Cordeiro, ainda faz balaio de cipó dálho
Colher de Pau, não produzimos mais, chegou a colheres de metal, uma pena devemos resgatar
     Ao longo da história dos Kariri-Xocó, povo indígena do município de Porto Real do Colégio, Alagoas, tem nas suas atividades objetos de sua arte e cultura. Quando viviam dependendo da natureza, na floresta, nas margens do rio faziam redes de fios de tucum, fios de caroá, de algodão, cipós, peripiri, palhas,  para confeccionar redes, tarrafas, jererés, balaio, esteiras de dormir, vasoura de palha atendendo suas necessidades culturais. Com a ocupação dos brancos no Rio São Francisco, o processo foi alterando os costumes, hábitos alimentares introduzidos pelos colonizadores. Mesmo assim os indígenas por não poder comprar produtos exportados da europa faziam seus instrumentos de pesca, caça, para sua sobrevivencia. Muitas espécies de plantas utilizadas  como matéria prima de sua produção artesanal foram extintas, a solução foi substituir por outro elemento, eficiente com a mesma função de pegar o peixe, caçar, mas teve abandono de atividades. Conhecendo a matéria prima industrial do capitalismo, nylon, chumbo, ferro, plástico etc..., adicionaram a sua cultura esses novos produtos. Os anciões estão morrendo, não temos ainda uma educação que promova a preservação de nossa cultura, somente com esforço interno da comunidade, podemos pelo menos manter algumas coisas que praticamos, aprender as velhas técnicas de produzir nossos objetos importante para nossa cultura continuar.

Nhenety Kariri-Xocó

















































sábado, 16 de março de 2013

RUINAS DA COLONIA

Estrada de Ferro passa na  Colonia dede 1950
Ladeira que sobe para a Colonia
Pequeno Sítio no fundo da antiga casa do Pajé Francisquinho
Ruínas da casa vizinha a residencia do Paje Francisquinho
Ruínas da antiga escola na colonia
Antigo  portão da escola indígena
Mangueira e chão da casa de Amarílio e  Maria Clara
Casa no antigo local onde morou Analbertino filho de Inocencio Pires
Casa do Pajé Franciscquinho
Ruínas da Casa de Farinha
     Os Kariri-Xocó em 1947 reberam uma doação de terras do Ministério da Agricultura, através do S.P.I. Serviço de Proteção ao Índio, cerca de 54 hectares para suas atividades agrícolas. Pela distancia que ficavam da aldeia na Rua dos Índios em Porto Real do Colégio, muitas famílias foram morar lá, porque ficava mais perto das roças. Com a fixação das famílias na Colonia Indígena, foram cosntruídas várias casas de taipa com palhas, outras eram de telhas e barro, anos depois erguida uma casa de farinha,  escola de ensino fundamental. No período da ocupação da Fazenda Modelo em 1978, a maioria da população da Colonia foram embora para a nova aldeia, muitas casas abandonadas, ficaram muito pouco casais por amor ao lugar. Das antigas casas que ainda estar resistindo o tempo, estar a casa onde morou o Pajé Francisco Queiroz Suíra, outras foram erguidas por agricultores indígenas, utilizam a terra para o plantio ou criar algumas cabeças de gado. Retornando ao lugar tirei algumas fotos, de fruteiras, chão de casas, fiquei imaginando como era animado na Colonia na época de plantação de roças, tinha mutirão de lambicar a terra, plantio, colheita, com cantos de trabalho, homens em grupos organizados uns ajudando ao outro. Os mutirões podiam acontecer também na cosntrução de casa de taipa, quando casava alguém, a comunidade logo faziam um mutirão da casa de taipa  no mesmo dia estava pronta a residencia. Quero registrar estes momentos para os jovens, as crianças de nossa Escola Indígena, conhecer a História dos kariri-Xocó naquele tempo, e conhecerem como estar hoje, porque a Colonia foi tão importante para nosso povo.

Nhenety Kariri-Xocó






















































sexta-feira, 15 de março de 2013

ARTESANATO KARIRI-XOCÓ II

Pote de Barro, vasilhame de guardar água, feito de argila e tauá
Cabaça Dágua, vasilhame para trabalho na roça, feito argila e tauá amarelo
Arco e flechas, era ussado nas caçadas, feito com cipó de leite, cordão de algodão
Panela de Barro de cozinhar feijão, feito com argila vermelha
Prato de Barro, feito com argila vermelha
Brinco de Penas do paturí, feito com penas de nambú, sementes olho de pombo, aricuri e cordão de algodão
Maracá de Coco, feito também com cabo de madeira do genipapo, cordão de fio de algodão
Maracá de Cambuco, feito com cabo de madeira de genipapo, penas de galinha, tinta preta de pedra, cordão de fio do algodão
Lança pequena, arma de defesa, feita com madeira de genipapo, cordão com fio de algodão, tinta de pedra vermelha e tinta preta
Anel de Coco, orrnamento feito com casco de coco

quinta-feira, 14 de março de 2013

ARTESANATO KARIRI-XOCÓ I

Maracá de cambuco, instrumento de rítimo do Toré, materiais utilizados cambuco, cabo de genipapo, cordão de cera de abelha
Brinco penas, materiais utilizados na confecção, penas de paturi, penas de guiné, tinta anilina,sementes de açaí, cordão de cera de abelha
Puceira de sementes de olho de pombo, casco de coco, cordão de cera de abelha
Cocal , feito com penas de arara, penas de louro, cordão de algodão
Xanduca de Angico, feito com madeira de angico, tinta natural de pedra preta e branco
Zarabatana é um lançador de setas, feito com taboca, penas de galinha tingida com anilina, tinta de pedra vermelha
Cuscuzeiro de barro, feito com argila vermelha
Chaleira de barro, feita com argila vermelha
Panela de Barro de cozinhar arroz, feita com argila vermelha
Frigideira de Barro, para cozinhar carne, feita de argila vermelha

quarta-feira, 13 de março de 2013

A FAMÍLIA SUÍRA


Pajé Julio Suíra
Pajé Francisco Suíra 1912 - 1994
Jovelina  1906 - 1976 , irmã de Francisco Suíra
Miguel Suíra
      O Povo Indígena Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio, Alagoas, tem na sua tradição profundo respeito ao chefe religioso do Ritual do Ouricuri. Tradicionalmente da Família Suíra , procede a maioria dos pajé da comunidade, ao longo de muitas gerações. O Clã Chefe da Família Ludovico, morava nas proximidades da " Colina Alto do Bode", numa casa coberta com telhas de casca de jatobá, na beira da caminho que levava ao Ouricuri. Pela nossa história Ludovico fez a mudança do local do Ouricuri, da Colina " Alto do Bode" por causa da aproximidade dos brancos da Povoação de Colégio.  Segundo a tradição, Ludovico avistou ao Norte o " Alto do Angiqueiro ", onde fundou Nova Taba, final do Século XVIII, este local ficava mais longe dos brancos, onde estamos seguros até hoje. Depois de Ludovico assumiu o seu lugar de pajé, seu filho Baltazar, aquele chefe tribal que recebera D. Pedro II, no dia 16 de outubro de 1859, quando o Imperador visitou a Aldeia de Colégio. O Pajé Manoel Baltazar teve um filho Manoel Paulo, e uma filha Luzia, foram grandes lideranças dos indígenas de Porto Real do Colégio. Manoel Paulo depois da morte do seu pai, assumiu como pajé dos Kariri em Colégio e chefe dos Karapotó na Aldeia Tingui. Logo depois da transformação da aldeia em cidade de Porto Real do Colégio em 1876, Luzia esposa de Gabriel, rico fazendeiro famoso pelas curas, protegia os indígenas da agressão dos brancos. Manoel Paulo não teve filho homem , teve uma filha chamada de Martinha, portanto o cargo de pajé foi para o filho dela conhecido como Dunga, neto do antecessor. Martinha casou com José Maromba índio  Xocó que sempre visitava a aldeia de Colégio, teve um filho Dunga e uma filha chamada Dona Maria Serafina. Dunga casou com Mariinha e teve os filhos, Jonas, Olina e Eurides. Houve uma rixa ao longo dos anos, entre Dunga e seu sobrinho Francisco Suíra filho de Dona Maria Felismina . Dunga paralizou o Ritual do Ouricuri por tres anos, o Conselho Tribal após várias tentativas de retomar as tradições, reconheceu Francisco Suíra como o Novo Pajé dos Kariri com apenas 16 anos de idade.   Dona Maria Felismina de Oliveira casou com Manoel Queiroz Santos filho do índio Xocó Gregório Maromba e Severa que tiveram os seguintes filhos : Jovelina, Laudilina e Francisco Suíra. Manoel Gregório teve um filho com outra esposa chamada Bilina, no qual nasceu Otávio Nidé, que anos depois tornara Cacique da Tribo. Francisco Queiroz Suíra passou muita dificuldade, no princípio, mas o Conselho Tribal estava ao seu lado, lutou pelo reconhecimento dos indígenas de orto Real do Colégio, finalmente em 1944, foi criado o Posto Indígena Padre Alfredo Damaso, do Serviço de Proteção ao Índio S.P.I. Atualmente o Paje é Júlio Queiroz Suíra filho de Francisco Suíra, um ancião muito respeitado, pela Comunidade Kariri-Xocó. Francisco Suíra casou co Dora e tiveram os seguintes filhos : Miguel, Júlio Suíra e Especília. Julio Suíra casou com Vandete Pires e tiveram os seguintes filhos : Gilberto, José Júlio, Vandélia, Carlos, Julhinha, Francisco Suíra Neto, Cícero, José Claudio, Pezão, Folha,  Branca  e Sueli.

Nhenety Kariri-Xocó.

























































terça-feira, 12 de março de 2013

A FAMILIA BOTÓ

Euclides Ferreira  1868-1966
1887-1947
Boa

     Os anciões Kariri de Porto Real do Colégio, mencionava em suas histórias,  o Capitão Mor Pedro Lolaço da Missão de Colégio, em Alagoas. Pedro Lolaço é o Clã da Familia Botó, antes de ser militar era o antigo Pajé da Tribo Kariri, quando o Ouricuri ficava na Colina do Alto do Bode. Quando foi nomeado como Capitão Mor por destacar-se nas lutas coloniais, Pedro Lolaço deixou seu irmão Luduvico Clã dos Suíra no Cargo de Pajé. A Família dos Botó pode ser reconhecida na Aldeia Kariri-Xocó como os "  Ferreira , Tavares e Perigipe ", deixando uma descendencia numerosa na comunidade. O Capitão Pedro Lolaço teve os seguintes filhos : Rosa de Marco, João Botó  e Vicente Ferreira, todos chefes de grandes famílias. Rosa casou com Marcos, tendo um filho João de Rosa. João Botó casou com Francisca Karapotó tendo os seguintes filhos : José Botó, Cicero Botó e Nezinho. Vicente Ferreira casou com Delmira e tiveram os seguintes filhos : Euclides, Selé, Dorfina e Joaninha. Em 1912 José Botó e Cícero Botó sairam da Aldeia de Colégio, o, depoifundaram uma comunidade no Olho Dágua, Feira Grande, Alagoas. Cícero Botó anos depois retornou a Porto Real do Colégio, teve os seguintes filhos : Zezinha e Antonio Tavares. Nezinho teve uma filha chamada Lorinda que casou com Filintro e teve Elpídio Pirigipe. Euclides Ferreira casou com Maria Pureza dos Baca . José Botó teve um filho João Ferreira que assumiu como pajé da comunidade Tinguí Botó, fundada por seu pai e seu tio. Zezinha filha de Cícero Botó teve os seguintes filhos : Luciena, Dimas, Diva, Mariza, Itamar e Vantuil. Antonio Tavares teve os seguintes filhos : Lurdes, Messias e José Tavares. Lorinda teve os seguintes filhos : Elpídio Perigipe e Maria José. Elpídio teve os seguintes filhos : Elenita, Cícera, Messias, Veronica e Dijalma. Euclides Ferreira teve os seguintes filhos : Jurandi, Loudes, Maria José, Maria do Carmo, Helena e Jandira. Selé teve os seguintes filhos : Mirian, José Pires, Bonival, Vandete e Inocencio. Lurdes teve os seguintes filhos : Marinalva, Dinalva, Hélia, Antonio, Lurdinha, José Nunes e Erílio. Nhenety Kariri-Xocó.