segunda-feira, 3 de novembro de 2025

A DESCRIÇÃO DO MUNDO ANTES DA CRIAÇÃO, DEPOIS E NO FUTURO, Literatura de Cordel






🌺 DEDICATÓRIA POÉTICA


Dedico esta narração

Aos que buscam o Mistério,

Antes do tempo e da forma,

No infinito primogênio.

Ao sopro da Criação,

Que fez da sombra o critério

E do verbo em vibração

O destino do hemisfério.


Dedico à Mãe Natureza,

Ao Pai Sol em seu clarão,

Aos anciãos da existência

Que entoam no coração.

E a quem sente a sacraliza

Do Céu em meditação,

Pois o mundo antes do mundo

Já pulsava em oração.



📜 ÍNDICE POÉTICO


1️⃣ Dedicatória Poética

2️⃣ Índice Poético

3️⃣ Abertura

4️⃣ Prólogo Poético

5️⃣ Capítulo I – Antes da Criação

6️⃣ Capítulo II – Depois da Criação

7️⃣ Capítulo III – No Futuro e a Justiça Divina

8️⃣ Capítulo IV – O Novo Céu e a Nova Terra

9️⃣ Encerramento Poético

🔟 Epílogo Poético

11️⃣ Nota de Fontes Rimada

12️⃣ Ficha Técnica

13️⃣ Sobre o Autor

14️⃣ Sobre a Obra

15️⃣ Epílogo Final

16️⃣ Quarta Capa Poética



🌄 ABERTURA


No princípio não havia

Luz, estrela, nem firmamento,

Apenas o sopro eterno

Num silêncio sem momento.

O abismo era o ventre escuro,

Matéria em pressentimento,

E o Espírito de Deus pairava

Gerando o primeiro evento.


A água era pura essência,

Semente da imensidão,

O verbo, a voz invisível,

A vibração da Criação.

Do caos surgiu a harmonia,

Da treva, a iluminação,

E o nada, em seu mistério,

Virou terra e constelação.



🔱 PRÓLOGO POÉTICO


O mundo antes do mundo

Não tinha corpo nem nome,

Era o sonho do Divino,

A centelha que consome.

Do nada brotou a forma,

E a forma acendeu o homem,

Que busca em seus pensamentos

O porquê do seu renome.


Nos livros santos da Terra

Há descrições do começo,

Uns dizem caos e trevas,

Outros, espírito e acesso.

Os apócrifos desenham

Anjos, luzes e recomeço,

Cada qual, à sua maneira,

Revela um mesmo processo.


Deus criou céus e abismos,

Sol, estrelas e mar profundo,

E em seis ciclos divinos

Ordenou todo o fecundo.

Mas há também quem proclame

Que antes já havia um mundo,

E que o Espírito pairava

No tempo que é tão fecundo.


Assim começa esta história

De ordem, fé e dimensão,

Que fala do antes e do após

E do futuro em expansão.

É viagem entre os planos,

Do Éden à renovação,

O mistério dos três tempos

Da eterna Criação.



🌌 CAPÍTULO I — ANTES DA CRIAÇÃO


1️⃣

Antes de haver firmamento,

Nem estrela nem clarão,

Era o caos, era o silêncio,

O sopro e a meditação.

Deus pairava sobre as águas,

Misteriosa gestação,

Do nada surgindo a ordem,

Do verbo, a revelação.


2️⃣

Não existia horizonte,

Nem o tempo ou direção,

O abismo era o princípio,

Sem matéria ou divisão.

O Espírito era a chama,

Que ardia sem combustão,

E o céu, pura consciência,

Vivia em contemplação.


3️⃣

Nos livros da Santa Lei

Se revela o fundamento:

A Terra “sem forma e vazia”

Aguardava o movimento.

Sobre as águas, o Divino

Preparava o nascimento

Do universo, em seu seio,

Gerando o primeiro vento.


4️⃣

Já os livros apócrifos

Cantam outra dimensão:

Antes do pó e da carne,

Existia a emanação.

Seres de luz, sem fronteiras,

Feitos só de vibração,

Dançavam no Éter antigo,

Em pura contemplação.


5️⃣

A Sabedoria eterna

Veio antes da Criação,

Conforme os textos antigos

Da herança e tradição.

Ela é filha da vontade,

E mãe da revelação,

É o sopro que acende o verbo

No seio da amplidão.


6️⃣

Não havia chão nem céu,

Nem manhã, nem ocaso ou dia,

Apenas a eternidade

Vibrando em melodia.

O que viria a ser mundo

Dormia em harmonia,

Esperando que o Verbo

Falasse e existiria.


7️⃣

Assim foi o “antes do antes”,

O mistério primordial,

Quando Deus, em pensamento,

Gerava o bem e o mal.

Mas do abismo fez-se a vida,

Do nada, o ser vital,

E o caos se fez estrutura,

Pela força divinal.


8️⃣

Pairava o Espírito eterno,

No espaço universal,

Tecendo em fios de energia

O destino elemental.

E o som da voz infinita

Tornou-se o ritual,

Dando início ao grande enredo

Da Criação celestial.



🌞 CAPÍTULO II — DEPOIS DA CRIAÇÃO


1️⃣

Quando a voz rompeu o abismo,

Tudo então se iluminou,

O céu ganhou firmamento,

E a Terra se formou.

Separou-se a água e o ar,

E o dia então começou,

Enquanto o sopro divino

No barro se inspirou.


2️⃣

Fez-se a luz, a claridade,

E as trevas se retiraram,

Os ventos foram nascendo,

Os mares se ordenaram.

No espaço, o Sol e a Lua

Como tochas se firmaram,

E os anjos, em coro eterno,

Cantando se inclinaram.


3️⃣

No segundo céu do espaço,

As estrelas se acenderam,

E os planetas girando

Suas danças escreveram.

O terceiro céu, o divino,

Os arcanjos receberam,

Onde o trono do Altíssimo

Brilha além dos que viveram.


4️⃣

Surgiram flores e frutos,

E o verde da criação,

Os rios cortando a terra

Com força e devoção.

A vida em forma de sopro

Entrou no coração

De Adão, o primeiro filho,

Feito à própria perfeição.


5️⃣

O Éden, jardim sagrado,

Abriu sua morada,

Ali o homem e a mulher

Viviam sem jornada.

Entre o tempo e o silêncio,

A alma encantada,

Conversava com o Eterno,

Na manhã perfumada.


6️⃣

Os céus tornaram-se níveis,

Cada qual com sua luz:

O da terra e dos ventos,

O do sol que reluz,

E o terceiro, o celeste,

Onde o Divino conduz

O destino das essências

E dos anjos de Jesus.


7️⃣

Os livros que são canônicos

Guardaram tal fundamento,

Mas os santos apócrifos

Acrescentam pensamento:

Falando em sete camadas,

Cada céu, um monumento,

Onde a glória se revela

Em brilho e movimento.


8️⃣

E o homem, em sua busca,

Entre o Éden e o pecado,

Foi se afastando do verbo,

Do amor, seu dom sagrado.

Mas Deus, em sua bondade,

Com plano restaurado,

Prometeu novo universo

Ao justo e iluminado.


9️⃣

Assim ficou o relato

Da Criação verdadeira:

Do verbo nasceu a vida,

Da vida, a luz primeira.

E do pó, o corpo humano,

Fez-se a imagem inteira,

Espelho do Criador

No sopro da ribanceira.


10️⃣

O mundo, agora ordenado,

Gira em sua vibração,

O tempo cumpre o desígnio

Da divina inspiração.

E no silêncio dos astros

Há uma recordação:

Que tudo veio do nada,

E voltará à Criação.



🌠 CAPÍTULO III — O FUTURO: ESCATOLOGIA CANÔNICA E APÓCRIFA


1️⃣

No livro do Apocalipse

Está o fim e começo,

O tempo que se renova,

O humano em recomeço.

Os anjos tocam trombetas,

O céu rasga o seu endereço,

E o Cristo vem entre nuvens,

Cumprindo o divino preço.


2️⃣

O sol perde o seu fulgor,

A lua se cobre em véu,

As estrelas se dispersam

E o fogo toma o céu.

A Terra geme em silêncio,

O mar se ergue cruel,

E o homem olha o espaço

Buscando o antigo troféu.


3️⃣

Os mortos ressuscitarão,

Chamados pela claridade,

O justo ergue-se em canto,

O ímpio chora a verdade.

Cada obra revelada

No livro da eternidade,

E Deus julga com justiça

Sem peso de vaidade.


4️⃣

Os profetas já diziam,

Nos tempos do antigo altar,

Que um Messias viria

O mundo pra restaurar.

Isaías viu novos céus,

Jerusalém a brilhar,

E os rios de paz eterna

Sobre o campo a brotar.


5️⃣

Os apócrifos descrevem

O mesmo fim reluzente,

Mas com visões simbólicas,

Mais vívidas na mente.

Há sete portais de fogo,

E o justo resplandecente,

Enquanto os ímpios choram

Na dor incandescente.


6️⃣

Enoque viu os arcanjos

Guardando os altos portais,

Pedro narrou tormentos

Dos abismos infernais.

Cada alma sem justiça

Passa por ciclos fatais,

Mas as puras sobem leves

Aos reinos celestiais.


7️⃣

O Apocalipse apócrifo

Pinta o quadro derradeiro,

Com rios de cristal puro,

E trono resplandece inteiro.

Os anjos tocam harpas

Num coral verdadeiro,

E o Cordeiro se assenta

Como juiz e companheiro.


8️⃣

No futuro, após o caos,

Virá a renovação:

O mal será consumido

Pela santa vibração.

E Deus fará nova casa,

Em luz e contemplação,

Onde o tempo não existe

Nem dor nem separação.


9️⃣

O homem verá seu rosto

Refletido em claridade,

Pois a alma que é divina

Retorna à eternidade.

Do pó nascerá o espírito,

Do espírito, a unidade,

E o universo se dobra

À suprema liberdade.


10️⃣

Assim termina o destino

Das eras e dos mortais:

O amor será o governo,

Os céus, reinos imortais.

E os que creem na promessa

Voarão em planos tais,

Que o infinito se curva

Aos gestos angelicais.



🌈 CAPÍTULO IV — O NOVO CÉU E A NOVA TERRA


1️⃣

Depois da última aurora,

Tudo então se refaz,

Deus enxuga toda lágrima,

E o pranto torna-se paz.

O novo céu se descobre,

O novo mundo é eficaz,

E a cidade luminosa

Do alto desce em tenaz.


2️⃣

Jerusalém, santa e viva,

Coroada em esplendor,

Tem ruas de puro ouro

E muros de resplendor.

Não há templo nem vigília,

Pois o próprio Criador

É a luz que nunca apaga,

É presença e é amor.


3️⃣

O mar já não tem espuma,

Nem morte, nem maldição,

A vida é eterna festa

De pura realização.

As vozes se unem plenas

Num hino em vibração,

E o cosmos inteiro canta

A divina redenção.


4️⃣

Os livros santos afirmam

Que o corpo se renovará,

O pó voltará ao brilho,

A carne se elevará.

E os anjos abrem portais

Onde a alma entrará,

Revestida em nova essência

Que nunca mais findará.


5️⃣

O apócrifo amplia a cena

Com visões além do véu,

Sete céus se sobrepõem

Em camadas de anel.

Cada um tem seu portal,

Guardado por Gabriel,

E o justo sobe em glória

Até o trono do Eterno Céu.


6️⃣

Há jardins de esmeralda,

Há rios de seiva azul,

E o trono é de cristal vivo,

Onde o Cordeiro é luz.

Nenhum sol se faz preciso,

Pois é o Amor que conduz,

E o tempo dorme tranquilo

Na eternidade transluz.


7️⃣

O novo céu não conhece

Nem dor, nem separação,

Lá o lobo e o cordeiro

Brincam na mesma amplidão.

Não há guerra, não há fome,

Nem lágrima ou solidão,

Pois o verbo é pura música

E a vida é oração.


8️⃣

Deus habita entre os homens,

Sem templo, véu ou altar,

A presença é permanente,

Ninguém precisa esperar.

O universo é comunhão,

E o ser aprende a amar,

Pois no centro da existência

A luz veio habitar.


9️⃣

Tudo se faz unidade,

Matéria e alma em flor,

O cosmos pulsa no ritmo

Do divino resplendor.

Cada estrela é testemunha

Do eterno Criador,

Que na obra consumada

Revela o próprio amor.


10️⃣

E assim o ciclo se fecha

Com o selo universal:

Antes, depois e no futuro,

O princípio é imortal.

O céu, a terra e o homem

São faces do mesmo ideal,

Que nasce no seio eterno

Do Amor primordial.



🌿 Encerramento Poético — “A Canção do Retorno”


No fim da senda divina,

O verbo em luz se refaz,

A criação se inclina,

No templo do Eterno Paz.

O fogo, a água e o vento,

Se unem num só momento,

Num cântico ancestral,

Ecoando o firmamento.


O homem, pó e centelha,

Percebe a origem sua,

Na estrela que lhe espelha,

A face da eterna lua.

E o sopro que antes cria,

Agora é melodia,

Que embala o coração,

Na aurora da harmonia.


Os rios da consciência,

Correm rumo à eternidade,

Transbordando a essência,

Da divina unidade.

A Terra, mãe fecunda,

Retoma a forma profunda,

Do amor que tudo renova,

Na roda que o tempo inunda.


E o poeta, em silêncio,

Depõe sua pena e o ser,

Pois sabe que o princípio

É o mesmo do renascer.

Tudo é ciclo, é corrente,

Do Alfa ao Ômega presente,

Na dança do Criador,

Que é o fim e o nascente.



🌕 Epílogo Poético — “A Voz dos Elementos”


Disse o Fogo: “Eu ilumino,

Os segredos da Criação,

Sou verbo, sou destino,

Sou chama do coração.”


Disse a Água: “Eu transbordo,

Na vida que corre em ti,

Sou lágrima e sou acordo,

Sou o útero de onde nasci.”


Disse o Ar: “Sou o sopro,

Do Espírito universal,

Sou o canto dos profetas,

Sou a brisa original.”


Disse a Terra: “Eu sustento,

A carne e o firmamento,

Sou mãe e sou altar,

Sou templo do pensamento.”


E juntos disseram: “Somos,

A unidade do Ser,

Os quatro que em um se formam,

No eterno renascer.”



📜 Nota de Fontes Poética


Este canto vem de outrora,

Dos livros e do coração,

Da Bíblia e dos Apócrifos,

Da fé e da inspiração.


Das vozes dos ancestrais,

Que ecoam nas tradições,

Dos sábios, monges e rituais,

Das antigas revelações.


De Moisés a João sagrado,

De Enoque ao Cristo amado,

Da Pérsia à Terra de Sião,

Da luz ao verbo encarnado.


Das preces e dos salmos,

Das estrelas em comunhão,

Das letras que são calmas,

E da pura meditação.


Assim nasceu este cordel,

Entre o céu e o papel,

Como um cântico universal,

De raiz, alma e cristal.


💫 Conclusão Espiritual do Conjunto:

O ciclo está completo — da Criação à Transfiguração, da Palavra ao Silêncio.

Tudo o que foi dito em verso se eleva agora como oferenda simbólica à unidade do Espírito, que é Pai, Mãe e Criação.



📘 Ficha Técnica Poética


Título: Descrição do Mundo Antes da Criação, Depois e no Futuro, Literatura de Cordel 

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Origem: Povo Kariri-Xocó – Porto Real do Colégio, Alagoas, Brasil

Gênero: Literatura de Cordel – Espiritualidade 

Edição: 1ª Edição – Edição de Autor

Ano: 2025

Formato: Livro-cordel em A5 vertical

Ilustração e Diagramação: ChatGPT (assistente virtual)

Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó

Produção Digital e Gráfica: Projeto Blog Cultural Kariri-Xocó 

Publicação Digital: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM 



🌅 Epílogo Final — “O Silêncio Depois do Verbo”


Após o canto dos mundos,

Resta a brisa em oração,

Pois o som que tudo cria

Volta à pura vibração.

O universo adormece

No ventre da criação,

E Deus sorri no reflexo

Da própria contemplação.


Nada finda, tudo gira,

No ciclo do renascer,

O que foi, será de novo,

Como o rio e seu correr.

O tempo é o grande espelho

Do eterno compreender,

E o fim é só o começo

De um novo amanhecer.


Assim o cordel repousa,

Entre verbo e quietude,

Guardando no coração

A divina plenitude.

Quem o ler com alma aberta

Sentirá a magnitude

Do mistério que se encerra

Na luz da infinitude.



🕊️ Quarta Capa Poética — “O Círculo Eterno da Criação”


Do caos nasceu o verbo,

Do verbo, o sopro e a cor,

Da cor, o mundo desperto,

Da terra, o semeador.

E tudo o que foi criado

Reflete o mesmo amor:

O ciclo do ser divino,

Do pó ao resplendor.


Quem abre este livro adentra

O ventre da imensidão,

Onde o passado é semente,

O futuro, germinação.

Entre a sombra e a centelha,

Há uma só direção:

O retorno ao eterno centro

Da pura Criação.


Assinatura no rodapé: Nhenety Kariri-Xocó 


🌿 Sobre o Autor — “Filho do Verbo e da Terra”


Nhenety Kariri-Xocó é poeta, pesquisador e guardião da memória ancestral.

Pertence ao povo originário Kariri-Xocó, onde aprendeu que o verbo é sagrado e a palavra é rezo.

Seu caminhar entre a tradição oral, a filosofia mística e os estudos espirituais o levou a unir o cordel à cosmovisão universal da Criação.

Escreve não para explicar o mistério, mas para recordá-lo.

Seu canto é ponte entre o céu e a terra, entre o homem e o divino, entre o tempo e o silêncio.


“Sou apenas o sopro que escreve,

O pó que sonha o infinito,

O verbo que se refaz em luz

No coração do espírito.”


🌌 Sobre a Obra — “Um Cordel Entre Céus e Tempos”


A Descrição do Mundo Antes da Criação, Depois e no Futuro é um cordel que une fé, filosofia e tradição.

Inspirado nas Escrituras Canônicas e Apócrifas, é uma jornada poética pelo mistério dos três tempos: o Antes, o Depois e o Porvir.

A obra dialoga com o Gênesis, o Apocalipse e os livros esquecidos do espírito, transpondo-os para o ritmo da rima nordestina.

Cada verso é um espelho do cosmos, onde o verbo se transforma em criação.


Este cordel não é apenas leitura — é meditação em poesia.

É o som do verbo antes do som, a lembrança do eterno no coração do leitor.

Sua função não é encerrar o mistério, mas convidar à comunhão com ele.


“O mundo é um poema em andamento,

E Deus, o poeta que não cessa de rimar.”





Autor: Nhenety Kariri-Xocó 





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