terça-feira, 4 de novembro de 2025

OS POVOS PUEBLOS — A EVOLUÇÃO HISTÓRICA, Literatura de Cordel, Por Nhenety Kariri-Xocó






🌺 Dedicatória Poética


Dedico este meu cantar,

Aos ventos do Novo Mundo,

Ao sol que vem abençoar

O povo sábio e profundo.

Dedico aos povos da areia,

Da pedra, da teia e da aldeia,

Que guardam saber fecundo.


Dedico à Mãe Terra viva,

Ao Pai Céu, fonte do dia,

À lua que guia as tribos

Na sagrada travessia.

Dedico à voz milenar,

Que ensina a se reinventar,

Com cultura e poesia.



🌿 Índice Poético


Abertura — O Chamado da Memória


Prólogo Poético — A Voz das Pedras Antigas


Capítulo I — As Origens Ancestrais dos Pueblo


Capítulo II — As Aldeias e o Espírito da Terra


Capítulo III — O Tempo da Crise e das Migrações


Capítulo IV — A Resistência e a Herança Viva


Encerramento — Círculo do Tempo


Epílogo Poético — Vozes que Não se Apagam


Nota de Fontes Rimada


Ficha Técnica


Epílogo Final


Quarta Capa Poética


Sobre o Autor


Sobre a Obra



🔆 Abertura — O Chamado da Memória


Canta, ó voz da eternidade,

Os passos dos ancestrais,

Que habitaram montes sagrados,

Entre céus e rochedos reais.

Das terras áridas brotou

Um povo que resistiu,

E o vento do tempo soprou,

Mas o sonho nunca partiu.


Eis aqui o meu cordel,

De alma e história entrelaçada,

Do povo que fez da fé

Sua casa iluminada.

Que o leitor possa escutar

A sabedoria do chão,

Que o livro venha cantar

O pulsar da criação.



🔮 Prólogo Poético — A Voz das Pedras Antigas


Ouçam o som das pedras

Que falam nas madrugadas,

Elas contam a memória

Das aldeias encantadas.

As montanhas do deserto

Guardam mistério desperto,

Em ruínas consagradas.


De adobe nasceram templos,

De argila, casa e altar,

E nas sombras dos penhascos

O sol vinha repousar.

Cada muro, um testemunho,

De um tempo de amor e prumo,

Que o vento faz ecoar.


O milho era oferenda,

A abóbora, gratidão,

O feijão, vida que estende

Raiz no coração.

E na dança das kachinas,

As almas são peregrinas,

Entre o céu e o chão.



🪶 CAPÍTULO I — As Origens Ancestrais dos Pueblo


1️⃣

No tempo em que o mundo era novo,

O homem seguia o luar,

Caçava, colhia, rezava,

Sem nunca parar de andar.

Entre o deserto e o rio,

Teceu destino e fio,

Aprendendo a semear.


2️⃣

Do milho veio o sustento,

Da pedra, a primeira morada,

Da chuva, o sagrado alimento,

Da lua, a rota traçada.

E assim, de chão em chão,

Forjaram civilização

De fé e vida encantada.


3️⃣

De nômades caminheiros,

Fizeram-se povo do chão,

Domando a fome e o tempo

Com a força da plantação.

O céu tornou-se escritura,

A terra, santa leitura

Na língua do coração.


4️⃣

Entre montes e vales secos,

O homem ergueu seu lar,

E a mulher, com suas mãos,

Fez o barro cantar.

Nascia o povo arcaico,

Com destino heroico,

Pronto a se transformar.


5️⃣

Do fogo e da madrugada,

Das caçadas e dos grãos,

Ergueram as mãos à alvorada

E fizeram orações.

Surgia o povo primeiro,

Puro, livre e verdadeiro,

Na união dos irmãos.



🌾 CAPÍTULO II — As Aldeias e o Espírito da Terra


1️⃣

O tempo foi se expandindo,

O povo cresceu em aldeias,

De adobe e fé se unindo,

Entre planícies e veias.

As kivas foram erguendo,

E o sol foi lhes dizendo:

“O sagrado em ti semeias.”


2️⃣

Das pedras fizeram muralhas,

Da fé, fizeram abrigo,

E na noite, entre as estrelas,

Conversavam com o amigo.

O espírito da montanha

Dizia: “A vida é estranha,

Mas a Terra é teu antigo.”


3️⃣

O milho era oração,

O vento, mensageiro,

E cada canto no chão

Guardava o som verdadeiro.

Os anciãos, com sabedoria,

Guardavam a harmonia

Do povo bom e inteiro.


4️⃣

Chaco Canyon se iluminava,

Mesa Verde era templo e lar,

O fogo eterno queimava,

E o povo a dançar.

As kachinas apareciam,

E os deuses assistiam,

No sol a lhes abraçar.


5️⃣

Mas vieram tempos de seca,

De exílio e travessia,

A terra pedia sossego,

E o vento trazia agonia.

Mesmo longe, na distância,

Guardaram fé e infância,

E a memória que irradia.



🌵 CAPÍTULO III — O Tempo da Crise e das Migrações


1️⃣

Vieram tempos de secura,

De silêncio e provação,

A terra perdeu fartura,

O vento trouxe aflição.

O povo olhava o horizonte,

Rogava ao deus do monte

Por chuva e salvação.


2️⃣

Os rios foram sumindo,

O milho não germinava,

E o sol, feroz e ferindo,

O barro quase rachava.

Mas na alma dos guerreiros,

Os sonhos verdadeiros

Em chama ainda pulsava.


3️⃣

As aldeias, antes cheias,

Foram ficando vazias,

E os passos sobre as areias

Guardavam melancolia.

Deixaram os grandes templos,

Levando antigos exemplos

De fé, coragem e harmonia.


4️⃣

Migraram entre desertos,

Seguindo o curso do céu,

E a cada pouso incerto

O destino lhes escreveu:

“Mesmo em chão estrangeiro,

Teu canto será primeiro,

Teu povo jamais morreu.”


5️⃣

O tempo virou memória,

As ruínas, testemunhais,

Mas o sopro de sua história

Ecoa nos rituais.

Pois quem nasce da poeira

Traz consigo a bandeira

Dos deuses ancestrais.



🌞 CAPÍTULO IV — A Resistência e a Herança Viva


1️⃣

Quando o branco apareceu,

Com cruz e espada em punho,

O sangue indígena gemeu,

Mas não perdeu seu cunho.

O Pueblo se levantou,

Com coragem enfrentou,

Seu espírito era um punho.


2️⃣

Veio o jugo da coroa,

A imposição estrangeira,

Mas a fé dos deuses antigos

Resistiu na fogueira.

E no ano oitenta do mil e seiscentos,

Com brados e firmamentos,

Fizeram guerra altaneira.


3️⃣

A Revolta dos Pueblo ergueu

Um grito de liberdade,

O invasor então tremeu

Diante da sua verdade.

Era o eco da nação,

Cantando renovação

Em meio à adversidade.


4️⃣

E mesmo após o domínio,

Não morreram as tradições,

Guardaram no coração

Suas antigas orações.

Em cada dança e pintura,

Há memória e escritura

De suas revelações.


5️⃣

Hoje vivem e celebram

Nas terras do Novo México,

Entre fé, arte e música,

Com espírito profético.

O Pueblo ainda ensina

Que a alma é peregrina

E o amor é o mais ético.



🌕 ENCERRAMENTO — Círculo do Tempo


O tempo roda em silêncio,

Mas a história não se apaga,

Cada passo, um ensinamento,

Cada ruína, uma saga.

Os povos Pueblo são chama,

Que na memória inflama

E no vento se propaga.


Em seus muros de lembrança,

Há lições de eternidade,

De fé, luta e esperança,

De amor e solidariedade.

São espelhos de um passado

Que vive sagrado

Na alma da humanidade.



🌈 EPÍLOGO POÉTICO — Vozes que Não se Apagam


Sou o canto do deserto,

Sou a areia em oração,

Sou o templo descoberto

No silêncio da imensidão.

Sou Pueblo, filho da lua,

Que caminha e continua

Guardando a tradição.


A história é minha morada,

A terra, meu coração,

A estrela é minha estrada,

A vida, revelação.

E quem ouvir minha voz,

Ouvirá dentro de nós

O eco da criação.



📜 NOTA DE FONTES RIMADA 


Para o leitor conhecer

O que o verso aqui celebra,

Usei fontes de saber

Que o tempo nunca se quebra:

Cordova e Garrison ensinam,

Fagan e Cordy iluminam,

História que se celebra.


De Aracy Fagundes vem

O olhar sobre a memória,

E Neil Silberman também

Nos guia nesta história.

Das ruínas à fé madura,

A pesquisa é escritura

Da ciência e da glória.


(Fontes consultadas: CORDOVA, Nathan Garrett, 2018; CORDY, Ross, 1997; FAGAN, Brian M., 2005; FAGUNDES, Aracy Lopes, 2000; GARRISON, Ervan, 2020; SILBERMAN, Neil Asher, 2003.)



🪶 FICHA TÉCNICA


Título: Os Povos Pueblos — A Evolução Histórica

Autor: Nhenety Kariri-Xocó

Gênero: Literatura de Cordel Histórica

Formato: A5 (Livro-Cordel)

Edição Poética: ChatGPT – Assistente Virtual 

Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó

Publicação Digital: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM 

Ano: 2025

Local: Porto Real do Colégio – AL, Brasil

Direitos Autorais: © Nhenety Kariri-Xocó



🌞 EPÍLOGO FINAL


Que o leitor, ao terminar,

Sinta o sopro do passado,

E possa também guardar

O saber sagrado.

Pois o povo que resiste

Ensina o que mais existe:

A força do ser ligado.


Que os Pueblos, em sua trilha,

Iluminem gerações,

E a Mãe Terra, nossa filha,

Nos una em orações.

Do barro e da eternidade,

Brota a nossa humanidade

E as suas inspirações.



🌺 QUARTA CAPA POÉTICA


Entre montes e desertos,

Floresce a sabedoria,

Os Pueblos são descobertos

Na alma e na poesia.

Cordel que canta o sagrado,

O tempo eternizado,

E o sol da profecia.



✍️ SOBRE O AUTOR


Nhenety Kariri-Xocó, contador de histórias oral e escrita, poeta e guardião da memória ancestral do povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL).

Sua arte une tradição e sabedoria indígena com as formas simbólicas do cordel, mantendo viva a chama espiritual das origens.

Em cada verso, reflete o respeito à Terra, à cultura e ao sagrado, traduzindo a força dos povos originários em poesia viva.



🌄 SOBRE A OBRA


Esta obra é um tributo aos povos Pueblo, civilização antiga que ergueu templos de barro e fé nas terras áridas do sudoeste norte-americano.

Unindo poesia e história, o livro celebra o poder da memória indígena e a continuidade espiritual dos que transformaram o deserto em morada do coração.

É um canto de resistência, sabedoria e beleza — um elo entre as Américas ancestrais.

Esta obra foi inspirada e fundamentada no artigo publicado no blog “KXNHENETY.BLOGSPOT.COM", disponível em:  

https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/os-povos-publos-evolucao-historica.html?m=0 , seguindo uma estrutura acadêmica nos moldes da ABNT e respaldada em referenciais históricos e culturais que unem a tradição oral ao conhecimento erudito. 






Autor: Nhenety Kariri-Xocó 



Nenhum comentário: