domingo, 30 de junho de 2013

I TORÉ JUNINO KARIRI-XOCO Parte (2)

Toré na Oca do Grupo Sabucá

     
Toré em Circulo


Toré em Pares



Participação feminina no Toré
Comidas Típicas
Toré do Maruanda
Dança do Passarinho
Dança em Fileira
Público no Toré
Toré do Buzo
     
  


 No dia 28 Junho de 2013 continuou na noite de São Pedro os cantos e danças indígenas Kariri-Xocó, com apresentação dos grupos Sabucá, Dzubukuá e Soyré, na Oca de Inurai. Iniciando o Toré Junino em São Pedro, com comidas típicas canjica, mungunzá, mocotó, amendoin, arroz doce, a fogueira acesa defronte a Oca e Palhoça enfeitada para receber a comunidade.  Teve a Dança do Passarinho, Maruanda, danças do Buzo, do Boi e Cantos do Piriquitinho Maracanã, Urubu de Serra Negra, Wonhé Eritorá. Na casa de Inurai foi servida a comida típica aos grupos de tore e ao público presente, encerrando a  noite com a união dos grupos de cantos e dançando juntos com a participação do povo. No dia 29 o Toré Junino foi na Oca do Grupo Sabucá Conjunto Novo da Aldeia, teve as apresentaçõe  seguindo a programação de 10:00 minutos  cada grupo , estabelecido em comum acordo anteriormente, também com comidas típicas, a rua ficou cheia com a presença da comunidade aplaudindo  cada apresentação ao redor das fogueiras, bandeirolas coloridas balançava ao vento. Logo em seguida o Toré saiu pelas ruas da aldeia até a Oca Soyré que estava preparada para festa ,  fazer as apresentações dos grupos mencionados na ordem . No encerramento os líderes dos grupos, coordenadores do evento , Natuyé, Nhenety, Soyré, Riakonã , Pawanã, agradeceram a presença de Todos  presentes, comunidade, prefeito do município de Porto Real do Colégio, o vereador  da aldeia , que no próximo ano faremos o Toré Junino novamente para  nossa cultura continuar cultura continuar.

Nhenety Kariri-Xocó


quarta-feira, 26 de junho de 2013

FESTAS JUNINAS KARIRI-XOCO II


Carroças enfeitadas para a Cavalgada
Jovens dos festejos Juninos
Toré do Maruanda
Na Fogueira do Pajé o Toré
Cantando Rojão no Quintal
O Grande Toré
Quadrilha Junina
Palhoça Eritoá Enfeitada esperando o Toré
A comunidade prestigiando o Toré Junino
Toré do Passarinho
Toré na Roça de Zé Milton
  Continuando com os festejos em 2013 os Kariri-Xocó fazem fogueiras, enfeitam as ruas da aldeia, fazem ensaios no inicio do mes para as Quadrilhas Juninas, fazem Toré na Roça, mutirões de limpeza, torneios de futebol com as equipes esportivas. Os pais e mães de famílias compram roupa nova para as crianças, fazem comidas típicas, uma animação bem agradável. As ruas da aldeia fica toda iluminada a noite, a fumaça incomoda um pouco os nossos olhos, mas estamos acostumados faz parte das tradições das Fogueiras de São José em 19 de Março, em Junho Santo Antonio dia 13, São João dia 23 e 24, São Pedro 28 e 29 . Os fogos de artifícios são utilizados nas festas juninas, ussando com cuidado para evitar acidentes. Cada casa faz sua fogueira, assamos milho, carne na brasa, peixe, comendo com farinha de mandioca, canjica, arroz doce, mungunzá. Alguns indígenas vai para o Forró Real, outros ficam na aldeia dançando o Toré, principamente na 1ª Noite de São João e na última noite de São Pedro, amanhecendo até o nascer do Sol. O Toré estava desmotivado desde 1997, mas este ano agora estamos realizando novamente com grande força da cultura indígena.

Nhenety Kariri-Xocó

FESTAS JUNINAS KARIRI-XOCO I


Alunos do 1º Ano "A"
Cavalgada dos Estudantes
Mutirão para Limpeza da Rua do Portão
Rainhas Juninas
Rua do Portão com Quadrilha Junina
Quadrilha Junina animando a rua
Toré Junino
Os indígenas dançando toré
Toré visitando a casa do Pajé
Comidas Típicas
Cantando Rojão
  Na Aldeia Kariri-Xocó no São João e São Pedro dias 23, 24, 28 e 29 de junho em 2013 na Rua do 1º Portão os indígenas Kariri-Xocó participam dos festejos do mes de Junho, com quadrilhas juninas, rainhas das festas, casamentos matutos, carroças enfeitadas com o apoio do público. Também sem esquecer nossas tradições indígenas cantamos o Toré pelas portas das casas, na roça, fazemos mutirão para limpar a grama da rua neste tempo, fazemos fogueiras a noite. Este ano fizemos o Toré Junino que muitos anos ficou parado, convidamos os Grupos de Toré Dzubukuá, Soyré, Opara Tinga e Sabucá para fazer apresentações nas palhoças defronte as casas. Nossa comunidade enfeitam as ruas com bandeirolas, palhas de coqueiro, tem até fogos de artifícios. Os jovens indígenas que estudam na cidade fazem seus trabalhos escolares com temas das Festas Juninas, com Cavalgadas de Carroças enfeitadas valorizando a cultura regional do Nordeste. Na cidade de Porto Real do Colégio tem o Forró Real que completou 20 anos estar no calendário municipal bastante esperado dura uma semana de festa. Os indígenas já estar em contato com a população circunvizinhas há bastante tempo, portanto participam dos festejos juninos, enfim somos todos brasileiros, moramos no Nordeste ao Sul de Alagoas somos integrantes de sua cultura, mas temos a nossas tradições indígenas que também faz parte de tudo isso.

Nhenety Kariri-Xocó

terça-feira, 25 de junho de 2013

I TORÉ JUNINO KARIRI-XOCO Parte (1)


Abertura do Toré Junino
Participação da Comunidade
Circulo dos Cantos e Danças do Toré

Apoio do Povo Kariri-Xocó
Tradicionalmente os Kariri-Xocó comemoravam as noites de São João e São Pedro com Cantos e Danças do Toré, os indígenas saiam pelas portas das casas dançando, ao redor das fogueiras, comidas típicas completavam a festa que duravam a noite inteira.
Presença das Mulheres no Toré
Nos últimos anos esta dança deixou de ser praticada , temos saudades de continuar com esta tradição tão antiga. Buscamos apoio e patrocínio daqueles que valorizam a cultura como patrimônio de todos nós. A parti de 1992 foi criado o Forró Real na cidade de Porto Real do Colégio, com este evento as atenções locais se voltaram para esta cultura regional do forró.
Toré de antigamente
O Toré foi criado por nossos antepassados á séculos para nossa alegria, comemorações, em festas, multirões, nascimentos, casamentos e falecimento de algum índio na comunidade. Com o enfraquecimento do Toré em nível local os indíos passaram a faze apresentações fora da aldeia por melhores condições de vida e divulgar a cultura indígena. Com a divulgação do Toré os Kariri-Xocó viajam para outros estados de AL.,SE, RN, BA, RJ, SP, DF e SC., fazendo Apresentações de Cantos e Danças Indígenas, em escolas, universidades e nas praças públicas. Agora queremos Cantar e Danças o Toré na nossa Aldeia porque estamos com saudade, mas os eventos culturais do município traz uma grande concorrencia cultural, as Bandas de Forró chegou como uma grande sucessso no Nordeste e conquistando o Brasil seguido pelo Sertanejo Universitário como um nova onda no momento.
Dança das Lanças
Temos que fazer alguma coisa para o Toré continuar, organizar nosso Evento Cultural do Toré nos moldes de resistir essa globalização, não vamos competir, mas estamos adaptando a uma nova realidade, aprendendo a sobreviver como povo indígena .Com a participação da comunidade continuaremos com nossas tradições do Toré nos períodos necessários de acordo com nossa cultura.
O Canto e Danças do Toré em São João e São Pedro será com a participação da população em geral. O Toré será realizado nas portas das casas previamente aceita pelo dono da mesma, como era de costume que será enfeitada com ocas ou palhoças, fogueiras e comidas típicas. Todos estarão valorizando o Grupo Mais Caracterizado, Grupo Mais Animado, Grupo Mais Entoado cumprindo os horários de cantos e danças, Casa Mais Enfeitada, Casa com Melhor Recepção. Vamos formar uma comissão observadora com 5 integrantes para julgar as categorias acima mencionadas no evento, que serão premiadas mediante sua colocação.  O evento será divulgado nos meios de comunicação, Rádios, Internet  e carros de som pelo Grupo Jovem Kariri-Xocó que registrará o evento com vídeo em formato de DVD, fotos para ficar como Memória da Cultura Kariri-Xocó. As casas ou palhoças pontos das apresentações do Toré Junino vai receber um incentivo do evento para os lanches e comidas típicas, mas os donos das casas poderão bancar sua palhoça ficando também como patrocinador da festa.
Nosso Povo tem Tradição


Nhenety Kariri-Xocó

domingo, 16 de junho de 2013

MENDIGANDO


   Não podemos esconder uma realidade, que aconteceu em nossa tribo, referindo só as coisas boas positivas, temos problemas como qualquer sociedade. Quando chegou a civilização em nossa tribo, veio com seus problemas, mazelas, doenças desigualdade social, mal distribuição de renda. A mendicância nas aldeias, começaram em 1873 na época da extinção dos aldeiamentos pela Província de Alagoas.Tivemos notícia de indígenas de Colégio que saíram para o litoral, pedir esmolas, nas cidades e povoados, mais prósperas.Na seca de 1877 muitos índios abandonaram os aldeamentos sem assistência. Foi um impacto muito grande, desamparados pelo Império, sem terra, sem proteção. A população indígena aos poucos foi se estabilizando para tomar rumo de novo como povo. Ainda no século XX , tivemos indígenas mendigando no interior do município de Porto Real do Colégio : Povoado Maraba, Flexeiras, Barra e Girau do Itiúba. Mendigar nos tempos mais velhos era quase uma coisa que estavamos acostumados a obsevar nas cidade de Propriá-SE, Colégio-AL. e na aldeia.Temos vários indígenas que pediam esmolas pelo interior, até na cidade e  povoados passando dias até semana, voltando para a aldeia quando estava munidos de alimentos . Na Quinta-feira Maior na Semana Santa era o período onde mais acontecia as esmolas conhecidas por Jejum. Quando os brancos começaram a encomendar aos índios, seus produtos para trocar por farinha, feijão, acabou a mendicância. Outra coisa que fez acabar com a mendicancia foi a aposentadoria dos idosos, a partir do final dos anos 70 aqui na aldeia. Com as coisas melhorando os índios levaram para o interior, potes, panelas, trocavam por produtos dos sítios e fazendas, retornando as aldeias com mais alimentos.  http://www.indiosonline.net/mendigando/   .

Nhenety Kariri-Xocó.

D. PEDRO II NA ALDEIA

Placa Comemorativa da visita de D. Pedro II
    Em 16 de outubro de 1859, o Imperador D. Pedro II, em viagem a cachoeira de Paulo Afonso, passou por Propriá e na Aldeia de Colégio. O Chefe Tribal era Manoel Baltazar, que recebeu a comitiva imperial armado de arco e flecha. Indagado por D. Pedro porque portava arco e flecha, respondeu-lhe que era para defender Vossa Majestade. O Rei pediu que lançasse uma flecha para ele ver, satisfeito e disse:” Viva os índios de Porto Real do Colégio”. Mas na verdade a situação dos indígenas era precária, tanto em Colégio, Alagoas, quanto na Ilha de São Pedro dos Xocós de Sergipe. Nove anos antes de empreender esta viagem pelo Rio São Francisco, o Imperador publicou as leis das terras para domínio público. Já anos depois mandou os indígenas de Alagoas para a “Guerra do Paraguai”, no Batalhão Voluntários da Paz. Nosso pagamento depois foi que o Imperador ordenou os presidentes de províncias acabar com os aldeiamentos indígena. O Império do Brasil foi implacável com os povos indígenas. Nem os relevantes serviços prestados a nação, em vários momentos da história, nem comoveu o Imperador, em reconhece-los como verdadeiros “donos da terra”. O herdeiro da família real brasileira, o Príncipe Dom João Orleans e Bragança esteve em Porto Real do Colégio em outubro de 2009 participando da expedição "caminhos do Imperador", que comemorou os 150 anos do percurso realizado pelo Imperador D.Pedro II, em outubro de 1859, percorrendo os estados de alagoas, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Os indígenas Kariri-Xocó recebeu novamente o bisneto do Imperador, deram presentes borduna e arco e flecha , como forma de recepção. Os índios dançaram Toré Dança Tradicional com o principe, visitaram a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na comitiva vieram o Secretário da Cultura de Alagoas e mais autoridades . http://worduww.indiosonline.net/d_pedro_ii_na_aldeia/   .

Nhenety Kariri-Xocó.

sábado, 15 de junho de 2013

NA FEIRA DA CIDADE

Feira de Porto Real do Colégio
     Moramos na Aldeia Kariri-Xocó, na Fazenda Sementeira 1 km da cidade de Porto Real do Colégio, para chegar lá atravessamos uma ponte sobre o Riacho da Lagoa Grande. Na sesta-feira de manhã, os índios vai á feira no centro comercial, fazer suas compras para passar a semana. Na Praça Ademário Vieira Dantas, fica cheia de barracas dos camelôs, vende de tudo um pouco: roupa, farinha, feijão, açúcar, verdura, foice,faca, lençól, rede, sapato, brinquedo, galinha, bode,ovelha, mel, rapadura, jaca, cajú, melancia, laranja e bujigangas. Os feirantes vêm do interior do município e das cidades circunvizinhas Propriá e Cedro de São João. Chegam com seus produtos do sítios e fazendas da região, outros compram para revender da Feira de Caruaru de Pernambuco. A Banca do Peixe fica próximo ao Rio São Francisco, na rampa do quartel, canoas ancoradas no porto.
Os consumidores compram vários tipos de peixes: Traíra, piranha, bambá, crumatá, piau, tambaqui, tilápia, corvina e robalo. No meio da feira estar os índios comprando seus produtos, no Açougue Municipal, tem carne de boi e bode, carne de porco e ovelha, galinha e miúdo; tripa, língua, bofe, passarinha e fusura, buchada, toucinho e fígado. Temos carroças de burro para transportar, temos carros, motos táxi indígenas, que pegam fretes conoscos. Levamos nossa sesta básica: Café, açúcar,carne, farinha, óleo, verdura e fumo. Outros índios mais remunerados, compram roupas,elétro-domésticos, bicicletas, traz muita coisa na bagagem. Aqueles mais arrastados em condições financeiras, trás pouca coisa na mão, mochilas de plásticos, bananas, andam á pé pelo chão. A feira agora, tem produtos industrializados, roupas de nilon, café empacotado, enlatados, com ingredientes químicos, que ofendem nossa saúde. Antigamente na feira, os índios vendiam potes panelas de barro, brinquedos de argila: bonecas de barro, boi, vaca, cama feita pelo velho Pedro, indígena Xocó. Tinha moringa, balaio de cipó, abano, vassoura de palha de ouricuri, esteiras de junco. As vezes encontramos na feira, cantadores de embolada, violeiros desafiando o outro, curadores com cobras valentes. Ouvimos curandeiros afamados, com banha de teiú, de baleia, óleo de jaborandi, que cura reumatismos, úcera, dor de cabeça, encombro e ussura. Esfarrapados mendigos, pedindo a moeda corrente. A estrada fica cheia de gente, indo e voltando da feira, índios, matutos, fazendeiros, dos povoados Sampaios e Tibiri, quando chega as 13:00 horas da tarde, tudo estar terminado. As bancas e barracas, parecem um deserto, o povo estão em casa, comendo o que comprou na feira.   http://www.indiosonline.net/na_feira_da_cidade/    .

Nhenety Kariri-Xocó.