🌺 Dedicatória Poética
Dedico este meu cantar,
Aos ventos do Novo Mundo,
Ao sol que vem abençoar
O povo sábio e profundo.
Dedico aos povos da areia,
Da pedra, da teia e da aldeia,
Que guardam saber fecundo.
Dedico à Mãe Terra viva,
Ao Pai Céu, fonte do dia,
À lua que guia as tribos
Na sagrada travessia.
Dedico à voz milenar,
Que ensina a se reinventar,
Com cultura e poesia.
🌿 Índice Poético
Abertura — O Chamado da Memória
Prólogo Poético — A Voz das Pedras Antigas
Capítulo I — As Origens Ancestrais dos Pueblo
Capítulo II — As Aldeias e o Espírito da Terra
Capítulo III — O Tempo da Crise e das Migrações
Capítulo IV — A Resistência e a Herança Viva
Encerramento — Círculo do Tempo
Epílogo Poético — Vozes que Não se Apagam
Nota de Fontes Rimada
Ficha Técnica
Epílogo Final
Quarta Capa Poética
Sobre o Autor
Sobre a Obra
🔆 Abertura — O Chamado da Memória
Canta, ó voz da eternidade,
Os passos dos ancestrais,
Que habitaram montes sagrados,
Entre céus e rochedos reais.
Das terras áridas brotou
Um povo que resistiu,
E o vento do tempo soprou,
Mas o sonho nunca partiu.
Eis aqui o meu cordel,
De alma e história entrelaçada,
Do povo que fez da fé
Sua casa iluminada.
Que o leitor possa escutar
A sabedoria do chão,
Que o livro venha cantar
O pulsar da criação.
🔮 Prólogo Poético — A Voz das Pedras Antigas
Ouçam o som das pedras
Que falam nas madrugadas,
Elas contam a memória
Das aldeias encantadas.
As montanhas do deserto
Guardam mistério desperto,
Em ruínas consagradas.
De adobe nasceram templos,
De argila, casa e altar,
E nas sombras dos penhascos
O sol vinha repousar.
Cada muro, um testemunho,
De um tempo de amor e prumo,
Que o vento faz ecoar.
O milho era oferenda,
A abóbora, gratidão,
O feijão, vida que estende
Raiz no coração.
E na dança das kachinas,
As almas são peregrinas,
Entre o céu e o chão.
🪶 CAPÍTULO I — As Origens Ancestrais dos Pueblo
1️⃣
No tempo em que o mundo era novo,
O homem seguia o luar,
Caçava, colhia, rezava,
Sem nunca parar de andar.
Entre o deserto e o rio,
Teceu destino e fio,
Aprendendo a semear.
2️⃣
Do milho veio o sustento,
Da pedra, a primeira morada,
Da chuva, o sagrado alimento,
Da lua, a rota traçada.
E assim, de chão em chão,
Forjaram civilização
De fé e vida encantada.
3️⃣
De nômades caminheiros,
Fizeram-se povo do chão,
Domando a fome e o tempo
Com a força da plantação.
O céu tornou-se escritura,
A terra, santa leitura
Na língua do coração.
4️⃣
Entre montes e vales secos,
O homem ergueu seu lar,
E a mulher, com suas mãos,
Fez o barro cantar.
Nascia o povo arcaico,
Com destino heroico,
Pronto a se transformar.
5️⃣
Do fogo e da madrugada,
Das caçadas e dos grãos,
Ergueram as mãos à alvorada
E fizeram orações.
Surgia o povo primeiro,
Puro, livre e verdadeiro,
Na união dos irmãos.
🌾 CAPÍTULO II — As Aldeias e o Espírito da Terra
1️⃣
O tempo foi se expandindo,
O povo cresceu em aldeias,
De adobe e fé se unindo,
Entre planícies e veias.
As kivas foram erguendo,
E o sol foi lhes dizendo:
“O sagrado em ti semeias.”
2️⃣
Das pedras fizeram muralhas,
Da fé, fizeram abrigo,
E na noite, entre as estrelas,
Conversavam com o amigo.
O espírito da montanha
Dizia: “A vida é estranha,
Mas a Terra é teu antigo.”
3️⃣
O milho era oração,
O vento, mensageiro,
E cada canto no chão
Guardava o som verdadeiro.
Os anciãos, com sabedoria,
Guardavam a harmonia
Do povo bom e inteiro.
4️⃣
Chaco Canyon se iluminava,
Mesa Verde era templo e lar,
O fogo eterno queimava,
E o povo a dançar.
As kachinas apareciam,
E os deuses assistiam,
No sol a lhes abraçar.
5️⃣
Mas vieram tempos de seca,
De exílio e travessia,
A terra pedia sossego,
E o vento trazia agonia.
Mesmo longe, na distância,
Guardaram fé e infância,
E a memória que irradia.
🌵 CAPÍTULO III — O Tempo da Crise e das Migrações
1️⃣
Vieram tempos de secura,
De silêncio e provação,
A terra perdeu fartura,
O vento trouxe aflição.
O povo olhava o horizonte,
Rogava ao deus do monte
Por chuva e salvação.
2️⃣
Os rios foram sumindo,
O milho não germinava,
E o sol, feroz e ferindo,
O barro quase rachava.
Mas na alma dos guerreiros,
Os sonhos verdadeiros
Em chama ainda pulsava.
3️⃣
As aldeias, antes cheias,
Foram ficando vazias,
E os passos sobre as areias
Guardavam melancolia.
Deixaram os grandes templos,
Levando antigos exemplos
De fé, coragem e harmonia.
4️⃣
Migraram entre desertos,
Seguindo o curso do céu,
E a cada pouso incerto
O destino lhes escreveu:
“Mesmo em chão estrangeiro,
Teu canto será primeiro,
Teu povo jamais morreu.”
5️⃣
O tempo virou memória,
As ruínas, testemunhais,
Mas o sopro de sua história
Ecoa nos rituais.
Pois quem nasce da poeira
Traz consigo a bandeira
Dos deuses ancestrais.
🌞 CAPÍTULO IV — A Resistência e a Herança Viva
1️⃣
Quando o branco apareceu,
Com cruz e espada em punho,
O sangue indígena gemeu,
Mas não perdeu seu cunho.
O Pueblo se levantou,
Com coragem enfrentou,
Seu espírito era um punho.
2️⃣
Veio o jugo da coroa,
A imposição estrangeira,
Mas a fé dos deuses antigos
Resistiu na fogueira.
E no ano oitenta do mil e seiscentos,
Com brados e firmamentos,
Fizeram guerra altaneira.
3️⃣
A Revolta dos Pueblo ergueu
Um grito de liberdade,
O invasor então tremeu
Diante da sua verdade.
Era o eco da nação,
Cantando renovação
Em meio à adversidade.
4️⃣
E mesmo após o domínio,
Não morreram as tradições,
Guardaram no coração
Suas antigas orações.
Em cada dança e pintura,
Há memória e escritura
De suas revelações.
5️⃣
Hoje vivem e celebram
Nas terras do Novo México,
Entre fé, arte e música,
Com espírito profético.
O Pueblo ainda ensina
Que a alma é peregrina
E o amor é o mais ético.
🌕 ENCERRAMENTO — Círculo do Tempo
O tempo roda em silêncio,
Mas a história não se apaga,
Cada passo, um ensinamento,
Cada ruína, uma saga.
Os povos Pueblo são chama,
Que na memória inflama
E no vento se propaga.
Em seus muros de lembrança,
Há lições de eternidade,
De fé, luta e esperança,
De amor e solidariedade.
São espelhos de um passado
Que vive sagrado
Na alma da humanidade.
🌈 EPÍLOGO POÉTICO — Vozes que Não se Apagam
Sou o canto do deserto,
Sou a areia em oração,
Sou o templo descoberto
No silêncio da imensidão.
Sou Pueblo, filho da lua,
Que caminha e continua
Guardando a tradição.
A história é minha morada,
A terra, meu coração,
A estrela é minha estrada,
A vida, revelação.
E quem ouvir minha voz,
Ouvirá dentro de nós
O eco da criação.
📜 NOTA DE FONTES RIMADA
Para o leitor conhecer
O que o verso aqui celebra,
Usei fontes de saber
Que o tempo nunca se quebra:
Cordova e Garrison ensinam,
Fagan e Cordy iluminam,
História que se celebra.
De Aracy Fagundes vem
O olhar sobre a memória,
E Neil Silberman também
Nos guia nesta história.
Das ruínas à fé madura,
A pesquisa é escritura
Da ciência e da glória.
(Fontes consultadas: CORDOVA, Nathan Garrett, 2018; CORDY, Ross, 1997; FAGAN, Brian M., 2005; FAGUNDES, Aracy Lopes, 2000; GARRISON, Ervan, 2020; SILBERMAN, Neil Asher, 2003.)
🪶 FICHA TÉCNICA
Título: Os Povos Pueblos — A Evolução Histórica
Autor: Nhenety Kariri-Xocó
Gênero: Literatura de Cordel Histórica
Formato: A5 (Livro-Cordel)
Edição Poética: ChatGPT – Assistente Virtual
Revisão e Curadoria: Nhenety Kariri-Xocó
Publicação Digital: KXNHENETY.BLOGSPOT.COM
Ano: 2025
Local: Porto Real do Colégio – AL, Brasil
Direitos Autorais: © Nhenety Kariri-Xocó
🌞 EPÍLOGO FINAL
Que o leitor, ao terminar,
Sinta o sopro do passado,
E possa também guardar
O saber sagrado.
Pois o povo que resiste
Ensina o que mais existe:
A força do ser ligado.
Que os Pueblos, em sua trilha,
Iluminem gerações,
E a Mãe Terra, nossa filha,
Nos una em orações.
Do barro e da eternidade,
Brota a nossa humanidade
E as suas inspirações.
🌺 QUARTA CAPA POÉTICA
Entre montes e desertos,
Floresce a sabedoria,
Os Pueblos são descobertos
Na alma e na poesia.
Cordel que canta o sagrado,
O tempo eternizado,
E o sol da profecia.
✍️ SOBRE O AUTOR
Nhenety Kariri-Xocó, contador de histórias oral e escrita, poeta e guardião da memória ancestral do povo Kariri-Xocó de Porto Real do Colégio (AL).
Sua arte une tradição e sabedoria indígena com as formas simbólicas do cordel, mantendo viva a chama espiritual das origens.
Em cada verso, reflete o respeito à Terra, à cultura e ao sagrado, traduzindo a força dos povos originários em poesia viva.
🌄 SOBRE A OBRA
Esta obra é um tributo aos povos Pueblo, civilização antiga que ergueu templos de barro e fé nas terras áridas do sudoeste norte-americano.
Unindo poesia e história, o livro celebra o poder da memória indígena e a continuidade espiritual dos que transformaram o deserto em morada do coração.
É um canto de resistência, sabedoria e beleza — um elo entre as Américas ancestrais.
Esta obra foi inspirada e fundamentada no artigo publicado no blog “KXNHENETY.BLOGSPOT.COM", disponível em:
https://kxnhenety.blogspot.com/2025/04/os-povos-publos-evolucao-historica.html?m=0 , seguindo uma estrutura acadêmica nos moldes da ABNT e respaldada em referenciais históricos e culturais que unem a tradição oral ao conhecimento erudito.
Autor: Nhenety Kariri-Xocó


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