quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

INSPIRAÇÃO DE PRONOMES OBJETO NO KARIRI

 

Basicamente um pronome de objeto é um pronome que conjuga por aquele que está sofrendo ação na frase


como no Tupi ou no Fulni-ô, ele vem logo em seguida do pronome do sujeito


vou dar um exemplo usando os pronomes em Kariri


temos o pronome gi- da primeira pessoa e o a- da segunda


vamos conjugar eles com o verbo pedi "dar", versão causativa de di "ser dado"


giapedi "eu te dei", separando eles fica gi-a-pedi, onde o primeiro pronome é o sujeito e o segundo é o objeto


Perfeito, vou começar a desenvolver pronomes de objeto para o KX


vou sugerir alguns, daí você me diz qual você acha mais bonito


A conjugação anotada por Mamiani e Nantes não possui conjugação para os objetos, apenas para o sujeito, isto é uma inovação que sugeri.


Estou me inspirando nas conjugações de objetos presentes no Fulni-ô e no Tupi antigo


Valdivino lembrando que o Abanēenga do Norte (Tupi antigo) é a língua da família Tupinambá.



Autores: Ari Loussant e Valdivino Kariú.




ANALISANDO AS LÍNGUAS

 

No caso do 1.9 está juntando duas vogais o grosso do Tupi é um som que inicia no I e termina no U essa do Dzubukuá é um som que inicia no U e termina no I.


O grosso do Tupi é presente no Kipeá que foi escrito como um y com acento circunflexo.


O y no Dzubukuá sempre é i


Acredito que seja um i que se aproxime do í de saída


Assim como o w no Dzubukuá sempre é U


No Kipeá é V


E o V é U


Essa confusão foi interferência do Latim


Vejo que o W sendo U no Dzubukuá deva ser um Ú agudo


Æ é presente no Kipeá 

Œ  é presente no Dzubukuá


No Sapuya e Kamuru é visível uma troca fonética do K pelo G e do Dz por Tz


Valdivino Kariú diz: " Eu acredito que seja uma particularidade do Dzubukuá 

Esse fonema UI. E IU I grupo do Tupi uma particularidade do Kipeá. I grosso do Tupi".


Ari Loussant informa: " Eu coloquei a vogal û para representar os dígrafos de Nantes (wj, uj, ui, wi e etc), considero ele um i grosso por causa da correspondência entre ele e o Kipeá, onde ele aparece, muitas vezes aparece o y com circunflexo de Mamiani, como no caso de hemui vs yemý, mas é bom discutirmos isso, você poderia mandar em áudio como você acha que o som deveria ser pronunciado ?".


Valdivino continua: " Na palavra Banabuiu, Uirapuru, Na gramática do Queiroz 2012, ele traz a fonética, do Ui ".


Ari Loussant diz: " A vogal que esse u representa é o i grosso"


Ari afirma que o U partido e o I partido são o mesmo som.


Valdivino acredita que são próximos, mas não o mesmo.


É essa a diferença nos dialetos.


No Kipeá é o I grosso do Tupi já no Dzubukuá não é.


Autores: Ari Loussant e Valdivino Kariú



SUGESTÃO DE NEOLOGISMO SUFIXO -I/-Y "NOMINALIZADOR"

 

Etimologia: derivado da palavra *e* "carga", com evolução semântica de "carga" > "objeto, coisa" > "sufixo nominalizador" e evolução fonética de /e/ > /i/ e após vogais /j/



Propósito: Servir como sinônimo do sufixo -te "nominalizador", para facilitar na criação de rimas em cantos e poemas, um exemplo:


Poema Sapuyá: 


théi pá í chái sáy

sá á pó lómú chéi pú cé sáy 

í pónéi céy má khú tsó kyéi

pó théiy gí páy í téi


téi pú tóy í pón tí gái

í má khú múy pó lópéi gí dái

méi tsúiy gí gé khá

méi khá gí gé próy téi khá



Chega o alento da primavera

nascem por todos os lados muitas belas flores

contudo, beleza maior não existe

do que retornar para casa


Para o doce abraço de sua mãe

Para a calorosa recepção de todos meus amigos

Na simplicidade encontro o amor

No amor encontro motivo para cantar



 Nas primeiras duas linhas temos dois homófonos, o primeiro é o verbo nascer sufixado com o novo sufixo -y, criando a palavra sá-y "coisa de nascer, nascimento" e por extensão semântica "primavera", já o segundo é uma versão palatalizada de sá, também o verbo "nascer", nesse caso o segundo sáy significa "flor". Outras vezes que -y foi usado foram na palavra pá-y da última linha do primeiro verso, que significa "coisa de morar, casa, moradia", cé-y "coisa de belo, beleza", théi-y "coisa de vir, coisa de chegar, retorno, volta", mú-y "coisa de tomar, coisa de receber, tomada, recepção", tsúi-y "coisa de simples, simplicidade".



Autor da matéria: Ari Loussant


terça-feira, 6 de dezembro de 2022

PERMISSÕES DOS DIALETOS MERIDIONAIS SAPUYÁ E KAMURÚ


Permissão de consoantes dos dialetos Nhihô Meridionais.docx


1 / 3


Permissão de consoantes dos dialetos Nhihô Meridionais



Sapuyá



Língua(s) Base: Sapuyá



Consoantes já existentes no dialeto Sapuyá (Martius): b, d, g, p, t, k, s, sh (sh ou x de xícara), th, ph, kh, m, n, ny (ɲ), r, l, w, ch (ɣ), f, ts, dz, c (tsch ou tch como no português tchau), j (dj de dia), h



Consoantes finais: -l, -r, -m, -n



Sílaba tônica representada por ´, ex.: khakhatsihó (cacazihoh)



Vogais nasais represantadas pelo dígrafo -ng, ex.: singsökhó (sinseccoh)  



Vogais já existentes no dialeto Sapuyá (Martius): a, e, ä (é aberto), i, o, ö (schwa), u, ü (i grosso)



Encontros consonantais permitidos (Sapuyá):


kr, pr, tr, gr, br, dr, kl, pl, tl, gl, bl, dl, sC, rC, CsV, -l,



Consoantes a serem permitidas (Sapuyá):




Permissão de consoantes dos dialetos Nhihô Meridionais.docx




1 / 3


Permissão de consoantes dos dialetos Nhihô Meridionais



Sapuyá



Língua(s) Base: Sapuyá



Consoantes já existentes no dialeto Sapuyá (Martius): b, d, g, p, t, k, s, sh (sh ou x de xícara), th, ph, kh, m, n, ny (ɲ), r, l, w, ch (ɣ), f, ts, dz, c (tsch ou tch como no português tchau), j (dj de dia), h



Consoantes finais: -l, -r, -m, -n



Sílaba tônica representada por ´, ex.: khakhatsihó (cacazihoh)



Vogais nasais represantadas pelo dígrafo -ng, ex.: singsökhó (sinseccoh)  



Vogais já existentes no dialeto Sapuyá (Martius): a, e, ä (é aberto), i, o, ö (schwa), u, ü (i grosso)



Encontros consonantais permitidos (Sapuyá):


kr, pr, tr, gr, br, dr, kl, pl, tl, gl, bl, dl, sC, rC, CsV, -l,



Consoantes a serem permitidas (Sapuyá):


2 / 3


dz (permitido), -l (permitido), -r (permitido), -ng (não-permitido), -m (permitido), -n (permitido), -s (permitido)



Assuntos pendentes:



Encontros consonantais a serem permitidos (Sapuyá):


tr/tl (permitido), dr/dl (permitido), sC (permitido), rC (permitido), CsV (permitido)





Kamurú



Língua(s) Base: Kamurú



Consoantes já existentes no dialeto Kamurú (Martius): b, d, g, p, t, k, s, ss (sh ou x de xícara), tt, pp, kk, m, n, r, l, w, gh (ɣ), f, v, ts, dz, c (tsch ou tch como no português tchau), j (mesmo que o som dj de dia do português), h



Consoantes finais: -l, -r, -s, -m, -n



Sílaba tônica representada por ` ex.: tsùligù (zuliguh)



Vogais nasais representadas pelo dígrafo -ng, ex.: khùmamàng (cumamang)


Vogais já existentes no dialeto Kamurú (Martius): a, e, ä (é aberto), i, o, ö (schwa), u, ü (i grosso)



Encontros consonantais permitidos (Kamurú):


kr, pr, tr, gr, br, dr, kl, pl, tl, gl, bl, dl, sC, rC, CsV



Consoantes a serem permitidas (Kamurú):


v (permitido), dz (permitido), -l (permitido), -r (permitido), -ng (não-permitido), -m (permitido), -n (permitido), -s (permitido)



Encontros consonantais a serem permitidos (Kamurú):


tr/tl (permitido), dr/dl (permitido), sC (permitido), rC (permitido), CsV (permitido)



Autor: Ari Loussant


Permissão: Adriana Korã



PERMISSÕES DO DIALETO KARIRI-XOCÓ 1 / 2


Língua(s) Base: Kipeá e Dzubukuá (Koiné) com substrato Natu e Xocó


Consoantes permitidas: b, ch (mesmo que tch de tchau), d, dh (do Dzubukuá), g, gh (ɣ), p, t, k, ph, th, kh, s, sh (mesmo que x de xícara), m, n, nh, r, l, w, ts, dz, dy (do Kipeá), h, c, z, v


Consoantes finais: (sem consoantes finais) (palavra com consoantes finais tem elas retiradas)


Sílaba tônica representada por: ´ ex.:  


Vogais nasais representadas por: ~, exceto perante o e, i, u e ý


Vogais permitidas: a, â, e, i, o, u, û, ô (vogal aberta), ê (vogal aberta)


Encontros consonantais permitidos:

kr, gr, pr, br, tr, dr, kl, gl, pl, bl, tl, dl, Cw, sk, sd, sch



Consoantes a serem permitidas: z (permitido), v (permitido), c (permitido), ‘ (permitido), f (permitido), sh (permitido), zh (permitido)


Encontros consonantais a serem permitidos: tr (permitido), tl (permitido), dr e dl (permitido)


Ordem dos constiuíntes preferida: SOV e VSO


O gato gosta de lasanha


SVO: (nâ) mokhi sukhá lazanhá

SOV: (nâ) mokhi lazanhá sukhá (permitido)

VSO: sukhá (nâ) mokhi lazanhá  (permitido)

VOS: sukhá lazanha (nâ) mokhi

OVS: lazanha sukhá (nâ) mokhi

OSV: lazanha (nâ) mokhi sukhá


Ou ordem livre.


Autor da matéria: Ari Loussant

Permissão: Nhenety



segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

NOVO MÉTODO CRIAÇÃO DE PALAVRAS LÍNGUAS NHINHO


Um novo método de criação de palavras para as línguas Nhiho



 Apesar de eu chamar de novo, não é necessariamente algo inovador, este método vem sido utilizado de maneira consciente ou não por várias línguas no mundo todo, é uma fusão de várias mudanças fonéticas que ocorrem naturalmente nas línguas, como lenição, ablaut, fortição etc. É novo pois, até onde meus estudos chegaram, eu não notei os Kariris utilizando esse tipo de mudança fonética de propósito para criar novas palavras, portanto é algo novo que estará sendo introduzido de maneira sistematizada em cada uma das línguas dessa família.


 O que é este método do qual estou falando ? É bem simples, não sobraram muitas palavras para que hajam conversas naturais entre aqueles que desejam ser falantes dessas línguas, sabemos disso. O método mais primitivo (não no sentido ruim, e sim no sentido de primário, a primeira coisa que vem na cabeça) de criação de palavras é composição, onde você pega duas palavras e junta elas para formar uma nova, esse método não é ruim e era visto como algo extremamente produtivo para o falantes antigos, o problema é que há um limite de quanto podemos fazer isso com as palavras que temos atualmente, é um sistema que não gera palavras novas e sim reutiliza as existentes, se dependermos desse método, logo chegaremos a criar palavras gigantes que iriam quebrar a estética dissilábica da família Nhihô. Com isso dito, vou demonstrar para vocês um pouco de como esse método funciona, peguemos uma palavra como exemplo do Dzubukuá kye (quie) "amarrar, atar"


kye > ke, kem, kye, kyem, khe, khem, khye, khyem, ge, gem, gye, gyem, tse, tsem, dze, dzem, se, sem, he, hem, dhe, dhem, de, dem, te, tem, le, lem, re, rem, ghe, ghem, we, wem, be, bem, pe, pem, phe, phem


 Como vocês podem ver, temos uma lista, tal lista começa com a palavra original e logo depois passa para outra versão dela, é possível notar um padrão de palavra normal, palavra nasal, palavra normal e palavra nasal (representada pelo -m final da ortografia do Dzubukuá) nesse grupo de palavras, agora vocês podem estar se perguntando, qual é o método utilizado aqui, vou explicar agora



 Basicamente este método utiliza de todos os sons disponíveis da língua Nhihô no qual está sendo trabalhada e força a palavra a mudar foneticamente para criar uma variante dela. Kye (quie) "amarrar, atar" deriva do Proto-Kariri *ce "atar, amarrar", o som original é /c/, mas começamos com uma versão despalatalizada (isto é sem o som /j/ como em k(y)e) e desvozeada (ou seja com o k e não com g) e não aspirada (com k e não com kh), criando a variante *ke*, logo em seguida fazemos a mesma coisa só que com o som nasal, criando *kem*, depois passamos para suas versões palatalizadas: *kye* e *kyem*, aspiradas: *khe* e *khem*, vozeadas *ge* e *gem* e por aí vai.


 Para não divagar muito, não irei explicar nesse texto todas as mudanças, logo mostrarei uma versão mais detalhada sobre quais sons podem mudar para quais sons, por enquanto irei explicar outra parte desse método.


Uma pergunta que pode surgir é se só poderão criar palavras na quantidade de variantes que existem, como por exemplo, voltemos na lista e contemos quantas variantes tem nela: 40, a pergunta nesse caso seria se só poderão ser criadas 40 palavras, uma para cada variante ?


 E eu respondo que não, esse sistema permite que as palavras sejam reutilizadas (hipoteticamente) infinitas vezes, na realidade as palavras podem ser derivadas dependendo da necessidade do falante, você não necessariamente vai criar infinitas palavras, pois a quantidade depende da criatividade e necessidade do falante, aqui está um exemplo prático disso:


kye "atar" > kye "prender" > kye "prisão, cadeia" > kye "prisioneiro" > kye "escravo" > kye "espólio de guerra" > kye "tesouro" > kye "moeda" ou kye "joia" >  kye "preço" > kye "vender"

                          > kye "negociar"

                            > kye "comprar" 

                            > kye "negócio" 

                             > kye "coisa" 

                       > kye "mercado" ou "feira"

                          > kye "shopping"

                       > kye "valor (preço ou moral)"

                          > kye "moral"


 Como se pode ver, a palavra "atar" foi derivada 19 vezes, cada derivação se torna uma palavra independente, podendo ter portanto sua própria derivação, chegando a um ponto que podemos justificar a mudança do verbo "amarrar, atar" para "vender", sem essas mudanças nunca poderíamos ter chegado tão longe a ponto de criar significados tão distintos do original, afinal é extremamente difícil justificar para um linguista que o verbo "atar" deu origem ao substantivo "moral" sem uma linhagem da evolução semântica. 


  Com este método, múltiplas palavras podem ser criadas a partir de uma só raiz, como puderam ver eu só usei 1 das 40 alternativas que eu tinha naquela  lista que eu demonstrei. "Ah, mas agora temos 19 palavras idênticas, como iremos distinguir elas dentro de uma frase ?", simples, ainda existem 39 variantes não utilizadas, e isso é por que eu ainda não expliquei o outro processo dentro desse sistema de criação de palavras: o ablaut.


 O ablaut ou apofonia é um processo fonético de substituição de uma vogal raiz por outra, como no caso do inglês sing, sang, sung e song, onde a raiz sVng teve sua vogal permutada 4 vezes para denotar coisas distintas, a mesma coisa pode ser feita nas línguas Nhihô baseado nos processos fonéticos que ocorreram dentro dessas línguas:


Ex.: comecemos com o /e/, este pode facilmente se transformar em /i/ ou o é aberto /ɛ/ , já o /i/ pode se transformar no i grosso /ɨ/, o i grosso pode virar o schwa /ə/ ou /u/ (como visto no Dzubukuá e Kamurú respectivamente), o schwa pode virar tanto /e/ (Kipeá) quanto /o/ e /a/ (Dzubukuá e Kamurú) e por último o /o/ pode virar /u/ (Sapuyá) ou o ó aberto /ɔ/.


O exemplo que utilizamos foi uma palavra do Dzubukuá, esta língua permite 9 ou 8 vogais, /a/, /ə/ /e/, /ɛ/, /i/, /ɨ/ /o/, /ɔ/ <- (hipotético) e /u/


Podemos criar 40 variantes seguindo todos os processos fonéticos que logo logo explicarei melhor, presumamos que existam 9 vogais nesta língua, portanto 40 x 9 = 360, temos 360 variantes que podemos utilizar à vontade.


Com isso explicado, voltemos para a pergunta, como iremos resolver o problema de termos muitas palavras idênticas ? Trarei de volta a lista com o vogal substituída por um V, cujo o significado é "vogal não determinada":


kV, kVm, kyV, kyVm, khV, khVm, khyV, khyVm, gV, gVm, gyV, gyVm, tsV, tsVm, dzV, dzVm, sV, sVm, hV, hVm, dhV, dhVm, dV, dVm, tV, tVm, lV, lVm, rV, rVm, ghV, ghVm, wV, wVm, bV, bVm, pV, pVm, phV, phVm


 a V está ali para implicar que qualquer uma das nove (ou oito) vogais do Dzubukuá podem ser encaixadas na palavra, portanto temos 360 (ou 320) palavras cujo podemos utilizar à vontade, para este exemplo, vamos escolher algumas palavras da lista de derivações semânticas

> kye "vender"

                          > kye "negociar"

                            > kye "comprar" 

                            > kye "negócio" 

                             > kye "coisa" 

                       > kye "mercado" ou "feira"

                          > kye "shopping"

                       > kye "valor (preço ou moral)"

                          > kye "moral"


Vamos escolher o verbo "comprar", como podemos ver, ele é idêntico ao verbo "vender", ele é derivado a partir do verbo "negociar", cujo possui um sentido neutro e pode significar uma transação indo para ambos os lados, agora temos duas palavras que se faladas sozinhas podem ser confundidas, como resolver esse problema ? Peguemos uma palavra das 360/320 que temos guardadas, vamos escolher arbitrariamente a palavra phV, e para ela vamos escolher a vogal /a/, portanto *pha*, por enquanto essa palavra só significa "atar, amarrar", assim como a palavra do qual ela derivou, mas agora vamos impor o mesmo processo que kye passou para chegar até "comprar", criando a palavra *pha* "comprar", portanto agora temos um sinônimo do qual podemos utilizar para distinguir as palavras criando a palavra:


kyepha "comprar"


 É assim que o problema de homofonia será resolvido, utilizando as outras variantes para criar sinônimos com estruturas distintas, a escolha será feita pelos representantes das línguas (a liderança), cujo irá determinar quais palavras devem ser escolhidas dentro da lista para seus respectivos dialetos.



Autor: Ari Loussant


POESIA DZUBUKUÁ


O orador / Dikhlimeli



Bo uthua dhê bu-yâ

Loco bo âmro dikhâli bâ

Dâ âñidi âkhaa ghiây

Namhe bo bu-ghâ yakhu hây


Ghiñiti ghikhlimea âñây

Bo âñitithe bo ânâdhethe kây

Dinâghâli izo khaya

Kukli âñây loco âzo kuwoa



Das frutas, a grande mãe

Que é eterna guardiã deste 

Ofereça tuas bênçãos à mim

Principal das flores noturnas


Dedico minhas preces à ti

Para que tu dedique tua sabedoria à todos nós

Sábia luz da noite

Pedimos a ti que sempre ilumine nosso caminho.



Autor: Ari Loussant