🌺 DEDICATÓRIA POÉTICA
Dedico esta narração
Aos que buscam o Mistério,
Antes do tempo e da forma,
No infinito primogênio.
Ao sopro da Criação,
Que fez da sombra o critério
E do verbo em vibração
O destino do hemisfério.
Dedico à Mãe Natureza,
Ao Pai Sol em seu clarão,
Aos anciãos da existência
Que entoam no coração.
E a quem sente a sacraliza
Do Céu em meditação,
Pois o mundo antes do mundo
Já pulsava em oração.
📜 ÍNDICE POÉTICO
1️⃣ Dedicatória Poética
2️⃣ Índice Poético
3️⃣ Abertura
4️⃣ Prólogo Poético
5️⃣ Capítulo I – Antes da Criação
6️⃣ Capítulo II – Depois da Criação
7️⃣ Capítulo III – No Futuro e a Justiça Divina
8️⃣ Capítulo IV – O Novo Céu e a Nova Terra
9️⃣ Encerramento Poético
🔟 Epílogo Poético
11️⃣ Nota de Fontes Rimada
12️⃣ Ficha Técnica
13️⃣ Sobre o Autor
14️⃣ Sobre a Obra
15️⃣ Epílogo Final
16️⃣ Quarta Capa Poética
🌄 ABERTURA
No princípio não havia
Luz, estrela, nem firmamento,
Apenas o sopro eterno
Num silêncio sem momento.
O abismo era o ventre escuro,
Matéria em pressentimento,
E o Espírito de Deus pairava
Gerando o primeiro evento.
A água era pura essência,
Semente da imensidão,
O verbo, a voz invisível,
A vibração da Criação.
Do caos surgiu a harmonia,
Da treva, a iluminação,
E o nada, em seu mistério,
Virou terra e constelação.
🔱 PRÓLOGO POÉTICO
O mundo antes do mundo
Não tinha corpo nem nome,
Era o sonho do Divino,
A centelha que consome.
Do nada brotou a forma,
E a forma acendeu o homem,
Que busca em seus pensamentos
O porquê do seu renome.
Nos livros santos da Terra
Há descrições do começo,
Uns dizem caos e trevas,
Outros, espírito e acesso.
Os apócrifos desenham
Anjos, luzes e recomeço,
Cada qual, à sua maneira,
Revela um mesmo processo.
Deus criou céus e abismos,
Sol, estrelas e mar profundo,
E em seis ciclos divinos
Ordenou todo o fecundo.
Mas há também quem proclame
Que antes já havia um mundo,
E que o Espírito pairava
No tempo que é tão fecundo.
Assim começa esta história
De ordem, fé e dimensão,
Que fala do antes e do após
E do futuro em expansão.
É viagem entre os planos,
Do Éden à renovação,
O mistério dos três tempos
Da eterna Criação.
🌌 CAPÍTULO I — ANTES DA CRIAÇÃO
1️⃣
Antes de haver firmamento,
Nem estrela nem clarão,
Era o caos, era o silêncio,
O sopro e a meditação.
Deus pairava sobre as águas,
Misteriosa gestação,
Do nada surgindo a ordem,
Do verbo, a revelação.
2️⃣
Não existia horizonte,
Nem o tempo ou direção,
O abismo era o princípio,
Sem matéria ou divisão.
O Espírito era a chama,
Que ardia sem combustão,
E o céu, pura consciência,
Vivia em contemplação.
3️⃣
Nos livros da Santa Lei
Se revela o fundamento:
A Terra “sem forma e vazia”
Aguardava o movimento.
Sobre as águas, o Divino
Preparava o nascimento
Do universo, em seu seio,
Gerando o primeiro vento.
4️⃣
Já os livros apócrifos
Cantam outra dimensão:
Antes do pó e da carne,
Existia a emanação.
Seres de luz, sem fronteiras,
Feitos só de vibração,
Dançavam no Éter antigo,
Em pura contemplação.
5️⃣
A Sabedoria eterna
Veio antes da Criação,
Conforme os textos antigos
Da herança e tradição.
Ela é filha da vontade,
E mãe da revelação,
É o sopro que acende o verbo
No seio da amplidão.
6️⃣
Não havia chão nem céu,
Nem manhã, nem ocaso ou dia,
Apenas a eternidade
Vibrando em melodia.
O que viria a ser mundo
Dormia em harmonia,
Esperando que o Verbo
Falasse e existiria.
7️⃣
Assim foi o “antes do antes”,
O mistério primordial,
Quando Deus, em pensamento,
Gerava o bem e o mal.
Mas do abismo fez-se a vida,
Do nada, o ser vital,
E o caos se fez estrutura,
Pela força divinal.
8️⃣
Pairava o Espírito eterno,
No espaço universal,
Tecendo em fios de energia
O destino elemental.
E o som da voz infinita
Tornou-se o ritual,
Dando início ao grande enredo
Da Criação celestial.
🌞 CAPÍTULO II — DEPOIS DA CRIAÇÃO
1️⃣
Quando a voz rompeu o abismo,
Tudo então se iluminou,
O céu ganhou firmamento,
E a Terra se formou.
Separou-se a água e o ar,
E o dia então começou,
Enquanto o sopro divino
No barro se inspirou.
2️⃣
Fez-se a luz, a claridade,
E as trevas se retiraram,
Os ventos foram nascendo,
Os mares se ordenaram.
No espaço, o Sol e a Lua
Como tochas se firmaram,
E os anjos, em coro eterno,
Cantando se inclinaram.
3️⃣
No segundo céu do espaço,
As estrelas se acenderam,
E os planetas girando
Suas danças escreveram.
O terceiro céu, o divino,
Os arcanjos receberam,
Onde o trono do Altíssimo
Brilha além dos que viveram.
4️⃣
Surgiram flores e frutos,
E o verde da criação,
Os rios cortando a terra
Com força e devoção.
A vida em forma de sopro
Entrou no coração
De Adão, o primeiro filho,
Feito à própria perfeição.
5️⃣
O Éden, jardim sagrado,
Abriu sua morada,
Ali o homem e a mulher
Viviam sem jornada.
Entre o tempo e o silêncio,
A alma encantada,
Conversava com o Eterno,
Na manhã perfumada.
6️⃣
Os céus tornaram-se níveis,
Cada qual com sua luz:
O da terra e dos ventos,
O do sol que reluz,
E o terceiro, o celeste,
Onde o Divino conduz
O destino das essências
E dos anjos de Jesus.
7️⃣
Os livros que são canônicos
Guardaram tal fundamento,
Mas os santos apócrifos
Acrescentam pensamento:
Falando em sete camadas,
Cada céu, um monumento,
Onde a glória se revela
Em brilho e movimento.
8️⃣
E o homem, em sua busca,
Entre o Éden e o pecado,
Foi se afastando do verbo,
Do amor, seu dom sagrado.
Mas Deus, em sua bondade,
Com plano restaurado,
Prometeu novo universo
Ao justo e iluminado.
9️⃣
Assim ficou o relato
Da Criação verdadeira:
Do verbo nasceu a vida,
Da vida, a luz primeira.
E do pó, o corpo humano,
Fez-se a imagem inteira,
Espelho do Criador
No sopro da ribanceira.
10️⃣
O mundo, agora ordenado,
Gira em sua vibração,
O tempo cumpre o desígnio
Da divina inspiração.
E no silêncio dos astros
Há uma recordação:
Que tudo veio do nada,
E voltará à Criação.
🌠 CAPÍTULO III — O FUTURO: ESCATOLOGIA CANÔNICA E APÓCRIFA
1️⃣
No livro do Apocalipse
Está o fim e começo,
O tempo que se renova,
O humano em recomeço.
Os anjos tocam trombetas,
O céu rasga o seu endereço,
E o Cristo vem entre nuvens,
Cumprindo o divino preço.
2️⃣
O sol perde o seu fulgor,
A lua se cobre em véu,
As estrelas se dispersam
E o fogo toma o céu.
A Terra geme em silêncio,
O mar se ergue cruel,
E o homem olha o espaço
Buscando o antigo troféu.
3️⃣
Os mortos ressuscitarão,
Chamados pela claridade,
O justo ergue-se em canto,
O ímpio chora a verdade.
Cada obra revelada
No livro da eternidade,
E Deus julga com justiça
Sem peso de vaidade.
4️⃣
Os profetas já diziam,
Nos tempos do antigo altar,
Que um Messias viria
O mundo pra restaurar.
Isaías viu novos céus,
Jerusalém a brilhar,
E os rios de paz eterna
Sobre o campo a brotar.
5️⃣
Os apócrifos descrevem
O mesmo fim reluzente,
Mas com visões simbólicas,
Mais vívidas na mente.
Há sete portais de fogo,
E o justo resplandecente,
Enquanto os ímpios choram
Na dor incandescente.
6️⃣
Enoque viu os arcanjos
Guardando os altos portais,
Pedro narrou tormentos
Dos abismos infernais.
Cada alma sem justiça
Passa por ciclos fatais,
Mas as puras sobem leves
Aos reinos celestiais.
7️⃣
O Apocalipse apócrifo
Pinta o quadro derradeiro,
Com rios de cristal puro,
E trono resplandece inteiro.
Os anjos tocam harpas
Num coral verdadeiro,
E o Cordeiro se assenta
Como juiz e companheiro.
8️⃣
No futuro, após o caos,
Virá a renovação:
O mal será consumido
Pela santa vibração.
E Deus fará nova casa,
Em luz e contemplação,
Onde o tempo não existe
Nem dor nem separação.
9️⃣
O homem verá seu rosto
Refletido em claridade,
Pois a alma que é divina
Retorna à eternidade.
Do pó nascerá o espírito,
Do espírito, a unidade,
E o universo se dobra
À suprema liberdade.
10️⃣
Assim termina o destino
Das eras e dos mortais:
O amor será o governo,
Os céus, reinos imortais.
E os que creem na promessa
Voarão em planos tais,
Que o infinito se curva
Aos gestos angelicais.
🌈 CAPÍTULO IV — O NOVO CÉU E A NOVA TERRA
1️⃣
Depois da última aurora,
Tudo então se refaz,
Deus enxuga toda lágrima,
E o pranto torna-se paz.
O novo céu se descobre,
O novo mundo é eficaz,
E a cidade luminosa
Do alto desce em tenaz.
2️⃣
Jerusalém, santa e viva,
Coroada em esplendor,
Tem ruas de puro ouro
E muros de resplendor.
Não há templo nem vigília,
Pois o próprio Criador
É a luz que nunca apaga,
É presença e é amor.
3️⃣
O mar já não tem espuma,
Nem morte, nem maldição,
A vida é eterna festa
De pura realização.
As vozes se unem plenas
Num hino em vibração,
E o cosmos inteiro canta
A divina redenção.
4️⃣
Os livros santos afirmam
Que o corpo se renovará,
O pó voltará ao brilho,
A carne se elevará.
E os anjos abrem portais
Onde a alma entrará,
Revestida em nova essência
Que nunca mais findará.
5️⃣
O apócrifo amplia a cena
Com visões além do véu,
Sete céus se sobrepõem
Em camadas de anel.
Cada um tem seu portal,
Guardado por Gabriel,
E o justo sobe em glória
Até o trono do Eterno Céu.
6️⃣
Há jardins de esmeralda,
Há rios de seiva azul,
E o trono é de cristal vivo,
Onde o Cordeiro é luz.
Nenhum sol se faz preciso,
Pois é o Amor que conduz,
E o tempo dorme tranquilo
Na eternidade transluz.
7️⃣
O novo céu não conhece
Nem dor, nem separação,
Lá o lobo e o cordeiro
Brincam na mesma amplidão.
Não há guerra, não há fome,
Nem lágrima ou solidão,
Pois o verbo é pura música
E a vida é oração.
8️⃣
Deus habita entre os homens,
Sem templo, véu ou altar,
A presença é permanente,
Ninguém precisa esperar.
O universo é comunhão,
E o ser aprende a amar,
Pois no centro da existência
A luz veio habitar.
9️⃣
Tudo se faz unidade,
Matéria e alma em flor,
O cosmos pulsa no ritmo
Do divino resplendor.
Cada estrela é testemunha
Do eterno Criador,
Que na obra consumada
Revela o próprio amor.
10️⃣
E assim o ciclo se fecha
Com o selo universal:
Antes, depois e no futuro,
O princípio é imortal.
O céu, a terra e o homem
São faces do mesmo ideal,
Que nasce no seio eterno
Do Amor primordial.
🌿 Encerramento Poético — “A Canção do Retorno”
No fim da senda divina,
O verbo em luz se refaz,
A criação se inclina,
No templo do Eterno Paz.
O fogo, a água e o vento,
Se unem num só momento,
Num cântico ancestral,
Ecoando o firmamento.
O homem, pó e centelha,
Percebe a origem sua,
Na estrela que lhe espelha,
A face da eterna lua.
E o sopro que antes cria,
Agora é melodia,
Que embala o coração,
Na aurora da harmonia.
Os rios da consciência,
Correm rumo à eternidade,
Transbordando a essência,
Da divina unidade.
A Terra, mãe fecunda,
Retoma a forma profunda,
Do amor que tudo renova,
Na roda que o tempo inunda.
E o poeta, em silêncio,
Depõe sua pena e o ser,
Pois sabe que o princípio
É o mesmo do renascer.
Tudo é ciclo, é corrente,
Do Alfa ao Ômega presente,
Na dança do Criador,
Que é o fim e o nascente.
🌕 Epílogo Poético — “A Voz dos Elementos”
Disse o Fogo: “Eu ilumino,
Os segredos da Criação,
Sou verbo, sou destino,
Sou chama do coração.”
Disse a Água: “Eu transbordo,
Na vida que corre em ti,
Sou lágrima e sou acordo,
Sou o útero de onde nasci.”
Disse o Ar: “Sou o sopro,
Do Espírito universal,
Sou o canto dos profetas,
Sou a brisa original.”
Disse a Terra: “Eu sustento,
A carne e o firmamento,
Sou mãe e sou altar,
Sou templo do pensamento.”
E juntos disseram: “Somos,
A unidade do Ser,
Os quatro que em um se formam,
No eterno renascer.”
📜 Nota de Fontes Poética
Este canto vem de outrora,
Dos livros e do coração,
Da Bíblia e dos Apócrifos,
Da fé e da inspiração.
Das vozes dos ancestrais,
Que ecoam nas tradições,
Dos sábios, monges e rituais,
Das antigas revelações.
De Moisés a João sagrado,
De Enoque ao Cristo amado,
Da Pérsia à Terra de Sião,
Da luz ao verbo encarnado.
Das preces e dos salmos,
Das estrelas em comunhão,
Das letras que são calmas,
E da pura meditação.
Assim nasceu este cordel,
Entre o céu e o papel,
Como um cântico universal,
De raiz, alma e cristal.
💫 Conclusão Espiritual do Conjunto:
O ciclo está completo — da Criação à Transfiguração, da Palavra ao Silêncio.
Tudo o que foi dito em verso se eleva agora como oferenda simbólica à unidade do Espírito, que é Pai, Mãe e Criação.
📘 Ficha Técnica Poética
Título: Descrição do Mundo Antes da Criação, Depois e no Futuro, Literatura de Cordel
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Origem: Povo Kariri-Xocó – Porto Real do Colégio, Alagoas, Brasil
Gênero: Literatura de Cordel – Espiritualidade
Edição: 1ª Edição – Edição de Autor
Ano: 2025
Formato: Livro-cordel em A5 vertical
Ilustração e Diagramação: ChatGPT (assistente virtual)
Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó
Produção Digital e Gráfica: Projeto Blog Cultural Kariri-Xocó
Publicação Digital: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM
🌅 Epílogo Final — “O Silêncio Depois do Verbo”
Após o canto dos mundos,
Resta a brisa em oração,
Pois o som que tudo cria
Volta à pura vibração.
O universo adormece
No ventre da criação,
E Deus sorri no reflexo
Da própria contemplação.
Nada finda, tudo gira,
No ciclo do renascer,
O que foi, será de novo,
Como o rio e seu correr.
O tempo é o grande espelho
Do eterno compreender,
E o fim é só o começo
De um novo amanhecer.
Assim o cordel repousa,
Entre verbo e quietude,
Guardando no coração
A divina plenitude.
Quem o ler com alma aberta
Sentirá a magnitude
Do mistério que se encerra
Na luz da infinitude.
🕊️ Quarta Capa Poética — “O Círculo Eterno da Criação”
Do caos nasceu o verbo,
Do verbo, o sopro e a cor,
Da cor, o mundo desperto,
Da terra, o semeador.
E tudo o que foi criado
Reflete o mesmo amor:
O ciclo do ser divino,
Do pó ao resplendor.
Quem abre este livro adentra
O ventre da imensidão,
Onde o passado é semente,
O futuro, germinação.
Entre a sombra e a centelha,
Há uma só direção:
O retorno ao eterno centro
Da pura Criação.
Assinatura no rodapé: Nhenety Kariri-Xocó
🌿 Sobre o Autor — “Filho do Verbo e da Terra”
Nhenety Kariri-Xocó é poeta, pesquisador e guardião da memória ancestral.
Pertence ao povo originário Kariri-Xocó, onde aprendeu que o verbo é sagrado e a palavra é rezo.
Seu caminhar entre a tradição oral, a filosofia mística e os estudos espirituais o levou a unir o cordel à cosmovisão universal da Criação.
Escreve não para explicar o mistério, mas para recordá-lo.
Seu canto é ponte entre o céu e a terra, entre o homem e o divino, entre o tempo e o silêncio.
“Sou apenas o sopro que escreve,
O pó que sonha o infinito,
O verbo que se refaz em luz
No coração do espírito.”
🌌 Sobre a Obra — “Um Cordel Entre Céus e Tempos”
A Descrição do Mundo Antes da Criação, Depois e no Futuro é um cordel que une fé, filosofia e tradição.
Inspirado nas Escrituras Canônicas e Apócrifas, é uma jornada poética pelo mistério dos três tempos: o Antes, o Depois e o Porvir.
A obra dialoga com o Gênesis, o Apocalipse e os livros esquecidos do espírito, transpondo-os para o ritmo da rima nordestina.
Cada verso é um espelho do cosmos, onde o verbo se transforma em criação.
Este cordel não é apenas leitura — é meditação em poesia.
É o som do verbo antes do som, a lembrança do eterno no coração do leitor.
Sua função não é encerrar o mistério, mas convidar à comunhão com ele.
“O mundo é um poema em andamento,
E Deus, o poeta que não cessa de rimar.”
Autor: Nhenety Kariri-Xocó


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